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		<title>Wiki_Semed - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Avalia%C3%A7%C3%A3o_escolar_no_contexto_do_ensino_e_aprendizagem</id>
		<title>Avaliação escolar no contexto do ensino e aprendizagem</title>
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				<updated>2013-07-09T11:55:53Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Neivavaladares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;  Constantemente vivemos em busca de aperfeiçoamento. Vivendo em uma sociedade capitalista é necessário que o Homem busque cada vez mais novas técnicas para que possa ultrapassar barreiras, seja ela pessoal ou profissional. Portanto é necessário que passamos frequentemente por uma avaliação, para que através dela possamos identificar fatores que nos possibilitam um crescimento pessoal e intelectual, detendo assim o conhecimento.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;quot;'' Conhecer é poder''&amp;quot; Francis Bacon (1561-1620)&lt;br /&gt;
O conhecimento é importante em todos os aspectos. Quem detém o conhecimento detém o poder de fazer. Sem conhecimento não se chega aonde se deseja. Para resultados satisfatórios temos que investigar para conhecer e conhecer para agir. Se não ao contrário não se tem eficiência e qualidade.&lt;br /&gt;
O objetivo é compreender o significado da avaliação da aprendizagem como um ato de investigar a qualidade do seu objeto de estudo e, se necessário, intervir no processo de aprendizagem, tendo como suporte o ensino, na perspectiva de construir os resultados desejados.&lt;br /&gt;
O que é conhecimento no contexto da compreensão da avaliação da aprendizagem com resultados bem-sucedidos. A avaliação é apresentada como a que subsidia a obtenção de resultado satisfatórios que é a aprendizagem do educando. Subsidia a obtenção do resultados desejados, e não de quaisquer resultados que sejam possíveis.&lt;br /&gt;
Abordamos a ciência(conhecimento) como moda de desvendar a realidade que oferece suporte a uma intervenção eficiente(tecnologia), tendo a compreensão da ciência como modelo, o ato de avaliar como um ato de investigar e intervir para a melhoria dos resultados em construção.Enquanto a ciência investiga como funciona a  realidade, a avaliação estuda a sua qualidade, e a qualidade dos dados para se chegar a esta conclusão.Ao se desvendar os dados de uma realidade, a avaliação da a possibilidade e os dados necessários para que o gestor possa intervir da melhor forma possível.&lt;br /&gt;
A noção de que a forma como compreendemos a avaliação faz uma ligação com a forma como compreendemos a ciência, ainda que cientes de que ciência e avaliação investiga objetos diferentes, uma a realidade a outra a qualidade. Por isso, precisamos praticar o modo de proceder a avaliação e a forma de operar da ciência. O objetivo é estabelecer um elo entre essas duas áreas de conhecimento, tornando a segunda melhor configurada epistemologicamente e operacionalmente.&lt;br /&gt;
A avaliação norteia todo processo de viver da humanidade ao longo de sua trajetória. Todo processo é permeado de subjetividade, normas, condutas e códigos criados pelo homem. &lt;br /&gt;
Para Luckesi (1995, p.69) avaliação é com “um juízo de qualidade sobre dados relevantes, tendo em vista uma tomada de decisão”. São elementos que compõem a compreensão constitutiva da avaliação.&lt;br /&gt;
O processo avaliativo não tem finalidade em si mesmo, não pretende uma melhoria só da aprendizagem, mas da racionalidade e da justiça nas práticas educacionais. Avaliar não somente para cumprir com uma das funções do professor, de manter atualizado o currículo do aluno, mas, se faz avaliação para conseguir melhora do processo educativo como um todo.&lt;br /&gt;
Nesse contexto a avaliação pode ser entendida, prioritariamente como um conjunto de ações que auxiliam o professor a refletir sobre as condições de aprendizagem oferecidas e ajustar sua prática às necessidades colocadas pelas crianças. tem como função acompanhar, orientar, regular e redimensionar esse processo como um todo. É a reflexão transformada em ação. Ação, que impulsiona a novas reflexões. Reflexão permanente do educador sobre a realidade, acompanhando a trajetória da construção do conhecimento do educando. A avaliação deve integrar as várias facetas de formação do aluno, como parte do processo deve estar em constante transformação.&lt;br /&gt;
Entendemos que a escola deve ter claramente disposto e organizado os critérios avaliativos, estabelecendo assim uma investigação da certificação da qualidade do conhecimento adquirido e acima de tudo o acompanhamento, e se for necessário, uma intervenção, pois considera as realidades heterogêneas e trata o conhecimento como fonte de elucidação da realidade transformando-o em algo compreensível, real.&lt;br /&gt;
Decorre daí que não se deve denominar por avaliação testes, provas ou exercícios  que são meramente instrumentos de avaliação, muito menos nomear por avaliação boletins, relatórios, que são registros de avaliação. Métodos e instrumentos de avaliação estão fundamentados em valores morais, concepções de educação, de sociedade e de vida do sujeito. São essas as concepções que regem o fazer avaliativo e que lhe dão sentido. É preciso, então, pensar primeiro em como os educadores pensam a avaliação antes de mudar metodologias, instrumentos de testagem e formas de registro. Reconstruir as práticas avaliativas sem discutir o significado desse processo é como preparar as malas sem saber o destino da viagem.( HOFFMANN 2005).&lt;br /&gt;
E nesse sentido afirma SILVA (2003, p. 9) &amp;quot; A escola, assim, é um lugar político- pedagógico que contribui para a interseção da diversidade cultural que a circunda e a constitui, sendo espaço de significar, de dar sentido, de produzir conhecimentos, valores e competências fundamentais para a formação humana dos que ensinam e dos que aprendem. Nesse raciocínio, o papel da avaliação é acompanhar a relação ensino aprendizagem para possibilitar as informações necessárias para manter o diálogo entre as intervenções dos docentes e dos educandos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
Portanto, para que ocorra este contexto interativo, o professor deverá criar e dinamizar o seu trabalho para que assim os educando  obtém a construção do conhecimento. E  a avalição será entendida como um juízo da qualidade sobre o conhecimento construído, tendo em vista uma tomada de decisão, &amp;quot;replanejamento&amp;quot;, ou não, todos os objetivos foram assim alcançados.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
==PROCESSO AVALIATIVO NA EDUCAÇÃO==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;O professor ao avaliar deve levar em consideração alguns aspectos, como Hoffmann descreve: o processo avaliativo tem por objetivo: a)observar o aprendiz; b)analisar e compreender suas estratégias de aprendizagem; e c)tomar decisões pedagógicas a continuidade do processo.Tornando assim a avaliação um instrumento que contribua no desenvolvimento do seu trabalho.&lt;br /&gt;
Processo subjetivo e multidimensional&lt;br /&gt;
A relação educador/educando exige o processo avaliativo mediador, que, por sua vez, só sobrevive por meio do resgate à sensibilidade, do respeito ao outro, da convivência e de procedimentos dialógicos e significativos. A avaliação da aprendizagem consubstancia-se contesto próprio da diversidade.&lt;br /&gt;
O objetivo é fazer desafios superáveis aos alunos, de modo que que as respostas de cada um provoquem o professor a fazer outras perguntas sobre elas, em outras dimensões, sobre o mesmos assuntos, sob diferentes formas provocativas, também, em termo de estratégias de pensamento. Nesse sentido, os diferentes saberes dos alunos, que cooperam entre si e debatem os assuntos, é um fator fortemente favorecedor da melhoria das aprendizagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==AVALIAÇÃO COMO PRÁTICA EDUCATIVA==&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;A avaliação, segundo  Luckesi (2005) tem por objetivo contribuir para a prática pedagógica do professor, no que requer a busca pelo desenvolvimento intelectual. Ainda conforme Hoffmann (2005) ao avaliar o professor identifica a necessidade do educando, procurando assim alternativas satisfatórias que possam ser desenvolvidas com qualidade. É necessário segundo o mesmo autor, reconhecer e respeitar a particularidade de cada aluno, afinal a individualidade deve ser considerada, tendo em vista a necessidade de formas diferentes de avaliação a serem aplicadas.&lt;br /&gt;
Contudo, o professor deve aparecer como um mediador, capaz de oportunizar ao aluno o conteúdo, de forma que este possa assimilar as ações propostas. Isso porque na concepção de Vygotsky e Paiaget a aprendizagem não é possível no isolamento total. Ela precisa do mediador, no caso, o professor, para oferecer um norte, uma orientação nas ações de pesquisa e aprendizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==CONTEXTO ESCOLAR E A AVALIAÇÃO==&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na década de 90, iniciou-se o processo de reforma baseado na ideia de que era necessário modificar o sistema educacional. Um dos argumentos era o baixo nível de responsabilidade dos resultados com que as administrações tradicionais(TEDESCO,2003).&lt;br /&gt;
A responsabilização passa a ser entendida como que um valor que deve guiar os governos democráticos uma vez que é uma forma de rendição de contas a sociedade.&lt;br /&gt;
Ferrer(2006)descreve algumas condições desejáveis para que o país tenha um sistema de avaliação, em primeiro, onde os resultados devem ser previamente debatidos para que as provas e a metodologia a ser desenvolvidas atentam estes princípios.&lt;br /&gt;
Em segundo, os instrumentos de medição devem estar  relacionados a metas e objetivos, de desenvolvimentos cognitivo traçados pelo país. Logo, devem existir metas que sejam conhecidas por todos: professores, diretores, diretores e sociedade em geral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==ENSINO, APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO==&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p alignt=&amp;quot;justify&amp;quot;&amp;gt;Percebemos que no espaço escolar, a avaliação no processo de aprendizagem tem assistido aos educadores a qualidade deste processo. Portanto, a pratica avaliativa promove ao educador o ato de investigar, intervir, acompanhar e comprovar a aprendizagem do educando.&lt;br /&gt;
A Avaliação pedagógica serve para nortear ao educador, seja para mostrar que o conhecimento transmitido foi assimilado eficazmente ou não pelo aluno.Nesse caso o gestor educador deverá reorientar aos alunos, caso o resultado não tenha sido satisfatório.&amp;lt;/p&amp;gt; ==&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Hoffmann diz em um dos seus textos, temos que fazer um acompanhamento diário,  a avaliação deve ser no cotidiano dos alunos, valorizando o aprendizado diário, abolindo a preocupação excessiva com a prova mensal e principalmente com aprova bimestral como é comum na escolas atualmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=CONSIDERAÇÕES=&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=REFERÊNCIAS=&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;LUCKESI, Cipriano.'''Avaliação na Aprendizagem na escola: investigação e intervenção.'''1.ed.-São Paulo: Cortez, 2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara. '''O jogo do contrário em avaliação'''. Porto Alegre: Mediação, 2005&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Neivavaladares</name></author>	</entry>

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		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Avalia%C3%A7%C3%A3o_escolar_no_contexto_do_ensino_e_aprendizagem</id>
		<title>Avaliação escolar no contexto do ensino e aprendizagem</title>
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				<updated>2013-07-09T11:54:25Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Neivavaladares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;  Constantemente vivemos em busca de aperfeiçoamento. Vivendo em uma sociedade capitalista é necessário que o Homem busque cada vez mais novas técnicas para que possa ultrapassar barreiras, seja ela pessoal ou profissional. Portanto é necessário que passamos frequentemente por uma avaliação, para que através dela possamos identificar fatores que nos possibilitam um crescimento pessoal e intelectual, detendo assim o conhecimento.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;quot;'' Conhecer é poder''&amp;quot; Francis Bacon (1561-1620)&lt;br /&gt;
O conhecimento é importante em todos os aspectos. Quem detém o conhecimento detém o poder de fazer. Sem conhecimento não se chega aonde se deseja. Para resultados satisfatórios temos que investigar para conhecer e conhecer para agir. Se não ao contrário não se tem eficiência e qualidade.&lt;br /&gt;
O objetivo é compreender o significado da avaliação da aprendizagem como um ato de investigar a qualidade do seu objeto de estudo e, se necessário, intervir no processo de aprendizagem, tendo como suporte o ensino, na perspectiva de construir os resultados desejados.&lt;br /&gt;
O que é conhecimento no contexto da compreensão da avaliação da aprendizagem com resultados bem-sucedidos. A avaliação é apresentada como a que subsidia a obtenção de resultado satisfatórios que é a aprendizagem do educando. Subsidia a obtenção do resultados desejados, e não de quaisquer resultados que sejam possíveis.&lt;br /&gt;
Abordamos a ciência(conhecimento) como moda de desvendar a realidade que oferece suporte a uma intervenção eficiente(tecnologia), tendo a compreensão da ciência como modelo, o ato de avaliar como um ato de investigar e intervir para a melhoria dos resultados em construção.Enquanto a ciência investiga como funciona a  realidade, a avaliação estuda a sua qualidade, e a qualidade dos dados para se chegar a esta conclusão.Ao se desvendar os dados de uma realidade, a avaliação da a possibilidade e os dados necessários para que o gestor possa intervir da melhor forma possível.&lt;br /&gt;
A noção de que a forma como compreendemos a avaliação faz uma ligação com a forma como compreendemos a ciência, ainda que cientes de que ciência e avaliação investiga objetos diferentes, uma a realidade a outra a qualidade. Por isso, precisamos praticar o modo de proceder a avaliação e a forma de operar da ciência. O objetivo é estabelecer um elo entre essas duas áreas de conhecimento, tornando a segunda melhor configurada epistemologicamente e operacionalmente.&lt;br /&gt;
A avaliação norteia todo processo de viver da humanidade ao longo de sua trajetória. Todo processo é permeado de subjetividade, normas, condutas e códigos criados pelo homem. &lt;br /&gt;
Para Luckesi (1995, p.69) avaliação é com “um juízo de qualidade sobre dados relevantes, tendo em vista uma tomada de decisão”. São elementos que compõem a compreensão constitutiva da avaliação.&lt;br /&gt;
O processo avaliativo não tem finalidade em si mesmo, não pretende uma melhoria só da aprendizagem, mas da racionalidade e da justiça nas práticas educacionais. Avaliar não somente para cumprir com uma das funções do professor, de manter atualizado o currículo do aluno, mas, se faz avaliação para conseguir melhora do processo educativo como um todo.&lt;br /&gt;
Nesse contexto a avaliação pode ser entendida, prioritariamente como um conjunto de ações que auxiliam o professor a refletir sobre as condições de aprendizagem oferecidas e ajustar sua prática às necessidades colocadas pelas crianças. tem como função acompanhar, orientar, regular e redimensionar esse processo como um todo. É a reflexão transformada em ação. Ação, que impulsiona a novas reflexões. Reflexão permanente do educador sobre a realidade, acompanhando a trajetória da construção do conhecimento do educando. A avaliação deve integrar as várias facetas de formação do aluno, como parte do processo deve estar em constante transformação.&lt;br /&gt;
Entendemos que a escola deve ter claramente disposto e organizado os critérios avaliativos, estabelecendo assim uma investigação da certificação da qualidade do conhecimento adquirido e acima de tudo o acompanhamento, e se for necessário, uma intervenção, pois considera as realidades heterogêneas e trata o conhecimento como fonte de elucidação da realidade transformando-o em algo compreensível, real.&lt;br /&gt;
Decorre daí que não se deve denominar por avaliação testes, provas ou exercícios  que são meramente instrumentos de avaliação, muito menos nomear por avaliação boletins, relatórios, que são registros de avaliação. Métodos e instrumentos de avaliação estão fundamentados em valores morais, concepções de educação, de sociedade e de vida do sujeito. São essas as concepções que regem o fazer avaliativo e que lhe dão sentido. É preciso, então, pensar primeiro em como os educadores pensam a avaliação antes de mudar metodologias, instrumentos de testagem e formas de registro. Reconstruir as práticas avaliativas sem discutir o significado desse processo é como preparar as malas sem saber o destino da viagem.( HOFFMANN 2005).&lt;br /&gt;
E nesse sentido afirma SILVA (2003, p. 9) &amp;quot; A escola, assim, é um lugar político- pedagógico que contribui para a interseção da diversidade cultural que a circunda e a constitui, sendo espaço de significar, de dar sentido, de produzir conhecimentos, valores e competências fundamentais para a formação humana dos que ensinam e dos que aprendem. Nesse raciocínio, o papel da avaliação é acompanhar a relação ensino aprendizagem para possibilitar as informações necessárias para manter o diálogo entre as intervenções dos docentes e dos educandos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
Portanto, para que ocorra este contexto interativo, o professor deverá criar e dinamizar o seu trabalho para que assim os educando  obtém a construção do conhecimento. E  a avalição será entendida como um juízo da qualidade sobre o conhecimento construído, tendo em vista uma tomada de decisão, &amp;quot;replanejamento&amp;quot;, ou não, todos os objetivos foram assim alcançados.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
==PROCESSO AVALIATIVO NA EDUCAÇÃO==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;O professor ao avaliar deve levar em consideração alguns aspectos, como Hoffmann descreve: o processo avaliativo tem por objetivo: a)observar o aprendiz; b)analisar e compreender suas estratégias de aprendizagem; e c)tomar decisões pedagógicas a continuidade do processo.Tornando assim a avaliação um instrumento que contribua no desenvolvimento do seu trabalho.&lt;br /&gt;
Processo subjetivo e multidimensional&lt;br /&gt;
A relação educador/educando exige o processo avaliativo mediador, que, por sua vez, só sobrevive por meio do resgate à sensibilidade, do respeito ao outro, da convivência e de procedimentos dialógicos e significativos. A avaliação da aprendizagem consubstancia-se contesto próprio da diversidade.&lt;br /&gt;
  O objetivo é fazer desafios superáveis aos alunos, de modo que que as respostas de cada um provoquem o professor a fazer outras perguntas sobre elas, em outras dimensões, sobre o mesmos assuntos, sob diferentes formas provocativas, também, em termo de estratégias de pensamento. Nesse sentido, os diferentes saberes dos alunos, que cooperam entre si e debatem os assuntos, é um fator fortemente favorecedor da melhoria das aprendizagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==AVALIAÇÃO COMO PRÁTICA EDUCATIVA==&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;A avaliação, segundo  Luckesi (2005) tem por objetivo contribuir para a prática pedagógica do professor, no que requer a busca pelo desenvolvimento intelectual. Ainda conforme Hoffmann (2005) ao avaliar o professor identifica a necessidade do educando, procurando assim alternativas satisfatórias que possam ser desenvolvidas com qualidade. É necessário segundo o mesmo autor, reconhecer e respeitar a particularidade de cada aluno, afinal a individualidade deve ser considerada, tendo em vista a necessidade de formas diferentes de avaliação a serem aplicadas.&lt;br /&gt;
Contudo, o professor deve aparecer como um mediador, capaz de oportunizar ao aluno o conteúdo, de forma que este possa assimilar as ações propostas. Isso porque na concepção de Vygotsky e Paiaget a aprendizagem não é possível no isolamento total. Ela precisa do mediador, no caso, o professor, para oferecer um norte, uma orientação nas ações de pesquisa e aprendizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==CONTEXTO ESCOLAR E A AVALIAÇÃO==&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
 Na década de 90, iniciou-se o processo de reforma baseado na ideia de que era necessário modificar o sistema educacional. Um dos argumentos era o baixo nível de responsabilidade dos resultados com que as administrações tradicionais(TEDESCO,2003).&lt;br /&gt;
A responsabilização passa a ser entendida como que um valor que deve guiar os governos democráticos uma vez que é uma forma de rendição de contas a sociedade.&lt;br /&gt;
Ferrer(2006)descreve algumas condições desejáveis para que o país tenha um sistema de avaliação, em primeiro, onde os resultados devem ser previamente debatidos para que as provas e a metodologia a ser desenvolvidas atentam estes princípios.&lt;br /&gt;
Em segundo, os instrumentos de medição devem estar  relacionados a metas e objetivos, de desenvolvimentos cognitivo traçados pelo país. Logo, devem existir metas que sejam conhecidas por todos: professores, diretores, diretores e sociedade em geral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==ENSINO, APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO==&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p alignt=&amp;quot;justify&amp;quot;&amp;gt;Percebemos que no espaço escolar, a avaliação no processo de aprendizagem tem assistido aos educadores a qualidade deste processo. Portanto, a pratica avaliativa promove ao educador o ato de investigar, intervir, acompanhar e comprovar a aprendizagem do educando.&lt;br /&gt;
A Avaliação pedagógica serve para nortear ao educador, seja para mostrar que o conhecimento transmitido foi assimilado eficazmente ou não pelo aluno.Nesse caso o gestor educador deverá reorientar aos alunos, caso o resultado não tenha sido satisfatório.&amp;lt;/p&amp;gt; ==&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
 Hoffmann diz em um dos seus textos, temos que fazer um acompanhamento diário,  a avaliação deve ser no cotidiano dos alunos, valorizando o aprendizado diário, abolindo a preocupação excessiva com a prova mensal e principalmente com aprova bimestral como é comum na escolas atualmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=CONSIDERAÇÕES=&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Hoffmann diz em um dos seus textos, temos que fazer um acompanhamento diário,  a avaliação deve ser no cotidiano dos alunos, valorizando o aprendizado diário, abolindo a preocupação excessiva com a prova mensal e principalmente com aprova bimestral como é comum na escolas atualmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=REFERÊNCIAS=&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;LUCKESI, Cipriano.'''Avaliação na Aprendizagem na escola: investigação e intervenção.'''1.ed.-São Paulo: Cortez, 2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara. '''O jogo do contrário em avaliação'''. Porto Alegre: Mediação, 2005&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Neivavaladares</name></author>	</entry>

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		<summary type="html">&lt;p&gt;Neivavaladares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== [[Avaliação da aprendizagem na escola: investigação e intervenção.]] ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;'' Conhecer é poder''&amp;quot; Francis Bacon (1561-1620)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem detém o conhecimento detém o poder de fazer. Sem conhecimento não se chega aonde se deseja. Para resultados satisfatórios temos que investigar para conhecer e conhecer para agir. Se não ao contrário não se tem eficiência e qualidade.&lt;br /&gt;
O objetivo é compreender o significado da avaliação da aprendizagem como um ato de investigar a qualidade do seu objeto de estudo e, se necessário, intervir no processo de aprendizagem, tendo como suporte o ensino, na perspectiva de construir os resultados desejados.&lt;br /&gt;
O que é conhecimento no contexto da compreensão da avaliação da aprendizagem com resultados bem-sucedidos. A avaliação é apresentada como a que subsidia a obtenção de resultado satisfatórios que é a aprendizagem do educando. Subsidia a obtenção do resultados desejados, e não de quaisquer resultados que sejam possíveis.&lt;br /&gt;
Abordamos a ciência(conhecimento) como moda de desvendar a realidade que oferece suporte a uma intervenção eficiente(tecnologia), tendo a compreensão da ciência como modelo, o ato de avaliar como um ato de investigar e intervir para a melhoria dos resultados em construção.&lt;br /&gt;
A noção de que a forma como compreendemos a avaliação faz uma ligação com a forma como compreendemos a ciência, ainda que cientes de que ciência e avaliação investiga objetos diferentes, uma a realidade a outra a qualidade. Por isso, precisamos praticar o modo de proceder a avaliação e a forma de operar da ciência. O objetivo é estabelecer um elo entre essas duas áreas de conhecimento, tornando a segunda melhor configurada epistemologicamente e operacionalmente.&lt;br /&gt;
A avaliação norteia todo processo de viver da humanidade ao longo de sua trajetória. Todo processo é permeado de subjetividade, normas, condutas e códigos criados pelo homem. &lt;br /&gt;
