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		<title>Wiki_Semed - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino</id>
		<title>Turma - A - Vespertino</title>
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				<updated>2013-06-18T13:43:02Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Maria: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt; &lt;br /&gt;
  ''''''O papel da Avaliação como prática educativa para ressignificação da aprendizagem''''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''INTRODUÇÃO'''===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
''...o ato de avaliar atua na direção do presente para o futuro, com o olhar voltado para a solução da situação que está sendo submetida ao processo avaliativo...''LUKESI.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[Arquivo:ava.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avaliação segundo dicionário significa um ato de avaliar, apreciação e estimação, dentro do contexto educacional avaliação é o ato de investigar a qualidade da aprendizagem, afim de diagnosticar seus impasses, portanto por fim propor soluções satisfatórias. A avaliação é uma constante não somente no ambiente escolar, mas também uma constante no nosso dia a dia,vesta sempre se faz presente e inclui um julgamento de valor, sobre nós mesmos, sobre o que estamos fazendo e sobre o resultado de trabalhos realizado por nós. Quando se trata da vida pessoal e quando se trata de ambiente escolar, realizamos esse mesmo juízo de valor com nós mesmos e com os nossos alunos. A avaliação como parte intrínseca do processo educacional, possui sua abrangência específica, pois, nos remete a sua utilização de forma adequada, quer dizer, ela nos direciona a constatação de objetivos almejados, ou a necessidade de redirecionamento das ações. Esse fato é fundamentado na própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a qual em seu artigo 24º estabelece:&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;(...) III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, o regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial, desde que preservada a seqüência do currículo, observadas as normas do respectivo sistema de ensino;&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
a) '''avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno''', com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;&amp;quot; [http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sabemos que não se pode pensar em educação[http://www.priberam.pt/dlpo/educação] sem avaliações, e nem em avaliações sem educação. Ao avaliar, estamos também educando. A função avaliativa não deve ser vista como subordinada à função educativa, pois ela própria também se torna elemento de educação ao promover a possibilidade de discussão das falhas, erros e acertos do processo educativo. &lt;br /&gt;
A reflexão sobre o papel da educação propõe que a prática da avaliação esteja relacionada a uma concepção de educação que o docente possui. Dessa forma, a avaliação não deve ser vista como um ato isolado, mas sim integrada a um aspecto mais amplo, que influencia de uma forma ou de outra, na ação educativa.&amp;lt;br&amp;gt; &lt;br /&gt;
A finalidade dessa reflexão é desencadear uma breve discussão sobre a avaliação no processo de ensino e aprendizagem. A ideia relevante presente, é que a avaliação desenvolvida pelo professor deverá possibilitar a aprendizagem significativa e a própria formação do educando. A avaliação deve estar associada a apropriação do conhecimento.&amp;lt;br&amp;gt;Essa avaliação verifica em que medida os objetivos do processo ensino-aprendizagem estão sendo atingidos pelos alunos, assumindo um sentido orientador e cooperativo. Sendo assim, a importância dessa discussão está em provocar uma reflexão em torno dos dois aspectos que envolvem a prática de avaliação. Assim, é preciso considerar na prática avaliativa a existência de dois fatores, que são por sua vez, respaldados pela própria legislação: um no que tange ao aspecto quantitativo e outro que considera o qualitativo, onde ambos os aspectos podem se complementar no processo de ensino-aprendizagem, desencadeando a construção do saber e do conhecimento pelos discentes.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Seria oportuno lembrar, que ao falarmos de avaliação, precisamos ter em nossas mentes a amplitude em que se está inserido este termo. Ao falar em avaliar, estamos falando de um conjunto de procedimentos que envolvem vários espaços, entre eles o escolar, que por sua vez, tem vários espaços de trabalhos específicos. Nota-se que avaliar não se trata apenas de aplicar fichas, provas, trabalhos etc.; mas também isso.&lt;br /&gt;
Precisamos pensar em avaliação não apenas como uma maneira de quantificar o que o aluno aprendeu, mas vamos rever a utilização do processo avaliativo para compreender como  este poderá aprender e assim alcançarmos o nosso objetivo principal que é a aprendizagem significativa do nosso aluno. Compreender o que as nossas avaliações dizem a respeito não só do nosso educando mas também da nossa prática educativa. Por meio de uma avaliação que construa o processo de ensino aprendizagem e leve no que já foi citado e ressaltado acima, numa avaliação significativa, capaz de melhorar o desenvolvimento dos alunos na escola.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Verificamos que a avaliação é uma das partes integrantes no processo de ensino-aprendizagem, pois ela é um meio de mensurar a aprendizagem dos alunos, se está sendo significativa ou não para o educando, bem como verificar se há a necessidade de intervenções no planejamento, para que se alcance melhores resultados, como verificamos em Hoffmann(2005) o processo avaliativo se desenvolve concomitante ao desenvolvimento das aprendizagens dos alunos.&lt;br /&gt;
Dessa forma, fica claro qual deve ser o papel da avaliação no contexto escolar, ela deve servir como um instrumento de ressignificação da aprendizagem e principalmente de ressignificação do ensino. Resta-nos agora encontrar a melhor forma de fazer isto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:ima.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando trabalhamos com projetos temos esta possibilidade, pois conforme Esteban (2003), “a pedagogia de projetos tem como fundamento a compreensão da aprendizagem como ato dinâmico, compartilhado, múltiplo e processual”, neste sentido a avaliação é contínua, heterogênea e flexível. Ela acontece durante todo o processo pedagógico. Dando possibilidades para refletir sobre cada ação, retrocedendo ou avançando no que foi planejado ou até mesmo replanejando estas ações.&lt;br /&gt;
O trabalho com projetos em sala de aula nos da também a possibilidade de avaliar não somente o conhecimento adquirido, mas também o trabalho em grupo, a pesquisa, a busca pelo conhecimento e a aprendizagem significativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É de vital importância que os docentes não se prendam apenas aos métodos de avaliação escrita, como os utilizados constantemente em escolas, cursos e vestibulares. O simples fato de observar o comportamento dos alunos em sala pode revelar um possível déficit de atenção, um comportamento violento, ou até mesmo alguma deficiência. Conforme Luckesi (2011): &amp;quot;O ato de avaliar é o ato de investigar&amp;quot;, portanto é necessário a avaliação constante, acompanhando o processo evolutivo do aluno. Esse  processo nos proporciona a possibilidade de avaliar o aluno de uma maneira global, ou seja, em todos os seus aspectos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==PROCESSO AVALIATIVO NA EDUCAÇÃO==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva de que a avaliação está diretamente relacionada à sua própria concepção de educação, faz-se necessário apresentar alguns conceitos de educação, para melhor compreensão de sua dimensão e suas implicações na prática educativa. Ainda, deve-se conceber que a avaliação faz parte de todo o processo educativo, isso significa compreendê-la como elemento de fundamental importância no desenvolvimento da aprendizagem do educando, não sendo utilizada apenas em alguns momentos pontuais, mas sim como um processo contínuo.&lt;br /&gt;
Nessa concepção, percebe-se que não é possível dissociar o ato de acompanhar e retomar o processo de construção dos saberes com a intenção de constatar o nível de conhecimento que o educando adquiriu durante o processo, tendo em vista que ambos estão interligados, assim, as práticas avaliativas e educativas vão se constituir em um conjunto de ações que se completam ao final do processo de ensino-aprendizagem.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A avaliação não pode ocorrer apenas no final do processo pedagógico e sim desde seu início, conforme Hoffmann ela ocorre em três tempos, primeiro é a observação, depois a análise e compreensão de estratégias e por último a tomada de decisão, para que ocorra as intervenções necessárias no processo.&amp;lt;br&amp;gt; &lt;br /&gt;
Essas ações estão associadas a investigação sobre o desempenho dos estudantes e a coleta de dados para melhor compreensão da relação de ensino-aprendizagem, possibilitando, assim, orientar as intervenções para que sejam qualitativas e não se resumam, simplesmente, a uma coleta de dados, servindo apenas para formar tabelas de dados quantitativos, sem se preocupar com o desenvolvimento do processo que se levou aquele resultado.&amp;lt;br&amp;gt;Nota-se que o conceito de avaliação da aprendizagem está vinculado à concepção que se tem de educação e da postura filosófica adotada. A maneira de se encarar e realizar a avaliação, reflete a interação do professor com a classe e sua relação com os alunos. &lt;br /&gt;
Para que a avaliação não seja meramente uma média de dados, o professor deve ter um olhar mais crítico e refletir sobre a sua ação pedagógica de como analisar e avaliar o educando. &lt;br /&gt;
O professor precisa reconstruir suas práticas afim de garantir uma aprendizagem significativa à todos os alunos. Estimulando a autoria e autonomia de seus educandos.  &lt;br /&gt;
Neste contexto, o autor Luckesi admite que o aspecto da observação, do feedback, não exclui o de medir parcialmente os conhecimentos adquiridos, embora reconheça também, que no processo avaliativo, é muito mais frequente o distanciamento do que a aproximação entre as duas lógicas explicitadas. Essa ideia nos remete a compreender que a avaliação escolar, assume dois objetivos fundamentais: o primeiro, atende a exigência da própria formação do educando no seu sentido mais amplo, comprometido com uma educação emancipatória; já o segundo, diz respeito a uma avaliação presente no espaço escolar que assume uma finalidade que vai ao encontro de exigências burocráticas e sociais.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O que Luckesi nos aponta é que precisamos ter ciência da existência desses dois processos e como podemos utiliza-los. É claro que não podemos mais nos reter a meras avaliações normativas para preenchimento de dados e papeis. O que necessitamos com grande urgência, é saber juntar o quantitativo com o qualitativo e levar a reflexão dos dados para a prática cotidiana, fazendo muito mais aproximações do que distanciamentos e assim estabelecermos uma avaliação com significado, não somente para o educando, mas também para o educador, o qual usará ao favor do conhecimentos os resultado obtidos em uma avaliação.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Segundo Hoffman(2005), a avaliação é ação ampla que abrange o cotidiano do fazer pedagógico e cuja energia faz pulsar o planejamento, a proposta pedagógica e a relação entre todos os elementos da ação educativa. Neste pensamento observamos que para avaliar faz-se necessário vários instrumentos avaliativos, respeitando as diferenças individuais, porém contemplando o coletivo.&lt;br /&gt;
Refletir sobre a natureza do planejamento, da relação ensino aprendizagem e do processo avaliativo, nos impõe uma nova visão de ressignificação da aprendizagem, em que valoriza os saberes diferenciados e a diversidade sociocultural, assim, o espaço educativo se transforma em um ambiente de desafios pedagógicos que culmina na construção do conhecimento.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ao analisarmos a avaliação educacional como instrumento agregador de conhecimentos nos diversos ambientes, incluindo os de ensino, devemos ter clareza da importância do ato de avaliar. Quais conhecimentos desejamos constatar se foram, ou não, apreendidos? Os estudantes irão desfrutar legitimamente dos temas estudados? Vale lembrar que, segundo Luckesi(ano): O termo investigar indica a possibilidade de conhecer alguma coisa que ainda não conhecia, ou seja, significa produzir a compreensão de algo.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As ferramentas utilizadas para alcançar tais metas podem ser das mais variadas, não devendo o profissional avaliador se ater apenas aos métodos convencionais, como avaliações escritas e sim observando ao máximo o dia a dia dos educandos, para atender a necessidades específicas e corrigir falhas no processo educativo.&lt;br /&gt;
Nessa direção, Vigostsky (1996), citado por, Costa e Ferreira (2011), o sujeito poderá interagir, montar, desmontar, sugerir, transformar e outros, o mundo real que o cerca, o qual esta inserido, interpretando assim, a realidade de forma coerente com subsídios necessários a seu crescimento social.&lt;br /&gt;
Concluímos então, que o processo avaliativo na educação deve ocorrer sim, porém com cautela, respeitando a diversidade do público avaliado, para que dessa forma, não haja injustiças.Por isso que não devemos ter um modelo de avaliação e sim avaliar cada aluno de acordo com suas habilidades e competências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:image.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==AVALIAÇÃO COMO PRÁTICA EDUCATIVA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas escolas, é importante desencadear ações que visem à reconstrução do significado do ato de avaliar, numa ação conjunta e contínua. Hoffmann destaca que, “a construção da ressignificação da avaliação pressupõe dos educadores um enfoque crítico da educação e do seu papel social”, e Luckesi também destaca, “que a avaliação da aprendizagem deve ser um ato amoroso, no sentido de que a avaliação por si, é um ato acolhedor, integrativo”.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A avaliação não deve ser um ato punitivo, onde o professor pune e não avalia. A avaliação é muito mais que uma punição é um ato onde o professor pode refletir mais sobre o conhecimento de seus alunos e também sobre a sua prática educacional.&lt;br /&gt;
Por um longo período, entendeu-se que a melhor maneira para avaliar um aluno era da forma quantitativa, logo, quanto mais &amp;quot;acertos&amp;quot; ele obtivesse em uma &amp;quot;prova&amp;quot;, mais ele haveria &amp;quot;aprendido&amp;quot;. &lt;br /&gt;
O uso de habilidades e competências no processo avaliativo deixa um alerta, pois o educador deixe de ser &amp;quot;sobre fazer&amp;quot; para &amp;quot;saber planejar o que fazer&amp;quot; no papel, conforme Hoffmann (1991) acredita que a contradição entre o discurso e a prática de alguns educadores e sua ação classificatória e autoritária exercida, encontra explicação na concepção de avaliação do educador, reflexo de sua história como aluno e professor.&lt;br /&gt;
Assim, o ato avaliativo conduz os educadores a identificarem e usarem os três tipos de avaliações: a diagnóstica, que possibilita ao docente identificar o que os alunos e as alunas sabem sobre o que se pretende ensinar, orientando o planejamento de futuras aulas; já a reguladora traz as informações para fazer as regulações no trabalho do professor, conscientizando-os dos seus percursos de aprendizagens; enquanto que a somativa dá o resultado integral e final, de uma prática educativa. Segundo Hoffmann, o processo de avaliação mediadora tem por intenção, justamente, promover melhores oportunidades de desenvolvimento do conhecimento dos alunos e de reflexão crítica da ação pedagógica.&lt;br /&gt;
Um dos principais desafios educacionais e sociais é esclarecer às pessoas que são avaliadas, no caso, os alunos, que eles não estão passando por um processo de punição, mas de (re)direcionamento da aprendizagem e seu consequente desenvolvimento. A avaliação traz aprendizagem efetiva e reflexiva(LUCKESI, 1991).&amp;lt;br&amp;gt;O mesmo autor, em seus estudos, forneceu estruturas mais organizadas e dirigidas ao ensino básico e coloca a questão da avaliação iniciando pela relação dele com a democratização do ensino para construir sua proposta de avaliação diagnóstica, destacando três quesitos: a democratização do aceso à educação escolar; a permanência do aluno na escola e a consequente terminalidade escolar, a qualidade do ensino.&lt;br /&gt;
Desmistificar este conceito, talvez seja um dos maiores desafios encontrados, pois o processo avaliativo é de suma importância em todos os âmbitos do processo educacional e no entanto, a muito tempo, gera aflição e certo desconforto dialogar sobre como e quando fazê-lo.&lt;br /&gt;