Para Luckesi (1995, p.69) avaliação é com “um juízo de qualidade sobre dados relevantes, tendo em vista uma tomada de decisão”. São elementos que compõem a compreensão constitutiva da avaliação.&lt;br /&gt;
O processo avaliativo não tem finalidade em si mesmo, não pretende uma melhoria só da aprendizagem, mas da racionalidade e da justiça nas práticas educacionais. Avaliar não somente para cumprir com uma das funções do professor, de manter atualizado o currículo do aluno, mas, se faz avaliação para conseguir melhora do processo educativo como um todo.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Neivavaladares</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Matutino:_A_pesquisa:_uma_atividade_reflexiva_e_investigativa_no_processo_educativo_e_formativo_de_professores_e_alunos</id>
		<title>Turma - A - Matutino: A pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos</title>
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				<updated>2012-04-25T01:51:27Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Neivavaladares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''TEMA: Pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''INTRODUÇÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É natural para os seres humanos explorar o mundo que o cerca. Foi desta forma que nos espalhamos pelo mundo há milênios. Os animais também exploram o ambiente em que vivem, mas não o fazem com a complexidade que os seres humanos fazem. Obviamente, que a mera exploração não nos basta. Queremos compreender o que encontramos além do que nossos olhos mostram. Perceber o mundo além do que vemos, ouvimos, cheiramos e tocamos é pesquisá-lo profundamente e não nos enganar com as aparências. A pesquisa busca semelhanças, singularidades, paralelos e distorções. E nos leva a formular e a refutar hipóteses. Este intrincado processo mental nos fez construir as primeiras ferramentas, caçar animais maiores, desenvolver a agricultura e conceber a escrita, seguramente a mais humana de todas as invenções humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na educação, a pesquisa nem sempre é contemplada como deveria nos processos didáticos. Porém, tal como em nossos ancestrais mais distantes, ocorre instigada pelo mundo externo, que nos desafia a conhecê-lo. A curiosidade é seu estágio inicial. De modo geral, tudo nos desperta curiosidade (''Para que isto serve? Como funciona? Quem fez ou deixou aqui?''). Entretanto, algumas coisas nos intrigam tal intensidade que decidimos compreendê-las a fundo. Quando bem sucedida, a curiosidade proporciona pesquisas estimulantes e descobertas reveladoras. Já, quando mal conduzida, interpretada ou acolhida, inibe uma característica natural da humanidade e a deprime, gerando apatia e revolta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Investigar o processo educativo e formativo de professores e alunos é uma necessidade frente a realidade nas escolas atuais, onde temos cada vez mais alunos críticos e com necessidades de aulas motivadoras que condizem com sua vivencia diária. Para professores temos a urgente necessidade de adequar-se as tecnologias disponíveis na educação, preparando-se para formar em suas aulas o aprendiz autônomo, um real pesquisador em busca do conhecimento.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas salas de aula atuais, podemos visualizar em menor escala, casos de pesquisas bem sucedidas onde o professor pesquisador quer sempre mais, busca incessantemente descobrir como o aluno aprende associando a teoria á sua própria prática, questionando e refletindo sobre a mesma. Já a grande maioria, tem um histórico de pesquisa relacionado a sua formação acadêmica de forma desvinculada do próprio trabalho, o que pode até gerar a frustação do pesquisador.&lt;br /&gt;
De acordo com Demo (2009) é possível pesquisar outros objetos não menos importantes, como teorias, textos, autores, práticas, desde que ocorra o devido questionamento reconstrutivo. Nesse sentido, a forma como a pesquisa vem sendo abordada na educação mais precisamente, pelo educador,precisa ser repensada, já que a sociedade contemporânea carece de pessoas cada vez mais preparadas para aprender a aprender.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto a seguir pretende abrir discussão sobre a importância de se utilizar a pesquisa como metodologia para práticas reflexivas e investigativas no processo educativo e formativo de professores e alunos no contexto escolar. Uma definição de metodologia: “é conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca de conhecimento” (Andrade 2005). Com relação aos métodos de abordagem, quer sejam eles, dedutivo, indutivo,dialético ou hipotético-dedutivo, se referem ao conjunto de procedimentos  os quais são utilizados na investigação dos fenômenos,  com finalidade de se imprimir  veracidade aos fenômenos pesquisados. Estes, devem se adequar ao tipo de pesquisa proposta. E Nesse campo da pesquisa como condição indispensável para a formação e aprendizado tanto do aluno como também do professor, existe vários autores, e dentre eles, um em especial que é defensor aplicado, o prof. Pedro Demo. No seu intitulado: Professor &amp;amp; Pesquisa - Pesquisa: fundamento docente e discente – que defende a tese de que “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave, ainda que não panaceia” (Demo 2009). Ele defende o ponto de vista do uso da pesquisa como instrumento pedagógico, na busca da verdade das questões postas e prontas ou não, pois o conhecimento nunca encerra em si mesmo fim da buscar por outros modos e caminhos de descobertas e reconstrução desse e de outros saberes. Veja o que o autor diz “A pesquisa não desfaz esta relatividade, apenas coloca em cena outros argumentos que merecem atenção e debate, em processo reconstrutivo infindável. Tanto quanto é essencial fundamentar o que se diz, não é menos decisivo reconhecer que os fundamentos “não têm fundos” (Demo, 2008), tendo em vista que “fundamentos últimos” de teor inconcusso, indiscutível não fazem parte do jogo aberto da pesquisa. Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazê-la continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa” (Demo 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos vivendo numa sociedade cada vez mais complexa, e a escola tem como funçãoo principal formar cidadãos capazes de atuar, e a educacão pela pesquisa é um dos meios capazes de promover no sujeito diferentes tipos de aprendizados que possam contribuir para o &amp;quot;desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica&amp;quot;.(Demo, 2003,p.86).onde o aluno possa desenvolver a sua habilidade de questionar e interver na sua realidade.De modo que eles possam se tornar sujeitos ativos no seu processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa como atividade reflexiva e investigativa na construção da aprendizagem é o mergulho na práxis do grupo social em estudo, do qual se extrai as perspectivas latentes, o oculto, o não familiar que sustentam as práticas, sendo as mudanças negociadas e geridas no coletivo. Nessa direção, a pesquisa colaborativa, na maioria das vezes, assumem também o caráter de criticidade. Na construção da aprendizagem considera a voz do sujeito, sua perspectiva, seu sentido, mas não apenas para registro e posterior interpretação do pesquisador: a voz do sujeito fará parte da tessitura da metodologia da investigação. Nesse caso, a metodologia não se faz por meio das etapas de um método, mas se organiza pelas situações relevantes que emergem do processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a pesquisa feita para que o professor tenha uma ação pedagógica diferenciada, utilizando o princípio educativo da ação-reflexão-ação, está relacionado com a teoria e a prática e vem se conscientizando da realidade em que está inserido. O professor deve usar da pesquisa para lidar com as situações problemas que surgem e criam oportunidades para que os envolvidos investiguem e compreendam aquilo que o pesquisador está proporcionando, pois desta maneira o  conhecimento será construído e sistematizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desafio no entanto é se desfazer do instrucionismo  que ha décadas moldou e ainda molda o sistema de ensino. Para tanto se faz necessário a construção do conhecimento próprio, da autoria. Faz-se necessário então, a intenção metodológica da construção e desconstrução do conhecimento contínuo. Para Demo (2009), a elaboração e produção do docente por meio da pesquisa será condição adequada para que o conhecimento próprio se estabeleça, pois ainda segundo o autor, o conhecimento bem feito promove a emancipação das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa exige uma articulação entre o Princípio Científico e o Princípio Educativo. O primeiro contribuindo na construção do conhecimento através das possibilidades que a metodologia científica oferece quanto à organização e sistematização do trabalho desenvolvido, bem como da utilização de diferentes métodos e técnicas que sejam adequados aos diferentes contextos das aprendizagens; o segundo valorizando o processo formativo da aprendizagem enquanto formação do saber pensar e no desenvolvimento de uma autonomia intelectual no aluno.E ainda,o processo de ensino-aprendizado pela pesquisa além de democratizar a busca do conhecimento e da aprendizagem,pois oferece essa ferramenta metodológica de busca sistematizada,não encerra em si, os limites de até onde os alunos possam ir para resolverem as questões levantas,conhecer a verdade ou não daquilo que dantes não se tinha certeza.Ou levantar mais dúvidas e problemas que os levem a serem pesquisadores de futuros brilhantes como existem muitos por ai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2009) “Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para a fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa.” Tratando-se de construir o conhecimento em todos os níveis de educação, as referências empíricas são importantes, nas palavras do autor “para imprimir um sabor de terra às análises”, incluindo aí o conhecimento prévio dos alunos, do qual devem partir os questionamentos, as curiosidades, as descobertas. O autor ressalta que nessa construção devem ser incluídos cuidados qualitativos, uma vez que os dados são os construtores teóricos numa representação de um modo de interpretar e reconstruir a realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de pesquisar deve estar presente no processo educativo e utilizado sempre como forma de otimizar as aulas, pois somente assim o professor estará habilitado e capacitado a produzir o conhecimento em seus alunos. Com a prática frequente de se pesquisar que formaremos os alunos que necessitamos em nossas salas de aula, mas cuidando sempre a cientificidade do processo, como fala Demo (2005):&lt;br /&gt;
&amp;quot;Estamos advogando, pois, que o envolvimento do pesquisador poderia ser fator fundamental para trabalhar a cientificidade do processo, desde que não percamos de vista o compromisso com a objetivação. Queremos dizer pelo menos duas coisas com isso: *é fundamental buscar captar a realidade da maneira mais honesta possível, deixando-a falar mais alto que nossas expectativas, ideologias e manias; isso, ao final das contas, é impraticável, mas a &amp;quot;verdade&amp;quot; do fenômeno deve ser mantida sempre como utopia negativa; *o processo de pesquisa deve ser conduzido sempre de tal modo que possa ser refeito por quem duvide ou queira retestar, permitindo procedimentos de controle inter-subjetivo&amp;quot;. Demo (2005, pg.163) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática em sala de aula traz novos desafios para o professor, na articulação de atividades individuais e coletivas, no gerenciamento dos conflitos e promovendo uma prática de aprendizagem colaborativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é muito importante tanto para o professor como para o aluno, devido ao processo de ensino-aprendizagem e que de forma mais investigativa, envolvem os alunos no processo de construção e de dar maior significado ao conhecimento. Cabe ao professor pesquisador planejamento e de também proporcionar ações para que aconteça o real desenvolvimento do conhecimento de maneira construtiva, pois assim, estas ações irão enfocar o ambiente da pesquisa e do educador, também não esquecendo de que a experiência e a bagagem que o aluno traz têm de ser valorizada, explorada e respeitada, sempre, sendo que dessa forma cada um, educador e educando, desenvolverá o seu potencial integral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse educador, contribuirá  para o verdadeiro aprendizado de seus alunos , se primeiro colocar-se na condição de desconstruir e reconstruir,  comparando as leituras com sua prática, avaliando se seu aluno realmente desenvolveu a habilidade esperada em seu planejamento após cada aula. Nesse processo dinâmico,o educador vai edificando seu fazer com novas formas de aprender e ensinar e o aluno vai construindo sua autonomia por meio das descobertas de forma desafiadora e prazerosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Principios educativos da pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como foi mencionado, pesquisar é mais do que explorar algo desconhecido. É compreendê-lo além dos sentidos. Se nos valessemos apenas do que vemos, nunca chegaríamos à conclusão acertada de que a Terra gira em torno do Sol e não o contrário. E, embora a visão colossal do Sol nascendo e se pondo tenha inquietado o homem imemorialmente, a compreensão deste fenônemo é resultado de centenas de hipóteses equívocadas e somente uma certa. Uma saga que percorreu séculos confirmando e refutando a percepção dos sentidos e da religião e ciências de diferentes épocas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é uma atividade natural do ser humana, mas não pode ser gratuita. Uma vez que é um interesse legítimo do pesquisador, que pode ser estimulada por terceiros ou por um evento significativo. Desta forma, o ato de pesquisar é inerente, estimulado e, para ser produtivo - vamos considerar este ''produtivo'' como a comprovação das hipóteses formuladas - necessita de etapas e critérios variáveis. Nâo é possível aplicá-los indistintamente.&lt;br /&gt;
Logo, não é qualquer ato de ir em busca de algo desconhecido quer seja através de livros,tecnologias ou outros meios, que pode ser considerado pesquisa em si, pois pesquisa requer método, sistematização. Mesmo porque, a pesquisa, além de ser instrumento de compreensão da realidade e construção do novo conhecimento, é também uma forma de desenvolver a autonomia, o poder de decisão e  de contestação que faz com que o sujeito,  passe da condição de manipulado para a condição de atuante e participante na transformação desta sociedade tão marcada por desigualdades sociais.&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2005), dificilmente haveríamos de desconhecer que o conhecimento científico é um dos fenômenos políticos mais contundentes e marcantes da sociedade, no sentido de que, com ele, estamos cada vez mais &amp;quot;fazendo&amp;quot; nossa história, em vez de apenas sermos conduzidos externamente por ela.Vejo nessa afirmação do prof.Pedro Demo,a justa oportunidade de o sujeito não passar por essa vida e sair dela como mero expectador-coadjuvante, dessa história que está posta, seja ela em qual seguimento e dialética for,sem deixar sua marca, seu registro,sua impressão, seu ponto de vista, na construção daquilo que foi produzindo a partir da sua existência e inserção nessa sociedade.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda Segundo Demo, 2009, &amp;quot;Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes&amp;quot;, assim nesse entendimento, possibilita-se professores e alunos formarem seu lado critico e interpretativo do conhecimento, é nesse sentido que se tem a necessidade de estudar os princípios educativos da pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Michaliszyn e Tomasini (2005), a pesquisa bibliográfica objetiva explicar um problema a partir de referenciais teóricos: livros, artigos científicos, documentos, etc. Trata-se de uma leitura atenta e sistemática que se faz acompanhar de anotações e fichamentos que, eventualmente, norteará todo o trabalho. Ela dá suporte a todas as fases de qualquer tipo de pesquisa, pois, possibilita ao pesquisador fonte de consulta para a fundamentação teórica do estudo. Metodologicamente, a pesquisa teve duas etapas sendo elas: realizado uma pesquisa bibliográfica, junto a autores que investigam a temática do trabalho, onde Demo (1996) é uma referência, em segundo lugar sendo realizado uma elaboração de sínteses sobre o assunto proposto. A intenção foi realizar uma ponte entre a pesquisa e a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a busca e construção do conhecimento através da pesquisa, nos traz para alunos com questionamento crítico, definindo-os em uma metodologia necessária ao processo de ensino-aprendizagem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e ressignificação do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao oportunizar a pesquisa como método investigativo, o aluno se emancipa, se torna crítico e participativo, uma vez que seu percurso é construído individualmente, capaz de intervir na realidade que o cerca. Para Moraes (2002): &amp;quot;Educar pela pesquisa começa por perguntas, produzidas no contexto da sala de aula, com envolvimento ativo de todos os participantes. Sendo produzidos pelos envolvidos, as perguntas têm necessariamente significado. Partem dos conhecimentos que os alunos e professores já trazem de sua vivência anterior e da realidade em que vivem. Tem a finalidade de fazer avançar os conhecimentos que os sujeitos da sala de aula já trazem, tornando-os mais complexos e conscientes&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contexto escolar e a pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o ser humano é ensinado, uma situação cotidiana ou futura é simulada de forma segura. Desde os tempos primitivos, o &amp;quot;ensinar&amp;quot; é uma preparação rudimentar para uma sitiação real. Nossos ancestrais ensinavam seus filhos a caçar e a cultivar o solo antes da fome se abater sobre eles. Do contrário, seria tarde demais. De modo simplista, a escola continua similando e antecipando situações futuras. Assim, aprendemos a ler antes que isto seja imprescindível para nossa vida social e profissional. Obviamente, nem tudo que o que aprendemos tem aplicação tão imediata e constante como ler e escrever. Porém, compõe de modo instrínseco a longa história do pensamento e do conhecimento humano, sendo inadmissível neglingenciá-lo em nome de uma funcionalidade pontual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como a pesquisa exige um olhar apurado que ultrapassa aparência, a escola precisa ir além das necessidades diárias e dos modismos. Estimular a pesquisa e dar subsídios para que ela ocorra de forma espontânea ou dirigida é fundamental para escola cumprir seu papel e assegurar e respeitar a diversidade de interesses dos alunos, que se torna cada vez mais plural com a popularização das tecnologias de comunicação.O que não é fácil de ser administrada pela escola,uma vez que no contexto em que ela se encontra inserida, falta lhe estrutura física, financeira e mão de obra especializada para que se possa oferecer ao educando um campo de pesquisa adequado onde ele possa exercer seu direito de buscar e construir o seu próprio saber.O saber aprender a aprender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na produção de conhecimento é uma das formas de elucidação da realidade, de dar respostas sistematizadas às problemáticas surgidas no mundo das necessidades históricas da humanidade e racionalizadas por meio de indagações, questões e perguntas. A elaboração destas respostas são moldadas por meio de uma relação lógica com esse mundo da necessidade historicamente determinada, que dependem de condições de desenvolvimento de forças produtivas e dos interesses predominantes nos diversos estágios das formações sociais (DEMO, 1994).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste sentido, compartilhamos a idéia defendida por Habermas (1982, p. 107), ao ressaltar que,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...) pesquisar é uma atividade que corresponde a um desejo de produzir saber, conhecimento [...]. Conhecer não é descobrir algo que existe de uma determinada forma em um determinado lugar do real. Conhecer é descrever, nomear, relatar, desde uma posição que é temporal, espacial e hierárquica. O que chamamos de realidade é resultado desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Demo (1991), a pesquisa é um princípio educativo, sendo uma maneira de saber fazer e refazer o conhecimento. O questionamento deve nortear esta prática, por meio desta, o indivíduo contesta, duvida e conseqüentemente investiga os fenômenos da realidade, adquirindo assim o despertar do espírito intelectual de forma autônoma. Assim, fica muito claro a necessidade de se estimular a pesquisa no âmbito escolar, pois a mesma é a grande responsável por novas descobertas e possibilita além do conhecimento curricular a possibilidade de conhecer as mais diversas fontes e meios de se pesquisar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para construir a sua autonomia na forma de ensinar e aprender, o educador  precisa ter sua prática sustentada na pesquisa e na reflexão criando o hábito de boas leituras que possam auxiliá-lo na descoberta de novos caminhos que direcionem o aluno na construção do conhecimento. Aos poucos esse profissional  vai se desvinculando daquela velha forma tradicional e ultrapassada de &amp;quot;dar aula&amp;quot;  impregnada  por sua formação acadêmica, dando lugar à aulas questionadoras argumentativas que promovam a desconstrução e a reconstrução, não só de seu alunado mas da forma de conduzir suas aulas.&lt;br /&gt;
Contudo, nenhum tipo de pesquisa é auto-suficiente, inclusive, na prática, sendo assim,&amp;quot; tudo é ideologia, e carecem de fundamento teórico e metodológico para ser concreta&amp;quot;.(Demo, 1995)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim, aos poucos o cenário atual na educação se modifica e outras abordagens de ensino se configuram.Para tanto e preciso que o professor tenha clareza de sua atuação primeira como pesquisador contínuo em sua formação e de de sua função como mediador do conhecimento construído coletivamente em discussões, participação de todos  e interação de conteúdos. A pesquisa desafia o velho e modifica cenários uma vez que propicia descobertas, autonomia e liberdade de expressão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Planejamento e avaliação'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo o que fazemos na vida, para que haja resultados previstos e positivos, requer organização,avaliação e planejamentos prévios.E no âmbito da educação não poderia ser diferente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escola planeja suas ações, estabelece suas avaliações e têm suas expectativas sobre o trabalho que realiza. No campo da pesquisa também é necessário planejá-lo, embora não seja possível prever seu resultado com exatidão. E nem é fundamental. Como a pesquisa é uma atividade lúdica e pedagógica em si mesma, a aprendizagem já acontece em seu processo. Evidentemente, um resultado que soluciona a dúvida inicial é desejável. Mas é importante ressaltar que nunca é um resultado defintivo ou inquestionável. O conhecimento humano é mais feito de tentativas do que de acertos. E a escola deve lembrar disto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento educacional para Menegola e Sant’Anna (2001, p. 25):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Planejar o processo educativo é planejar o indefinido, porque educação não é o processo, cujos resultados podem ser totalmente prédefinidos, determinados ou pré-escolhidos, como se fossem produtos de correntes de uma ação puramente mecânica e impensável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O educador deve levar em conta sociedade em pleno desenvolvimento, o conhecimento prévio do aluno para que possa inserir o conteúdo a ser aprendido. Para pensar no ensino aprendizagem na sociedade em pleno desenvolvimento, será necessário que o professor assuma a postura aberta às mudanças. Ele deve estar constante movimento de aprendizado para que possa executar as ações previstas no  planejamento fazendo as adequações necessárias para que possa avaliar de acordo com o planejado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devemos, pois, planejar a ação educativa para o homem não impondo-lhe diretrizes que o alheiem. Permitindo, com isso, que a educação, ajude o homem a ser criador de sua história. A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos; quanto a sua previsão e adequação no decorrer do processo de ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avaliar é levar em conta um processo maior do que o resultado de uma prova ou de uma atividade escolar.&amp;quot;Avaliar é muito mais do que notificar é dar sentido ao conhecimento construído e adquirido &amp;quot;.(Delziene Perdoncini, 2011).&lt;br /&gt;
Avaliar dentro do método de pesquisa é preciso conhecer e ter clareza da metodologia aplicada para atingir os fins propostos,dos recursos disponibilizados(humanos,físicos e financeiros)e do processo de aplicabilidade como um todo.Isso porque, quem avalia precisa levar em conta não só os avanços em termos positivos,mas também os pontos negativos, a fim de que possa haver novo direcionamento,novas estratégias e novas descobertas e, por último, novos conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao avaliar deve-se levar em consideração o percurso do aluno, seu universo particular, sua vivência e seu tempo, e principalmente diagnosticar os resultados e avanços alcançados. Desta forma, o educador compreende sua forma de atuação e o aprendizado obtido.Para Luis 92003):&amp;quot;E necessário, portanto, uma avaliação que não se exima de seu papel questionador e investigativo, uma avaliação que responda amplamente às necessidades e aos diversos momentos do processo de ensinar e aprender, do aprender a ensinar e do ensinar aprender&amp;quot;.LUIZ (2003).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento é necessário pois norteiam nossas ações, porém é também  flexível, uma vez que no ambiente de estudo, o aluno têm concepções diferentes e a abordagem pode desencadear outras ações imprevistas. Porém, o planejamento norteia a ação do educador e do educando e quando os conteúdos abordados são legitimados em pesquisas fundamentadas, encontrará ação transformadora para os objetivos a serem alcançados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Considerações'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é um processo de descobertas e que revela o mais íntimo do pesquisador. Ninguém pesquisa algo que não lhe desperte interesse. Na escola, as pesquisas são pontuais e complementares ao conteúdo ensinado em sala de aula. Normalmente, é um levantamento bibliográfico do tema na biblioteca escolar e na internet. Ocorre que ambos são fontes imediatas de pesquisa. Sobretudo na internet, onde o Google elenca no topo da página os links mais visitados e, automaticamente, indica-os para novas pesquisas. O resultado deste levantamento costuma ser registrado manualmente e entregue aos professores, que corrigem e devolvem com suas considerações e com a nota obtida. Raramente, os alunos são convidados a expôr o resultado de suas pesquisas. Até mesmo porque, pesquisando os mesmos assuntos nas mesmas fontes, produzem textos muito similares quando não, idênticos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa deve ser assumida como uma atitude processual cotidiana, inerente a toda prática que deseja de fato modernizar-se e aperfeiçoar-se, pois quem assume atitude de pesquisa está em constante estado de preparação para a mudança da realidade na qual se insere principalmente a educação.Sendo assim,privar o indivíduo do direito de se relacionar com o conhecimento através da busca pela pesquisa, é castrá-lo do direito da descoberta das verdades ou inverdades que permeiam as coisas obscuras e as interrogações(problemas) de um modo geral desse universo habitável ou não. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entender de Demo (1991), ao deter a pesquisa como princípio educativo, o indivíduo possuirá base sólida em um contexto emancipatório, pois, a pesquisa permite o movimento de constituição e de desconstituição da totalidade social, numa teia de relações que conduzem à apreensão das múltiplas dimensões do real. Na produção do conhecimento motiva a criatividade e, deste modo, o sujeito toma em sua prática contornos próprios e desafiadores, a começar pelo reconhecimento de que o melhor saber é aquele que sabe superar-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa além de ser um ato educativo, reflexivo e formativo, é considerada também, por muitos, um ato político. Portanto, ao dar enfoque na pesquisa como fonte de saber, temos uma questão importante para levar em consideração, que é a formação de grupos de estudos por parte de todos os professores envolvidos neste processo que é a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor pesquisador adota um perfil de professor aprendiz, está sempre em busca de novos os recursos tecnológicos para utilizar em suas aulas comparando as teorias estudadas com sua prática. Ele suscita dúvidas, instiga seus alunos a buscar o novo conhecimento ao invés de dar respostas, é o tipo de professor que educa por meio da descoberta e promove a construção da autonomia dos seus alunos a cada aula. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tanto o professor quanto o aluno têm que ter a pesquisa como ferramenta de aprendizagem natural no processo educativo,um meio diferencial de conhecimento que não se esgota, mas que desencadeiam outras concepções e entendimentos uma vez que, podem ser desconstruídos e reconstruídos em aprendizados novos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://metodologiadapesquisaeducacional.blogspot.com.br/2008/03/mtodos-de-pesquisa.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico: elaboração de trabalhos na graduação. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro - Metodologia investigativa em educação &lt;br /&gt;
Curitiba. 2005. 255p.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro. Metodologia da investigação em educação. Curitiba: Ibpex, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Demo''', Professor &amp;amp; Pesquisa - 2009&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/mod/page/view.php?id=1096&amp;amp;inpopup=1 - Acesso em 19-04-2012 - 12:00&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<author><name>Neivavaladares</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Matutino:_A_pesquisa:_uma_atividade_reflexiva_e_investigativa_no_processo_educativo_e_formativo_de_professores_e_alunos</id>
		<title>Turma - A - Matutino: A pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos</title>
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				<updated>2012-04-25T01:36:25Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Neivavaladares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''TEMA: Pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''INTRODUÇÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É natural para os seres humanos explorar o mundo que o cerca. Foi desta forma que nos espalhamos pelo mundo há milênios. Os animais também exploram o ambiente em que vivem, mas não o fazem com a complexidade que os seres humanos fazem. Obviamente, que a mera exploração não nos basta. Queremos compreender o que encontramos além do que nossos olhos mostram. Perceber o mundo além do que vemos, ouvimos, cheiramos e tocamos é pesquisá-lo profundamente e não nos enganar com as aparências. A pesquisa busca semelhanças, singularidades, paralelos e distorções. E nos leva a formular e a refutar hipóteses. Este intrincado processo mental nos fez construir as primeiras ferramentas, caçar animais maiores, desenvolver a agricultura e conceber a escrita, seguramente a mais humana de todas as invenções humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na educação, a pesquisa nem sempre é contemplada como deveria nos processos didáticos. Porém, tal como em nossos ancestrais mais distantes, ocorre instigada pelo mundo externo, que nos desafia a conhecê-lo. A curiosidade é seu estágio inicial. De modo geral, tudo nos desperta curiosidade (''Para que isto serve? Como funciona? Quem fez ou deixou aqui?''). Entretanto, algumas coisas nos intrigam tal intensidade que decidimos compreendê-las a fundo. Quando bem sucedida, a curiosidade proporciona pesquisas estimulantes e descobertas reveladoras. Já, quando mal conduzida, interpretada ou acolhida, inibe uma característica natural da humanidade e a deprime, gerando apatia e revolta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Investigar o processo educativo e formativo de professores e alunos é uma necessidade frente a realidade nas escolas atuais, onde temos cada vez mais alunos críticos e com necessidades de aulas motivadoras que condizem com sua vivencia diária. Para professores temos a urgente necessidade de adequar-se as tecnologias disponíveis na educação, preparando-se para formar em suas aulas o aprendiz autônomo, um real pesquisador em busca do conhecimento.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas salas de aula atuais, podemos visualizar em menor escala, casos de pesquisas bem sucedidas onde o professor pesquisador quer sempre mais, busca incessantemente descobrir como o aluno aprende associando a teoria á sua própria prática, questionando e refletindo sobre a mesma. Já a grande maioria, tem um histórico de pesquisa relacionado a sua formação acadêmica de forma desvinculada do próprio trabalho, o que pode até gerar a frustação do pesquisador.&lt;br /&gt;
De acordo com Demo (2009) é possível pesquisar outros objetos não menos importantes, como teorias, textos, autores, práticas, desde que ocorra o devido questionamento reconstrutivo. Nesse sentido, a forma como a pesquisa vem sendo abordada na educação mais precisamente, pelo educador,precisa ser repensada, já que a sociedade contemporânea carece de pessoas cada vez mais preparadas para aprender a aprender.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto a seguir pretende abrir discussão sobre a importância de se utilizar a pesquisa como metodologia para práticas reflexivas e investigativas no processo educativo e formativo de professores e alunos no contexto escolar. Uma definição de metodologia: “é conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca de conhecimento” (Andrade 2005). Com relação aos métodos de abordagem, quer sejam eles, dedutivo, indutivo,dialético ou hipotético-dedutivo, se referem ao conjunto de procedimentos  os quais são utilizados na investigação dos fenômenos,  com finalidade de se imprimir  veracidade aos fenômenos pesquisados. Estes, devem se adequar ao tipo de pesquisa proposta. E Nesse campo da pesquisa como condição indispensável para a formação e aprendizado tanto do aluno como também do professor, existe vários autores, e dentre eles, um em especial que é defensor aplicado, o prof. Pedro Demo. No seu intitulado: Professor &amp;amp; Pesquisa - Pesquisa: fundamento docente e discente – que defende a tese de que “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave, ainda que não panaceia” (Demo 2009). Ele defende o ponto de vista do uso da pesquisa como instrumento pedagógico, na busca da verdade das questões postas e prontas ou não, pois o conhecimento nunca encerra em si mesmo fim da buscar por outros modos e caminhos de descobertas e reconstrução desse e de outros saberes. Veja o que o autor diz “A pesquisa não desfaz esta relatividade, apenas coloca em cena outros argumentos que merecem atenção e debate, em processo reconstrutivo infindável. Tanto quanto é essencial fundamentar o que se diz, não é menos decisivo reconhecer que os fundamentos “não têm fundos” (Demo, 2008), tendo em vista que “fundamentos últimos” de teor inconcusso, indiscutível não fazem parte do jogo aberto da pesquisa. Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazê-la continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa” (Demo 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos vivendo numa sociedade cada vez mais complexa, e a escola tem como funçãoo principal formar cidadãos capazes de atuar, e a educacão pela pesquisa é um dos meios capazes de promover no sujeito diferentes tipos de aprendizados que possam contribuir para o &amp;quot;desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica&amp;quot;.(Demo, 2003,p.86).onde o aluno possa desenvolver a sua habilidade de questionar e interver na sua realidade.De modo que eles possam se tornar sujeitos ativos no seu processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa como atividade reflexiva e investigativa na construção da aprendizagem é o mergulho na práxis do grupo social em estudo, do qual se extrai as perspectivas latentes, o oculto, o não familiar que sustentam as práticas, sendo as mudanças negociadas e geridas no coletivo. Nessa direção, a pesquisa colaborativa, na maioria das vezes, assumem também o caráter de criticidade. Na construção da aprendizagem considera a voz do sujeito, sua perspectiva, seu sentido, mas não apenas para registro e posterior interpretação do pesquisador: a voz do sujeito fará parte da tessitura da metodologia da investigação. Nesse caso, a metodologia não se faz por meio das etapas de um método, mas se organiza pelas situações relevantes que emergem do processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a pesquisa feita para que o professor tenha uma ação pedagógica diferenciada, utilizando o princípio educativo da ação-reflexão-ação, está relacionado com a teoria e a prática e vem se conscientizando da realidade em que está inserido. O professor deve usar da pesquisa para lidar com as situações problemas que surgem e criam oportunidades para que os envolvidos investiguem e compreendam aquilo que o pesquisador está proporcionando, pois desta maneira o  conhecimento será construído e sistematizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desafio no entanto é se desfazer do instrucionismo  que ha décadas moldou e ainda molda o sistema de ensino. Para tanto se faz necessário a construção do conhecimento próprio, da autoria. Faz-se necessário então, a intenção metodológica da construção e desconstrução do conhecimento contínuo. Para Demo (2009), a elaboração e produção do docente por meio da pesquisa será condição adequada para que o conhecimento próprio se estabeleça, pois ainda segundo o autor, o conhecimento bem feito promove a emancipação das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa exige uma articulação entre o Princípio Científico e o Princípio Educativo. O primeiro contribuindo na construção do conhecimento através das possibilidades que a metodologia científica oferece quanto à organização e sistematização do trabalho desenvolvido, bem como da utilização de diferentes métodos e técnicas que sejam adequados aos diferentes contextos das aprendizagens; o segundo valorizando o processo formativo da aprendizagem enquanto formação do saber pensar e no desenvolvimento de uma autonomia intelectual no aluno.E ainda,o processo de ensino-aprendizado pela pesquisa além de democratizar a busca do conhecimento e da aprendizagem,pois oferece essa ferramenta metodológica de busca sistematizada,não encerra em si, os limites de até onde os alunos possam ir para resolverem as questões levantas,conhecer a verdade ou não daquilo que dantes não se tinha certeza.Ou levantar mais dúvidas e problemas que os levem a serem pesquisadores de futuros brilhantes como existem muitos por ai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2009) “Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para a fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa.” Tratando-se de construir o conhecimento em todos os níveis de educação, as referências empíricas são importantes, nas palavras do autor “para imprimir um sabor de terra às análises”, incluindo aí o conhecimento prévio dos alunos, do qual devem partir os questionamentos, as curiosidades, as descobertas. O autor ressalta que nessa construção devem ser incluídos cuidados qualitativos, uma vez que os dados são os construtores teóricos numa representação de um modo de interpretar e reconstruir a realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de pesquisar deve estar presente no processo educativo e utilizado sempre como forma de otimizar as aulas, pois somente assim o professor estará habilitado e capacitado a produzir o conhecimento em seus alunos. Com a prática frequente de se pesquisar que formaremos os alunos que necessitamos em nossas salas de aula, mas cuidando sempre a cientificidade do processo, como fala Demo (2005):&lt;br /&gt;
&amp;quot;Estamos advogando, pois, que o envolvimento do pesquisador poderia ser fator fundamental para trabalhar a cientificidade do processo, desde que não percamos de vista o compromisso com a objetivação. Queremos dizer pelo menos duas coisas com isso: *é fundamental buscar captar a realidade da maneira mais honesta possível, deixando-a falar mais alto que nossas expectativas, ideologias e manias; isso, ao final das contas, é impraticável, mas a &amp;quot;verdade&amp;quot; do fenômeno deve ser mantida sempre como utopia negativa; *o processo de pesquisa deve ser conduzido sempre de tal modo que possa ser refeito por quem duvide ou queira retestar, permitindo procedimentos de controle inter-subjetivo&amp;quot;. Demo (2005, pg.163) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática em sala de aula traz novos desafios para o professor, na articulação de atividades individuais e coletivas, no gerenciamento dos conflitos e promovendo uma prática de aprendizagem colaborativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é muito importante tanto para o professor como para o aluno, devido ao processo de ensino-aprendizagem e que de forma mais investigativa, envolvem os alunos no processo de construção e de dar maior significado ao conhecimento. Cabe ao professor pesquisador planejamento e de também proporcionar ações para que aconteça o real desenvolvimento do conhecimento de maneira construtiva, pois assim, estas ações irão enfocar o ambiente da pesquisa e do educador, também não esquecendo de que a experiência e a bagagem que o aluno traz têm de ser valorizada, explorada e respeitada, sempre, sendo que dessa forma cada um, educador e educando, desenvolverá o seu potencial integral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse educador, contribuirá  para o verdadeiro aprendizado de seus alunos , se primeiro colocar-se na condição de desconstruir e reconstruir,  comparando as leituras com sua prática, avaliando se seu aluno realmente desenvolveu a habilidade esperada em seu planejamento após cada aula. Nesse processo dinâmico,o educador vai edificando seu fazer com novas formas de aprender e ensinar e o aluno vai construindo sua autonomia por meio das descobertas de forma desafiadora e prazerosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Principios educativos da pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como foi mencionado, pesquisar é mais do que explorar algo desconhecido. É compreendê-lo além dos sentidos. Se nos valessemos apenas do que vemos, nunca chegaríamos à conclusão acertada de que a Terra gira em torno do Sol e não o contrário. E, embora a visão colossal do Sol nascendo e se pondo tenha inquietado o homem imemorialmente, a compreensão deste fenônemo é resultado de centenas de hipóteses equívocadas e somente uma certa. Uma saga que percorreu séculos confirmando e refutando a percepção dos sentidos e da religião e ciências de diferentes épocas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é uma atividade natural do ser humana, mas não pode ser gratuita. Uma vez que é um interesse legítimo do pesquisador, que pode ser estimulada por terceiros ou por um evento significativo. Desta forma, o ato de pesquisar é inerente, estimulado e, para ser produtivo - vamos considerar este ''produtivo'' como a comprovação das hipóteses formuladas - necessita de etapas e critérios variáveis. Nâo é possível aplicá-los indistintamente.&lt;br /&gt;
Logo, não é qualquer ato de ir em busca de algo desconhecido quer seja através de livros,tecnologias ou outros meios, que pode ser considerado pesquisa em si, pois pesquisa requer método, sistematização. Mesmo porque, a pesquisa, além de ser instrumento de compreensão da realidade e construção do novo conhecimento, é também uma forma de desenvolver a autonomia, o poder de decisão e  de contestação que faz com que o sujeito,  passe da condição de manipulado para a condição de atuante e participante na transformação desta sociedade tão marcada por desigualdades sociais.&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2005), dificilmente haveríamos de desconhecer que o conhecimento científico é um dos fenômenos políticos mais contundentes e marcantes da sociedade, no sentido de que, com ele, estamos cada vez mais &amp;quot;fazendo&amp;quot; nossa história, em vez de apenas sermos conduzidos externamente por ela.Vejo nessa afirmação do prof.Pedro Demo,a justa oportunidade de o sujeito não passar por essa vida e sair dela como mero expectador-coadjuvante, dessa história que está posta, seja ela em qual seguimento e dialética for,sem deixar sua marca, seu registro,sua impressão, seu ponto de vista, na construção daquilo que foi produzindo a partir da sua existência e inserção nessa sociedade.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda Segundo Demo, 2009, &amp;quot;Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes&amp;quot;, assim nesse entendimento, possibilita-se professores e alunos formarem seu lado critico e interpretativo do conhecimento, é nesse sentido que se tem a necessidade de estudar os princípios educativos da pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Michaliszyn e Tomasini (2005), a pesquisa bibliográfica objetiva explicar um problema a partir de referenciais teóricos: livros, artigos científicos, documentos, etc. Trata-se de uma leitura atenta e sistemática que se faz acompanhar de anotações e fichamentos que, eventualmente, norteará todo o trabalho. Ela dá suporte a todas as fases de qualquer tipo de pesquisa, pois, possibilita ao pesquisador fonte de consulta para a fundamentação teórica do estudo. Metodologicamente, a pesquisa teve duas etapas sendo elas: realizado uma pesquisa bibliográfica, junto a autores que investigam a temática do trabalho, onde Demo (1996) é uma referência, em segundo lugar sendo realizado uma elaboração de sínteses sobre o assunto proposto. A intenção foi realizar uma ponte entre a pesquisa e a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a busca e construção do conhecimento através da pesquisa, nos traz para alunos com questionamento crítico, definindo-os em uma metodologia necessária ao processo de ensino-aprendizagem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e ressignificação do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao oportunizar a pesquisa como método investigativo, o aluno se emancipa, se torna crítico e participativo, uma vez que seu percurso é construído individualmente, capaz de intervir na realidade que o cerca. Para Moraes (2002): &amp;quot;Educar pela pesquisa começa por perguntas, produzidas no contexto da sala de aula, com envolvimento ativo de todos os participantes. Sendo produzidos pelos envolvidos, as perguntas têm necessariamente significado. Partem dos conhecimentos que os alunos e professores já trazem de sua vivência anterior e da realidade em que vivem. Tem a finalidade de fazer avançar os conhecimentos que os sujeitos da sala de aula já trazem, tornando-os mais complexos e conscientes&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contexto escolar e a pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o ser humano é ensinado, uma situação cotidiana ou futura é simulada de forma segura. Desde os tempos primitivos, o &amp;quot;ensinar&amp;quot; é uma preparação rudimentar para uma sitiação real. Nossos ancestrais ensinavam seus filhos a caçar e a cultivar o solo antes da fome se abater sobre eles. Do contrário, seria tarde demais. De modo simplista, a escola continua similando e antecipando situações futuras. Assim, aprendemos a ler antes que isto seja imprescindível para nossa vida social e profissional. Obviamente, nem tudo que o que aprendemos tem aplicação tão imediata e constante como ler e escrever. Porém, compõe de modo instrínseco a longa história do pensamento e do conhecimento humano, sendo inadmissível neglingenciá-lo em nome de uma funcionalidade pontual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como a pesquisa exige um olhar apurado que ultrapassa aparência, a escola precisa ir além das necessidades diárias e dos modismos. Estimular a pesquisa e dar subsídios para que ela ocorra de forma espontânea ou dirigida é fundamental para escola cumprir seu papel e assegurar e respeitar a diversidade de interesses dos alunos, que se torna cada vez mais plural com a popularização das tecnologias de comunicação.O que não é fácil de ser administrada pela escola,uma vez que no contexto em que ela se encontra inserida, falta lhe estrutura física, financeira e mão de obra especializada para que se possa oferecer ao educando um campo de pesquisa adequado onde ele possa exercer seu direito de buscar e construir o seu próprio saber.O saber aprender a aprender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na produção de conhecimento é uma das formas de elucidação da realidade, de dar respostas sistematizadas às problemáticas surgidas no mundo das necessidades históricas da humanidade e racionalizadas por meio de indagações, questões e perguntas. A elaboração destas respostas são moldadas por meio de uma relação lógica com esse mundo da necessidade historicamente determinada, que dependem de condições de desenvolvimento de forças produtivas e dos interesses predominantes nos diversos estágios das formações sociais (DEMO, 1994).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste sentido, compartilhamos a idéia defendida por Habermas (1982, p. 107), ao ressaltar que,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...) pesquisar é uma atividade que corresponde a um desejo de produzir saber, conhecimento [...]. Conhecer não é descobrir algo que existe de uma determinada forma em um determinado lugar do real. Conhecer é descrever, nomear, relatar, desde uma posição que é temporal, espacial e hierárquica. O que chamamos de realidade é resultado desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Demo (1991), a pesquisa é um princípio educativo, sendo uma maneira de saber fazer e refazer o conhecimento. O questionamento deve nortear esta prática, por meio desta, o indivíduo contesta, duvida e conseqüentemente investiga os fenômenos da realidade, adquirindo assim o despertar do espírito intelectual de forma autônoma. Assim, fica muito claro a necessidade de se estimular a pesquisa no âmbito escolar, pois a mesma é a grande responsável por novas descobertas e possibilita além do conhecimento curricular a possibilidade de conhecer as mais diversas fontes e meios de se pesquisar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para construir a sua autonomia na forma de ensinar e aprender, o educador  precisa ter sua prática sustentada na pesquisa e na reflexão criando o hábito de boas leituras que possam auxiliá-lo na descoberta de novos caminhos que direcionem o aluno na construção do conhecimento. Aos poucos esse profissional  vai se desvinculando daquela velha forma tradicional e ultrapassada de &amp;quot;dar aula&amp;quot;  impregnada  por sua formação acadêmica, dando lugar à aulas questionadoras argumentativas que promovam a desconstrução e a reconstrução, não só de seu alunado mas da forma de conduzir suas aulas.&lt;br /&gt;