A intenção da avaliação é de criar condições de coleta de dados sobre as dificuldades dos alunos em aprender determinados conceitos, identificadas às dificuldades cabe ao professor fazer as intervenções necessárias para que o aluno venha a aprender como nos exemplifica Hoffmann (2005), “é a intenção do avaliador: conhecer, compreender, acolher os alunos em suas diferenças(...) com objetivo de promover melhores condições de aprendizagem”. Isto é, utilizar a avaliação como um instrumento no processo de conhecer o nosso educando por meio da observação no desenvolvimento da aprendizagem e assim podermos tomar decisões, por meio da análise do que este educando sintetizou e apreendeu, e assim, por fim, levar novas formas para o que Hoffmam chama de &amp;quot;melhores oportunidades de aprendizagem&amp;quot;, campo esse que deve ser pisado constantemente por nós educadores, talvez esteja aí o caminho para o fortalecimento da educação e da avaliação, termos em mente sempre que esse é o passo para mostramos para o nosso educando e para nós mesmos, quais são os melhores caminhos para a aprendizagem. Ter em mente que Joaquinzinho não apreende pelo mesmo processo que Mariazinha. É de fundamental importância e só conseguiremos esse denominador comum se compreendermos o processo educativo como algo contínuo e sistemático, a ser utilizado de forma coerente e construtiva no ambiente escolar. Jussara Hoffmann, quando questionada em uma entrevista sobre o que era necessário para uma avaliação mediadora, apontou três pontos fundamentais: &amp;quot;o primeiro princípio é o de uma avaliação a serviço da ação&amp;quot;, sendo aquela que leve ao pensar, ao refletir sobre os fatos, que busque uma melhora; já o segundo principio &amp;quot;é o da avaliação como projeto de futuro&amp;quot;, aquela que leve em frente o projeto e o planejamento, nas palavras da autora: &amp;quot;o professor interpreta a prova não para saber o que o aluno não sabe, mas para pensar em quais estratégias pedagógicas ele deverá desenvolver para atender esse aluno&amp;quot;; e por ultimo, &amp;quot;o terceiro princípio que fundamenta essa metodologia é &amp;quot;o princípio ético&amp;quot;. A avaliação, muito mais do que o conhecimento de um aluno, é o reconhecimento desse, pois assim levamos em conta tudo o que o nosso educando produziu e como desenvolveu seu trabalho e mostrando ao mesmo que ele é parte fundamental e construtor também do seu processo de aprendizagem.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Para Hoffmann(2005) o processo avaliativo é sempre de caráter singular no que se refere aos estudantes, uma vez que as posturas avaliativas inclusivas e excludentes afetam seriamente os sujeitos educativos. Segundo a autora, observamos que para avaliar, temos que compreender que o processo avaliativo é sempre algo muito complexo, pois deve-se guardar as especificidades individuais dos educandos, verificando as potencialidades dos educandos. Dessa forma, é necessário que cada avaliador verifique cuidadosamente os instrumentos avaliativos, para que não ocorra equívocos durante o ato de avalia.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Cabe também ao professor neste processo avaliativo ser o mediador na construção do conhecimento, desestabilizando o educando, fazendo que o mesmo reflita sobre suas ações. Para que assim ele possa desconstruir e assim reconstruir o conhecimento.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Avaliar, portanto  é investigar, oferecendo ao gestor ou instituição bases consistentes para sua ação. Para isso, faz-se necessário distinguir avaliação de algo estudado e como objeto em construção. A primeira denominada como avaliação de certificação e a segunda de acompanhamento de uma ação. A avaliação vista desta forma tende a ser um instrumento que norteia o trabalho do educador, para que atinja os critérios pré estabelecidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:imag.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Geralmente métodos avaliativos mais conservadores são difíceis de serem aplicados com naturalidade entre os mais jovens, fazendo muitas vezes que os mesmo não consigam ter o desempenho absoluto, e não conseguindo expressar tudo aquilo que tem assimilado, a exemplo as provas orais que colocam os alunos em posição desconfortável muitas vezes em relação aos colegas. Enfim qualquer tipo de constrangimento durante o processo avaliativo é prejudicial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==CONTEXTO ESCOLAR E A AVALIAÇÃO==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, muito se tem discutido sobre a avaliação no contexto escolar. Busca-se uma verdadeira definição para o seu significado, justamente por que tem sido um dos aspectos mais problemáticos na prática pedagógica. &amp;lt;br&amp;gt; O mais importante é compreender a avaliação como um processo que supera as mensurações positivistas e tecnicistas, identificando os principais equívocos correntes nas práticas avaliativas de nossas escolas. A avaliação é um ato de reflexão. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Num sentido mais amplo, devemos ter o entendimento de que a avaliação da aprendizagem está diretamente relacionada à avaliação do ensino, isto é, quando um professor avalia o que os alunos aprenderam, está também avaliando o que ele próprio conseguiu ensinar aos alunos avaliados. Por isso, a avaliação é tão importante no cotidiano escolar, pois ela fornece subsídios para a reorganização da prática pedagógica do professor. A partir dos resultados de uma avaliação, o professor poderá definir com mais clareza os pontos que devem ser retomados, ou ainda, os que devem ser avançados, quais alunos necessitam de um olhar mais atento e quais podem seguir com maior autonomia. Dessa forma, a avaliação torna-se um instrumento poderoso no momento do planejamento das aulas de um professor.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O ato de avaliar é tão importante para o aluno quanto para o professor e a escola, pois é ela quem dá a direção do caminho a ser seguido. Pois é neste momento que escola e professor podem intervir e ajustar o processo pedagógico.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sendo assim, a intervenção precisa ser de mão dupla, pois muitas vezes teremos que rever as nossas práticas pedagógicas para adaptá-las as necessidades do aluno, teremos que analisar não só o que não foi aprendido, como também a forma como foi ensinado, fazendo assim, nós educadores, o primeiro processo de mediação e iniciando a primeira avaliação, aquela sobre a qual, nós avaliamos o que ensinamos e como ensinamos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, o que se deseja com a avaliação no contexto escolar, é que esta seja um processo pelo qual se procura identificar, investigar, analisar e mensurar as modificações de comportamento, conhecimento e rendimento do aluno, do educador e do sistema de ensino.&amp;lt;br&amp;gt;A avaliação da aprendizagem escolar adquire seu sentido quando se articula com um projeto pedagógico e consequentemente com o projeto de ensino, que visa construir um resultado previamente definido. A avaliação subsidia decisões a respeito da aprendizagem dos educandos, tendo em vista garantir a qualidade do resultado. Com o intuito de confirmar, se a construção do conhecimento de fato se realizou, ou seja, se ela realmente ocorreu em seu âmbito mental ou prático. Porém, este processo tende a gerar muitos conflitos, sejam eles ideológicos ou metodológicos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoffmann (1993), entende avaliação como uma ação provocativa do professor, desafiando o aluno a refletir sobre as experiências vividas, a formular e reformular hipóteses, direcionando para um saber enriquecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação no contexto escolar, controla e também indica, como os educandos estão se modificando em direção aos objetivos propostos, ou seja, é processual. Assim, avaliar é um ato de coletar dados relevantes da realidade (constatação) e de qualificá-la (qualificação), tendo em vista uma tomada de decisão (intervenção).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação pode também ser pontuada como &amp;quot;diagnóstica&amp;quot;, aquela realizada no início de cada ciclo,a formativa, com o intuito de verificar os temas apreendidos, os quais deverão formar o crescimento intelectual dos alunos , e a classificatória ou somativa, a qual simplesmente listam os educandos em &amp;quot;ranking&amp;quot;,mera indicação de posição, classificação. Hoffman nos aponta uma avaliação como processo de crescimento nos dizendo que a  &amp;quot;avaliação é sinônimo de evolução&amp;quot;, para o aluno e também para o professor, pois a avaliação deve ser vista e feita na escola como um processo de acompanhamento do educando e não somente como uma mera mensuração do que é produzido pelo mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Aprendizagem11.gif]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O processo de avaliação escolar tem por pressuposto que ela deverá ser contínua e sistemática com o objetivo de verificar as situações de aprendizagem de cada educando, mas para que isso aconteça é imprescindível uma ação pedagógica eficaz, que oriente o avaliador a identificar o desempenho de cada educando, como podemos verificar nas afirmações de Luckesi(2011)&amp;quot;a ação pedagógica produtiva assenta-se sobre o conhecimento da realidade da aprendizagem do educando, conhecimento esse que subsidia decisões, seja para considerar que a aprendizagem já está satisfatória, seja para orientá-la, se necessário, para a obtenção de um melhor desempenho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Sant'Anna (1998) a avaliação é um processo pelo qual se procura identificar, aferir, investigar e analisar as modificações do comportamento e rendimento do aluno, do educador, do sistema, confirmando se a construção do conhecimento se processou, seja este teórico (mental)ou prático. Portanto, a avaliação não serve apenas para os educandos, como também ao educador e a escola para saber quais aspectos tem dado certo e em quais serão necessárias modificações mais significativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==APRENDIZAGEM AUTORIA AVALIAÇÃO==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num contexto educativo, ao utilizarmos os recursos metodológicos de avaliação, obtemos dados e qualificamos uma determinada realidade, assim podemos tomar decisões visando melhorá-la. De acordo com Luckesi, a avaliação como investigação se apresenta como uma forma de obtenção de dados sobre a realidade, tais dados permitam qualificá-la em seu desempenho, o que, consequentemente, possibilita uma intervenção, que seja a mais adequada para esse momento.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Para se entender a avaliação, segundo Hoffmann, faz-se necessário conceber o termo na amplitude que lhe é de direito, métodos e instrumentos de avaliação estão fundamentados em valores morais, concepção de educação, de sociedade e de sujeito. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A avaliação permite que o professor conheça seu aluno e todo o processo educacional. Hoffmann, diz que o professor deve “ler” seu aluno, interpretando o que faltou, transformando esta falta em qualidades ou aprendizagens. Esta “leitura” deve ser realizada no cotidiano escolar, onde há a possibilidade do professor traçar os objetivos individuais para os seus alunos e fazer concomitantemente uma reflexão sobre a sua metodologia, ou seja, se está conseguindo de fato, ensinar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As relações e a construção do diálogo entre professor e aluno devem ser realizadas todos os dias, em um ambiente prazeroso, em busca do conhecimento, sendo que o professor deve estar consciente de que não somente o aluno está sendo avaliado, mas também todo o processo, e consequentemente seu trabalho. É como se esse fosse um trabalho em equipe, onde deva contribuir de forma significativa,  para situar-se de que forma os alunos aprendem, se aprendem e o que deve ser mudado ou aperfeiçoado.&amp;lt;br&amp;gt;Portanto, cabe ao professor conhecer seus alunos, para estar atento às suas dificuldades ao longo do processo ensino e aprendizagem, e se necessário utilizar novas metodologias de ensino para que todos possam avançar e superar tais dificuldades.&lt;br /&gt;
Assim, quando o professor avalia o aluno nas atividades propostas, ele potencializa sua autoria e liberdade, e compreende que ele é um ser único e que pode aprender diferentemente do outro que, diretamente ou indiretamente, possa contribuir no aprendizado de outros colegas de sua sala.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Neste sentido, o papel do avaliador vai além de registrar a quantidade aprendida pelo aluno, segundo Hoffmann (2005), ” O educador /mediador oportuniza e favorece o processos de reflexão do educando sobre suas ações(...)”  com isso é capaz de identificar possíveis falhas e mecanismos para uma retomada no processo. Sendo assim esse educador também favorece  ao seu educando o caminho da pesquisa, da autoria como processo de aprendizagem e assim como DEMO (2006, pp. 10) nos mostra: &amp;quot;Ai, já não se trata de copiar a realidade, mas de reconstruí-la conforme os nossos interesses e esperanças&amp;quot;, fazendo assim o nosso educando construidor de sua própria história e aprendizagem.&amp;lt;br&amp;gt;Nessa perspectiva, verificamos que a aprendizagem pode ocorrer de várias formas, mas a que poderá ser mais significativa é que o aluno é parte integrante de todo o processo, tendo a reflexão como base no processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
O próprio educador deve gerar no educando a capacidade com o tempo de identificar suas dificuldades assim durante os processos futuros de pesquisa ele será capaz de buscar uma metodologia que seja mais favorável a sua aprendizagem e assimilação.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quando o aluno faz parte integrante do processo de ensino-aprendizagem, tornando-se responsável pela construção de seu conhecimento. É que podemos formar cidadãos críticos, reflexivos, autores e capazes de transformar sua realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:ava1.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==CONSIDERAÇÕES FINAIS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação deve ser constante, para poder acompanhar o processo de ensino e de aprendizagem desenvolvido na rotina escolar. Assim, o (a) professor(a) e o(a) aluno(a) estarão informados sobre o que está acontecendo, viabilizando, dessa forma, regulações do trabalho docente e das aprendizagens. A avaliação é de tamanha complexidade que requer educadores com bom senso e responsabilidades, frente a situações-problema, ou mesmo inesperadas, que interferem no juízo de valores avaliativos, em vistas às novidades que surgem e, sobretudo, na invenção de estratégias inovadoras para deparar com situações inéditas em seu contexto.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No processo avaliativo o professor também precisa agregar o conhecimento de mundo do aluno, suas particularidades e dificuldades. Deixando claro para os mesmos seus critérios avaliativos. E jamais deixar a avaliação atitudinal sobrepor a avaliação processual.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Hoffmann (2005) cita que, enquanto escreve seu texto em meio a Olimpíada de Atenas de 2004, quando se tratando de avaliação, ela descreve que o juiz avalia ginasta por ginasta em um ou dois minutos. Mas diante da apresentação da brasileira Daiane, ele leva mais tempo para decidir sua nota final, uma vez que os critérios como notas, objetivos precisos, análise quantitativas, grau de dificuldade, etc, não são critérios claramente determinados e definidos, e não deveriam ser na primeira Olimpíada do novo século? Só porque o salto da atleta é inovador e muito diferente das demais, até magnífico, diga-se de passagem, ter de acrescentar pontos diferentes das demais atletas, não contempla critérios como um salto inovador? &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tendo em vista esta situação, visualizamos que a escola não é um concurso entre melhores e piores, e se na ocasião, a arbitrariedade dos árbitros prejudicou a atleta, não há porque isso acontecer nas escolas. Todos aprendem e são capazes de fazer o melhor se confiarem em si próprios e nos seus professores. Mas essa confiança deve acontecer em um ambiente de boa convivência e bom relacionamento entre professor e aluno, e as atividades não devem ocorrer de uma maneira tão criteriosa e obrigatória, pois assim ela pode se transformar em um sentimento precoce de fracasso e humilhação diante dos demais alunos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Hoffmann (2005) afirma que em pleno século XXI, é angustiante saber que várias crianças possam ter sua aprendizagem fadada a ser uma avaliação “ingênua”, e não justa e precisa como deveria ser, uma vez que o sentido da avaliação é de promover uma sensível diferença no seu aprendizado, o que não condiz com a objetividade e padronização.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Portanto, existem vários fatores que precisam ser mudados como a aprovação do aluno por meio de notas e não da construção do seu saber, e as cobranças que são feitas nas unidades de ensino que devem alcançar metas estabelecidas que, por sua vez, são &amp;quot;maquiadas&amp;quot; para se enquadrar nos parâmetros nacionais ou até mesmo internacionais.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Não é apenas os docentes e os alunos que devem ser avaliados, todo o processo educacional deve passar por constante avaliação para identificar mudanças necessárias para a evolução da aprendizagem.&lt;br /&gt;
A avaliação da aprendizagem no seu termo mais específico, envolve e diz respeito a dois elementos do seu processo: o educador/ avaliador e o educando/avaliando, onde um educa o que é avaliado por alguém - educador. Neste contexto de alguém educar e ser educado, ocorrem às avaliações mediadora e a formativa, em que esta última se faz através do envolvimento do professor com os alunos e sua tomada de consciência acerca do comprometimento com o progresso destes, em sua aprendizagem, na natureza da intervenção pedagógica. A mediadora está intimamente ligada à formativa, pois parte do pressuposto de que sem orientação de alguém que tenha maturidade para tal é praticamente improvável que os alunos possam adquirir os conhecimentos necessários para o seu desenvolvimento, ou seja, a postura mediadora do professor é essencial para fazer toda a diferença no processo da avaliação formativa.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Para chegarmos ao objetivo da aprendizagem do aluno, Luckesi  (2011) nos chama a atenção sobre a necessidade de uma pesquisa que contemple a maior quantidade de recursos metodológicos disponíveis, para que possamos fazer uma leitura o mais fiel quanto possível das necessidades dos alunos. Para que possamos, no decorrer do processo, fazer as intervenções necessárias para atingir o principal objetivo traçado, a aprendizagem. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Porém, só chegaremos a esse ponto, se sempre tivermos em mente que o processo avaliativo é constante e é também um processo continuo. O erro precisa ser avaliado não como algo diminutivo, mas sim como um caminho para se aprender e apreender, vendo esse erro da mesma  forma com que Hoffmann (2005) nos aponta, que se considerarmos que o erro é o que ainda não se aprendeu, ele é muito mais valorizado, importante, fecundo e positivo para o processo avaliativo. Isto é, precisamos ter em mente que errar também é um processo de aprendizagem e assim elevaremos a avaliação ao patamar necessário, o de ferramenta no processo de aprendizagem e não de finalizadora do mesmo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por tudo que já foi dito e considerando as palavras de Janssen:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;É fundamental aprofundar a discussão em torno da concepção e do processo avaliativo formativo regulador em razão, principalmente, da alegação, por parte dos professores e das professoras, de que o avanço nas formas de organizar o ensino não têm tido correspondência nas práticas avaliativas, ocorrendo, portanto, uma discrepância entre inovadoras práticas educativas e as vigentes formas avaliativas (SILVA, Janssen Felipe da. 2011).&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entendemos que assim como há uma grande preocupação com a inovação das práticas pedagógicas, o que fez com que houvesse significativo avanço nas técnicas utilizadas para dar aula. Também os métodos avaliativos devem ser inovadores, condizentes com o momento em que estão sendo utilizados. As avaliações precisam ser repensadas e reformuladas para atenderem as perspectivas da escola contemporânea, formada por alunos contemporâneos. Precisamos reconstruir a nossa prática nos baseando no uso da mídia possa ser integrado às atividades pedagógicas e a avaliações eficazes, de modo a propiciar aos alunos novas formas de buscar, interpretar, representar e compreender os conteúdos curriculares. Nossos alunos necessitam de novos instrumentos de ensino aprendizagem, bem como diferentes instrumentos avaliativos onde contemplem a autoria e a autonomia no processo educacional, valorizando o aluno como ser humano e cidadão, sendo este muito mais complexo que uma máquina tecnológica e mil vezes mais capaz de proezas inimagináveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Charge71.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
COSTAS,F.A.T; FERREIRA,L,S.Sentido, Significado e Mediação em Vygostky: Implicação para a constituição do processo de leitura. Revista Ibero Americana de Educacion. nº.55, 2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro. Pesquisa: princípio científico e educativo. 12 Edição. São Paulo: Cortez, 2006.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ESTEBAN, Maria Teresa. Projeto Pedagógico. Porto Alegre: Mediação, 2003.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara. Avaliação Formativa ou Avaliação Mediadora. Porto Alegre. Mediação 2005. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
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HOFFMANN, Jussara. O jogo do contrário em avaliação. Porto Alegre: Mediação, 2005. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa; SILVA, Janssen Felipe da (orgs.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2003. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem componentes do ato pedagógico. São Paulo: Cortez, 2011. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
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MOLHER, R. P; GODOY, A. C. A importância do processo de avaliação na prática pedagógica. 2007. 10 f. Artigo resultado da monografia de especialização em Administração Escolar - Centro Universitário Anhanguera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que avaliar?: Como avaliar?: Critérios e instrumentos .3ª Edição, Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. &lt;br /&gt;
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http://www.udemo.org.br]&lt;br /&gt;
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http://didaticageraluece.blogspot.com.br/2011/10/texto-09-avaliacao-formativa-ou.html- acesso em 09/06/2013, as 15 h. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.dn.senai.br/competencia/src/contextualizacao/celia%20-%20avaliacao%20Jussara%20Hoffmam.pdf- acesso em 09/06/2013, as 15 h e 30 min.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://educamaisacao.fb.org.br/formacoesrealizadas/24deAbrilde2008/Documents/texto%20luckesi.pdf, acesso em 09/06/2013, as 21h e 55min.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://smeduquedecaxias.rj.gov.br/nead/Biblioteca/Forma%C3%A7%C3%A3o%20Continuada/Avalia%C3%A7%C3%A3o/janssen1.pdf, acesso em 09/06/2013, as 22h e 24min.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/16604/tipos-de-avaliacoes-escolar - acesso em 10/06/2012, as 17h.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Maria</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino</id>
		<title>Turma - A - Vespertino</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino"/>
				<updated>2013-06-18T13:37:57Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Maria: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt; &lt;br /&gt;
  ''''''O papel da Avaliação como prática educativa para ressignificação da aprendizagem''''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''INTRODUÇÃO'''===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
''...o ato de avaliar atua na direção do presente para o futuro, com o olhar voltado para a solução da situação que está sendo submetida ao processo avaliativo...''LUKESI.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[[Arquivo:ava.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avaliação segundo dicionário significa um ato de avaliar, apreciação e estimação, dentro do contexto educacional avaliação é o ato de investigar a qualidade da aprendizagem, afim de diagnosticar seus impasses, portanto por fim propor soluções satisfatórias. A avaliação é uma constante não somente no ambiente escolar, mas também uma constante no nosso dia a dia,vesta sempre se faz presente e inclui um julgamento de valor, sobre nós mesmos, sobre o que estamos fazendo e sobre o resultado de trabalhos realizado por nós. Quando se trata da vida pessoal e quando se trata de ambiente escolar, realizamos esse mesmo juízo de valor com nós mesmos e com os nossos alunos. A avaliação como parte intrínseca do processo educacional, possui sua abrangência específica, pois, nos remete a sua utilização de forma adequada, quer dizer, ela nos direciona a constatação de objetivos almejados, ou a necessidade de redirecionamento das ações. Esse fato é fundamentado na própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a qual em seu artigo 24º estabelece:&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;(...) III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, o regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial, desde que preservada a seqüência do currículo, observadas as normas do respectivo sistema de ensino;&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
a) '''avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno''', com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;&amp;quot; [http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sabemos que não se pode pensar em educação[http://www.priberam.pt/dlpo/educação] sem avaliações, e nem em avaliações sem educação. Ao avaliar, estamos também educando. A função avaliativa não deve ser vista como subordinada à função educativa, pois ela própria também se torna elemento de educação ao promover a possibilidade de discussão das falhas, erros e acertos do processo educativo. &lt;br /&gt;
A reflexão sobre o papel da educação propõe que a prática da avaliação esteja relacionada a uma concepção de educação que o docente possui. Dessa forma, a avaliação não deve ser vista como um ato isolado, mas sim integrada a um aspecto mais amplo, que influencia de uma forma ou de outra, na ação educativa.&amp;lt;br&amp;gt; &lt;br /&gt;
A finalidade dessa reflexão é desencadear uma breve discussão sobre a avaliação no processo de ensino e aprendizagem. A ideia relevante presente, é que a avaliação desenvolvida pelo professor deverá possibilitar a aprendizagem significativa e a própria formação do educando. A avaliação deve estar associada a apropriação do conhecimento.&amp;lt;br&amp;gt;Essa avaliação verifica em que medida os objetivos do processo ensino-aprendizagem estão sendo atingidos pelos alunos, assumindo um sentido orientador e cooperativo. Sendo assim, a importância dessa discussão está em provocar uma reflexão em torno dos dois aspectos que envolvem a prática de avaliação. Assim, é preciso considerar na prática avaliativa a existência de dois fatores, que são por sua vez, respaldados pela própria legislação: um no que tange ao aspecto quantitativo e outro que considera o qualitativo, onde ambos os aspectos podem se complementar no processo de ensino-aprendizagem, desencadeando a construção do saber e do conhecimento pelos discentes.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Seria oportuno lembrar, que ao falarmos de avaliação, precisamos ter em nossas mentes a amplitude em que se está inserido este termo. Ao falar em avaliar, estamos falando de um conjunto de procedimentos que envolvem vários espaços, entre eles o escolar, que por sua vez, tem vários espaços de trabalhos específicos. Nota-se que avaliar não se trata apenas de aplicar fichas, provas, trabalhos etc.; mas também isso.&lt;br /&gt;
Precisamos pensar em avaliação não apenas como uma maneira de quantificar o que o aluno aprendeu, mas vamos rever a utilização do processo avaliativo para compreender como  este poderá aprender e assim alcançarmos o nosso objetivo principal que é a aprendizagem significativa do nosso aluno. Compreender o que as nossas avaliações dizem a respeito não só do nosso educando mas também da nossa prática educativa. Por meio de uma avaliação que construa o processo de ensino aprendizagem e leve no que já foi citado e ressaltado acima, numa avaliação significativa, capaz de melhorar o desenvolvimento dos alunos na escola.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Verificamos que a avaliação é uma das partes integrantes no processo de ensino-aprendizagem, pois ela é um meio de mensurar a aprendizagem dos alunos, se está sendo significativa ou não para o educando, bem como verificar se há a necessidade de intervenções no planejamento, para que se alcance melhores resultados, como verificamos em Hoffmann(2005) o processo avaliativo se desenvolve concomitante ao desenvolvimento das aprendizagens dos alunos.&lt;br /&gt;
Dessa forma, fica claro qual deve ser o papel da avaliação no contexto escolar, ela deve servir como um instrumento de ressignificação da aprendizagem e principalmente de ressignificação do ensino. Resta-nos agora encontrar a melhor forma de fazer isto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:ima.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando trabalhamos com projetos temos esta possibilidade, pois conforme Esteban (2003), “a pedagogia de projetos tem como fundamento a compreensão da aprendizagem como ato dinâmico, compartilhado, múltiplo e processual”, neste sentido a avaliação é contínua, heterogênea e flexível. Ela acontece durante todo o processo pedagógico. Dando possibilidades para refletir sobre cada ação, retrocedendo ou avançando no que foi planejado ou até mesmo replanejando estas ações.&lt;br /&gt;
O trabalho com projetos em sala de aula nos da também a possibilidade de avaliar não somente o conhecimento adquirido, mas também o trabalho em grupo, a pesquisa, a busca pelo conhecimento e a aprendizagem significativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É de vital importância que os docentes não se prendam apenas aos métodos de avaliação escrita, como os utilizados constantemente em escolas, cursos e vestibulares. O simples fato de observar o comportamento dos alunos em sala pode revelar um possível déficit de atenção, um comportamento violento, ou até mesmo alguma deficiência. Conforme Luckesi (2011): &amp;quot;O ato de avaliar é o ato de investigar&amp;quot;, portanto é necessário a avaliação constante, acompanhando o processo evolutivo do aluno. Esse  processo nos proporciona a possibilidade de avaliar o aluno de uma maneira global, ou seja, em todos os seus aspectos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==PROCESSO AVALIATIVO NA EDUCAÇÃO==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva de que a avaliação está diretamente relacionada à sua própria concepção de educação, faz-se necessário apresentar alguns conceitos de educação, para melhor compreensão de sua dimensão e suas implicações na prática educativa. Ainda, deve-se conceber que a avaliação faz parte de todo o processo educativo, isso significa compreendê-la como elemento de fundamental importância no desenvolvimento da aprendizagem do educando, não sendo utilizada apenas em alguns momentos pontuais, mas sim como um processo contínuo.&lt;br /&gt;
Nessa concepção, percebe-se que não é possível dissociar o ato de acompanhar e retomar o processo de construção dos saberes com a intenção de constatar o nível de conhecimento que o educando adquiriu durante o processo, tendo em vista que ambos estão interligados, assim, as práticas avaliativas e educativas vão se constituir em um conjunto de ações que se completam ao final do processo de ensino-aprendizagem.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A avaliação não pode ocorrer apenas no final do processo pedagógico e sim desde seu início, conforme Hoffmann ela ocorre em três tempos, primeiro é a observação, depois a análise e compreensão de estratégias e por último a tomada de decisão, para que ocorra as intervenções necessárias no processo.&amp;lt;br&amp;gt; &lt;br /&gt;
Essas ações estão associadas a investigação sobre o desempenho dos estudantes e a coleta de dados para melhor compreensão da relação de ensino-aprendizagem, possibilitando, assim, orientar as intervenções para que sejam qualitativas e não se resumam, simplesmente, a uma coleta de dados, servindo apenas para formar tabelas de dados quantitativos, sem se preocupar com o desenvolvimento do processo que se levou aquele resultado.&amp;lt;br&amp;gt;Nota-se que o conceito de avaliação da aprendizagem está vinculado à concepção que se tem de educação e da postura filosófica adotada. A maneira de se encarar e realizar a avaliação, reflete a interação do professor com a classe e sua relação com os alunos. &lt;br /&gt;
Para que a avaliação não seja meramente uma média de dados, o professor deve ter um olhar mais crítico e refletir sobre a sua ação pedagógica de como analisar e avaliar o educando. &lt;br /&gt;