Contudo, nenhum tipo de pesquisa é auto-suficiente, inclusive, na prática, sendo assim,&amp;quot; tudo é ideologia, e carecem de fundamento teórico e metodológico para ser concreta&amp;quot;.(Demo, 1995)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim, aos poucos o cenário atual na educação se modifica e outras abordagens de ensino se configuram.Para tanto e preciso que o professor tenha clareza de sua atuação primeira como pesquisador contínuo em sua formação e de de sua função como mediador do conhecimento construído coletivamente em discussões, participação de todos  e interação de conteúdos. A pesquisa desafia o velho e modifica cenários uma vez que propicia descobertas, autonomia e liberdade de expressão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Planejamento e avaliação'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo o que fazemos na vida, para que haja resultados previstos e positivos, requer organização,avaliação e planejamentos prévios.E no âmbito da educação não poderia ser diferente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escola planeja suas ações, estabelece suas avaliações e têm suas expectativas sobre o trabalho que realiza. No campo da pesquisa também é necessário planejá-lo, embora não seja possível prever seu resultado com exatidão. E nem é fundamental. Como a pesquisa é uma atividade lúdica e pedagógica em si mesma, a aprendizagem já acontece em seu processo. Evidentemente, um resultado que soluciona a dúvida inicial é desejável. Mas é importante ressaltar que nunca é um resultado defintivo ou inquestionável. O conhecimento humano é mais feito de tentativas do que de acertos. E a escola deve lembrar disto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento educacional para Menegola e Sant’Anna (2001, p. 25):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Planejar o processo educativo é planejar o indefinido, porque educação não é o processo, cujos resultados podem ser totalmente prédefinidos, determinados ou pré-escolhidos, como se fossem produtos de correntes de uma ação puramente mecânica e impensável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O educador deve levar em conta sociedade em pleno desenvolvimento, o conhecimento prévio do aluno para que possa inserir o conteúdo a ser aprendido. Para pensar no ensino aprendizagem na sociedade em pleno desenvolvimento, será necessário que o professor assuma a postura aberta às mudanças. Ele deve estar constante movimento de aprendizado para que possa executar as ações previstas no  planejamento fazendo as adequações necessárias para que possa avaliar de acordo com o planejado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devemos, pois, planejar a ação educativa para o homem não impondo-lhe diretrizes que o alheiem. Permitindo, com isso, que a educação, ajude o homem a ser criador de sua história. A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos; quanto a sua previsão e adequação no decorrer do processo de ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avaliar é levar em conta um processo maior do que o resultado de uma prova ou de uma atividade escolar.&amp;quot;Avaliar é muito mais do que notificar é dar sentido ao conhecimento construído e adquirido &amp;quot;.(Delziene Perdoncini, 2011).&lt;br /&gt;
Avaliar dentro do método de pesquisa é preciso conhecer e ter clareza da metodologia aplicada para atingir os fins propostos,dos recursos disponibilizados(humanos,físicos e financeiros)e do processo de aplicabilidade como um todo.Isso porque, quem avalia precisa levar em conta não só os avanços em termos positivos,mas também os pontos negativos, a fim de que possa haver novo direcionamento,novas estratégias e novas descobertas e, por último, novos conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao avaliar deve-se levar em consideração o percurso do aluno, seu universo particular, sua vivência e seu tempo, e principalmente diagnosticar os resultados e avanços alcançados. Desta forma, o educador compreende sua forma de atuação e o aprendizado obtido.Para Luis 92003):&amp;quot;E necessário, portanto, uma avaliação que não se exima de seu papel questionador e investigativo, uma avaliação que responda amplamente às necessidades e aos diversos momentos do processo de ensinar e aprender, do aprender a ensinar e do ensinar aprender&amp;quot;.LUIZ (2003).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento é necessário pois norteiam nossas ações, porém é também  flexível, uma vez que no ambiente de estudo, o aluno têm concepções diferentes e a abordagem pode desencadear outras ações imprevistas. Porém, o planejamento norteia a ação do educador e do educando e quando os conteúdos abordados são legitimados em pesquisas fundamentadas, encontrará ação transformadora para os objetivos a serem alcançados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Considerações'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é um processo de descobertas e que revela o mais íntimo do pesquisador. Ninguém pesquisa algo que não lhe desperte interesse. Na escola, as pesquisas são pontuais e complementares ao conteúdo ensinado em sala de aula. Normalmente, é um levantamento bibliográfico do tema na biblioteca escolar e na internet. Ocorre que ambos são fontes imediatas de pesquisa. Sobretudo na internet, onde o Google elenca no topo da página os links mais visitados e, automaticamente, indica-os para novas pesquisas. O resultado deste levantamento costuma ser registrado manualmente e entregue aos professores, que corrigem e devolvem com suas considerações e com a nota obtida. Raramente, os alunos são convidados a expôr o resultado de suas pesquisas. Até mesmo porque, pesquisando os mesmos assuntos nas mesmas fontes, produzem textos muito similares quando não, idênticos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa deve ser assumida como uma atitude processual cotidiana, inerente a toda prática que deseja de fato modernizar-se e aperfeiçoar-se, pois quem assume atitude de pesquisa está em constante estado de preparação para a mudança da realidade na qual se insere principalmente a educação.Sendo assim,privar o indivíduo do direito de se relacionar com o conhecimento através da busca pela pesquisa, é castrá-lo do direito da descoberta das verdades ou inverdades que permeiam as coisas obscuras e as interrogações(problemas) de um modo geral desse universo habitável ou não. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entender de Demo (1991), ao deter a pesquisa como princípio educativo, o indivíduo possuirá base sólida em um contexto emancipatório, pois, a pesquisa permite o movimento de constituição e de desconstituição da totalidade social, numa teia de relações que conduzem à apreensão das múltiplas dimensões do real. Na produção do conhecimento motiva a criatividade e, deste modo, o sujeito toma em sua prática contornos próprios e desafiadores, a começar pelo reconhecimento de que o melhor saber é aquele que sabe superar-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa além de ser um ato educativo, reflexivo e formativo, é considerada também, por muitos, um ato político. Portanto, ao dar enfoque na pesquisa como fonte de saber, temos uma questão importante para levar em consideração, que é a formação de grupos de estudos por parte de todos os professores envolvidos neste processo que é a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor pesquisador adota um perfil de professor aprendiz, está sempre em busca de novos os recursos tecnológicos para utilizar em suas aulas comparando as teorias estudadas com sua prática. Ele suscita dúvidas, instiga seus alunos a buscar o novo conhecimento ao invés de dar respostas, é o tipo de professor que educa por meio da descoberta e promove a construção da autonomia dos seus alunos a cada aula. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tanto o professor quanto o aluno têm que ter a pesquisa como ferramenta de aprendizagem natural no processo educativo,um meio diferencial de conhecimento que não se esgota, mas que desencadeiam outras concepções e entendimentos uma vez que, podem ser desconstruídos e reconstruídos em aprendizados novos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://metodologiadapesquisaeducacional.blogspot.com.br/2008/03/mtodos-de-pesquisa.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico: elaboração de trabalhos na graduação. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro - Metodologia investigativa em educação &lt;br /&gt;
Curitiba. 2005. 255p.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro. Metodologia da investigação em educação. Curitiba: Ibpex, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Demo''', Professor &amp;amp; Pesquisa - 2009&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/mod/page/view.php?id=1096&amp;amp;inpopup=1 - Acesso em 19-04-2012 - 12:00&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 6. ed. Campinas: Autores Associados, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Ciência, ideologia e poder: uma sátira às ciências sociais. São Paulo: Atlas, 1988.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Educar pela pesquisa. São Paulo: Autores Associados, 1996.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa e construção do conhecimento. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Universidade e reconstrução do conhecimento. Cadernos Cedes, Campinas, n. 31, p. 49-74, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GANDIN, Armando Luis -  NTE FRONTEIRAS OESTE: Novas Características no Perfil do Professor - http://ntefo.vilabol.uol.com.br/novascaracteristicas1.htm - Acesso em 23-04-2012 as 11:00 h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HABERMAS, Jürgen. Conhecimento e interesse. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Site- Tecnologia Em Redes de Computadores -http://www.redes.ufsm.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=frontpage&amp;amp;Itemid=1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Neivavaladares</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Matutino:_A_pesquisa:_uma_atividade_reflexiva_e_investigativa_no_processo_educativo_e_formativo_de_professores_e_alunos</id>
		<title>Turma - A - Matutino: A pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos</title>
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				<updated>2012-04-25T01:25:05Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Neivavaladares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''TEMA: Pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''INTRODUÇÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É natural para os seres humanos explorar o mundo que o cerca. Foi desta forma que nos espalhamos pelo mundo há milênios. Os animais também exploram o ambiente em que vivem, mas não o fazem com a complexidade que os seres humanos fazem. Obviamente, que a mera exploração não nos basta. Queremos compreender o que encontramos além do que nossos olhos mostram. Perceber o mundo além do que vemos, ouvimos, cheiramos e tocamos é pesquisá-lo profundamente e não nos enganar com as aparências. A pesquisa busca semelhanças, singularidades, paralelos e distorções. E nos leva a formular e a refutar hipóteses. Este intrincado processo mental nos fez construir as primeiras ferramentas, caçar animais maiores, desenvolver a agricultura e conceber a escrita, seguramente a mais humana de todas as invenções humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na educação, a pesquisa nem sempre é contemplada como deveria nos processos didáticos. Porém, tal como em nossos ancestrais mais distantes, ocorre instigada pelo mundo externo, que nos desafia a conhecê-lo. A curiosidade é seu estágio inicial. De modo geral, tudo nos desperta curiosidade (''Para que isto serve? Como funciona? Quem fez ou deixou aqui?''). Entretanto, algumas coisas nos intrigam tal intensidade que decidimos compreendê-las a fundo. Quando bem sucedida, a curiosidade proporciona pesquisas estimulantes e descobertas reveladoras. Já, quando mal conduzida, interpretada ou acolhida, inibe uma característica natural da humanidade e a deprime, gerando apatia e revolta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Investigar o processo educativo e formativo de professores e alunos é uma necessidade frente a realidade nas escolas atuais, onde temos cada vez mais alunos críticos e com necessidades de aulas motivadoras que condizem com sua vivencia diária. Para professores temos a urgente necessidade de adequar-se as tecnologias disponíveis na educação, preparando-se para formar em suas aulas o aprendiz autônomo, um real pesquisador em busca do conhecimento.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas salas de aula atuais, podemos visualizar em menor escala, casos de pesquisas bem sucedidas onde o professor pesquisador quer sempre mais, busca incessantemente descobrir como o aluno aprende associando a teoria á sua própria prática, questionando e refletindo sobre a mesma. Já a grande maioria, tem um histórico de pesquisa relacionado a sua formação acadêmica de forma desvinculada do próprio trabalho, o que pode até gerar a frustação do pesquisador.&lt;br /&gt;
De acordo com Demo (2009) é possível pesquisar outros objetos não menos importantes, como teorias, textos, autores, práticas, desde que ocorra o devido questionamento reconstrutivo. Nesse sentido, a forma como a pesquisa vem sendo abordada na educação mais precisamente, pelo educador,precisa ser repensada, já que a sociedade contemporânea carece de pessoas cada vez mais preparadas para aprender a aprender.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto a seguir pretende abrir discussão sobre a importância de se utilizar a pesquisa como metodologia para práticas reflexivas e investigativas no processo educativo e formativo de professores e alunos no contexto escolar. Uma definição de metodologia: “é conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca de conhecimento” (Andrade 2005). Com relação aos métodos de abordagem, quer sejam eles, dedutivo, indutivo,dialético ou hipotético-dedutivo, se referem ao conjunto de procedimentos  os quais são utilizados na investigação dos fenômenos,  com finalidade de se imprimir  veracidade aos fenômenos pesquisados. Estes, devem se adequar ao tipo de pesquisa proposta. E Nesse campo da pesquisa como condição indispensável para a formação e aprendizado tanto do aluno como também do professor, existe vários autores, e dentre eles, um em especial que é defensor aplicado, o prof. Pedro Demo. No seu intitulado: Professor &amp;amp; Pesquisa - Pesquisa: fundamento docente e discente – que defende a tese de que “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave, ainda que não panaceia” (Demo 2009). Ele defende o ponto de vista do uso da pesquisa como instrumento pedagógico, na busca da verdade das questões postas e prontas ou não, pois o conhecimento nunca encerra em si mesmo fim da buscar por outros modos e caminhos de descobertas e reconstrução desse e de outros saberes. Veja o que o autor diz “A pesquisa não desfaz esta relatividade, apenas coloca em cena outros argumentos que merecem atenção e debate, em processo reconstrutivo infindável. Tanto quanto é essencial fundamentar o que se diz, não é menos decisivo reconhecer que os fundamentos “não têm fundos” (Demo, 2008), tendo em vista que “fundamentos últimos” de teor inconcusso, indiscutível não fazem parte do jogo aberto da pesquisa. Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazê-la continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa” (Demo 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos vivendo numa sociedade cada vez mais complexa, e a escola tem como funçãoo principal formar cidadãos capazes de atuar, e a educacão pela pesquisa é um dos meios capazes de promover no sujeito diferentes tipos de aprendizados que possam contribuir para o &amp;quot;desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica&amp;quot;.(Demo, 2003,p.86).onde o aluno possa desenvolver a sua habilidade de questionar e interver na sua realidade.De modo que eles possam se tornar sujeitos ativos no seu processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa como atividade reflexiva e investigativa na construção da aprendizagem é o mergulho na práxis do grupo social em estudo, do qual se extrai as perspectivas latentes, o oculto, o não familiar que sustentam as práticas, sendo as mudanças negociadas e geridas no coletivo. Nessa direção, a pesquisa colaborativa, na maioria das vezes, assumem também o caráter de criticidade. Na construção da aprendizagem considera a voz do sujeito, sua perspectiva, seu sentido, mas não apenas para registro e posterior interpretação do pesquisador: a voz do sujeito fará parte da tessitura da metodologia da investigação. Nesse caso, a metodologia não se faz por meio das etapas de um método, mas se organiza pelas situações relevantes que emergem do processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a pesquisa feita para que o professor tenha uma ação pedagógica diferenciada, utilizando o princípio educativo da ação-reflexão-ação, está relacionado com a teoria e a prática e vem se conscientizando da realidade em que está inserido. O professor deve usar da pesquisa para lidar com as situações problemas que surgem e criam oportunidades para que os envolvidos investiguem e compreendam aquilo que o pesquisador está proporcionando, pois desta maneira o  conhecimento será construído e sistematizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desafio no entanto é se desfazer do instrucionismo  que ha décadas moldou e ainda molda o sistema de ensino. Para tanto se faz necessário a construção do conhecimento próprio, da autoria. Faz-se necessário então, a intenção metodológica da construção e desconstrução do conhecimento contínuo. Para Demo (2009), a elaboração e produção do docente por meio da pesquisa será condição adequada para que o conhecimento próprio se estabeleça, pois ainda segundo o autor, o conhecimento bem feito promove a emancipação das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa exige uma articulação entre o Princípio Científico e o Princípio Educativo. O primeiro contribuindo na construção do conhecimento através das possibilidades que a metodologia científica oferece quanto à organização e sistematização do trabalho desenvolvido, bem como da utilização de diferentes métodos e técnicas que sejam adequados aos diferentes contextos das aprendizagens; o segundo valorizando o processo formativo da aprendizagem enquanto formação do saber pensar e no desenvolvimento de uma autonomia intelectual no aluno.E ainda,o processo de ensino-aprendizado pela pesquisa além de democratizar a busca do conhecimento e da aprendizagem,pois oferece essa ferramenta metodológica de busca sistematizada,não encerra em si, os limites de até onde os alunos possam ir para resolverem as questões levantas,conhecer a verdade ou não daquilo que dantes não se tinha certeza.Ou levantar mais dúvidas e problemas que os levem a serem pesquisadores de futuros brilhantes como existem muitos por ai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2009) “Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para a fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa.” Tratando-se de construir o conhecimento em todos os níveis de educação, as referências empíricas são importantes, nas palavras do autor “para imprimir um sabor de terra às análises”, incluindo aí o conhecimento prévio dos alunos, do qual devem partir os questionamentos, as curiosidades, as descobertas. O autor ressalta que nessa construção devem ser incluídos cuidados qualitativos, uma vez que os dados são os construtores teóricos numa representação de um modo de interpretar e reconstruir a realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de pesquisar deve estar presente no processo educativo e utilizado sempre como forma de otimizar as aulas, pois somente assim o professor estará habilitado e capacitado a produzir o conhecimento em seus alunos. Com a prática frequente de se pesquisar que formaremos os alunos que necessitamos em nossas salas de aula, mas cuidando sempre a cientificidade do processo, como fala Demo (2005):&lt;br /&gt;
&amp;quot;Estamos advogando, pois, que o envolvimento do pesquisador poderia ser fator fundamental para trabalhar a cientificidade do processo, desde que não percamos de vista o compromisso com a objetivação. Queremos dizer pelo menos duas coisas com isso: *é fundamental buscar captar a realidade da maneira mais honesta possível, deixando-a falar mais alto que nossas expectativas, ideologias e manias; isso, ao final das contas, é impraticável, mas a &amp;quot;verdade&amp;quot; do fenômeno deve ser mantida sempre como utopia negativa; *o processo de pesquisa deve ser conduzido sempre de tal modo que possa ser refeito por quem duvide ou queira retestar, permitindo procedimentos de controle inter-subjetivo&amp;quot;. Demo (2005, pg.163) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática em sala de aula traz novos desafios para o professor, na articulação de atividades individuais e coletivas, no gerenciamento dos conflitos e promovendo uma prática de aprendizagem colaborativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é muito importante tanto para o professor como para o aluno, devido ao processo de ensino-aprendizagem e que de forma mais investigativa, envolvem os alunos no processo de construção e de dar maior significado ao conhecimento. Cabe ao professor pesquisador planejamento e de também proporcionar ações para que aconteça o real desenvolvimento do conhecimento de maneira construtiva, pois assim, estas ações irão enfocar o ambiente da pesquisa e do educador, também não esquecendo de que a experiência e a bagagem que o aluno traz têm de ser valorizada, explorada e respeitada, sempre, sendo que dessa forma cada um, educador e educando, desenvolverá o seu potencial integral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse educador, contribuirá  para o verdadeiro aprendizado de seus alunos , se primeiro colocar-se na condição de desconstruir e reconstruir,  comparando as leituras com sua prática, avaliando se seu aluno realmente desenvolveu a habilidade esperada em seu planejamento após cada aula. Nesse processo dinâmico,o educador vai edificando seu fazer com novas formas de aprender e ensinar e o aluno vai construindo sua autonomia por meio das descobertas de forma desafiadora e prazerosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Principios educativos da pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como foi mencionado, pesquisar é mais do que explorar algo desconhecido. É compreendê-lo além dos sentidos. Se nos valessemos apenas do que vemos, nunca chegaríamos à conclusão acertada de que a Terra gira em torno do Sol e não o contrário. E, embora a visão colossal do Sol nascendo e se pondo tenha inquietado o homem imemorialmente, a compreensão deste fenônemo é resultado de centenas de hipóteses equívocadas e somente uma certa. Uma saga que percorreu séculos confirmando e refutando a percepção dos sentidos e da religião e ciências de diferentes épocas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é uma atividade natural do ser humana, mas não pode ser gratuita. Uma vez que é um interesse legítimo do pesquisador, que pode ser estimulada por terceiros ou por um evento significativo. Desta forma, o ato de pesquisar é inerente, estimulado e, para ser produtivo - vamos considerar este ''produtivo'' como a comprovação das hipóteses formuladas - necessita de etapas e critérios variáveis. Nâo é possível aplicá-los indistintamente.&lt;br /&gt;