O professor precisa reconstruir suas práticas afim de garantir uma aprendizagem significativa à todos os alunos. Estimulando a autoria e autonomia de seus educandos.  &lt;br /&gt;
Neste contexto, o autor Luckesi admite que o aspecto da observação, do feedback, não exclui o de medir parcialmente os conhecimentos adquiridos, embora reconheça também, que no processo avaliativo, é muito mais frequente o distanciamento do que a aproximação entre as duas lógicas explicitadas. Essa ideia nos remete a compreender que a avaliação escolar, assume dois objetivos fundamentais: o primeiro, atende a exigência da própria formação do educando no seu sentido mais amplo, comprometido com uma educação emancipatória; já o segundo, diz respeito a uma avaliação presente no espaço escolar que assume uma finalidade que vai ao encontro de exigências burocráticas e sociais.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O que Luckesi nos aponta é que precisamos ter ciência da existência desses dois processos e como podemos utiliza-los. É claro que não podemos mais nos reter a meras avaliações normativas para preenchimento de dados e papeis. O que necessitamos com grande urgência, é saber juntar o quantitativo com o qualitativo e levar a reflexão dos dados para a prática cotidiana, fazendo muito mais aproximações do que distanciamentos e assim estabelecermos uma avaliação com significado, não somente para o educando, mas também para o educador, o qual usará ao favor do conhecimentos os resultado obtidos em uma avaliação.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Segundo Hoffman(2005), a avaliação é ação ampla que abrange o cotidiano do fazer pedagógico e cuja energia faz pulsar o planejamento, a proposta pedagógica e a relação entre todos os elementos da ação educativa. Neste pensamento observamos que para avaliar faz-se necessário vários instrumentos avaliativos, respeitando as diferenças individuais, porém contemplando o coletivo.&lt;br /&gt;
Refletir sobre a natureza do planejamento, da relação ensino aprendizagem e do processo avaliativo, nos impõe uma nova visão de ressignificação da aprendizagem, em que valoriza os saberes diferenciados e a diversidade sociocultural, assim, o espaço educativo se transforma em um ambiente de desafios pedagógicos que culmina na construção do conhecimento.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ao analisarmos a avaliação educacional como instrumento agregador de conhecimentos nos diversos ambientes, incluindo os de ensino, devemos ter clareza da importância do ato de avaliar. Quais conhecimentos desejamos constatar se foram, ou não, apreendidos? Os estudantes irão desfrutar legitimamente dos temas estudados? Vale lembrar que, segundo Luckesi(ano): O termo investigar indica a possibilidade de conhecer alguma coisa que ainda não conhecia, ou seja, significa produzir a compreensão de algo.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As ferramentas utilizadas para alcançar tais metas podem ser das mais variadas, não devendo o profissional avaliador se ater apenas aos métodos convencionais, como avaliações escritas e sim observando ao máximo o dia a dia dos educandos, para atender a necessidades específicas e corrigir falhas no processo educativo.&lt;br /&gt;
Nessa direção, Vigostsky (1996), citado por, Costa e Ferreira (2011), o sujeito poderá interagir, montar, desmontar, sugerir, transformar e outros, o mundo real que o cerca, o qual esta inserido, interpretando assim, a realidade de forma coerente com subsídios necessários a seu crescimento social.&lt;br /&gt;
Concluímos então, que o processo avaliativo na educação deve ocorrer sim, porém com cautela, respeitando a diversidade do público avaliado, para que dessa forma, não haja injustiças.Por isso que não devemos ter um modelo de avaliação e sim avaliar cada aluno de acordo com suas habilidades e competências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:image.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==AVALIAÇÃO COMO PRÁTICA EDUCATIVA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas escolas, é importante desencadear ações que visem à reconstrução do significado do ato de avaliar, numa ação conjunta e contínua. Hoffmann destaca que, “a construção da ressignificação da avaliação pressupõe dos educadores um enfoque crítico da educação e do seu papel social”, e Luckesi também destaca, “que a avaliação da aprendizagem deve ser um ato amoroso, no sentido de que a avaliação por si, é um ato acolhedor, integrativo”.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A avaliação não deve ser um ato punitivo, onde o professor pune e não avalia. A avaliação é muito mais que uma punição é um ato onde o professor pode refletir mais sobre o conhecimento de seus alunos e também sobre a sua prática educacional.&lt;br /&gt;
Por um longo período, entendeu-se que a melhor maneira para avaliar um aluno era da forma quantitativa, logo, quanto mais &amp;quot;acertos&amp;quot; ele obtivesse em uma &amp;quot;prova&amp;quot;, mais ele haveria &amp;quot;aprendido&amp;quot;. &lt;br /&gt;
O uso de habilidades e competências no processo avaliativo deixa um alerta, pois o educador deixe de ser &amp;quot;sobre fazer&amp;quot; para &amp;quot;saber planejar o que fazer&amp;quot; no papel, conforme Hoffmann (1991) acredita que a contradição entre o discurso e a prática de alguns educadores e sua ação classificatória e autoritária exercida, encontra explicação na concepção de avaliação do educador, reflexo de sua história como aluno e professor.&lt;br /&gt;
Assim, o ato avaliativo conduz os educadores a identificarem e usarem os três tipos de avaliações: a diagnóstica, que possibilita ao docente identificar o que os alunos e as alunas sabem sobre o que se pretende ensinar, orientando o planejamento de futuras aulas; já a reguladora traz as informações para fazer as regulações no trabalho do professor, conscientizando-os dos seus percursos de aprendizagens; enquanto que a somativa dá o resultado integral e final, de uma prática educativa. Segundo Hoffmann, o processo de avaliação mediadora tem por intenção, justamente, promover melhores oportunidades de desenvolvimento do conhecimento dos alunos e de reflexão crítica da ação pedagógica.&lt;br /&gt;
Um dos principais desafios educacionais e sociais é esclarecer às pessoas que são avaliadas, no caso, os alunos, que eles não estão passando por um processo de punição, mas de (re)direcionamento da aprendizagem e seu consequente desenvolvimento. (LUCKESI, 1991).&amp;lt;br&amp;gt;O mesmo autor, em seus estudos, forneceu estruturas mais organizadas e dirigidas ao ensino básico e coloca a questão da avaliação iniciando pela relação dele com a democratização do ensino para construir sua proposta de avaliação diagnóstica, destacando três quesitos: a democratização do aceso à educação escolar; a permanência do aluno na escola e a consequente terminalidade escolar, a qualidade do ensino.&lt;br /&gt;
Desmistificar este conceito, talvez seja um dos maiores desafios encontrados, pois o processo avaliativo é de suma importância em todos os âmbitos do processo educacional e no entanto, a muito tempo, gera aflição e certo desconforto dialogar sobre como e quando fazê-lo.&lt;br /&gt;
A intenção da avaliação é de criar condições de coleta de dados sobre as dificuldades dos alunos em aprender determinados conceitos, identificadas às dificuldades cabe ao professor fazer as intervenções necessárias para que o aluno venha a aprender como nos exemplifica Hoffmann (2005), “é a intenção do avaliador: conhecer, compreender, acolher os alunos em suas diferenças(...) com objetivo de promover melhores condições de aprendizagem”. Isto é, utilizar a avaliação como um instrumento no processo de conhecer o nosso educando por meio da observação no desenvolvimento da aprendizagem e assim podermos tomar decisões, por meio da análise do que este educando sintetizou e apreendeu, e assim, por fim, levar novas formas para o que Hoffmam chama de &amp;quot;melhores oportunidades de aprendizagem&amp;quot;, campo esse que deve ser pisado constantemente por nós educadores, talvez esteja aí o caminho para o fortalecimento da educação e da avaliação, termos em mente sempre que esse é o passo para mostramos para o nosso educando e para nós mesmos, quais são os melhores caminhos para a aprendizagem. Ter em mente que Joaquinzinho não apreende pelo mesmo processo que Mariazinha. É de fundamental importância e só conseguiremos esse denominador comum se compreendermos o processo educativo como algo contínuo e sistemático, a ser utilizado de forma coerente e construtiva no ambiente escolar. Jussara Hoffmann, quando questionada em uma entrevista sobre o que era necessário para uma avaliação mediadora, apontou três pontos fundamentais: &amp;quot;o primeiro princípio é o de uma avaliação a serviço da ação&amp;quot;, sendo aquela que leve ao pensar, ao refletir sobre os fatos, que busque uma melhora; já o segundo principio &amp;quot;é o da avaliação como projeto de futuro&amp;quot;, aquela que leve em frente o projeto e o planejamento, nas palavras da autora: &amp;quot;o professor interpreta a prova não para saber o que o aluno não sabe, mas para pensar em quais estratégias pedagógicas ele deverá desenvolver para atender esse aluno&amp;quot;; e por ultimo, &amp;quot;o terceiro princípio que fundamenta essa metodologia é &amp;quot;o princípio ético&amp;quot;. A avaliação, muito mais do que o conhecimento de um aluno, é o reconhecimento desse, pois assim levamos em conta tudo o que o nosso educando produziu e como desenvolveu seu trabalho e mostrando ao mesmo que ele é parte fundamental e construtor também do seu processo de aprendizagem.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Para Hoffmann(2005) o processo avaliativo é sempre de caráter singular no que se refere aos estudantes, uma vez que as posturas avaliativas inclusivas e excludentes afetam seriamente os sujeitos educativos. Segundo a autora, observamos que para avaliar, temos que compreender que o processo avaliativo é sempre algo muito complexo, pois deve-se guardar as especificidades individuais dos educandos, verificando as potencialidades dos educandos. Dessa forma, é necessário que cada avaliador verifique cuidadosamente os instrumentos avaliativos, para que não ocorra equívocos durante o ato de avalia.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Cabe também ao professor neste processo avaliativo ser o mediador na construção do conhecimento, desestabilizando o educando, fazendo que o mesmo reflita sobre suas ações. Para que assim ele possa desconstruir e assim reconstruir o conhecimento.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Avaliar, portanto  é investigar, oferecendo ao gestor ou instituição bases consistentes para sua ação. Para isso, faz-se necessário distinguir avaliação de algo estudado e como objeto em construção. A primeira denominada como avaliação de certificação e a segunda de acompanhamento de uma ação. A avaliação vista desta forma tende a ser um instrumento que norteia o trabalho do educador, para que atinja os critérios pré estabelecidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:imag.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Geralmente métodos avaliativos mais conservadores são difíceis de serem aplicados com naturalidade entre os mais jovens, fazendo muitas vezes que os mesmo não consigam ter o desempenho absoluto, e não conseguindo expressar tudo aquilo que tem assimilado, a exemplo as provas orais que colocam os alunos em posição desconfortável muitas vezes em relação aos colegas. Enfim qualquer tipo de constrangimento durante o processo avaliativo é prejudicial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==CONTEXTO ESCOLAR E A AVALIAÇÃO==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, muito se tem discutido sobre a avaliação no contexto escolar. Busca-se uma verdadeira definição para o seu significado, justamente por que tem sido um dos aspectos mais problemáticos na prática pedagógica. &amp;lt;br&amp;gt; O mais importante é compreender a avaliação como um processo que supera as mensurações positivistas e tecnicistas, identificando os principais equívocos correntes nas práticas avaliativas de nossas escolas. A avaliação é um ato de reflexão. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Num sentido mais amplo, devemos ter o entendimento de que a avaliação da aprendizagem está diretamente relacionada à avaliação do ensino, isto é, quando um professor avalia o que os alunos aprenderam, está também avaliando o que ele próprio conseguiu ensinar aos alunos avaliados. Por isso, a avaliação é tão importante no cotidiano escolar, pois ela fornece subsídios para a reorganização da prática pedagógica do professor. A partir dos resultados de uma avaliação, o professor poderá definir com mais clareza os pontos que devem ser retomados, ou ainda, os que devem ser avançados, quais alunos necessitam de um olhar mais atento e quais podem seguir com maior autonomia. Dessa forma, a avaliação torna-se um instrumento poderoso no momento do planejamento das aulas de um professor.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O ato de avaliar é tão importante para o aluno quanto para o professor e a escola, pois é ela quem dá a direção do caminho a ser seguido. Pois é neste momento que escola e professor podem intervir e ajustar o processo pedagógico.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sendo assim, a intervenção precisa ser de mão dupla, pois muitas vezes teremos que rever as nossas práticas pedagógicas para adaptá-las as necessidades do aluno, teremos que analisar não só o que não foi aprendido, como também a forma como foi ensinado, fazendo assim, nós educadores, o primeiro processo de mediação e iniciando a primeira avaliação, aquela sobre a qual, nós avaliamos o que ensinamos e como ensinamos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, o que se deseja com a avaliação no contexto escolar, é que esta seja um processo pelo qual se procura identificar, investigar, analisar e mensurar as modificações de comportamento, conhecimento e rendimento do aluno, do educador e do sistema de ensino.&amp;lt;br&amp;gt;A avaliação da aprendizagem escolar adquire seu sentido quando se articula com um projeto pedagógico e consequentemente com o projeto de ensino, que visa construir um resultado previamente definido. A avaliação subsidia decisões a respeito da aprendizagem dos educandos, tendo em vista garantir a qualidade do resultado. Com o intuito de confirmar, se a construção do conhecimento de fato se realizou, ou seja, se ela realmente ocorreu em seu âmbito mental ou prático. Porém, este processo tende a gerar muitos conflitos, sejam eles ideológicos ou metodológicos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoffmann (1993), entende avaliação como uma ação provocativa do professor, desafiando o aluno a refletir sobre as experiências vividas, a formular e reformular hipóteses, direcionando para um saber enriquecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação no contexto escolar, controla e também indica, como os educandos estão se modificando em direção aos objetivos propostos, ou seja, é processual. Assim, avaliar é um ato de coletar dados relevantes da realidade (constatação) e de qualificá-la (qualificação), tendo em vista uma tomada de decisão (intervenção).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação pode também ser pontuada como &amp;quot;diagnóstica&amp;quot;, aquela realizada no início de cada ciclo,a formativa, com o intuito de verificar os temas apreendidos, os quais deverão formar o crescimento intelectual dos alunos , e a classificatória ou somativa, a qual simplesmente listam os educandos em &amp;quot;ranking&amp;quot;,mera indicação de posição, classificação. Hoffman nos aponta uma avaliação como processo de crescimento nos dizendo que a  &amp;quot;avaliação é sinônimo de evolução&amp;quot;, para o aluno e também para o professor, pois a avaliação deve ser vista e feita na escola como um processo de acompanhamento do educando e não somente como uma mera mensuração do que é produzido pelo mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Aprendizagem11.gif]]&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O processo de avaliação escolar tem por pressuposto que ela deverá ser contínua e sistemática com o objetivo de verificar as situações de aprendizagem de cada educando, mas para que isso aconteça é imprescindível uma ação pedagógica eficaz, que oriente o avaliador a identificar o desempenho de cada educando, como podemos verificar nas afirmações de Luckesi(2011)&amp;quot;a ação pedagógica produtiva assenta-se sobre o conhecimento da realidade da aprendizagem do educando, conhecimento esse que subsidia decisões, seja para considerar que a aprendizagem já está satisfatória, seja para orientá-la, se necessário, para a obtenção de um melhor desempenho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Sant'Anna (1998) a avaliação é um processo pelo qual se procura identificar, aferir, investigar e analisar as modificações do comportamento e rendimento do aluno, do educador, do sistema, confirmando se a construção do conhecimento se processou, seja este teórico (mental)ou prático. Portanto, a avaliação não serve apenas para os educandos, como também ao educador e a escola para saber quais aspectos tem dado certo e em quais serão necessárias modificações mais significativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==APRENDIZAGEM AUTORIA AVALIAÇÃO==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num contexto educativo, ao utilizarmos os recursos metodológicos de avaliação, obtemos dados e qualificamos uma determinada realidade, assim podemos tomar decisões visando melhorá-la. De acordo com Luckesi, a avaliação como investigação se apresenta como uma forma de obtenção de dados sobre a realidade, tais dados permitam qualificá-la em seu desempenho, o que, consequentemente, possibilita uma intervenção, que seja a mais adequada para esse momento.