Logo, não é qualquer ato de ir em busca de algo desconhecido quer seja através de livros,tecnologias ou outros meios, que pode ser considerado pesquisa em si, pois pesquisa requer método, sistematização. Mesmo porque, a pesquisa, além de ser instrumento de compreensão da realidade e construção do novo conhecimento, é também uma forma de desenvolver a autonomia, o poder de decisão e  de contestação que faz com que o sujeito,  passe da condição de manipulado para a condição de atuante e participante na transformação desta sociedade tão marcada por desigualdades sociais.&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2005), dificilmente haveríamos de desconhecer que o conhecimento científico é um dos fenômenos políticos mais contundentes e marcantes da sociedade, no sentido de que, com ele, estamos cada vez mais &amp;quot;fazendo&amp;quot; nossa história, em vez de apenas sermos conduzidos externamente por ela.Vejo nessa afirmação do prof.Pedro Demo,a justa oportunidade de o sujeito não passar por essa vida e sair dela como mero expectador-coadjuvante, dessa história que está posta, seja ela em qual seguimento e dialética for,sem deixar sua marca, seu registro,sua impressão, seu ponto de vista, na construção daquilo que foi produzindo a partir da sua existência e inserção nessa sociedade.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda Segundo Demo, 2009, &amp;quot;Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes&amp;quot;, assim nesse entendimento, possibilita-se professores e alunos formarem seu lado critico e interpretativo do conhecimento, é nesse sentido que se tem a necessidade de estudar os princípios educativos da pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Michaliszyn e Tomasini (2005), a pesquisa bibliográfica objetiva explicar um problema a partir de referenciais teóricos: livros, artigos científicos, documentos, etc. Trata-se de uma leitura atenta e sistemática que se faz acompanhar de anotações e fichamentos que, eventualmente, norteará todo o trabalho. Ela dá suporte a todas as fases de qualquer tipo de pesquisa, pois, possibilita ao pesquisador fonte de consulta para a fundamentação teórica do estudo. Metodologicamente, a pesquisa teve duas etapas sendo elas: realizado uma pesquisa bibliográfica, junto a autores que investigam a temática do trabalho, onde Demo (1996) é uma referência, em segundo lugar sendo realizado uma elaboração de sínteses sobre o assunto proposto. A intenção foi realizar uma ponte entre a pesquisa e a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a busca e construção do conhecimento através da pesquisa, nos traz para alunos com questionamento crítico, definindo-os em uma metodologia necessária ao processo de ensino-aprendizagem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e ressignificação do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao oportunizar a pesquisa como método investigativo, o aluno se emancipa, se torna crítico e participativo, uma vez que seu percurso é construído individualmente, capaz de intervir na realidade que o cerca. Para Moraes (2002): &amp;quot;Educar pela pesquisa começa por perguntas, produzidas no contexto da sala de aula, com envolvimento ativo de todos os participantes. Sendo produzidos pelos envolvidos, as perguntas têm necessariamente significado. Partem dos conhecimentos que os alunos e professores já trazem de sua vivência anterior e da realidade em que vivem. Tem a finalidade de fazer avançar os conhecimentos que os sujeitos da sala de aula já trazem, tornando-os mais complexos e conscientes&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contexto escolar e a pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o ser humano é ensinado, uma situação cotidiana ou futura é simulada de forma segura. Desde os tempos primitivos, o &amp;quot;ensinar&amp;quot; é uma preparação rudimentar para uma sitiação real. Nossos ancestrais ensinavam seus filhos a caçar e a cultivar o solo antes da fome se abater sobre eles. Do contrário, seria tarde demais. De modo simplista, a escola continua similando e antecipando situações futuras. Assim, aprendemos a ler antes que isto seja imprescindível para nossa vida social e profissional. Obviamente, nem tudo que o que aprendemos tem aplicação tão imediata e constante como ler e escrever. Porém, compõe de modo instrínseco a longa história do pensamento e do conhecimento humano, sendo inadmissível neglingenciá-lo em nome de uma funcionalidade pontual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como a pesquisa exige um olhar apurado que ultrapassa aparência, a escola precisa ir além das necessidades diárias e dos modismos. Estimular a pesquisa e dar subsídios para que ela ocorra de forma espontânea ou dirigida é fundamental para escola cumprir seu papel e assegurar e respeitar a diversidade de interesses dos alunos, que se torna cada vez mais plural com a popularização das tecnologias de comunicação.O que não é fácil de ser administrada pela escola,uma vez que no contexto em que ela se encontra inserida, falta lhe estrutura física, financeira e mão de obra especializada para que se possa oferecer ao educando um campo de pesquisa adequado onde ele possa exercer seu direito de buscar e construir o seu próprio saber.O saber aprender a aprender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na produção de conhecimento é uma das formas de elucidação da realidade, de dar respostas sistematizadas às problemáticas surgidas no mundo das necessidades históricas da humanidade e racionalizadas por meio de indagações, questões e perguntas. A elaboração destas respostas são moldadas por meio de uma relação lógica com esse mundo da necessidade historicamente determinada, que dependem de condições de desenvolvimento de forças produtivas e dos interesses predominantes nos diversos estágios das formações sociais (DEMO, 1994).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste sentido, compartilhamos a idéia defendida por Habermas (1982, p. 107), ao ressaltar que,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...) pesquisar é uma atividade que corresponde a um desejo de produzir saber, conhecimento [...]. Conhecer não é descobrir algo que existe de uma determinada forma em um determinado lugar do real. Conhecer é descrever, nomear, relatar, desde uma posição que é temporal, espacial e hierárquica. O que chamamos de realidade é resultado desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Demo (1991), a pesquisa é um princípio educativo, sendo uma maneira de saber fazer e refazer o conhecimento. O questionamento deve nortear esta prática, por meio desta, o indivíduo contesta, duvida e conseqüentemente investiga os fenômenos da realidade, adquirindo assim o despertar do espírito intelectual de forma autônoma. Assim, fica muito claro a necessidade de se estimular a pesquisa no âmbito escolar, pois a mesma é a grande responsável por novas descobertas e possibilita além do conhecimento curricular a possibilidade de conhecer as mais diversas fontes e meios de se pesquisar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para construir a sua autonomia na forma de ensinar e aprender, o educador  precisa ter sua prática sustentada na pesquisa e na reflexão criando o hábito de boas leituras que possam auxiliá-lo na descoberta de novos caminhos que direcionem o aluno na construção do conhecimento. Aos poucos esse profissional  vai se desvinculando daquela velha forma tradicional e ultrapassada de &amp;quot;dar aula&amp;quot;  impregnada  por sua formação acadêmica, dando lugar à aulas questionadoras argumentativas que promovam a desconstrução e a reconstrução, não só de seu alunado mas da forma de conduzir suas aulas.&lt;br /&gt;
Contudo, nenhum tipo de pesquisa é auto-suficiente, inclusive, na prática, sendo assim,&amp;quot; tudo é ideologia, e carecem de fundamento teórico e metodológico para ser concreta&amp;quot;.(Demo, 1995)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim, aos poucos o cenário atual na educação se modifica e outras abordagens de ensino se configuram.Para tanto e preciso que o professor tenha clareza de sua atuação primeira como pesquisador contínuo em sua formação e de de sua função como mediador do conhecimento construído coletivamente em discussões, participação de todos  e interação de conteúdos. A pesquisa desafia o velho e modifica cenários uma vez que propicia descobertas, autonomia e liberdade de expressão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Planejamento e avaliação'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo o que fazemos na vida, para que haja resultados previstos e positivos, requer organização,avaliação e planejamentos prévios.E no âmbito da educação não poderia ser diferente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escola planeja suas ações, estabelece suas avaliações e têm suas expectativas sobre o trabalho que realiza. No campo da pesquisa também é necessário planejá-lo, embora não seja possível prever seu resultado com exatidão. E nem é fundamental. Como a pesquisa é uma atividade lúdica e pedagógica em si mesma, a aprendizagem já acontece em seu processo. Evidentemente, um resultado que soluciona a dúvida inicial é desejável. Mas é importante ressaltar que nunca é um resultado defintivo ou inquestionável. O conhecimento humano é mais feito de tentativas do que de acertos. E a escola deve lembrar disto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento educacional para Menegola e Sant’Anna (2001, p. 25):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Planejar o processo educativo é planejar o indefinido, porque educação não é o processo, cujos resultados podem ser totalmente prédefinidos, determinados ou pré-escolhidos, como se fossem produtos de correntes de uma ação puramente mecânica e impensável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O educador deve levar em conta sociedade em pleno desenvolvimento, o conhecimento prévio do aluno para que possa inserir o conteúdo a ser aprendido. Para pensar no ensino aprendizagem na sociedade em pleno desenvolvimento, será necessário que o professor assuma a postura aberta às mudanças. Ele deve estar constante movimento de aprendizado para que possa executar as ações previstas no  planejamento fazendo as adequações necessárias para que possa avaliar de acordo com o planejado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devemos, pois, planejar a ação educativa para o homem não impondo-lhe diretrizes que o alheiem. Permitindo, com isso, que a educação, ajude o homem a ser criador de sua história. A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos; quanto a sua previsão e adequação no decorrer do processo de ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avaliar é levar em conta um processo maior do que o resultado de uma prova ou de uma atividade escolar.&amp;quot;Avaliar é muito mais do que notificar é dar sentido ao conhecimento construído e adquirido &amp;quot;.(Delziene Perdoncini, 2011).&lt;br /&gt;
Avaliar dentro do método de pesquisa é preciso conhecer e ter clareza da metodologia aplicada para atingir os fins propostos,dos recursos disponibilizados(humanos,físicos e financeiros)e do processo de aplicabilidade como um todo.Isso porque, quem avalia precisa levar em conta não só os avanços em termos positivos,mas também os pontos negativos, a fim de que possa haver novo direcionamento,novas estratégias e novas descobertas e, por último, novos conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao avaliar deve-se levar em consideração o percurso do aluno, seu universo particular, sua vivência e seu tempo, e principalmente diagnosticar os resultados e avanços alcançados. Desta forma, o educador compreende sua forma de atuação e o aprendizado obtido.Para Luis 92003):&amp;quot;E necessário, portanto, uma avaliação que não se exima de seu papel questionador e investigativo, uma avaliação que responda amplamente às necessidades e aos diversos momentos do processo de ensinar e aprender, do aprender a ensinar e do ensinar aprender&amp;quot;.LUIZ (2003).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento é necessário pois norteiam nossas ações, porém é também  flexível, uma vez que no ambiente de estudo, o aluno têm concepções diferentes e a abordagem pode desencadear outras ações imprevistas. Porém, o planejamento norteia a ação do educador e do educando e quando os conteúdos abordados são legitimados em pesquisas fundamentadas, encontrará ação transformadora para os objetivos a serem alcançados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Considerações'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é um processo de descobertas e que revela o mais íntimo do pesquisador. Ninguém pesquisa algo que não lhe desperte interesse. Na escola, as pesquisas são pontuais e complementares ao conteúdo ensinado em sala de aula. Normalmente, é um levantamento bibliográfico do tema na biblioteca escolar e na internet. Ocorre que ambos são fontes imediatas de pesquisa. Sobretudo na internet, onde o Google elenca no topo da página os links mais visitados e, automaticamente, indica-os para novas pesquisas. O resultado deste levantamento costuma ser registrado manualmente e entregue aos professores, que corrigem e devolvem com suas considerações e com a nota obtida. Raramente, os alunos são convidados a expôr o resultado de suas pesquisas. Até mesmo porque, pesquisando os mesmos assuntos nas mesmas fontes, produzem textos muito similares quando não, idênticos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa deve ser assumida como uma atitude processual cotidiana, inerente a toda prática que deseja de fato modernizar-se e aperfeiçoar-se, pois quem assume atitude de pesquisa está em constante estado de preparação para a mudança da realidade na qual se insere principalmente a educação.Sendo assim,privar o indivíduo do direito de se relacionar com o conhecimento através da busca pela pesquisa, é castrá-lo do direito da descoberta das verdades ou inverdades que permeiam as coisas obscuras e as interrogações(problemas) de um modo geral desse universo habitável ou não. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entender de Demo (1991), ao deter a pesquisa como princípio educativo, o indivíduo possuirá base sólida em um contexto emancipatório, pois, a pesquisa permite o movimento de constituição e de desconstituição da totalidade social, numa teia de relações que conduzem à apreensão das múltiplas dimensões do real. Na produção do conhecimento motiva a criatividade e, deste modo, o sujeito toma em sua prática contornos próprios e desafiadores, a começar pelo reconhecimento de que o melhor saber é aquele que sabe superar-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa além de ser um ato educativo, reflexivo e formativo, é considerada também, por muitos, um ato político. Portanto, ao dar enfoque na pesquisa como fonte de saber, temos uma questão importante para levar em consideração, que é a formação de grupos de estudos por parte de todos os professores envolvidos neste processo que é a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor pesquisador adota um perfil de professor aprendiz, está sempre em busca de novos os recursos tecnológicos para utilizar em suas aulas comparando as teorias estudadas com sua prática. Ele suscita dúvidas, instiga seus alunos a buscar o novo conhecimento ao invés de dar respostas, é o tipo de professor que educa por meio da descoberta e promove a construção da autonomia dos seus alunos a cada aula. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://metodologiadapesquisaeducacional.blogspot.com.br/2008/03/mtodos-de-pesquisa.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico: elaboração de trabalhos na graduação. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro - Metodologia investigativa em educação &lt;br /&gt;
Curitiba. 2005. 255p.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro. Metodologia da investigação em educação. Curitiba: Ibpex, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Demo''', Professor &amp;amp; Pesquisa - 2009&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/mod/page/view.php?id=1096&amp;amp;inpopup=1 - Acesso em 19-04-2012 - 12:00&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 6. ed. Campinas: Autores Associados, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Ciência, ideologia e poder: uma sátira às ciências sociais. São Paulo: Atlas, 1988.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Educar pela pesquisa. São Paulo: Autores Associados, 1996.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa e construção do conhecimento. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Universidade e reconstrução do conhecimento. Cadernos Cedes, Campinas, n. 31, p. 49-74, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GANDIN, Armando Luis -  NTE FRONTEIRAS OESTE: Novas Características no Perfil do Professor - http://ntefo.vilabol.uol.com.br/novascaracteristicas1.htm - Acesso em 23-04-2012 as 11:00 h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HABERMAS, Jürgen. Conhecimento e interesse. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Site- Tecnologia Em Redes de Computadores -http://www.redes.ufsm.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=frontpage&amp;amp;Itemid=1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Neivavaladares</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Matutino:_A_pesquisa:_uma_atividade_reflexiva_e_investigativa_no_processo_educativo_e_formativo_de_professores_e_alunos</id>
		<title>Turma - A - Matutino: A pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos</title>
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				<updated>2012-04-25T01:13:40Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Neivavaladares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''TEMA: Pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''INTRODUÇÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É natural para os seres humanos explorar o mundo que o cerca. Foi desta forma que nos espalhamos pelo mundo há milênios. Os animais também exploram o ambiente em que vivem, mas não o fazem com a complexidade que os seres humanos fazem. Obviamente, que a mera exploração não nos basta. Queremos compreender o que encontramos além do que nossos olhos mostram. Perceber o mundo além do que vemos, ouvimos, cheiramos e tocamos é pesquisá-lo profundamente e não nos enganar com as aparências. A pesquisa busca semelhanças, singularidades, paralelos e distorções. E nos leva a formular e a refutar hipóteses. Este intrincado processo mental nos fez construir as primeiras ferramentas, caçar animais maiores, desenvolver a agricultura e conceber a escrita, seguramente a mais humana de todas as invenções humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na educação, a pesquisa nem sempre é contemplada como deveria nos processos didáticos. Porém, tal como em nossos ancestrais mais distantes, ocorre instigada pelo mundo externo, que nos desafia a conhecê-lo. A curiosidade é seu estágio inicial. De modo geral, tudo nos desperta curiosidade (''Para que isto serve? Como funciona? Quem fez ou deixou aqui?''). Entretanto, algumas coisas nos intrigam tal intensidade que decidimos compreendê-las a fundo. Quando bem sucedida, a curiosidade proporciona pesquisas estimulantes e descobertas reveladoras. Já, quando mal conduzida, interpretada ou acolhida, inibe uma característica natural da humanidade e a deprime, gerando apatia e revolta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Investigar o processo educativo e formativo de professores e alunos é uma necessidade frente a realidade nas escolas atuais, onde temos cada vez mais alunos críticos e com necessidades de aulas motivadoras que condizem com sua vivencia diária. Para professores temos a urgente necessidade de adequar-se as tecnologias disponíveis na educação, preparando-se para formar em suas aulas o aprendiz autônomo, um real pesquisador em busca do conhecimento.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas salas de aula atuais, podemos visualizar em menor escala, casos de pesquisas bem sucedidas onde o professor pesquisador quer sempre mais, busca incessantemente descobrir como o aluno aprende associando a teoria á sua própria prática, questionando e refletindo sobre a mesma. Já a grande maioria, tem um histórico de pesquisa relacionado a sua formação acadêmica de forma desvinculada do próprio trabalho, o que pode até gerar a frustação do pesquisador.&lt;br /&gt;
De acordo com Demo (2009) é possível pesquisar outros objetos não menos importantes, como teorias, textos, autores, práticas, desde que ocorra o devido questionamento reconstrutivo. Nesse sentido, a forma como a pesquisa vem sendo abordada na educação mais precisamente, pelo educador,precisa ser repensada, já que a sociedade contemporânea carece de pessoas cada vez mais preparadas para aprender a aprender.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto a seguir pretende abrir discussão sobre a importância de se utilizar a pesquisa como metodologia para práticas reflexivas e investigativas no processo educativo e formativo de professores e alunos no contexto escolar. Uma definição de metodologia: “é conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca de conhecimento” (Andrade 2005). Com relação aos métodos de abordagem, quer sejam eles, dedutivo, indutivo,dialético ou hipotético-dedutivo, se referem ao conjunto de procedimentos  os quais são utilizados na investigação dos fenômenos,  com finalidade de se imprimir  veracidade aos fenômenos pesquisados. Estes, devem se adequar ao tipo de pesquisa proposta. E Nesse campo da pesquisa como condição indispensável para a formação e aprendizado tanto do aluno como também do professor, existe vários autores, e dentre eles, um em especial que é defensor aplicado, o prof. Pedro Demo. No seu intitulado: Professor &amp;amp; Pesquisa - Pesquisa: fundamento docente e discente – que defende a tese de que “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave, ainda que não panaceia” (Demo 2009). Ele defende o ponto de vista do uso da pesquisa como instrumento pedagógico, na busca da verdade das questões postas e prontas ou não, pois o conhecimento nunca encerra em si mesmo fim da buscar por outros modos e caminhos de descobertas e reconstrução desse e de outros saberes. Veja o que o autor diz “A pesquisa não desfaz esta relatividade, apenas coloca em cena outros argumentos que merecem atenção e debate, em processo reconstrutivo infindável. Tanto quanto é essencial fundamentar o que se diz, não é menos decisivo reconhecer que os fundamentos “não têm fundos” (Demo, 2008), tendo em vista que “fundamentos últimos” de teor inconcusso, indiscutível não fazem parte do jogo aberto da pesquisa. Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazê-la continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa” (Demo 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos vivendo numa sociedade cada vez mais complexa, e a escola tem como funçãoo principal formar cidadãos capazes de atuar, e a educacão pela pesquisa é um dos meios capazes de promover no sujeito diferentes tipos de aprendizados que possam contribuir para o &amp;quot;desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica&amp;quot;.(Demo, 2003,p.86).onde o aluno possa desenvolver a sua habilidade de questionar e interver na sua realidade.De modo que eles possam se tornar sujeitos ativos no seu processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa como atividade reflexiva e investigativa na construção da aprendizagem é o mergulho na práxis do grupo social em estudo, do qual se extrai as perspectivas latentes, o oculto, o não familiar que sustentam as práticas, sendo as mudanças negociadas e geridas no coletivo. Nessa direção, a pesquisa colaborativa, na maioria das vezes, assumem também o caráter de criticidade. Na construção da aprendizagem considera a voz do sujeito, sua perspectiva, seu sentido, mas não apenas para registro e posterior interpretação do pesquisador: a voz do sujeito fará parte da tessitura da metodologia da investigação. Nesse caso, a metodologia não se faz por meio das etapas de um método, mas se organiza pelas situações relevantes que emergem do processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a pesquisa feita para que o professor tenha uma ação pedagógica diferenciada, utilizando o princípio educativo da ação-reflexão-ação, está relacionado com a teoria e a prática e vem se conscientizando da realidade em que está inserido. O professor deve usar da pesquisa para lidar com as situações problemas que surgem e criam oportunidades para que os envolvidos investiguem e compreendam aquilo que o pesquisador está proporcionando, pois desta maneira o  conhecimento será construído e sistematizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desafio no entanto é se desfazer do instrucionismo  que ha décadas moldou e ainda molda o sistema de ensino. Para tanto se faz necessário a construção do conhecimento próprio, da autoria. Faz-se necessário então, a intenção metodológica da construção e desconstrução do conhecimento contínuo. Para Demo (2009), a elaboração e produção do docente por meio da pesquisa será condição adequada para que o conhecimento próprio se estabeleça, pois ainda segundo o autor, o conhecimento bem feito promove a emancipação das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa exige uma articulação entre o Princípio Científico e o Princípio Educativo. O primeiro contribuindo na construção do conhecimento através das possibilidades que a metodologia científica oferece quanto à organização e sistematização do trabalho desenvolvido, bem como da utilização de diferentes métodos e técnicas que sejam adequados aos diferentes contextos das aprendizagens; o segundo valorizando o processo formativo da aprendizagem enquanto formação do saber pensar e no desenvolvimento de uma autonomia intelectual no aluno.E ainda,o processo de ensino-aprendizado pela pesquisa além de democratizar a busca do conhecimento e da aprendizagem,pois oferece essa ferramenta metodológica de busca sistematizada,não encerra em si, os limites de até onde os alunos possam ir para resolverem as questões levantas,conhecer a verdade ou não daquilo que dantes não se tinha certeza.Ou levantar mais dúvidas e problemas que os levem a serem pesquisadores de futuros brilhantes como existem muitos por ai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2009) “Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para a fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa.” Tratando-se de construir o conhecimento em todos os níveis de educação, as referências empíricas são importantes, nas palavras do autor “para imprimir um sabor de terra às análises”, incluindo aí o conhecimento prévio dos alunos, do qual devem partir os questionamentos, as curiosidades, as descobertas. O autor ressalta que nessa construção devem ser incluídos cuidados qualitativos, uma vez que os dados são os construtores teóricos numa representação de um modo de interpretar e reconstruir a realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de pesquisar deve estar presente no processo educativo e utilizado sempre como forma de otimizar as aulas, pois somente assim o professor estará habilitado e capacitado a produzir o conhecimento em seus alunos. Com a prática frequente de se pesquisar que formaremos os alunos que necessitamos em nossas salas de aula, mas cuidando sempre a cientificidade do processo, como fala Demo (2005):&lt;br /&gt;