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Para se entender a avaliação, segundo Hoffmann, faz-se necessário conceber o termo na amplitude que lhe é de direito, métodos e instrumentos de avaliação estão fundamentados em valores morais, concepção de educação, de sociedade e de sujeito. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A avaliação permite que o professor conheça seu aluno e todo o processo educacional. Hoffmann, diz que o professor deve “ler” seu aluno, interpretando o que faltou, transformando esta falta em qualidades ou aprendizagens. Esta “leitura” deve ser realizada no cotidiano escolar, onde há a possibilidade do professor traçar os objetivos individuais para os seus alunos e fazer concomitantemente uma reflexão sobre a sua metodologia, ou seja, se está conseguindo de fato, ensinar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As relações e a construção do diálogo entre professor e aluno devem ser realizadas todos os dias, em um ambiente prazeroso, em busca do conhecimento, sendo que o professor deve estar consciente de que não somente o aluno está sendo avaliado, mas também todo o processo, e consequentemente seu trabalho. É como se esse fosse um trabalho em equipe, onde deva contribuir de forma significativa,  para situar-se de que forma os alunos aprendem, se aprendem e o que deve ser mudado ou aperfeiçoado.&amp;lt;br&amp;gt;Portanto, cabe ao professor conhecer seus alunos, para estar atento às suas dificuldades ao longo do processo ensino e aprendizagem, e se necessário utilizar novas metodologias de ensino para que todos possam avançar e superar tais dificuldades.&lt;br /&gt;
Assim, quando o professor avalia o aluno nas atividades propostas, ele potencializa sua autoria e liberdade, e compreende que ele é um ser único e que pode aprender diferentemente do outro que, diretamente ou indiretamente, possa contribuir no aprendizado de outros colegas de sua sala.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Neste sentido, o papel do avaliador vai além de registrar a quantidade aprendida pelo aluno, segundo Hoffmann (2005), ” O educador /mediador oportuniza e favorece o processos de reflexão do educando sobre suas ações(...)”  com isso é capaz de identificar possíveis falhas e mecanismos para uma retomada no processo. Sendo assim esse educador também favorece  ao seu educando o caminho da pesquisa, da autoria como processo de aprendizagem e assim como DEMO (2006, pp. 10) nos mostra: &amp;quot;Ai, já não se trata de copiar a realidade, mas de reconstruí-la conforme os nossos interesses e esperanças&amp;quot;, fazendo assim o nosso educando construidor de sua própria história e aprendizagem.&amp;lt;br&amp;gt;Nessa perspectiva, verificamos que a aprendizagem pode ocorrer de várias formas, mas a que poderá ser mais significativa é que o aluno é parte integrante de todo o processo, tendo a reflexão como base no processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
O próprio educador deve gerar no educando a capacidade com o tempo de identificar suas dificuldades assim durante os processos futuros de pesquisa ele será capaz de buscar uma metodologia que seja mais favorável a sua aprendizagem e assimilação.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quando o aluno faz parte integrante do processo de ensino-aprendizagem, tornando-se responsável pela construção de seu conhecimento. É que podemos formar cidadãos críticos, reflexivos, autores e capazes de transformar sua realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:ava1.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==CONSIDERAÇÕES FINAIS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação deve ser constante, para poder acompanhar o processo de ensino e de aprendizagem desenvolvido na rotina escolar. Assim, o (a) professor(a) e o(a) aluno(a) estarão informados sobre o que está acontecendo, viabilizando, dessa forma, regulações do trabalho docente e das aprendizagens. A avaliação é de tamanha complexidade que requer educadores com bom senso e responsabilidades, frente a situações-problema, ou mesmo inesperadas, que interferem no juízo de valores avaliativos, em vistas às novidades que surgem e, sobretudo, na invenção de estratégias inovadoras para deparar com situações inéditas em seu contexto.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No processo avaliativo o professor também precisa agregar o conhecimento de mundo do aluno, suas particularidades e dificuldades. Deixando claro para os mesmos seus critérios avaliativos. E jamais deixar a avaliação atitudinal sobrepor a avaliação processual.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Hoffmann (2005) cita que, enquanto escreve seu texto em meio a Olimpíada de Atenas de 2004, quando se tratando de avaliação, ela descreve que o juiz avalia ginasta por ginasta em um ou dois minutos. Mas diante da apresentação da brasileira Daiane, ele leva mais tempo para decidir sua nota final, uma vez que os critérios como notas, objetivos precisos, análise quantitativas, grau de dificuldade, etc, não são critérios claramente determinados e definidos, e não deveriam ser na primeira Olimpíada do novo século? Só porque o salto da atleta é inovador e muito diferente das demais, até magnífico, diga-se de passagem, ter de acrescentar pontos diferentes das demais atletas, não contempla critérios como um salto inovador? &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tendo em vista esta situação, visualizamos que a escola não é um concurso entre melhores e piores, e se na ocasião, a arbitrariedade dos árbitros prejudicou a atleta, não há porque isso acontecer nas escolas. Todos aprendem e são capazes de fazer o melhor se confiarem em si próprios e nos seus professores. Mas essa confiança deve acontecer em um ambiente de boa convivência e bom relacionamento entre professor e aluno, e as atividades não devem ocorrer de uma maneira tão criteriosa e obrigatória, pois assim ela pode se transformar em um sentimento precoce de fracasso e humilhação diante dos demais alunos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Hoffmann (2005) afirma que em pleno século XXI, é angustiante saber que várias crianças possam ter sua aprendizagem fadada a ser uma avaliação “ingênua”, e não justa e precisa como deveria ser, uma vez que o sentido da avaliação é de promover uma sensível diferença no seu aprendizado, o que não condiz com a objetividade e padronização.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Portanto, existem vários fatores que precisam ser mudados como a aprovação do aluno por meio de notas e não da construção do seu saber, e as cobranças que são feitas nas unidades de ensino que devem alcançar metas estabelecidas que, por sua vez, são &amp;quot;maquiadas&amp;quot; para se enquadrar nos parâmetros nacionais ou até mesmo internacionais.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Não é apenas os docentes e os alunos que devem ser avaliados, todo o processo educacional deve passar por constante avaliação para identificar mudanças necessárias para a evolução da aprendizagem.&lt;br /&gt;
A avaliação da aprendizagem no seu termo mais específico, envolve e diz respeito a dois elementos do seu processo: o educador/ avaliador e o educando/avaliando, onde um educa o que é avaliado por alguém - educador. Neste contexto de alguém educar e ser educado, ocorrem às avaliações mediadora e a formativa, em que esta última se faz através do envolvimento do professor com os alunos e sua tomada de consciência acerca do comprometimento com o progresso destes, em sua aprendizagem, na natureza da intervenção pedagógica. A mediadora está intimamente ligada à formativa, pois parte do pressuposto de que sem orientação de alguém que tenha maturidade para tal é praticamente improvável que os alunos possam adquirir os conhecimentos necessários para o seu desenvolvimento, ou seja, a postura mediadora do professor é essencial para fazer toda a diferença no processo da avaliação formativa.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Para chegarmos ao objetivo da aprendizagem do aluno, Luckesi  (2011) nos chama a atenção sobre a necessidade de uma pesquisa que contemple a maior quantidade de recursos metodológicos disponíveis, para que possamos fazer uma leitura o mais fiel quanto possível das necessidades dos alunos. Para que possamos, no decorrer do processo, fazer as intervenções necessárias para atingir o principal objetivo traçado, a aprendizagem. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Porém, só chegaremos a esse ponto, se sempre tivermos em mente que o processo avaliativo é constante e é também um processo continuo. O erro precisa ser avaliado não como algo diminutivo, mas sim como um caminho para se aprender e apreender, vendo esse erro da mesma  forma com que Hoffmann (2005) nos aponta, que se considerarmos que o erro é o que ainda não se aprendeu, ele é muito mais valorizado, importante, fecundo e positivo para o processo avaliativo. Isto é, precisamos ter em mente que errar também é um processo de aprendizagem e assim elevaremos a avaliação ao patamar necessário, o de ferramenta no processo de aprendizagem e não de finalizadora do mesmo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por tudo que já foi dito e considerando as palavras de Janssen:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;É fundamental aprofundar a discussão em torno da concepção e do processo avaliativo formativo regulador em razão, principalmente, da alegação, por parte dos professores e das professoras, de que o avanço nas formas de organizar o ensino não têm tido correspondência nas práticas avaliativas, ocorrendo, portanto, uma discrepância entre inovadoras práticas educativas e as vigentes formas avaliativas (SILVA, Janssen Felipe da. 2011).&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entendemos que assim como há uma grande preocupação com a inovação das práticas pedagógicas, o que fez com que houvesse significativo avanço nas técnicas utilizadas para dar aula. Também os métodos avaliativos devem ser inovadores, condizentes com o momento em que estão sendo utilizados. As avaliações precisam ser repensadas e reformuladas para atenderem as perspectivas da escola contemporânea, formada por alunos contemporâneos. Precisamos reconstruir a nossa prática nos baseando no uso da mídia possa ser integrado às atividades pedagógicas e a avaliações eficazes, de modo a propiciar aos alunos novas formas de buscar, interpretar, representar e compreender os conteúdos curriculares. Nossos alunos necessitam de novos instrumentos de ensino aprendizagem, bem como diferentes instrumentos avaliativos onde contemplem a autoria e a autonomia no processo educacional, valorizando o aluno como ser humano e cidadão, sendo este muito mais complexo que uma máquina tecnológica e mil vezes mais capaz de proezas inimagináveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Charge71.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
COSTAS,F.A.T; FERREIRA,L,S.Sentido, Significado e Mediação em Vygostky: Implicação para a constituição do processo de leitura. Revista Ibero Americana de Educacion. nº.55, 2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro. Pesquisa: princípio científico e educativo. 12 Edição. São Paulo: Cortez, 2006.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ESTEBAN, Maria Teresa. Projeto Pedagógico. Porto Alegre: Mediação, 2003.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara. Avaliação Formativa ou Avaliação Mediadora. Porto Alegre. Mediação 2005. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara. O jogo do contrário em avaliação. Porto Alegre: Mediação, 2005. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa; SILVA, Janssen Felipe da (orgs.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2003. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem componentes do ato pedagógico. São Paulo: Cortez, 2011. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MOLHER, R. P; GODOY, A. C. A importância do processo de avaliação na prática pedagógica. 2007. 10 f. Artigo resultado da monografia de especialização em Administração Escolar - Centro Universitário Anhanguera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que avaliar?: Como avaliar?: Critérios e instrumentos .3ª Edição, Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sites:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm&lt;br /&gt;
[&lt;br /&gt;
http://www.udemo.org.br]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://didaticageraluece.blogspot.com.br/2011/10/texto-09-avaliacao-formativa-ou.html- acesso em 09/06/2013, as 15 h. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.dn.senai.br/competencia/src/contextualizacao/celia%20-%20avaliacao%20Jussara%20Hoffmam.pdf- acesso em 09/06/2013, as 15 h e 30 min.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://educamaisacao.fb.org.br/formacoesrealizadas/24deAbrilde2008/Documents/texto%20luckesi.pdf, acesso em 09/06/2013, as 21h e 55min.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://smeduquedecaxias.rj.gov.br/nead/Biblioteca/Forma%C3%A7%C3%A3o%20Continuada/Avalia%C3%A7%C3%A3o/janssen1.pdf, acesso em 09/06/2013, as 22h e 24min.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/16604/tipos-de-avaliacoes-escolar - acesso em 10/06/2012, as 17h.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Maria</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino:_O_papel_da_pesquisa_nos_espa%C3%A7os_formativos_e_os_saberes_e_atitudes_que_subsidiam_a_a%C3%A7%C3%A3o_te%C3%B3rico-metodol%C3%B3gica</id>
		<title>Turma - A - Vespertino: O papel da pesquisa nos espaços formativos e os saberes e atitudes que subsidiam a ação teórico-metodológica</title>
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				<updated>2013-06-11T05:33:19Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Maria: /* Planejamento e Avaliação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;='''Introdução'''=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior desafio da escola é levar o aluno a construção do conhecimento pois a aprendizagem na escola é um fator decisivo para se ter uma população que saiba pensar (DEMO, 2010)[http://www.youtube.com/watch?v=4lVnBVMCfFQ]. Nesse contexto, a pesquisa – prática que não é constante em ambientes escolares – é vista como uma metodologia capaz de fazer com que o aluno aprenda, adquirindo um conhecimento significativo, ou seja, construindo e reconstruindo seu próprio conhecimento. Pesquisar é romper algo já construído, explorar novas descobertas, investigar e certificar-se de que nada está pronto ou definido. Um impulso generalizado de conhecimentos que confrontam as certezas existentes e os falsos mitos sociais, políticos e científicos. Uma importante definição para o termo pesquisa,a qual considera como um &amp;quot;questionamento reconstrutivo&amp;quot; (Demo 2009).&lt;br /&gt;
A construção do conhecimento dá-se através da aprendizagem, onde o aluno é o mediador, o construtor, o reconstrutor do seu saber e de suas pesquisas. Para  que essa construção ocorra, a escola deverá estar amplamente aberta ao campo de pesquisa, mediando essa construção de conhecimento, visando suas dimensões.&lt;br /&gt;
Em qualquer das duas circunstâncias, trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas. Por certo, pesquisa não pode ser qualquer coisa, exigindo, entre outras qualidades, rigor metodológico (Demo, 1995; 2000).&lt;br /&gt;