&amp;quot;Estamos advogando, pois, que o envolvimento do pesquisador poderia ser fator fundamental para trabalhar a cientificidade do processo, desde que não percamos de vista o compromisso com a objetivação. Queremos dizer pelo menos duas coisas com isso: *é fundamental buscar captar a realidade da maneira mais honesta possível, deixando-a falar mais alto que nossas expectativas, ideologias e manias; isso, ao final das contas, é impraticável, mas a &amp;quot;verdade&amp;quot; do fenômeno deve ser mantida sempre como utopia negativa; *o processo de pesquisa deve ser conduzido sempre de tal modo que possa ser refeito por quem duvide ou queira retestar, permitindo procedimentos de controle inter-subjetivo&amp;quot;. Demo (2005, pg.163) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática em sala de aula traz novos desafios para o professor, na articulação de atividades individuais e coletivas, no gerenciamento dos conflitos e promovendo uma prática de aprendizagem colaborativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é muito importante tanto para o professor como para o aluno, devido ao processo de ensino-aprendizagem e que de forma mais investigativa, envolvem os alunos no processo de construção e de dar maior significado ao conhecimento. Cabe ao professor pesquisador planejamento e de também proporcionar ações para que aconteça o real desenvolvimento do conhecimento de maneira construtiva, pois assim, estas ações irão enfocar o ambiente da pesquisa e do educador, também não esquecendo de que a experiência e a bagagem que o aluno traz têm de ser valorizada, explorada e respeitada, sempre, sendo que dessa forma cada um, educador e educando, desenvolverá o seu potencial integral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse educador, contribuirá  para o verdadeiro aprendizado de seus alunos , se primeiro colocar-se na condição de desconstruir e reconstruir,  comparando as leituras com sua prática, avaliando se seu aluno realmente desenvolveu a habilidade esperada em seu planejamento após cada aula. Nesse processo dinâmico,o educador vai edificando seu fazer com novas formas de aprender e ensinar e o aluno vai construindo sua autonomia por meio das descobertas de forma desafiadora e prazerosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Principios educativos da pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como foi mencionado, pesquisar é mais do que explorar algo desconhecido. É compreendê-lo além dos sentidos. Se nos valessemos apenas do que vemos, nunca chegaríamos à conclusão acertada de que a Terra gira em torno do Sol e não o contrário. E, embora a visão colossal do Sol nascendo e se pondo tenha inquietado o homem imemorialmente, a compreensão deste fenônemo é resultado de centenas de hipóteses equívocadas e somente uma certa. Uma saga que percorreu séculos confirmando e refutando a percepção dos sentidos e da religião e ciências de diferentes épocas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é uma atividade natural do ser humana, mas não pode ser gratuita. Uma vez que é um interesse legítimo do pesquisador, que pode ser estimulada por terceiros ou por um evento significativo. Desta forma, o ato de pesquisar é inerente, estimulado e, para ser produtivo - vamos considerar este ''produtivo'' como a comprovação das hipóteses formuladas - necessita de etapas e critérios variáveis. Nâo é possível aplicá-los indistintamente.&lt;br /&gt;
Logo, não é qualquer ato de ir em busca de algo desconhecido quer seja através de livros,tecnologias ou outros meios, que pode ser considerado pesquisa em si, pois pesquisa requer método, sistematização. Mesmo porque, a pesquisa, além de ser instrumento de compreensão da realidade e construção do novo conhecimento, é também uma forma de desenvolver a autonomia, o poder de decisão e  de contestação que faz com que o sujeito,  passe da condição de manipulado para a condição de atuante e participante na transformação desta sociedade tão marcada por desigualdades sociais.&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2005), dificilmente haveríamos de desconhecer que o conhecimento científico é um dos fenômenos políticos mais contundentes e marcantes da sociedade, no sentido de que, com ele, estamos cada vez mais &amp;quot;fazendo&amp;quot; nossa história, em vez de apenas sermos conduzidos externamente por ela.Vejo nessa afirmação do prof.Pedro Demo,a justa oportunidade de o sujeito não passar por essa vida e sair dela como mero expectador-coadjuvante, dessa história que está posta, seja ela em qual seguimento e dialética for,sem deixar sua marca, seu registro,sua impressão, seu ponto de vista, na construção daquilo que foi produzindo a partir da sua existência e inserção nessa sociedade.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda Segundo Demo, 2009, &amp;quot;Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes&amp;quot;, assim nesse entendimento, possibilita-se professores e alunos formarem seu lado critico e interpretativo do conhecimento, é nesse sentido que se tem a necessidade de estudar os princípios educativos da pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Michaliszyn e Tomasini (2005), a pesquisa bibliográfica objetiva explicar um problema a partir de referenciais teóricos: livros, artigos científicos, documentos, etc. Trata-se de uma leitura atenta e sistemática que se faz acompanhar de anotações e fichamentos que, eventualmente, norteará todo o trabalho. Ela dá suporte a todas as fases de qualquer tipo de pesquisa, pois, possibilita ao pesquisador fonte de consulta para a fundamentação teórica do estudo. Metodologicamente, a pesquisa teve duas etapas sendo elas: realizado uma pesquisa bibliográfica, junto a autores que investigam a temática do trabalho, onde Demo (1996) é uma referência, em segundo lugar sendo realizado uma elaboração de sínteses sobre o assunto proposto. A intenção foi realizar uma ponte entre a pesquisa e a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a busca e construção do conhecimento através da pesquisa, nos traz para alunos com questionamento crítico, definindo-os em uma metodologia necessária ao processo de ensino-aprendizagem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e ressignificação do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao oportunizar a pesquisa como método investigativo, o aluno se emancipa, se torna crítico e participativo, uma vez que seu percurso é construído individualmente, capaz de intervir na realidade que o cerca. Para Moraes (2002): &amp;quot;Educar pela pesquisa começa por perguntas, produzidas no contexto da sala de aula, com envolvimento ativo de todos os participantes. Sendo produzidos pelos envolvidos, as perguntas têm necessariamente significado. Partem dos conhecimentos que os alunos e professores já trazem de sua vivência anterior e da realidade em que vivem. Tem a finalidade de fazer avançar os conhecimentos que os sujeitos da sala de aula já trazem, tornando-os mais complexos e conscientes&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contexto escolar e a pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o ser humano é ensinado, uma situação cotidiana ou futura é simulada de forma segura. Desde os tempos primitivos, o &amp;quot;ensinar&amp;quot; é uma preparação rudimentar para uma sitiação real. Nossos ancestrais ensinavam seus filhos a caçar e a cultivar o solo antes da fome se abater sobre eles. Do contrário, seria tarde demais. De modo simplista, a escola continua similando e antecipando situações futuras. Assim, aprendemos a ler antes que isto seja imprescindível para nossa vida social e profissional. Obviamente, nem tudo que o que aprendemos tem aplicação tão imediata e constante como ler e escrever. Porém, compõe de modo instrínseco a longa história do pensamento e do conhecimento humano, sendo inadmissível neglingenciá-lo em nome de uma funcionalidade pontual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como a pesquisa exige um olhar apurado que ultrapassa aparência, a escola precisa ir além das necessidades diárias e dos modismos. Estimular a pesquisa e dar subsídios para que ela ocorra de forma espontânea ou dirigida é fundamental para escola cumprir seu papel e assegurar e respeitar a diversidade de interesses dos alunos, que se torna cada vez mais plural com a popularização das tecnologias de comunicação.O que não é fácil de ser administrada pela escola,uma vez que no contexto em que ela se encontra inserida, falta lhe estrutura física, financeira e mão de obra especializada para que se possa oferecer ao educando um campo de pesquisa adequado onde ele possa exercer seu direito de buscar e construir o seu próprio saber.O saber aprender a aprender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na produção de conhecimento é uma das formas de elucidação da realidade, de dar respostas sistematizadas às problemáticas surgidas no mundo das necessidades históricas da humanidade e racionalizadas por meio de indagações, questões e perguntas. A elaboração destas respostas são moldadas por meio de uma relação lógica com esse mundo da necessidade historicamente determinada, que dependem de condições de desenvolvimento de forças produtivas e dos interesses predominantes nos diversos estágios das formações sociais (DEMO, 1994).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste sentido, compartilhamos a idéia defendida por Habermas (1982, p. 107), ao ressaltar que,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...) pesquisar é uma atividade que corresponde a um desejo de produzir saber, conhecimento [...]. Conhecer não é descobrir algo que existe de uma determinada forma em um determinado lugar do real. Conhecer é descrever, nomear, relatar, desde uma posição que é temporal, espacial e hierárquica. O que chamamos de realidade é resultado desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Demo (1991), a pesquisa é um princípio educativo, sendo uma maneira de saber fazer e refazer o conhecimento. O questionamento deve nortear esta prática, por meio desta, o indivíduo contesta, duvida e conseqüentemente investiga os fenômenos da realidade, adquirindo assim o despertar do espírito intelectual de forma autônoma. Assim, fica muito claro a necessidade de se estimular a pesquisa no âmbito escolar, pois a mesma é a grande responsável por novas descobertas e possibilita além do conhecimento curricular a possibilidade de conhecer as mais diversas fontes e meios de se pesquisar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para construir a sua autonomia na forma de ensinar e aprender, o educador  precisa ter sua prática sustentada na pesquisa e na reflexão criando o hábito de boas leituras que possam auxiliá-lo na descoberta de novos caminhos que direcionem o aluno na construção do conhecimento. Aos poucos esse profissional  vai se desvinculando daquela velha forma tradicional e ultrapassada de &amp;quot;dar aula&amp;quot;  impregnada  por sua formação acadêmica, dando lugar à aulas questionadoras argumentativas que promovam a desconstrução e a reconstrução, não só de seu alunado mas da forma de conduzir suas aulas.&lt;br /&gt;
Contudo, nenhum tipo de pesquisa é auto-suficiente, inclusive, na prática, sendo assim,&amp;quot; tudo é ideologia, e carecem de fundamento teórico e metodológico para ser concreta&amp;quot;.(Demo, 1995)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim, aos poucos o cenário atual na educação se modifica e outras abordagens de ensino se configuram.Para tanto e preciso que o professor tenha clareza de sua atuação primeira como pesquisador contínuo em sua formação e de de sua função como mediador do conhecimento construído coletivamente em discussões, participação de todos  e interação de conteúdos. A pesquisa desafia o velho e modifica cenários uma vez que propicia descobertas, autonomia e liberdade de expressão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Planejamento e avaliação'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo o que fazemos na vida, para que haja resultados previstos e positivos, requer organização,avaliação e planejamentos prévios.E no âmbito da educação não poderia ser diferente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escola planeja suas ações, estabelece suas avaliações e têm suas expectativas sobre o trabalho que realiza. No campo da pesquisa também é necessário planejá-lo, embora não seja possível prever seu resultado com exatidão. E nem é fundamental. Como a pesquisa é uma atividade lúdica e pedagógica em si mesma, a aprendizagem já acontece em seu processo. Evidentemente, um resultado que soluciona a dúvida inicial é desejável. Mas é importante ressaltar que nunca é um resultado defintivo ou inquestionável. O conhecimento humano é mais feito de tentativas do que de acertos. E a escola deve lembrar disto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento educacional para Menegola e Sant’Anna (2001, p. 25):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Planejar o processo educativo é planejar o indefinido, porque educação não é o processo, cujos resultados podem ser totalmente prédefinidos, determinados ou pré-escolhidos, como se fossem produtos de correntes de uma ação puramente mecânica e impensável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O educador deve levar em conta sociedade em pleno desenvolvimento, o conhecimento prévio do aluno para que possa inserir o conteúdo a ser aprendido. Para pensar no ensino aprendizagem na sociedade em pleno desenvolvimento, será necessário que o professor assuma a postura aberta às mudanças. Ele deve estar constante movimento de aprendizado para que possa executar as ações previstas no  planejamento fazendo as adequações necessárias para que possa avaliar de acordo com o planejado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devemos, pois, planejar a ação educativa para o homem não impondo-lhe diretrizes que o alheiem. Permitindo, com isso, que a educação, ajude o homem a ser criador de sua história. A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos; quanto a sua previsão e adequação no decorrer do processo de ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avaliar é levar em conta um processo maior do que o resultado de uma prova ou de uma atividade escolar.&amp;quot;Avaliar é muito mais do que notificar é dar sentido ao conhecimento construído e adquirido &amp;quot;.(Delziene Perdoncini, 2011).&lt;br /&gt;
Avaliar dentro do método de pesquisa é preciso conhecer e ter clareza da metodologia aplicada para atingir os fins propostos,dos recursos disponibilizados(humanos,físicos e financeiros)e do processo de aplicabilidade como um todo.Isso porque, quem avalia precisa levar em conta não só os avanços em termos positivos,mas também os pontos negativos, a fim de que possa haver novo direcionamento,novas estratégias e novas descobertas e, por último, novos conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao avaliar deve-se levar em consideração o percurso do aluno, seu universo particular, sua vivência e seu tempo, e principalmente diagnosticar os resultados e avanços alcançados. Desta forma, o educador compreende sua forma de atuação e o aprendizado obtido.Para Luis 92003):&amp;quot;E necessário, portanto, uma avaliação que não se exima de seu papel questionador e investigativo, uma avaliação que responda amplamente às necessidades e aos diversos momentos do processo de ensinar e aprender, do aprender a ensinar e do ensinar aprender&amp;quot;.LUIZ (2003).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Considerações'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é um processo de descobertas e que revela o mais íntimo do pesquisador. Ninguém pesquisa algo que não lhe desperte interesse. Na escola, as pesquisas são pontuais e complementares ao conteúdo ensinado em sala de aula. Normalmente, é um levantamento bibliográfico do tema na biblioteca escolar e na internet. Ocorre que ambos são fontes imediatas de pesquisa. Sobretudo na internet, onde o Google elenca no topo da página os links mais visitados e, automaticamente, indica-os para novas pesquisas. O resultado deste levantamento costuma ser registrado manualmente e entregue aos professores, que corrigem e devolvem com suas considerações e com a nota obtida. Raramente, os alunos são convidados a expôr o resultado de suas pesquisas. Até mesmo porque, pesquisando os mesmos assuntos nas mesmas fontes, produzem textos muito similares quando não, idênticos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa deve ser assumida como uma atitude processual cotidiana, inerente a toda prática que deseja de fato modernizar-se e aperfeiçoar-se, pois quem assume atitude de pesquisa está em constante estado de preparação para a mudança da realidade na qual se insere principalmente a educação.Sendo assim,privar o indivíduo do direito de se relacionar com o conhecimento através da busca pela pesquisa, é castrá-lo do direito da descoberta das verdades ou inverdades que permeiam as coisas obscuras e as interrogações(problemas) de um modo geral desse universo habitável ou não. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entender de Demo (1991), ao deter a pesquisa como princípio educativo, o indivíduo possuirá base sólida em um contexto emancipatório, pois, a pesquisa permite o movimento de constituição e de desconstituição da totalidade social, numa teia de relações que conduzem à apreensão das múltiplas dimensões do real. Na produção do conhecimento motiva a criatividade e, deste modo, o sujeito toma em sua prática contornos próprios e desafiadores, a começar pelo reconhecimento de que o melhor saber é aquele que sabe superar-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa além de ser um ato educativo, reflexivo e formativo, é considerada também, por muitos, um ato político. Portanto, ao dar enfoque na pesquisa como fonte de saber, temos uma questão importante para levar em consideração, que é a formação de grupos de estudos por parte de todos os professores envolvidos neste processo que é a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor pesquisador adota um perfil de professor aprendiz, está sempre em busca de novos os recursos tecnológicos para utilizar em suas aulas comparando as teorias estudadas com sua prática. Ele suscita dúvidas, instiga seus alunos a buscar o novo conhecimento ao invés de dar respostas, é o tipo de professor que educa por meio da descoberta e promove a construção da autonomia dos seus alunos a cada aula. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://metodologiadapesquisaeducacional.blogspot.com.br/2008/03/mtodos-de-pesquisa.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico: elaboração de trabalhos na graduação. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro - Metodologia investigativa em educação &lt;br /&gt;
Curitiba. 2005. 255p.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro. Metodologia da investigação em educação. Curitiba: Ibpex, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Demo''', Professor &amp;amp; Pesquisa - 2009&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/mod/page/view.php?id=1096&amp;amp;inpopup=1 - Acesso em 19-04-2012 - 12:00&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 6. ed. Campinas: Autores Associados, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Ciência, ideologia e poder: uma sátira às ciências sociais. São Paulo: Atlas, 1988.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Educar pela pesquisa. São Paulo: Autores Associados, 1996.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa e construção do conhecimento. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Universidade e reconstrução do conhecimento. Cadernos Cedes, Campinas, n. 31, p. 49-74, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GANDIN, Armando Luis -  NTE FRONTEIRAS OESTE: Novas Características no Perfil do Professor - http://ntefo.vilabol.uol.com.br/novascaracteristicas1.htm - Acesso em 23-04-2012 as 11:00 h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HABERMAS, Jürgen. Conhecimento e interesse. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Site- Tecnologia Em Redes de Computadores -http://www.redes.ufsm.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=frontpage&amp;amp;Itemid=1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Neivavaladares</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Matutino:_A_pesquisa:_uma_atividade_reflexiva_e_investigativa_no_processo_educativo_e_formativo_de_professores_e_alunos</id>
		<title>Turma - A - Matutino: A pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos</title>
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				<updated>2012-04-25T00:56:58Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Neivavaladares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''TEMA: Pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''INTRODUÇÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É natural para os seres humanos explorar o mundo que o cerca. Foi desta forma que nos espalhamos pelo mundo há milênios. Os animais também exploram o ambiente em que vivem, mas não o fazem com a complexidade que os seres humanos fazem. Obviamente, que a mera exploração não nos basta. Queremos compreender o que encontramos além do que nossos olhos mostram. Perceber o mundo além do que vemos, ouvimos, cheiramos e tocamos é pesquisá-lo profundamente e não nos enganar com as aparências. A pesquisa busca semelhanças, singularidades, paralelos e distorções. E nos leva a formular e a refutar hipóteses. Este intrincado processo mental nos fez construir as primeiras ferramentas, caçar animais maiores, desenvolver a agricultura e conceber a escrita, seguramente a mais humana de todas as invenções humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na educação, a pesquisa nem sempre é contemplada como deveria nos processos didáticos. Porém, tal como em nossos ancestrais mais distantes, ocorre instigada pelo mundo externo, que nos desafia a conhecê-lo. A curiosidade é seu estágio inicial. De modo geral, tudo nos desperta curiosidade (''Para que isto serve? Como funciona? Quem fez ou deixou aqui?''). Entretanto, algumas coisas nos intrigam tal intensidade que decidimos compreendê-las a fundo. Quando bem sucedida, a curiosidade proporciona pesquisas estimulantes e descobertas reveladoras. Já, quando mal conduzida, interpretada ou acolhida, inibe uma característica natural da humanidade e a deprime, gerando apatia e revolta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Investigar o processo educativo e formativo de professores e alunos é uma necessidade frente a realidade nas escolas atuais, onde temos cada vez mais alunos críticos e com necessidades de aulas motivadoras que condizem com sua vivencia diária. Para professores temos a urgente necessidade de adequar-se as tecnologias disponíveis na educação, preparando-se para formar em suas aulas o aprendiz autônomo, um real pesquisador em busca do conhecimento.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas salas de aula atuais, podemos visualizar em menor escala, casos de pesquisas bem sucedidas onde o professor pesquisador quer sempre mais, busca incessantemente descobrir como o aluno aprende associando a teoria á sua própria prática, questionando e refletindo sobre a mesma. Já a grande maioria, tem um histórico de pesquisa relacionado a sua formação acadêmica de forma desvinculada do próprio trabalho, o que pode até gerar a frustação do pesquisador.&lt;br /&gt;