Rigor metodológico que define os caminhos teóricos que a pesquisa seguirá, mas sobretudo que resultados ou soluções concretas esta pesquisa definirá, pois segundo Demo “Todas as pesquisas carecem de fundamento teórico e metodológico e só tem a ganhar se puderem, além do rigor categorial, apontar possibilidades de intervenção ou localização concreta. (Demo, 2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o aluno construa seu conhecimento é fundamental que o professor também utilize a pesquisa como metodologia de trabalho em sala de aula, proporcionando um ambiente de troca e valorizando a liberdade de expressão, fundamental neste processo. Diante disto, Rausch (2008, p. 183) argumenta “[...] que todo professor pode e deve ser pesquisador, pois somente a aliança entre teoria e prática provocará os resultados que almejamos, tanto na formação dos professores como na educação de uma maneira geral”. Sendo assim, é preciso que os professores sejam pesquisadores e que reflitam acerca da pesquisa focando a fusão entre a teoria e a prática para que seus alunos sejam também pesquisadores e construam seus conhecimentos por meio das pesquisas e reflexões sobre o que foi pesquisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe ao professor estimular a pesquisa como fonte de aquisição de aprendizagem. Sendo um mediador desse processo, o professor será um facilitador e o aluno poderá ter a oportunidade de construir seu conhecimento. Quanto mais o professor  estimula seus alunos a pesquisa,  mais respostas positivas na sala de aula, pois dessa forma estará formando um aluno pensante, com autonomia e consequentemente com autoria. E assim a cada dia vemos mais que aprender não é apenas estudar, mas sim compreender e construir argumentos para sustentar o processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se ter sucesso em uma pesquisa, é necessário antes de iniciá-la definir os objetivos que serão as metas deste trabalho. É importante que os leitores pensem sobre um tema, e tentem construir um esboço que contemple as intenções de pesquisa; possibilitando assim, as discussões dos aspectos epistemológicos, metodológicos e técnicos da pesquisa. (Demo,2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensino através da pesquisa é um tema amplo, pois possui várias modalidades de pesquisar. A pesquisa na educação permite que se possa utilizar de metodologia características de trabalho, onde o pesquisador pode traçar o caminho para sua pesquisa, e na medida em que aparecem as dúvidas e indagações,ele terá oportunidade de tomar uma nova direção para seu percurso ter êxito e superação das questões que forem surgindo. O ensino pela pesquisa não se reduz a procedimentos empíricos ou lógico-experimentais, devendo incluir cuidados qualitativos(Demo,2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de execução de uma pesquisa  requer a ação de desconstruir para reconstruir (Demo,2009,p.01) que é primordial para o desenvolvimento das habilidades do educando e para que alcancemos a qualidade formal (Demo,2009,p.03). Visto que para atingir a qualidade formal, faz-se necessário que o professor  tenha os seus objetivos com total clareza, bem como domínio do conteúdo que irá trabalhar com seus alunos para que possa orientá-los com segurança. O fato de que não há término de um tema de uma pesquisa, e sim um novo recomeço, consequentemente, surge um novo leque de discussões para o início de uma nova pesquisa.Sem dúvida que a pesquisa, tanto dentro e fora da escola se transforma em mais um , se não o principal instrumento necessário para fazer de nosso aprendiz um ser autônomo, autor do seu conhecimento. Talvez seja o caminho para que haja realmente a transformação do conhecimento, uma método utilizado para reconstruí-lo e promover assim a &amp;quot;emancipação das pessoas&amp;quot; Demo (2009). O diálogo com outras teorias e informações sobre determinado assunto são necessários para fundamentar alguns conceitos e reconstruí-los a fim de aperfeiçoar o conhecimento adquirido. Sabemos que a Educação pela pesquisa nos possibilita uma modalidade em educar de uma forma direcionada para a formação  de sujeitos críticos, autônomos, sujeitos os quais se assumem na construção do seu saber, imigrando de alunos que somente copiam e reproduzem conhecimentos, para alunos que além de transformar o conhecimento, passa a produzí-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Educação pela Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ato de ensinar é instigar e provocar no aluno a motivação à aprendizagem. Por isso podemos dizer que a maneira de ensinar  está relacionada com o ato de aprender e como aprender. Quando refletimos sobre a nossa prática de ensino e como nos comportamos em sala de aula, descobrimos que temos muito mais perguntas do que respostas. É por isso que há uma grande necessidade do professor ter  um compromisso sério com a educação e grande preocupação de como ensinar seus alunos de maneira que eles possam aprender,o professor  deve estar em constante pesquisa, inovando e buscando compreender o que está acontecendo com a sua maneira de ensinar, se suas metodologias estão sendo satisfatórias ou não.De acordo com Demo (2009) “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”.  Dessa forma o professor  constrói  o hábito de aprimorar seu conhecimento e de pesquisar, para que depois possa promover em seu  aluno o mesmo hábito de ter um  ambiente rico em aprendizagem.&lt;br /&gt;
Segundo Pereira (2007), a pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. É uma maneira de se tentar descobrir diferentes formas de se chegar a uma resposta. Para os alunos seria uma etapa de construção do conhecimento por meio de busca, tentativas, erros e acertos.&lt;br /&gt;
A prática da  pesquisa direcionada pelo professor além de agregar conhecimento ao aluno quando bem orientada tem a função de fazer com que o aluno “aprenda a aprender”, pois ao estabelecer  uma dinâmica própria para sua pesquisa, ao reproduzir os resultados ou interpretações , o aluno tem em mãos uma dinâmica própria de estudo, o que lhe será muito útil no processo de aprendizagem não só do assunto pesquisado mas de todo o processo que  envolve a pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa ocorre quando a escola abre espaço para que ocorra a integração entre aluno e o professor e que a busca pelo conhecimento sistematizado tem como objetivo a pesquisa, formar cidadão crítico e dono de um saber elaborado.[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1]&lt;br /&gt;
Acima de tudo compreender que de acordo com a teoria da aprendizagem que escolherem, para essa situação, deverão elaborar detalhadamente seus objetivos-conteúdos-métodos, para a turma em questão, sem nunca esquecerem de respeitar a capacidade individual de cada um e a realidade em que vivem.O que se espera na construção da pesquisa é um determinado rigor metodológico, seguindo  critérios significativos para a educação da criança no âmbito escolar, a predominância é que ela seja de cunho formativo, independente da idade e do nível de aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (1997), a educação pela pesquisa permite a superação da aula tradicional, da cópia pela cópia, e possibilita a transformações dos alunos de objetos em sujeitos na relação pedagógica, e estas tais transformações possibilitam reconstruções e construções de seu saber, atingindo uma nova compreensão do aprender tanto para os alunos como para os professores. [http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw] Neste vídeo, o Prof. Dr. Pedro Demo, denota que o ato de pesquisar está ligado a aprender bem, pois a pesquisa é uma boa maneira de garantir que o aluno aprenda, e o discente que se diferencia é aquele que pesquisa.Para se ter sucesso em uma pesquisa é preciso elaborar as metas a serem alcançadas com este trabalho para então partir para a construção e elaboração do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
No momento em que o professor solicita uma pesquisa, não significa que o aluno irá apenas digitar a respeito de um tema proposto, mas sim perceber qual é a finalidade com que tal assunto foi colocado em pauta. Verificar a contribuição  no aprendizado, bem como sua função social, pois torna-se irrelevante uma pesquisa executada para obtenção de nota. Trata-se então de uma qualidade política como afirma Demo(2009,p.03) &lt;br /&gt;
“Entende-se por qualidade política a habilidade de saber usar a qualidade formal, ligando um meio a fins pertinentes”. Percebemos que nem sempre a escola influencia o aluno à pesquisa, principalmente a escola pública,  que geralmente traz o conhecimento &amp;quot;embrulhado&amp;quot; em livros didáticos que pouco servem para pesquisa e muito menos para reconstruir conhecimento. Para que a educação aconteça a partir da pesquisa temos que &amp;quot;[..] deter cuidado metodológico adequado e proposta educativa eminente ... produzir conhecimento e oferecer oportunidade formativa mais burilada&amp;quot;[...] (Demo 2009). O que decide, ao final, se é ou não pesquisa, não é o objeto, mas o método usado para tratar o objeto, sendo indispensável que seja questionado e reconstruído.(Demo, 2009). Portanto, o método que se desenvolve a pesquisa vem a ser tão importante quanto o objeto, devendo ser analisado minuciosamente para que a pesquisa tenha os resultados obtidos de maneira satisfatória. Essa análise tem que ser feita com todo o cuidado para que após os questionamentos ela tenha êxito.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demo(2009) coloca que a prática da pesquisa proporciona ao espaço educativo mudanças produtivas, oferecendo opções de trabalho que leva em conta a liberdade de expressão, porque é fundamental querer  conhecer mais sobre o assunto para se envolver,  o que auxilia na formação do sujeito competente na construção de um conhecimento crítico e inovador. Orienta para atividades autopoiéticas, interpretativas, reconstrutivas levando o pesquisador a construir com autonomia, capacidade crítica e sobretudo autocrítica. Aprende-se a lidar com a relatividade da teoria, sabendo argumentar e discutir, não apenas aceitando como verdade absoluta o discurso produzido, é necessário, desconstruir e reconstruir. E ainda pode-se aprender a aprender, ou seja, o indivíduo passa a utilizar as habilidades vivenciadas e construídas na escola, na sua formação enquanto cidadão. Ainda segundo Demo (2009), o estudante não cresce apenas em métodos, cresce ainda mais em cidadania.Podemos também observar que a linha pedagógica objetiva que o aluno aprenda a aprender , pesquisar e raciocinar criticamente , a trabalhar de forma colaborativa.Os alunos entram em um processo de descoberta, usando o que já sabem para aprender o que precisam ou que atrai o seu interesse.Em que o professor é um guia orientador .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Princípios Educativos da Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade cada vez mais complexa em que vivemos, cabe à escola formar pessoas com condições para nela atuar, e parece que a educação pela pesquisa pode ser um meio de promover no sujeito aprendizados que possibilitem o “desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica” (DEMO, 2003, p. 86),&lt;br /&gt;
Para Michaliszyn e Tomasini (2005), os princípios educativos da pesquisa educativa  significa investigar o porquê dos erros que os alunos cometem e também investigar o porque determinado conteúdo parece tão fácil ou tão difícil. Portanto o professor pesquisador tem a necessidade de constante aperfeiçoamento e ampliação de seus conhecimentos para que possa ter cada vez melhores condições de compreender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;
É por meio da troca de experiências, pesquisa, observação da exploração de ambientes alfabetizadores que o aluno constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito o seu desenvolvimento intelectual. É nessa interação com seu dia-a-dia que o aluno desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, é necessário considerar que no contexto da escola, segundo (RAUSCH e SCHROEDER, 2010) coloca que o uso indiscriminado do termo pesquisa vem sendo comprometido seriamente, causando distorções a respeito de sua real finalidade. Em vários níveis da educação, tem-se usado a pesquisa de maneira errônea, o que compromete o verdadeiro objetivo da pesquisa. Pede-se que se pesquise sobre determinado assunto, e a consulta é feita em alguns livros, encartes ou internet, fazendo apenas uma cópia do que já foi pesquisado perdendo assim tempo e oportunidade de aprender. Segundo Lüdke (1986) apud Rausche e Schoeder (2010), esse tipo de coleta contribui para despertar nos alunos a curiosidade, mas está longe de ser a elaboração de uma verdadeira pesquisa, sendo apenas uma atividade de consulta. A pesquisa como estratégia pedagógica neste contexto , revela que esta  prática no cotidiano de sala de aula, é  uma forma muito simples, não sistematizada, que segundo Demo(2005) é uma forma de apenas reprodução de  conhecimento  a idéia que o aluno seja o construtor do conhecimento. Assumir o educar pela pesquisa implica em assumir a investigação como expediente cotidiano na atividade docente.a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de&lt;br /&gt;
conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba&lt;br /&gt;
e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos questionar qual o real propósito da pesquisa educacional? A pesquisa pela simples leitura e reprodução, ou um questionamento constante do educador, de como propiciar o conhecimento pela pesquisa crítica e contextualizada, e de que forma se enquadraria no desenvolvimento e maturação educacional de seus alunos, da a infância e por toda vida afora. O ato da pesquisa sob a ótica de Demo em, Aprender - O desafio reconstrutivo, tem a eficácia de que aprendamos a “saber pensar” e levarmos nosso aluno a este mesmo patamar. Aprendendo a pesquisar, coletando dados, fazendo experiências, questionando os resultados, os alunos tomam a posição de participantes ativos de todo o processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante destacar que, Segundo Demo(2009,p.01) ao que se refere aos  princípios educativos da pesquisa faz-se necessário ter clareza de que “ trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas”, ou seja, não é necessário descartar o conhecimento adquirido anteriormente, mas sim, a partir dele realizar novos questionamentos que inicia-se, concomitantemente, à vida escolar do educando quando ingressa na instituição educacional e que será aprimorada conforme a sua faixa etária, visto que o professor não pode perder de vista que conforme Demo(2009,p. 02)de “ incluir cuidados qualitativos” em sua atuação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim se faz necessário auxiliar e estimular tanto alunos quanto professores  na compreensão e uso das novas tecnologias a favor da pesquisa, onde o professor como mediador irá fomentar os diversos modos pelos quais estas ferramentas pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em um processo de criação  e autoria, desafiando os alunos na busca de novos rumos e estratégias no processo de construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa segundo Demo (2009) inclui sempre a visão libertadora do sujeito que busca fazer-se e conhecer-se, à medida que se reconstitui pelo questionamento sistemático da realidade. Fazendo desse questionamento um caminho para mudar e transformar essa realidade. Buscando uma educação onde o questionamento reconstrutivo leva o sujeito a emancipação, a pesquisa deve ser seu método formativo. Entre ambas há trajetos que se articulam, pois enquanto a pesquisa busca conhecimento, se alimenta da dúvida, de hipóteses e alternativas, busca inovar, busca na prática a renovação da teoria, se realiza na reconstrução permanente do conhecimento, supõe um ambiente com liberdade de expressão e criatividade e privilegia como seu método o questionamento sistemático crítico e criativo, a educação busca a consciência crítica, alimenta o aprender a aprender, usa o conhecimento inovador como instrumento na construção história do sujeito, buscando ultrapassar o mero ensino baseado na instrução, exigindo uma relação pedagógica interativa e ética que essencialmente prioriza o saber pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Contexto Escolar e a Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abordar este tema implica na relação professor e aluno, refletindo sobre esses dois pilares essenciais da escola,que envolvem discussões e questionamentos dessa interação contínua sem um fim determinado, e sim com múltiplos estudos coletivos, objetos investigativos e soluções e situações problemas que mudam e se renovam constantemente. No contexto escolar, percebemos que professores, muitas vezes, não aceitam a ideia da pesquisa como ponto de partida para construção e reconstrução do conhecimento, pois para que isso aconteça é necessário que o professor transforme-se num professor-pesquisador, pois somente dessa forma ele dará conta de que o conhecimento vem da pesquisa. Assim, o professor irá transmitir essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação e consequentemente a aprendizagem e, através da pesquisa, isso se tornará possível. O maior desafio está nos docentes, em geral paralisados, antiquados, quando não resistentes, manisfestando dificuldade ostensiva de postar-se à altura dos alunos(Semas, 2002).&lt;br /&gt;
Precisamos juntos, esquematizar sua própria maneira de aprender essa busca de conhecimento agregado na escola.Os professores em geral reconhecem a importância da pesquisa não só como uma ferramenta no processo de aprendizagem para o aluno como necessária para um aprofundamento de seus conhecimentos e autoavaliação constante de suas práticas pedagógicas. Porém, segundo Farias ( 2005), “embora  reconheçam a importância da pesquisa para a docência, é reduzido o contingente de professores que afirma utilizá-la em sua prática profissional&amp;quot;. A justificativa para tal fato é a falta de incentivo por parte das escolas e a  falta de tempo para tal atividade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao contexto escolar, há que se destacar a importância que a escola tem no futuro do educando, visto que hodiernamente a sociedade exige uma educação com base na função social, porém como dito anteriormente, faz-se necessário que o professor acompanhe a introdução de novos recursos tecnológicos que a escola oferece para que também possa, por sua vez, ministrar uma aula usando tais recursos de maneira inovadora. É importante que o educador estude, pesquise, compartilhe conhecimentos com sua turma, que descontrua e reconstrua(Demo,2009,p.01) conceitos que muitas vezes são ultrapassados e não surtem um bom resultado no desenvolvimento das habilidades de seus educandos, ou seja, não os prepara para o futuro que não está longínquo.&lt;br /&gt;
E a partir dessa construção e desconstrução do saber  por parte do professor através da pesquisa e estudos  estaremos  atualizados e em algumas vezes mais preparados a ensinar em sala de aula. De acordo com Demo (2009) “Cabe ao pesquisador  transformar informação em conhecimento, pela via da desconstrução e reconstrução”. vale lembrar que trocamos conhecimentos, pois os alunos em grande maioria já estão atualizados e inteirados com as novas tecnologias, trazendo suas ideias para compartilhar com seus colegas e também com seus professores, que na realidade são mediadores do seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão gira entorno do que realmente o nosso aluno precisa. Será que realmente precisamos sistematizar nossas aulas em meros assuntos expositivos e provas para medir o conhecimento? Acredito que é nesse aspecto que a pesquisa subsidia a educação em si.É nela e por meio dela que aprofundamos ainda mais o conhecimento. O nosso desafio então é como subsidiar nosso aluno  para a pesquisa? Como orientá-los, se o maior problema que observamos é o total desinteresse e desmotivação  pela leitura. Demo (2009) diz que [...] Hoje, faz parte desta proposta reconstrutiva de aprendizagem calcada na pesquisa também influência tecnológica, em especial habilidades de produção de textos multimodais em plataformas digitais, como a web 2.0.[..] Não digo como solução, mas vejo no que Demo(2009) fala como um princípio, a fim de despertar no nosso aluno o interesse de que tanto necessitamos. A boa Leitura e o prazer em desenvolver a pesquisa, colocando em pratica o exercício da autoria num processo dinâmico de interação e construção de conhecimento.&lt;br /&gt;
Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa. (DEMO, 2009). Muitos professores se julgam excelentes orientadores apenas por dominar determinado assunto ou conteúdo. Ser professor exige muito mais dos docentes, antes de tudo saber conduzir uma aula de forma que seus alunos realmente entendam o que estão aprendendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma prática educativa baseada na pesquisa implica em abandonar práticas antigas que caracterizam o professor como detentor do conhecimento.Nesta perspectiva (ESTEBAN; ZACCUR, 2007, p.119) apud (RAUSCH e SCHROEDER, 2010)  coloca que é  preciso avançar para uma concepção de pesquisa como uma investigação sistemática crítica e autocrítica que requer métodos apropriados visando o avanço do conhecimento e um entendimento de professor pesquisador como aquele que investiga seus problemas do cotidiano docente visando o desenvolvimento de uma prática pedagógica que promova o sucesso na aprendizagem dos alunos. Em suma, ser pesquisador é criar algo significativo para sua prática, é ter um sentimento de inconformismo com o fracasso escolar, procurando “[...] criar alternativas pedagógicas favoráveis aos seus alunos e alunas que não estão avançando como esperava” , acarretando no professor uma postura investigativa As transformações, culturais e tecnológicas vivenciadas atualmente, implicam numa mudança qualitativa na prática educativa, assim a competência do professor atual perpassa a colaboração, ser pesquisador, capaz de elaboração própria. Assim surge a necessidade de reconhecer a pesquisa como principio educativo. A educação pela pesquisa tem como objetivo incentivar o questionamento dentro de um processo de reconstrução do conhecimento. Demo(2009) afirma &amp;quot;Aula só faz sentido se for produto da construção de conhecimento, podendo assim, conduzir a desconstrução/reconstrução de conhecimento&amp;quot;. Partindo da investigação e questinamento nesta prática reconstrutiva, o educador estimula a autonomia, a colaboração no ambiente escolar. Possibilitando que o aluno argumente, questione, adquirindo competência para tornar-se sujeito, ativo e participativo. Portanto  a pesquisa no contexto escolar, sugere como ponto de partida o questionamento sobre os conhecimentos e verdades existentes, dessa forma se inicia um processo de construção com novos argumentos que podem substituir os conhecimentos existentes e apresentados como novo conhecimento, mas devemos nos ater que essa construção deve ser fundamenta teoricamente, mas sem desenlaçar da crítica de uma comunidade escolar argumentativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.Defensor da educação reconstrutiva, Pedro Demo sustenta que o “nível educacional se atinge quando aparece um sujeito capaz de propor, de questionar”. Para despertar esse espírito na criança, ele receita muita pesquisa e incentivo à elaboração própria de cada aluno. Nesse cenário, a aula tem papel coadjuvante. Indispensável mesmo só é a orientação e o acompanhamento atento do professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Planejamento e Avaliação'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento deve ser entendido como um processo de mudança de pensamento e tem como papel principal propiciar o despertar do sujeito enquanto a necessidade de transformar suas práticas deixando arcaico e buscando o novo assim a reconstrução faz capacitá-lo para atingir suas metas enquanto educador, podendo avaliarem um processo dinâmico que detecta erros, e acertos, saberes e não saberes como um fim, mas promover a construção do conhecimento mais elaborado.&lt;br /&gt;
Para Menegola e Sant’Anna (2001), A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa.&lt;br /&gt;
O professor deve lembrar que não sabe tudo e que, a cada dia, tem a oportunidade de estar aprendendo também. Ao acreditar que é o único detentor de todo conhecimento, estreita e limita seu foco e, consequentemente, o de seus alunos. Assim, uma qualidade é essencial ao educador: a humildade em reconhecer suas limitações e sua ignorância.Nessa perspectiva (PARDO E COLNAGO, 2007, p. 2) coloca que é preciso que o professor busque caminhos alternativos para melhorar as condições do processo de ensino-aprendizagem, pois somente a utilização de leituras, memorizações, avaliações com provas de múltipla escolha não atende mais às exigências de formação do estudante. O professor precisa considerar diferentes possibilidades de participação de seus alunos, incluindo as experiências que os mesmos trazem de sua vida cotidiana. Desse modo suas funções devem estar voltadas para a orientação do processo de ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
Todo planejamento precisa de uma elaboração e segundo Vasconcellos(2006 ), essa elaboração se dá tendo com referência as três dimensões da ação humana consciente, realidade,  finalidade e mediação. A realidade é o ponto de partida e o de chegada. (se chá transformada, finalidade diz respeito aos fins, ao estado futuro das coisas.O que é naquilo que deve ser. Mediação é a previsão das ações, do momento. O planejamento deve estar em foco, ser discutido, revisto e reelaborado.&lt;br /&gt;
 O ato de planejar diz respeito ao fato de que antes de executar uma ação é importante observar conforme aduz Matias Pereira  (apud Matias-Pereira, 2006a,p.63) que ” o problema será relevante em termos científicos quando propiciar conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, quando referir-se aos benefícios que sua solução trará para a humanidade, país, área de conhecimento etc.”, visto que, ao planejar, há que se observar quais benefícios e mudanças a ação a ser executada trará aos educandos, que a aula ou avaliação, não devem ser planejadas apenas para cumprir o conteúdo destinado à turma, mas que seja útil no cotidiano de cada aluno e propicie para que indivíduo desenvolva atos de cidadania em seu meio social.&lt;br /&gt;
Para se fazer um bom planejamento é importante conhecer a turma com que se trabalha, para isso, antes de planejar deve-se fazer uma sondagem, uma observação geral de tudo o que acontece durante a aula, onde esta será uma forma de avaliação que trará boa contribuição para um planejamento adaptado a realidade, e que quando aplicado será de grande proveito para o aluno e satisfação para o professor.&lt;br /&gt;
Separar o ato de avaliar dos elementos essenciais do planejamento, principalmente quando o objetivo do professor é que obtenha uma aula significativa, é algo indissociável nesta relação de como ensinar e aprender. O ato de pesquisar no contexto educacional sugere observar as habilidades, competências e atitudes percorridas no caminho da construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém para que o bom planejamento seja executado e a avaliação seja coerente com essa realidade, faz-se necessário uma postura diferenciada do professor, que ele antes de mais nada torne-se um pesquisador, começando por inovar em seu planejamento e a partir daí avaliar o seu aluno de forma com que leve em consideração todo o  processo de aprendizagem, que deve retratar a &amp;quot;liberdade de expressão do seu aluno pesquisador&amp;quot;.O produto final desse trabalho é uma espécie de mapa que irá nortear tanto aluno como professor no processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da perspectiva de uma educação pela pesquisa é preciso compreender avaliação como um processo constante de acompanhamento da evolução do aluno, não sendo necessárias atribuições de notas e tabulação de dados, mas sim de registros diários do professor, de sentido eminentemente qualitativo, sendo que sob esse olhar vigilante e educativo do profissional, cada aluno encontre seu caminho para progredir, respeitando-se seu ritmo, com a devida autonomia. Ao priorizar a formação da competência é necessário elaborar novos indicadores de desempenho, como o interesse pela pesquisa, êxito em formulações próprias e nível de participação individual ou como membros de grupos. As provas ou testes podem ser eliminados ou então utilizados de forma esporádica apenas para se extrair uma média determinada, pois essas ferramentas arcaicas comprovadamente não representam uma proposta satisfatória de avaliação. O aluno precisa fazer parte desse processo avaliativo e ter a confiança de que é avaliado pelo desempenho geral, verificado todos os dias em seu ritmo participativo e produtivo. Assim a avaliação deixa de ser um ato isolado do processo educativo.(Demo 2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos de planejamento e avaliação, encontramos diversas opiniões a respeito das temáticas mencionadas, desde o preenchimento das fichas burocráticas e das fichas de desempenhos permeando concepções errôneas a respeito de planejar e avaliar. Para Vasconcellos (2007),&amp;quot;planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto&amp;quot;, o autor coloca que planejar é um processo contínuo de ação/reflexão/ação, no escopo de dar novo sentido no ato de planejar. Para Luckesi (2012)[http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc], o autor pontua que avaliar é um ato de investigar a qualidade da realidade. Analisando esses autores, observamos que o único sentido de planejar e avaliar é garantir que o aluno aprenda.Para chegarmos ao objetivo da aprendizagem do aluno, Luckesi  (2011) nos chama a tenção sobre a necessidade de um planejamento que contemple a maior quantidade de recursos metodológicos disponíveis para que possamos fazer uma avaliação o mais fiel quanto possível das suas necessidades  para que possamos no decorrer do processo fazermos as intervenções necessárias para atingirmos o principal objetivo traçado, a aprendizagem.Para Luckesi, (1992) “O ato de planejar, assim assumido, deixará de ser um simples estruturar de meios e recursos, para tornar-se o momento de decidir sobre a construção de um futuro”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educar é  formar para a vida, assim precisamos avaliar para melhor promover. Avaliar sempre implica em comparar e classificar. Privilegiando-se a memorizacao de conteudos, em detrimento do aspecto qualitativo. O professor deve transformar o conhecimento em aprendizagem construindo e reconstruindo e não reproduzindo conhecimento.  Para aprender é necessário interpretar a realidade do modo mais fiel possível; aprender não significa reproduzir informações e sim produzi-las.Numa aprendizagem efetiva utiliza-se a metodologia científica, ou seja, desenvolver temas através de pesquisas, fazendo com que o aluno construa e reconstrua o conhecimento, pratique a cidadania com autonomia e fundamentação. Neste sentido Demo(2010) propoe que o processo avaliativo se paute no que o aluno produz, almejando um aprimoramento crescente, onde afirma:&amp;quot;Trabalhar conteúdos é fundamental, mas não é menos fundamental trabalhar as habilidades, entre elas aprender a estudar, pesquisar, elaborar, de maneira individual e coletiva&amp;quot;.Os professores não foram preparados para trabalhar com o desenvolvimento dos alunos e sim com a memorização dos conteúdos. É preciso que haja uma transformação no processo de aprendizagem,  desenvolvendo um trabalho diferenciado para cada aluno. Os alunos devem ser preparados para pensar criticamente e ter autonomia para reconstruir sua própria história. A avaliação deverá extrair o melhor do aluno e professor caminhando para a apropriação da aprendizagem .Nesse processo, todos os envolvidos passam a ser sujeitos das atividades. São autores da reconstrução de seus próprios conhecimentos.Partindo-se do pressuposto de que todo conhecimento e toda prática são essencialmente incompletos e passíveis de superação, a educação pela pesquisa pode ser compreendida como um ciclo dialético e recursivo que se inicia com um questionamento, seguido de tentativas de reconstruir conhecimentos e práticas pela organização e defesa de novos argumentos.&lt;br /&gt;
Estes, comunicados e submetidos a uma comunidade crítica, serão avaliados e aperfeiçoados gradativamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Considerações Finais'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor ao se transformar num professor-pesquisador, se dá conta de que o conhecimento vem da pesquisa e transmite essa vontade aos seus alunos , pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação &lt;br /&gt;
e consequentemente a aprendizagem através da pesquisa.&lt;br /&gt;
Ressalto ainda que para melhorar a qualidade da aprendizagem dos nossos alunos é necessário que os professores estejam constantemente se aperfeiçoando, pois a aprendizagem dos professores reflete-se na aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
Portanto, “... o professor pesquisador centra-se na consideração da prática, que passa a ser meio, fundamento e destinação dos saberes que suscita, desde que esses possam ser orientados e apropriados pela ação reflexiva do professor”.(Miranda 2006, p. 135).&lt;br /&gt;
O trabalho com pesquisa vem para movimentar definições que eram consideradas finalizadas. E para isso, é importante que o professor tenha esclarecimento e conhecimento de como irá usá-la para desconstruir e construir(Demo,2009,p.01) novos conhecimentos compartilhadamente, pois não ensinará, e sim, trocará conhecimentos com seus alunos.&lt;br /&gt;
É importante destacar a relevância social que segundo Demo(2005,p.78) “embora as teses de pós-graduação tenham como escopo apenas o exercício científico formal, poderiam ser mais pertinentes, se também fossem relevantes em termos sociais, ou seja, estudassem temas de interesse comum(...)”, pois a educação somente exercerá a sua função social se mediar a inserção do educando tanto no meio em que vive, bem como em outras relações sociais, como um sujeito ativo que preocupa-se com a maioria, que conforme Demo(2005,p. 06) pratica a “ cidadania individual e coletiva”.&lt;br /&gt;