De acordo com Demo (2009) é possível pesquisar outros objetos não menos importantes, como teorias, textos, autores, práticas, desde que ocorra o devido questionamento reconstrutivo. Nesse sentido, a forma como a pesquisa vem sendo abordada na educação mais precisamente, pelo educador,precisa ser repensada, já que a sociedade contemporânea carece de pessoas cada vez mais preparadas para aprender a aprender.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto a seguir pretende abrir discussão sobre a importância de se utilizar a pesquisa como metodologia para práticas reflexivas e investigativas no processo educativo e formativo de professores e alunos no contexto escolar. Uma definição de metodologia: “é conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca de conhecimento” (Andrade 2005). Com relação aos métodos de abordagem, quer sejam eles, dedutivo, indutivo,dialético ou hipotético-dedutivo, se referem ao conjunto de procedimentos  os quais são utilizados na investigação dos fenômenos,  com finalidade de se imprimir  veracidade aos fenômenos pesquisados. Estes, devem se adequar ao tipo de pesquisa proposta. E Nesse campo da pesquisa como condição indispensável para a formação e aprendizado tanto do aluno como também do professor, existe vários autores, e dentre eles, um em especial que é defensor aplicado, o prof. Pedro Demo. No seu intitulado: Professor &amp;amp; Pesquisa - Pesquisa: fundamento docente e discente – que defende a tese de que “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave, ainda que não panaceia” (Demo 2009). Ele defende o ponto de vista do uso da pesquisa como instrumento pedagógico, na busca da verdade das questões postas e prontas ou não, pois o conhecimento nunca encerra em si mesmo fim da buscar por outros modos e caminhos de descobertas e reconstrução desse e de outros saberes. Veja o que o autor diz “A pesquisa não desfaz esta relatividade, apenas coloca em cena outros argumentos que merecem atenção e debate, em processo reconstrutivo infindável. Tanto quanto é essencial fundamentar o que se diz, não é menos decisivo reconhecer que os fundamentos “não têm fundos” (Demo, 2008), tendo em vista que “fundamentos últimos” de teor inconcusso, indiscutível não fazem parte do jogo aberto da pesquisa. Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazê-la continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa” (Demo 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos vivendo numa sociedade cada vez mais complexa, e a escola tem como funçãoo principal formar cidadãos capazes de atuar, e a educacão pela pesquisa é um dos meios capazes de promover no sujeito diferentes tipos de aprendizados que possam contribuir para o &amp;quot;desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica&amp;quot;.(Demo, 2003,p.86).onde o aluno possa desenvolver a sua habilidade de questionar e interver na sua realidade.De modo que eles possam se tornar sujeitos ativos no seu processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa como atividade reflexiva e investigativa na construção da aprendizagem é o mergulho na práxis do grupo social em estudo, do qual se extrai as perspectivas latentes, o oculto, o não familiar que sustentam as práticas, sendo as mudanças negociadas e geridas no coletivo. Nessa direção, a pesquisa colaborativa, na maioria das vezes, assumem também o caráter de criticidade. Na construção da aprendizagem considera a voz do sujeito, sua perspectiva, seu sentido, mas não apenas para registro e posterior interpretação do pesquisador: a voz do sujeito fará parte da tessitura da metodologia da investigação. Nesse caso, a metodologia não se faz por meio das etapas de um método, mas se organiza pelas situações relevantes que emergem do processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a pesquisa feita para que o professor tenha uma ação pedagógica diferenciada, utilizando o princípio educativo da ação-reflexão-ação, está relacionado com a teoria e a prática e vem se conscientizando da realidade em que está inserido. O professor deve usar da pesquisa para lidar com as situações problemas que surgem e criam oportunidades para que os envolvidos investiguem e compreendam aquilo que o pesquisador está proporcionando, pois desta maneira o  conhecimento será construído e sistematizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desafio no entanto é se desfazer do instrucionismo  que ha décadas moldou e ainda molda o sistema de ensino. Para tanto se faz necessário a construção do conhecimento próprio, da autoria. Faz-se necessário então, a intenção metodológica da construção e desconstrução do conhecimento contínuo. Para Demo (2009), a elaboração e produção do docente por meio da pesquisa será condição adequada para que o conhecimento próprio se estabeleça, pois ainda segundo o autor, o conhecimento bem feito promove a emancipação das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa exige uma articulação entre o Princípio Científico e o Princípio Educativo. O primeiro contribuindo na construção do conhecimento através das possibilidades que a metodologia científica oferece quanto à organização e sistematização do trabalho desenvolvido, bem como da utilização de diferentes métodos e técnicas que sejam adequados aos diferentes contextos das aprendizagens; o segundo valorizando o processo formativo da aprendizagem enquanto formação do saber pensar e no desenvolvimento de uma autonomia intelectual no aluno.E ainda,o processo de ensino-aprendizado pela pesquisa além de democratizar a busca do conhecimento e da aprendizagem,pois oferece essa ferramenta metodológica de busca sistematizada,não encerra em si, os limites de até onde os alunos possam ir para resolverem as questões levantas,conhecer a verdade ou não daquilo que dantes não se tinha certeza.Ou levantar mais dúvidas e problemas que os levem a serem pesquisadores de futuros brilhantes como existem muitos por ai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2009) “Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para a fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa.” Tratando-se de construir o conhecimento em todos os níveis de educação, as referências empíricas são importantes, nas palavras do autor “para imprimir um sabor de terra às análises”, incluindo aí o conhecimento prévio dos alunos, do qual devem partir os questionamentos, as curiosidades, as descobertas. O autor ressalta que nessa construção devem ser incluídos cuidados qualitativos, uma vez que os dados são os construtores teóricos numa representação de um modo de interpretar e reconstruir a realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de pesquisar deve estar presente no processo educativo e utilizado sempre como forma de otimizar as aulas, pois somente assim o professor estará habilitado e capacitado a produzir o conhecimento em seus alunos. Com a prática frequente de se pesquisar que formaremos os alunos que necessitamos em nossas salas de aula, mas cuidando sempre a cientificidade do processo, como fala Demo (2005):&lt;br /&gt;
&amp;quot;Estamos advogando, pois, que o envolvimento do pesquisador poderia ser fator fundamental para trabalhar a cientificidade do processo, desde que não percamos de vista o compromisso com a objetivação. Queremos dizer pelo menos duas coisas com isso: *é fundamental buscar captar a realidade da maneira mais honesta possível, deixando-a falar mais alto que nossas expectativas, ideologias e manias; isso, ao final das contas, é impraticável, mas a &amp;quot;verdade&amp;quot; do fenômeno deve ser mantida sempre como utopia negativa; *o processo de pesquisa deve ser conduzido sempre de tal modo que possa ser refeito por quem duvide ou queira retestar, permitindo procedimentos de controle inter-subjetivo&amp;quot;. Demo (2005, pg.163) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática em sala de aula traz novos desafios para o professor, na articulação de atividades individuais e coletivas, no gerenciamento dos conflitos e promovendo uma prática de aprendizagem colaborativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é muito importante tanto para o professor como para o aluno, devido ao processo de ensino-aprendizagem e que de forma mais investigativa, envolvem os alunos no processo de construção e de dar maior significado ao conhecimento. Cabe ao professor pesquisador planejamento e de também proporcionar ações para que aconteça o real desenvolvimento do conhecimento de maneira construtiva, pois assim, estas ações irão enfocar o ambiente da pesquisa e do educador, também não esquecendo de que a experiência e a bagagem que o aluno traz têm de ser valorizada, explorada e respeitada, sempre, sendo que dessa forma cada um, educador e educando, desenvolverá o seu potencial integral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse educador, contribuirá  para o verdadeiro aprendizado de seus alunos , se primeiro colocar-se na condição de desconstruir e reconstruir,  comparando as leituras com sua prática, avaliando se seu aluno realmente desenvolveu a habilidade esperada em seu planejamento após cada aula. Nesse processo dinâmico,o educador vai edificando seu fazer com novas formas de aprender e ensinar e o aluno vai construindo sua autonomia por meio das descobertas de forma desafiadora e prazerosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Principios educativos da pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como foi mencionado, pesquisar é mais do que explorar algo desconhecido. É compreendê-lo além dos sentidos. Se nos valessemos apenas do que vemos, nunca chegaríamos à conclusão acertada de que a Terra gira em torno do Sol e não o contrário. E, embora a visão colossal do Sol nascendo e se pondo tenha inquietado o homem imemorialmente, a compreensão deste fenônemo é resultado de centenas de hipóteses equívocadas e somente uma certa. Uma saga que percorreu séculos confirmando e refutando a percepção dos sentidos e da religião e ciências de diferentes épocas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é uma atividade natural do ser humana, mas não pode ser gratuita. Uma vez que é um interesse legítimo do pesquisador, que pode ser estimulada por terceiros ou por um evento significativo. Desta forma, o ato de pesquisar é inerente, estimulado e, para ser produtivo - vamos considerar este ''produtivo'' como a comprovação das hipóteses formuladas - necessita de etapas e critérios variáveis. Nâo é possível aplicá-los indistintamente.&lt;br /&gt;
Logo, não é qualquer ato de ir em busca de algo desconhecido quer seja através de livros,tecnologias ou outros meios, que pode ser considerado pesquisa em si, pois pesquisa requer método, sistematização. Mesmo porque, a pesquisa, além de ser instrumento de compreensão da realidade e construção do novo conhecimento, é também uma forma de desenvolver a autonomia, o poder de decisão e  de contestação que faz com que o sujeito,  passe da condição de manipulado para a condição de atuante e participante na transformação desta sociedade tão marcada por desigualdades sociais.&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2005), dificilmente haveríamos de desconhecer que o conhecimento científico é um dos fenômenos políticos mais contundentes e marcantes da sociedade, no sentido de que, com ele, estamos cada vez mais &amp;quot;fazendo&amp;quot; nossa história, em vez de apenas sermos conduzidos externamente por ela.Vejo nessa afirmação do prof.Pedro Demo,a justa oportunidade de o sujeito não passar por essa vida e sair dela como mero expectador-coadjuvante, dessa história que está posta, seja ela em qual seguimento e dialética for,sem deixar sua marca, seu registro,sua impressão, seu ponto de vista, na construção daquilo que foi produzindo a partir da sua existência e inserção nessa sociedade.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda Segundo Demo, 2009, &amp;quot;Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes&amp;quot;, assim nesse entendimento, possibilita-se professores e alunos formarem seu lado critico e interpretativo do conhecimento, é nesse sentido que se tem a necessidade de estudar os princípios educativos da pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Michaliszyn e Tomasini (2005), a pesquisa bibliográfica objetiva explicar um problema a partir de referenciais teóricos: livros, artigos científicos, documentos, etc. Trata-se de uma leitura atenta e sistemática que se faz acompanhar de anotações e fichamentos que, eventualmente, norteará todo o trabalho. Ela dá suporte a todas as fases de qualquer tipo de pesquisa, pois, possibilita ao pesquisador fonte de consulta para a fundamentação teórica do estudo. Metodologicamente, a pesquisa teve duas etapas sendo elas: realizado uma pesquisa bibliográfica, junto a autores que investigam a temática do trabalho, onde Demo (1996) é uma referência, em segundo lugar sendo realizado uma elaboração de sínteses sobre o assunto proposto. A intenção foi realizar uma ponte entre a pesquisa e a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a busca e construção do conhecimento através da pesquisa, nos traz para alunos com questionamento crítico, definindo-os em uma metodologia necessária ao processo de ensino-aprendizagem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e ressignificação do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao oportunizar a pesquisa como método investigativo, o aluno se emancipa, se torna crítico e participativo, uma vez que seu percurso é construído individualmente, capaz de intervir na realidade que o cerca. Para Moraes (2002): &amp;quot;Educar pela pesquisa começa por perguntas, produzidas no contexto da sala de aula, com envolvimento ativo de todos os participantes. Sendo produzidos pelos envolvidos, as perguntas têm necessariamente significado. Partem dos conhecimentos que os alunos e professores já trazem de sua vivência anterior e da realidade em que vivem. Tem a finalidade de fazer avançar os conhecimentos que os sujeitos da sala de aula já trazem, tornando-os mais complexos e conscientes&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contexto escolar e a pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o ser humano é ensinado, uma situação cotidiana ou futura é simulada de forma segura. Desde os tempos primitivos, o &amp;quot;ensinar&amp;quot; é uma preparação rudimentar para uma sitiação real. Nossos ancestrais ensinavam seus filhos a caçar e a cultivar o solo antes da fome se abater sobre eles. Do contrário, seria tarde demais. De modo simplista, a escola continua similando e antecipando situações futuras. Assim, aprendemos a ler antes que isto seja imprescindível para nossa vida social e profissional. Obviamente, nem tudo que o que aprendemos tem aplicação tão imediata e constante como ler e escrever. Porém, compõe de modo instrínseco a longa história do pensamento e do conhecimento humano, sendo inadmissível neglingenciá-lo em nome de uma funcionalidade pontual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como a pesquisa exige um olhar apurado que ultrapassa aparência, a escola precisa ir além das necessidades diárias e dos modismos. Estimular a pesquisa e dar subsídios para que ela ocorra de forma espontânea ou dirigida é fundamental para escola cumprir seu papel e assegurar e respeitar a diversidade de interesses dos alunos, que se torna cada vez mais plural com a popularização das tecnologias de comunicação.O que não é fácil de ser administrada pela escola,uma vez que no contexto em que ela se encontra inserida, falta lhe estrutura física, financeira e mão de obra especializada para que se possa oferecer ao educando um campo de pesquisa adequado onde ele possa exercer seu direito de buscar e construir o seu próprio saber.O saber aprender a aprender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na produção de conhecimento é uma das formas de elucidação da realidade, de dar respostas sistematizadas às problemáticas surgidas no mundo das necessidades históricas da humanidade e racionalizadas por meio de indagações, questões e perguntas. A elaboração destas respostas são moldadas por meio de uma relação lógica com esse mundo da necessidade historicamente determinada, que dependem de condições de desenvolvimento de forças produtivas e dos interesses predominantes nos diversos estágios das formações sociais (DEMO, 1994).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste sentido, compartilhamos a idéia defendida por Habermas (1982, p. 107), ao ressaltar que,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...) pesquisar é uma atividade que corresponde a um desejo de produzir saber, conhecimento [...]. Conhecer não é descobrir algo que existe de uma determinada forma em um determinado lugar do real. Conhecer é descrever, nomear, relatar, desde uma posição que é temporal, espacial e hierárquica. O que chamamos de realidade é resultado desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Demo (1991), a pesquisa é um princípio educativo, sendo uma maneira de saber fazer e refazer o conhecimento. O questionamento deve nortear esta prática, por meio desta, o indivíduo contesta, duvida e conseqüentemente investiga os fenômenos da realidade, adquirindo assim o despertar do espírito intelectual de forma autônoma. Assim, fica muito claro a necessidade de se estimular a pesquisa no âmbito escolar, pois a mesma é a grande responsável por novas descobertas e possibilita além do conhecimento curricular a possibilidade de conhecer as mais diversas fontes e meios de se pesquisar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para construir a sua autonomia na forma de ensinar e aprender, o educador  precisa ter sua prática sustentada na pesquisa e na reflexão criando o hábito de boas leituras que possam auxiliá-lo na descoberta de novos caminhos que direcionem o aluno na construção do conhecimento. Aos poucos esse profissional  vai se desvinculando daquela velha forma tradicional e ultrapassada de &amp;quot;dar aula&amp;quot;  impregnada  por sua formação acadêmica, dando lugar à aulas questionadoras argumentativas que promovam a desconstrução e a reconstrução, não só de seu alunado mas da forma de conduzir suas aulas.&lt;br /&gt;
Contudo, nenhum tipo de pesquisa é auto-suficiente, inclusive, na prática, sendo assim,&amp;quot; tudo é ideologia, e carecem de fundamento teórico e metodológico para ser concreta&amp;quot;.(Demo, 1995)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim, aos poucos o cenário atual na educação se modifica e outras abordagens de ensino se configuram.Para tanto e preciso que o professor tenha clareza de sua atuação primeira como pesquisador contínuo em sua formação e de de sua função como mediador do conhecimento construído coletivamente em discussões, participação de todos  e interação de conteúdos. A pesquisa desafia o velho e modifica cenários uma vez que propicia descobertas, autonomia e liberdade de expressão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Planejamento e avaliação'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo o que fazemos na vida, para que haja resultados previstos e positivos, requer organização,avaliação e planejamentos prévios.E no âmbito da educação não poderia ser diferente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escola planeja suas ações, estabelece suas avaliações e têm suas expectativas sobre o trabalho que realiza. No campo da pesquisa também é necessário planejá-lo, embora não seja possível prever seu resultado com exatidão. E nem é fundamental. Como a pesquisa é uma atividade lúdica e pedagógica em si mesma, a aprendizagem já acontece em seu processo. Evidentemente, um resultado que soluciona a dúvida inicial é desejável. Mas é importante ressaltar que nunca é um resultado defintivo ou inquestionável. O conhecimento humano é mais feito de tentativas do que de acertos. E a escola deve lembrar disto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento educacional para Menegola e Sant’Anna (2001, p. 25):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Planejar o processo educativo é planejar o indefinido, porque educação não é o processo, cujos resultados podem ser totalmente prédefinidos, determinados ou pré-escolhidos, como se fossem produtos de correntes de uma ação puramente mecânica e impensável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O educador deve levar em conta sociedade em pleno desenvolvimento, o conhecimento prévio do aluno para que possa inserir o conteúdo a ser aprendido. Para pensar no ensino aprendizagem na sociedade em pleno desenvolvimento, será necessário que o professor assuma a postura aberta às mudanças. Ele deve estar constante movimento de aprendizado para que possa executar as ações previstas no  planejamento fazendo as adequações necessárias para que possa avaliar de acordo com o planejado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devemos, pois, planejar a ação educativa para o homem não impondo-lhe diretrizes que o alheiem. Permitindo, com isso, que a educação, ajude o homem a ser criador de sua história. A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos; quanto a sua previsão e adequação no decorrer do processo de ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avaliar é levar em conta um processo maior do que o resultado de uma prova ou de uma atividade escolar.&amp;quot;Avaliar é muito mais do que notificar é dar sentido ao conhecimento construído e adquirido &amp;quot;.(Delziene Perdoncini, 2011).&lt;br /&gt;
Avaliar dentro do método de pesquisa é preciso conhecer e ter clareza da metodologia aplicada para atingir os fins propostos,dos recursos disponibilizados(humanos,físicos e financeiros)e do processo de aplicabilidade como um todo.Isso porque, quem avalia precisa levar em conta não só os avanços em termos positivos,mas também os pontos negativos, a fim de que possa haver novo direcionamento,novas estratégias e novas descobertas e, por último, novos conceitos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Considerações'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é um processo de descobertas e que revela o mais íntimo do pesquisador. Ninguém pesquisa algo que não lhe desperte interesse. Na escola, as pesquisas são pontuais e complementares ao conteúdo ensinado em sala de aula. Normalmente, é um levantamento bibliográfico do tema na biblioteca escolar e na internet. Ocorre que ambos são fontes imediatas de pesquisa. Sobretudo na internet, onde o Google elenca no topo da página os links mais visitados e, automaticamente, indica-os para novas pesquisas. O resultado deste levantamento costuma ser registrado manualmente e entregue aos professores, que corrigem e devolvem com suas considerações e com a nota obtida. Raramente, os alunos são convidados a expôr o resultado de suas pesquisas. Até mesmo porque, pesquisando os mesmos assuntos nas mesmas fontes, produzem textos muito similares quando não, idênticos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa deve ser assumida como uma atitude processual cotidiana, inerente a toda prática que deseja de fato modernizar-se e aperfeiçoar-se, pois quem assume atitude de pesquisa está em constante estado de preparação para a mudança da realidade na qual se insere principalmente a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entender de Demo (1991), ao deter a pesquisa como princípio educativo, o indivíduo possuirá base sólida em um contexto emancipatório, pois, a pesquisa permite o movimento de constituição e de desconstituição da totalidade social, numa teia de relações que conduzem à apreensão das múltiplas dimensões do real. Na produção do conhecimento motiva a criatividade e, deste modo, o sujeito toma em sua prática contornos próprios e desafiadores, a começar pelo reconhecimento de que o melhor saber é aquele que sabe superar-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa além de ser um ato educativo, reflexivo e formativo, é considerada também, por muitos, um ato político. Portanto, ao dar enfoque na pesquisa como fonte de saber, temos uma questão importante para levar em consideração, que é a formação de grupos de estudos por parte de todos os professores envolvidos neste processo que é a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor pesquisador adota um perfil de professor aprendiz, está sempre em busca de novos os recursos tecnológicos para utilizar em suas aulas comparando as teorias estudadas com sua prática. Ele suscita dúvidas, instiga seus alunos a buscar o novo conhecimento ao invés de dar respostas, é o tipo de professor que educa por meio da descoberta e promove a construção da autonomia dos seus alunos a cada aula. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://metodologiadapesquisaeducacional.blogspot.com.br/2008/03/mtodos-de-pesquisa.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico: elaboração de trabalhos na graduação. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro - Metodologia investigativa em educação &lt;br /&gt;
Curitiba. 2005. 255p.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro. Metodologia da investigação em educação. Curitiba: Ibpex, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Demo''', Professor &amp;amp; Pesquisa - 2009&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/mod/page/view.php?id=1096&amp;amp;inpopup=1 - Acesso em 19-04-2012 - 12:00&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 6. ed. Campinas: Autores Associados, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Ciência, ideologia e poder: uma sátira às ciências sociais. São Paulo: Atlas, 1988.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Educar pela pesquisa. São Paulo: Autores Associados, 1996.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa e construção do conhecimento. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Universidade e reconstrução do conhecimento. Cadernos Cedes, Campinas, n. 31, p. 49-74, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GANDIN, Armando Luis -  NTE FRONTEIRAS OESTE: Novas Características no Perfil do Professor - http://ntefo.vilabol.uol.com.br/novascaracteristicas1.htm - Acesso em 23-04-2012 as 11:00 h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HABERMAS, Jürgen. Conhecimento e interesse. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Site- Tecnologia Em Redes de Computadores -http://www.redes.ufsm.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=frontpage&amp;amp;Itemid=1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Neivavaladares</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Matutino:_A_pesquisa:_uma_atividade_reflexiva_e_investigativa_no_processo_educativo_e_formativo_de_professores_e_alunos</id>
		<title>Turma - A - Matutino: A pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos</title>
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				<updated>2012-04-25T00:05:52Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Neivavaladares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''TEMA: Pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''INTRODUÇÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É natural para os seres humanos explorar o mundo que o cerca. Foi desta forma que nos espalhamos pelo mundo há milênios. Os animais também exploram o ambiente em que vivem, mas não o fazem com a complexidade que os seres humanos fazem. Obviamente, que a mera exploração não nos basta. Queremos compreender o que encontramos além do que nossos olhos mostram. Perceber o mundo além do que vemos, ouvimos, cheiramos e tocamos é pesquisá-lo profundamente e não nos enganar com as aparências. A pesquisa busca semelhanças, singularidades, paralelos e distorções. E nos leva a formular e a refutar hipóteses. Este intrincado processo mental nos fez construir as primeiras ferramentas, caçar animais maiores, desenvolver a agricultura e conceber a escrita, seguramente a mais humana de todas as invenções humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na educação, a pesquisa nem sempre é contemplada como deveria nos processos didáticos. Porém, tal como em nossos ancestrais mais distantes, ocorre instigada pelo mundo externo, que nos desafia a conhecê-lo. A curiosidade é seu estágio inicial. De modo geral, tudo nos desperta curiosidade (''Para que isto serve? Como funciona? Quem fez ou deixou aqui?''). Entretanto, algumas coisas nos intrigam tal intensidade que decidimos compreendê-las a fundo. Quando bem sucedida, a curiosidade proporciona pesquisas estimulantes e descobertas reveladoras. Já, quando mal conduzida, interpretada ou acolhida, inibe uma característica natural da humanidade e a deprime, gerando apatia e revolta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Investigar o processo educativo e formativo de professores e alunos é uma necessidade frente a realidade nas escolas atuais, onde temos cada vez mais alunos críticos e com necessidades de aulas motivadoras que condizem com sua vivencia diária. Para professores temos a urgente necessidade de adequar-se as tecnologias disponíveis na educação, preparando-se para formar em suas aulas o aprendiz autônomo, um real pesquisador em busca do conhecimento.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas salas de aula atuais, podemos visualizar em menor escala, casos de pesquisas bem sucedidas onde o professor pesquisador quer sempre mais, busca incessantemente descobrir como o aluno aprende associando a teoria á sua própria prática, questionando e refletindo sobre a mesma. Já a grande maioria, tem um histórico de pesquisa relacionado a sua formação acadêmica de forma desvinculada do próprio trabalho, o que pode até gerar a frustação do pesquisador.&lt;br /&gt;
De acordo com Demo (2009) é possível pesquisar outros objetos não menos importantes, como teorias, textos, autores, práticas, desde que ocorra o devido questionamento reconstrutivo. Nesse sentido, a forma como a pesquisa vem sendo abordada na educação mais precisamente, pelo educador,precisa ser repensada, já que a sociedade contemporânea carece de pessoas cada vez mais preparadas para aprender a aprender.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto a seguir pretende abrir discussão sobre a importância de se utilizar a pesquisa como metodologia para práticas reflexivas e investigativas no processo educativo e formativo de professores e alunos no contexto escolar. Uma definição de metodologia: “é conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca de conhecimento” (Andrade 2005). Com relação aos métodos de abordagem, quer sejam eles, dedutivo, indutivo,dialético ou hipotético-dedutivo, se referem ao conjunto de procedimentos  os quais são utilizados na investigação dos fenômenos,  com finalidade de se imprimir  veracidade aos fenômenos pesquisados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes devem se adequar ao tipo de pesquisa proposta. E Nesse campo da pesquisa como condição indispensável para a formação e aprendizado tanto do aluno como também do professor, existe vários autores, e dentre eles, um em especial que é defensor aplicado, o prof. Pedro Demo. No seu intitulado: Professor &amp;amp; Pesquisa - Pesquisa: fundamento docente e discente – que defende a tese de que “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave, ainda que não panaceia” (Demo 2009). Ele defende o ponto de vista do uso da pesquisa como instrumento pedagógico, na busca da verdade das questões postas e prontas ou não, pois o conhecimento nunca encerra em si mesmo fim da buscar por outros modos e caminhos de descobertas e reconstrução desse e de outros saberes. Veja o que o autor diz “A pesquisa não desfaz esta relatividade, apenas coloca em cena outros argumentos que merecem atenção e debate, em processo reconstrutivo infindável. Tanto quanto é essencial fundamentar o que se diz, não é menos decisivo reconhecer que os fundamentos “não têm fundos” (Demo, 2008), tendo em vista que “fundamentos últimos” de teor inconcusso, indiscutível não fazem parte do jogo aberto da pesquisa. Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazê-la continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa” (Demo 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos vivendo numa sociedade cada vez mais complexa, e a escola tem como funçãoo principal formar cidadãos capazes de atuar, e a educacão pela pesquisa é um dos meios capazes de promover no sujeito diferentes tipos de aprendizados que possam contribuir para o &amp;quot;desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica&amp;quot;.(Demo, 2003,p.86).onde o aluno possa desenvolver a sua habilidade de questionar e interver na sua realidade.De modo que eles possam se tornar sujeitos ativos no seu processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa como atividade reflexiva e investigativa na construção da aprendizagem é o mergulho na práxis do grupo social em estudo, do qual se extrai as perspectivas latentes, o oculto, o não familiar que sustentam as práticas, sendo as mudanças negociadas e geridas no coletivo. Nessa direção, a pesquisa colaborativa, na maioria das vezes, assumem também o caráter de criticidade. Na construção da aprendizagem considera a voz do sujeito, sua perspectiva, seu sentido, mas não apenas para registro e posterior interpretação do pesquisador: a voz do sujeito fará parte da tessitura da metodologia da investigação. Nesse caso, a metodologia não se faz por meio das etapas de um método, mas se organiza pelas situações relevantes que emergem do processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a pesquisa feita para que o professor tenha uma ação pedagógica diferenciada, utilizando o princípio educativo da ação-reflexão-ação, está relacionado com a teoria e a prática e vem se conscientizando da realidade em que está inserido. O professor deve usar da pesquisa para lidar com as situações problemas que surgem e criam oportunidades para que os envolvidos investiguem e compreendam aquilo que o pesquisador está proporcionando, pois desta maneira o  conhecimento será construído e sistematizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desafio no entanto é se desfazer do instrucionismo  que ha décadas moldou e ainda molda o sistema de ensino. Para tanto se faz necessário a construção do conhecimento próprio, da autoria. Faz-se necessário então, a intenção metodológica da construção e desconstrução do conhecimento contínuo. Para Demo (2009), a elaboração e produção do docente por meio da pesquisa será condição adequada para que o conhecimento próprio se estabeleça, pois ainda segundo o autor, o conhecimento bem feito promove a emancipação das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa exige uma articulação entre o Princípio Científico e o Princípio Educativo. O primeiro contribuindo na construção do conhecimento através das possibilidades que a metodologia científica oferece quanto à organização e sistematização do trabalho desenvolvido, bem como da utilização de diferentes métodos e técnicas que sejam adequados aos diferentes contextos das aprendizagens; o segundo valorizando o processo formativo da aprendizagem enquanto formação do saber pensar e no desenvolvimento de uma autonomia intelectual no aluno.E ainda,o processo de ensino-aprendizado pela pesquisa além de democratizar a busca do conhecimento e da aprendizagem,pois oferece essa ferramenta metodológica de busca sistematizada,não encerra em si, os limites de até onde os alunos possam ir para resolverem as questões levantas,conhecer a verdade ou não daquilo que dantes não se tinha certeza.Ou levantar mais dúvidas e problemas que os levem a serem pesquisadores de futuros brilhantes como existem muitos por ai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2009) “Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para a fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa.” Tratando-se de construir o conhecimento em todos os níveis de educação, as referências empíricas são importantes, nas palavras do autor “para imprimir um sabor de terra às análises”, incluindo aí o conhecimento prévio dos alunos, do qual devem partir os questionamentos, as curiosidades, as descobertas. O autor ressalta que nessa construção devem ser incluídos cuidados qualitativos, uma vez que os dados são os construtores teóricos numa representação de um modo de interpretar e reconstruir a realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de pesquisar deve estar presente no processo educativo e utilizado sempre como forma de otimizar as aulas, pois somente assim o professor estará habilitado e capacitado a produzir o conhecimento em seus alunos. Com a prática frequente de se pesquisar que formaremos os alunos que necessitamos em nossas salas de aula, mas cuidando sempre a cientificidade do processo, como fala Demo (2005):&lt;br /&gt;
&amp;quot;Estamos advogando, pois, que o envolvimento do pesquisador poderia ser fator fundamental para trabalhar a cientificidade do processo, desde que não percamos de vista o compromisso com a objetivação. Queremos dizer pelo menos duas coisas com isso: *é fundamental buscar captar a realidade da maneira mais honesta possível, deixando-a falar mais alto que nossas expectativas, ideologias e manias; isso, ao final das contas, é impraticável, mas a &amp;quot;verdade&amp;quot; do fenômeno deve ser mantida sempre como utopia negativa; *o processo de pesquisa deve ser conduzido sempre de tal modo que possa ser refeito por quem duvide ou queira retestar, permitindo procedimentos de controle inter-subjetivo&amp;quot;. Demo (2005, pg.163) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática em sala de aula traz novos desafios para o professor, na articulação de atividades individuais e coletivas, no gerenciamento dos conflitos e promovendo uma prática de aprendizagem colaborativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é muito importante tanto para o professor como para o aluno, devido ao processo de ensino-aprendizagem e que de forma mais investigativa, envolvem os alunos no processo de construção e de dar maior significado ao conhecimento. Cabe ao professor pesquisador planejamento e de também proporcionar ações para que aconteça o real desenvolvimento do conhecimento de maneira construtiva, pois assim, estas ações irão enfocar o ambiente da pesquisa e do educador, também não esquecendo de que a experiência e a bagagem que o aluno traz têm de ser valorizada, explorada e respeitada, sempre, sendo que dessa forma cada um, educador e educando, desenvolverá o seu potencial integral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse educador, contribuirá  para o verdadeiro aprendizado de seus alunos , se primeiro colocar-se na condição de desconstruir e reconstruir,  comparando as leituras com sua prática, avaliando se seu aluno realmente desenvolveu a habilidade esperada em seu planejamento após cada aula. Nesse processo dinâmico,o educador vai edificando seu fazer com novas formas de aprender e ensinar e o aluno vai construindo sua autonomia por meio das descobertas de forma desafiadora e prazerosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Principios educativos da pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como foi mencionado, pesquisar é mais do que explorar algo desconhecido. É compreendê-lo além dos sentidos. Se nos valessemos apenas do que vemos, nunca chegaríamos à conclusão acertada de que a Terra gira em torno do Sol e não o contrário. E, embora a visão colossal do Sol nascendo e se pondo tenha inquietado o homem imemorialmente, a compreensão deste fenônemo é resultado de centenas de hipóteses equívocadas e somente uma certa. Uma saga que percorreu séculos confirmando e refutando a percepção dos sentidos e da religião e ciências de diferentes épocas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é uma atividade natural do ser humana, mas não pode ser gratuita. Uma vez que é um interesse legítimo do pesquisador, que pode ser estimulada por terceiros ou por um evento significativo. Desta forma, o ato de pesquisar é inerente, estimulado e, para ser produtivo - vamos considerar este ''produtivo'' como a comprovação das hipóteses formuladas - necessita de etapas e critérios variáveis. Nâo é possível aplicá-los indistintamente.&lt;br /&gt;
Logo, não é qualquer ato de ir em busca de algo desconhecido quer seja através de livros,tecnologias ou outros meios, que pode ser considerado pesquisa em si, pois pesquisa requer método, sistematização. Mesmo porque, a pesquisa, além de ser instrumento de compreensão da realidade e construção do novo conhecimento, é também uma forma de desenvolver a autonomia, o poder de decisão e  de contestação que faz com que o sujeito,  passe da condição de manipulado para a condição de atuante e participante na transformação desta sociedade tão marcada por desigualdades sociais.&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2005), dificilmente haveríamos de desconhecer que o conhecimento científico é um dos fenômenos políticos mais contundentes e marcantes da sociedade, no sentido de que, com ele, estamos cada vez mais &amp;quot;fazendo&amp;quot; nossa história, em vez de apenas sermos conduzidos externamente por ela.Vejo nessa afirmação do prof.Pedro Demo,a justa oportunidade de o sujeito não passar por essa vida e sair dela como mero expectador-coadjuvante, dessa história que está posta, seja ela em qual seguimento e dialética for,sem deixar sua marca, seu registro,sua impressão, seu ponto de vista, na construção daquilo que foi produzindo a partir da sua existência e inserção nessa sociedade.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda Segundo Demo, 2009, &amp;quot;Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes&amp;quot;, assim nesse entendimento, possibilita-se professores e alunos formarem seu lado critico e interpretativo do conhecimento, é nesse sentido que se tem a necessidade de estudar os princípios educativos da pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Michaliszyn e Tomasini (2005), a pesquisa bibliográfica objetiva explicar um problema a partir de referenciais teóricos: livros, artigos científicos, documentos, etc. Trata-se de uma leitura atenta e sistemática que se faz acompanhar de anotações e fichamentos que, eventualmente, norteará todo o trabalho. Ela dá suporte a todas as fases de qualquer tipo de pesquisa, pois, possibilita ao pesquisador fonte de consulta para a fundamentação teórica do estudo. Metodologicamente, a pesquisa teve duas etapas sendo elas: realizado uma pesquisa bibliográfica, junto a autores que investigam a temática do trabalho, onde Demo (1996) é uma referência, em segundo lugar sendo realizado uma elaboração de sínteses sobre o assunto proposto. A intenção foi realizar uma ponte entre a pesquisa e a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a busca e construção do conhecimento através da pesquisa, nos traz para alunos com questionamento crítico, definindo-os em uma metodologia necessária ao processo de ensino-aprendizagem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e ressignificação do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contexto escolar e a pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o ser humano é ensinado, uma situação cotidiana ou futura é simulada de forma segura. Desde os tempos primitivos, o &amp;quot;ensinar&amp;quot; é uma preparação rudimentar para uma sitiação real. Nossos ancestrais ensinavam seus filhos a caçar e a cultivar o solo antes da fome se abater sobre eles. Do contrário, seria tarde demais. De modo simplista, a escola continua similando e antecipando situações futuras. Assim, aprendemos a ler antes que isto seja imprescindível para nossa vida social e profissional. Obviamente, nem tudo que o que aprendemos tem aplicação tão imediata e constante como ler e escrever. Porém, compõe de modo instrínseco a longa história do pensamento e do conhecimento humano, sendo inadmissível neglingenciá-lo em nome de uma funcionalidade pontual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como a pesquisa exige um olhar apurado que ultrapassa aparência, a escola precisa ir além das necessidades diárias e dos modismos. Estimular a pesquisa e dar subsídios para que ela ocorra de forma espontânea ou dirigida é fundamental para escola cumprir seu papel e assegurar e respeitar a diversidade de interesses dos alunos, que se torna cada vez mais plural com a popularização das tecnologias de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na produção de conhecimento é uma das formas de elucidação da realidade, de dar respostas sistematizadas às problemáticas surgidas no mundo das necessidades históricas da humanidade e racionalizadas por meio de indagações, questões e perguntas. A elaboração destas respostas são moldadas por meio de uma relação lógica com esse mundo da necessidade historicamente determinada, que dependem de condições de desenvolvimento de forças produtivas e dos interesses predominantes nos diversos estágios das formações sociais (DEMO, 1994).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste sentido, compartilhamos a idéia defendida por Habermas (1982, p. 107), ao ressaltar que,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...) pesquisar é uma atividade que corresponde a um desejo de produzir saber, conhecimento [...]. Conhecer não é descobrir algo que existe de uma determinada forma em um determinado lugar do real. Conhecer é descrever, nomear, relatar, desde uma posição que é temporal, espacial e hierárquica. O que chamamos de realidade é resultado desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Demo (1991), a pesquisa é um princípio educativo, sendo uma maneira de saber fazer e refazer o conhecimento. O questionamento deve nortear esta prática, por meio desta, o indivíduo contesta, duvida e conseqüentemente investiga os fenômenos da realidade, adquirindo assim o despertar do espírito intelectual de forma autônoma. Assim, fica muito claro a necessidade de se estimular a pesquisa no âmbito escolar, pois a mesma é a grande responsável por novas descobertas e possibilita além do conhecimento curricular a possibilidade de conhecer as mais diversas fontes e meios de se pesquisar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para construir a sua autonomia na forma de ensinar e aprender, o educador  precisa ter sua prática sustentada na pesquisa e na reflexão criando o hábito de boas leituras que possam auxiliá-lo na descoberta de novos caminhos que direcionem o aluno na construção do conhecimento. Aos poucos esse profissional  vai se desvinculando daquela velha forma tradicional e ultrapassada de &amp;quot;dar aula&amp;quot;  impregnada  por sua formação acadêmica, dando lugar à aulas questionadoras argumentativas que promovam a desconstrução e a reconstrução, não só de seu alunado mas da forma de conduzir suas aulas.&lt;br /&gt;
Contudo, nenhum tipo de pesquisa é auto-suficiente, inclusive, na prática, sendo assim,&amp;quot; tudo é ideologia, e carecem de fundamento teórico e metodológico para ser concreta&amp;quot;.(Demo, 1995)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Planejamento e avaliação'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escola planeja suas ações, estabelece suas avaliações e têm suas expectativas sobre o trabalho que realiza. No campo da pesquisa também é necessário planejá-lo, embora não seja possível prever seu resultado com exatidão. E nem é fundamental. Como a pesquisa é uma atividade lúdica e pedagógica em si mesma, a aprendizagem já acontece em seu processo. Evidentemente, um resultado que soluciona a dúvida inicial é desejável. Mas é importante ressaltar que nunca é um resultado defintivo ou inquestionável. O conhecimento humano é mais feito de tentativas do que de acertos. E a escola deve lembrar disto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento educacional para Menegola e Sant’Anna (2001, p. 25):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Planejar o processo educativo é planejar o indefinido, porque educação não é o processo, cujos resultados podem ser totalmente prédefinidos, determinados ou pré-escolhidos, como se fossem produtos de correntes de uma ação puramente mecânica e impensável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O educador deve levar em conta sociedade em pleno desenvolvimento, o conhecimento prévio do aluno para que possa inserir o conteúdo a ser aprendido. Para pensar no ensino aprendizagem na sociedade em pleno desenvolvimento, será necessário que o professor assuma a postura aberta às mudanças. Ele deve estar constante movimento de aprendizado para que possa executar as ações previstas no  planejamento fazendo as adequações necessárias para que possa avaliar de acordo com o planejado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devemos, pois, planejar a ação educativa para o homem não impondo-lhe diretrizes que o alheiem. Permitindo, com isso, que a educação, ajude o homem a ser criador de sua história. A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos; quanto a sua previsão e adequação no decorrer do processo de ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avaliar é levar em conta um processo maior do que o resultado de uma prova ou de uma atividade escolar.&amp;quot;Avaliar é muito mais do que notificar é dar sentido ao conhecimento construído e adquirido &amp;quot;.(Delziene Perdoncini, 2011)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Considerações'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é um processo de descobertas e que revela o mais íntimo do pesquisador. Ninguém pesquisa algo que não lhe desperte interesse. Na escola, as pesquisas são pontuais e complementares ao conteúdo ensinado em sala de aula. Normalmente, é um levantamento bibliográfico do tema na biblioteca escolar e na internet. Ocorre que ambos são fontes imediatas de pesquisa. Sobretudo na internet, onde o Google elenca no topo da página os links mais visitados e, automaticamente, indica-os para novas pesquisas. O resultado deste levantamento costuma ser registrado manualmente e entregue aos professores, que corrigem e devolvem com suas considerações e com a nota obtida. Raramente, os alunos são convidados a expôr o resultado de suas pesquisas. Até mesmo porque, pesquisando os mesmos assuntos nas mesmas fontes, produzem textos muito similares quando não, idênticos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa deve ser assumida como uma atitude processual cotidiana, inerente a toda prática que deseja de fato modernizar-se e aperfeiçoar-se, pois quem assume atitude de pesquisa está em constante estado de preparação para a mudança da realidade na qual se insere principalmente a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entender de Demo (1991), ao deter a pesquisa como princípio educativo, o indivíduo possuirá base sólida em um contexto emancipatório, pois, a pesquisa permite o movimento de constituição e de desconstituição da totalidade social, numa teia de relações que conduzem à apreensão das múltiplas dimensões do real. Na produção do conhecimento motiva a criatividade e, deste modo, o sujeito toma em sua prática contornos próprios e desafiadores, a começar pelo reconhecimento de que o melhor saber é aquele que sabe superar-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa além de ser um ato educativo, reflexivo e formativo, é considerada também, por muitos, um ato político. Portanto, ao dar enfoque na pesquisa como fonte de saber, temos uma questão importante para levar em consideração, que é a formação de grupos de estudos por parte de todos os professores envolvidos neste processo que é a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor pesquisador adota um perfil de professor aprendiz, está sempre em busca de novos os recursos tecnológicos para utilizar em suas aulas comparando as teorias estudadas com sua prática. Ele suscita dúvidas, instiga seus alunos a buscar o novo conhecimento ao invés de dar respostas, é o tipo de professor que educa por meio da descoberta e promove a construção da autonomia dos seus alunos a cada aula. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://metodologiadapesquisaeducacional.blogspot.com.br/2008/03/mtodos-de-pesquisa.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico: elaboração de trabalhos na graduação. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro - Metodologia investigativa em educação &lt;br /&gt;
Curitiba. 2005. 255p.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro. Metodologia da investigação em educação. Curitiba: Ibpex, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Demo''', Professor &amp;amp; Pesquisa - 2009&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/mod/page/view.php?id=1096&amp;amp;inpopup=1 - Acesso em 19-04-2012 - 12:00&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 6. ed. Campinas: Autores Associados, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Ciência, ideologia e poder: uma sátira às ciências sociais. São Paulo: Atlas, 1988.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Educar pela pesquisa. São Paulo: Autores Associados, 1996.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa e construção do conhecimento. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Universidade e reconstrução do conhecimento. Cadernos Cedes, Campinas, n. 31, p. 49-74, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GANDIN, Armando Luis -  NTE FRONTEIRAS OESTE: Novas Características no Perfil do Professor - http://ntefo.vilabol.uol.com.br/novascaracteristicas1.htm - Acesso em 23-04-2012 as 11:00 h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HABERMAS, Jürgen. Conhecimento e interesse. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Site- Tecnologia Em Redes de Computadores -http://www.redes.ufsm.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=frontpage&amp;amp;Itemid=1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Neivavaladares</name></author>	</entry>

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