Portanto, para que a educação alcance as novas concepções de ensino é preciso que sejamos todos pesquisadores, a escola tem que ser e tem que promover um ambiente pesquisador. Quando um professor pesquisa para planejar, pesquisa para subsidiar seu trabalho sua metodologia e todas suas ações ele esta por meio do currículo oculto formando pesquisadores. O incentivo e a prática de pesquisa caminham juntos, contribuindo assim  para  um ambiente escolar que instiga a curiosidade e criatividade de jovens e crianças, ou seja, fazendo da escola um lugar de produção intelectual alegre e convidativo.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observamos que a pesquisa no ambiente escolar representa possibilidades de transformações tanto da prática docente, quanto da aprendizagem discente, especialmente por aproximar-se da realidade do aluno e por tornar as aulas  mais interessantes e significativas, entretanto, sabemos que educar pela pesquisa não é um caminho sem dificuldades, porém é uma proposta desafiadora, que nos permite o desenvolvimento de sujeitos críticos, autônomos, com capacidade de decisões próprias,possibilitando a transformação de todo o contexto em que estão inseridos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de prática torna-se um desafio, tanto para o aluno quanto para o professor, e este desafio é necessário para que cada um construa seu conhecimento de forma ampla e compartilhe com seus pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
O desafio da escola hoje é corrigir as discrepâncias ocorridas durante a formação de seus discentes e proporcionar através de formações continuadas um constante diálogo entre os autores que oferecem conhecimentos referentes às várias e possíveis ações no sentido de promover a aprendizagem  significativa de seus alunos sempre levando em conta a formação de sua cidadania.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA (10)- - Pesquisa: fundamento docente e discente -Pedro Demo (2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiros 1994.                                                    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
___________.''' Educar pela pesquisa'''. Campinas: Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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MIRANDA, Marília G. de. O Professor Pesquisador e Sua Pretensão de Resolver a Relação Entrem a Teoria e a Prática na Formação de Professores&lt;br /&gt;
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RAUSCH, Rita Buzzi.SCHROEDER. A INSERÇÃO DA PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO - PPGE/ME FURB. v. 5, n. 3, p. 315-337, set./dez. 2010. Disponível em &lt;br /&gt;
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DEMO, Pedro (2009): PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA - Pesquisa: fundamento docente e discente.&lt;br /&gt;
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Farias, Isabel Maria Sabino de. Concepções e prática de pesquisa – O que dizem os professores. In: Reunião anual  da ANPEd, 28. 2005, Caxambu, MG&lt;br /&gt;
Demo, Pedro – Aprender - O desafio reconstrutivo , http://www.senac.br/BTS/243/boltec243c.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luckesi, Cipriano Carlos, Série Idéias n. 15. São Paulo: FDE, 1992&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Maria</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino:_O_papel_da_pesquisa_nos_espa%C3%A7os_formativos_e_os_saberes_e_atitudes_que_subsidiam_a_a%C3%A7%C3%A3o_te%C3%B3rico-metodol%C3%B3gica</id>
		<title>Turma - A - Vespertino: O papel da pesquisa nos espaços formativos e os saberes e atitudes que subsidiam a ação teórico-metodológica</title>
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				<updated>2013-06-11T05:02:27Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Maria: /* Planejamento e Avaliação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;='''Introdução'''=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior desafio da escola é levar o aluno a construção do conhecimento pois a aprendizagem na escola é um fator decisivo para se ter uma população que saiba pensar (DEMO, 2010)[http://www.youtube.com/watch?v=4lVnBVMCfFQ]. Nesse contexto, a pesquisa – prática que não é constante em ambientes escolares – é vista como uma metodologia capaz de fazer com que o aluno aprenda, adquirindo um conhecimento significativo, ou seja, construindo e reconstruindo seu próprio conhecimento. Pesquisar é romper algo já construído, explorar novas descobertas, investigar e certificar-se de que nada está pronto ou definido. Um impulso generalizado de conhecimentos que confrontam as certezas existentes e os falsos mitos sociais, políticos e científicos. Uma importante definição para o termo pesquisa,a qual considera como um &amp;quot;questionamento reconstrutivo&amp;quot; (Demo 2009).&lt;br /&gt;
A construção do conhecimento dá-se através da aprendizagem, onde o aluno é o mediador, o construtor, o reconstrutor do seu saber e de suas pesquisas. Para  que essa construção ocorra, a escola deverá estar amplamente aberta ao campo de pesquisa, mediando essa construção de conhecimento, visando suas dimensões.&lt;br /&gt;
Em qualquer das duas circunstâncias, trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas. Por certo, pesquisa não pode ser qualquer coisa, exigindo, entre outras qualidades, rigor metodológico (Demo, 1995; 2000).&lt;br /&gt;
Rigor metodológico que define os caminhos teóricos que a pesquisa seguirá, mas sobretudo que resultados ou soluções concretas esta pesquisa definirá, pois segundo Demo “Todas as pesquisas carecem de fundamento teórico e metodológico e só tem a ganhar se puderem, além do rigor categorial, apontar possibilidades de intervenção ou localização concreta. (Demo, 2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o aluno construa seu conhecimento é fundamental que o professor também utilize a pesquisa como metodologia de trabalho em sala de aula, proporcionando um ambiente de troca e valorizando a liberdade de expressão, fundamental neste processo. Diante disto, Rausch (2008, p. 183) argumenta “[...] que todo professor pode e deve ser pesquisador, pois somente a aliança entre teoria e prática provocará os resultados que almejamos, tanto na formação dos professores como na educação de uma maneira geral”. Sendo assim, é preciso que os professores sejam pesquisadores e que reflitam acerca da pesquisa focando a fusão entre a teoria e a prática para que seus alunos sejam também pesquisadores e construam seus conhecimentos por meio das pesquisas e reflexões sobre o que foi pesquisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe ao professor estimular a pesquisa como fonte de aquisição de aprendizagem. Sendo um mediador desse processo, o professor será um facilitador e o aluno poderá ter a oportunidade de construir seu conhecimento. Quanto mais o professor  estimula seus alunos a pesquisa,  mais respostas positivas na sala de aula, pois dessa forma estará formando um aluno pensante, com autonomia e consequentemente com autoria. E assim a cada dia vemos mais que aprender não é apenas estudar, mas sim compreender e construir argumentos para sustentar o processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se ter sucesso em uma pesquisa, é necessário antes de iniciá-la definir os objetivos que serão as metas deste trabalho. É importante que os leitores pensem sobre um tema, e tentem construir um esboço que contemple as intenções de pesquisa; possibilitando assim, as discussões dos aspectos epistemológicos, metodológicos e técnicos da pesquisa. (Demo,2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensino através da pesquisa é um tema amplo, pois possui várias modalidades de pesquisar. A pesquisa na educação permite que se possa utilizar de metodologia características de trabalho, onde o pesquisador pode traçar o caminho para sua pesquisa, e na medida em que aparecem as dúvidas e indagações,ele terá oportunidade de tomar uma nova direção para seu percurso ter êxito e superação das questões que forem surgindo. O ensino pela pesquisa não se reduz a procedimentos empíricos ou lógico-experimentais, devendo incluir cuidados qualitativos(Demo,2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de execução de uma pesquisa  requer a ação de desconstruir para reconstruir (Demo,2009,p.01) que é primordial para o desenvolvimento das habilidades do educando e para que alcancemos a qualidade formal (Demo,2009,p.03). Visto que para atingir a qualidade formal, faz-se necessário que o professor  tenha os seus objetivos com total clareza, bem como domínio do conteúdo que irá trabalhar com seus alunos para que possa orientá-los com segurança. O fato de que não há término de um tema de uma pesquisa, e sim um novo recomeço, consequentemente, surge um novo leque de discussões para o início de uma nova pesquisa.Sem dúvida que a pesquisa, tanto dentro e fora da escola se transforma em mais um , se não o principal instrumento necessário para fazer de nosso aprendiz um ser autônomo, autor do seu conhecimento. Talvez seja o caminho para que haja realmente a transformação do conhecimento, uma método utilizado para reconstruí-lo e promover assim a &amp;quot;emancipação das pessoas&amp;quot; Demo (2009). O diálogo com outras teorias e informações sobre determinado assunto são necessários para fundamentar alguns conceitos e reconstruí-los a fim de aperfeiçoar o conhecimento adquirido. Sabemos que a Educação pela pesquisa nos possibilita uma modalidade em educar de uma forma direcionada para a formação  de sujeitos críticos, autônomos, sujeitos os quais se assumem na construção do seu saber, imigrando de alunos que somente copiam e reproduzem conhecimentos, para alunos que além de transformar o conhecimento, passa a produzí-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Educação pela Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ato de ensinar é instigar e provocar no aluno a motivação à aprendizagem. Por isso podemos dizer que a maneira de ensinar  está relacionada com o ato de aprender e como aprender. Quando refletimos sobre a nossa prática de ensino e como nos comportamos em sala de aula, descobrimos que temos muito mais perguntas do que respostas. É por isso que há uma grande necessidade do professor ter  um compromisso sério com a educação e grande preocupação de como ensinar seus alunos de maneira que eles possam aprender,o professor  deve estar em constante pesquisa, inovando e buscando compreender o que está acontecendo com a sua maneira de ensinar, se suas metodologias estão sendo satisfatórias ou não.De acordo com Demo (2009) “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”.  Dessa forma o professor  constrói  o hábito de aprimorar seu conhecimento e de pesquisar, para que depois possa promover em seu  aluno o mesmo hábito de ter um  ambiente rico em aprendizagem.&lt;br /&gt;
Segundo Pereira (2007), a pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. É uma maneira de se tentar descobrir diferentes formas de se chegar a uma resposta. Para os alunos seria uma etapa de construção do conhecimento por meio de busca, tentativas, erros e acertos.&lt;br /&gt;
A prática da  pesquisa direcionada pelo professor além de agregar conhecimento ao aluno quando bem orientada tem a função de fazer com que o aluno “aprenda a aprender”, pois ao estabelecer  uma dinâmica própria para sua pesquisa, ao reproduzir os resultados ou interpretações , o aluno tem em mãos uma dinâmica própria de estudo, o que lhe será muito útil no processo de aprendizagem não só do assunto pesquisado mas de todo o processo que  envolve a pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa ocorre quando a escola abre espaço para que ocorra a integração entre aluno e o professor e que a busca pelo conhecimento sistematizado tem como objetivo a pesquisa, formar cidadão crítico e dono de um saber elaborado.[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1]&lt;br /&gt;
Acima de tudo compreender que de acordo com a teoria da aprendizagem que escolherem, para essa situação, deverão elaborar detalhadamente seus objetivos-conteúdos-métodos, para a turma em questão, sem nunca esquecerem de respeitar a capacidade individual de cada um e a realidade em que vivem.O que se espera na construção da pesquisa é um determinado rigor metodológico, seguindo  critérios significativos para a educação da criança no âmbito escolar, a predominância é que ela seja de cunho formativo, independente da idade e do nível de aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (1997), a educação pela pesquisa permite a superação da aula tradicional, da cópia pela cópia, e possibilita a transformações dos alunos de objetos em sujeitos na relação pedagógica, e estas tais transformações possibilitam reconstruções e construções de seu saber, atingindo uma nova compreensão do aprender tanto para os alunos como para os professores. [http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw] Neste vídeo, o Prof. Dr. Pedro Demo, denota que o ato de pesquisar está ligado a aprender bem, pois a pesquisa é uma boa maneira de garantir que o aluno aprenda, e o discente que se diferencia é aquele que pesquisa.Para se ter sucesso em uma pesquisa é preciso elaborar as metas a serem alcançadas com este trabalho para então partir para a construção e elaboração do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
No momento em que o professor solicita uma pesquisa, não significa que o aluno irá apenas digitar a respeito de um tema proposto, mas sim perceber qual é a finalidade com que tal assunto foi colocado em pauta. Verificar a contribuição  no aprendizado, bem como sua função social, pois torna-se irrelevante uma pesquisa executada para obtenção de nota. Trata-se então de uma qualidade política como afirma Demo(2009,p.03) &lt;br /&gt;
“Entende-se por qualidade política a habilidade de saber usar a qualidade formal, ligando um meio a fins pertinentes”. Percebemos que nem sempre a escola influencia o aluno à pesquisa, principalmente a escola pública,  que geralmente traz o conhecimento &amp;quot;embrulhado&amp;quot; em livros didáticos que pouco servem para pesquisa e muito menos para reconstruir conhecimento. Para que a educação aconteça a partir da pesquisa temos que &amp;quot;[..] deter cuidado metodológico adequado e proposta educativa eminente ... produzir conhecimento e oferecer oportunidade formativa mais burilada&amp;quot;[...] (Demo 2009). O que decide, ao final, se é ou não pesquisa, não é o objeto, mas o método usado para tratar o objeto, sendo indispensável que seja questionado e reconstruído.(Demo, 2009). Portanto, o método que se desenvolve a pesquisa vem a ser tão importante quanto o objeto, devendo ser analisado minuciosamente para que a pesquisa tenha os resultados obtidos de maneira satisfatória. Essa análise tem que ser feita com todo o cuidado para que após os questionamentos ela tenha êxito.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demo(2009) coloca que a prática da pesquisa proporciona ao espaço educativo mudanças produtivas, oferecendo opções de trabalho que leva em conta a liberdade de expressão, porque é fundamental querer  conhecer mais sobre o assunto para se envolver,  o que auxilia na formação do sujeito competente na construção de um conhecimento crítico e inovador. Orienta para atividades autopoiéticas, interpretativas, reconstrutivas levando o pesquisador a construir com autonomia, capacidade crítica e sobretudo autocrítica. Aprende-se a lidar com a relatividade da teoria, sabendo argumentar e discutir, não apenas aceitando como verdade absoluta o discurso produzido, é necessário, desconstruir e reconstruir. E ainda pode-se aprender a aprender, ou seja, o indivíduo passa a utilizar as habilidades vivenciadas e construídas na escola, na sua formação enquanto cidadão. Ainda segundo Demo (2009), o estudante não cresce apenas em métodos, cresce ainda mais em cidadania.Podemos também observar que a linha pedagógica objetiva que o aluno aprenda a aprender , pesquisar e raciocinar criticamente , a trabalhar de forma colaborativa.Os alunos entram em um processo de descoberta, usando o que já sabem para aprender o que precisam ou que atrai o seu interesse.Em que o professor é um guia orientador .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Princípios Educativos da Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade cada vez mais complexa em que vivemos, cabe à escola formar pessoas com condições para nela atuar, e parece que a educação pela pesquisa pode ser um meio de promover no sujeito aprendizados que possibilitem o “desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica” (DEMO, 2003, p. 86),&lt;br /&gt;
Para Michaliszyn e Tomasini (2005), os princípios educativos da pesquisa educativa  significa investigar o porquê dos erros que os alunos cometem e também investigar o porque determinado conteúdo parece tão fácil ou tão difícil. Portanto o professor pesquisador tem a necessidade de constante aperfeiçoamento e ampliação de seus conhecimentos para que possa ter cada vez melhores condições de compreender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;
É por meio da troca de experiências, pesquisa, observação da exploração de ambientes alfabetizadores que o aluno constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito o seu desenvolvimento intelectual. É nessa interação com seu dia-a-dia que o aluno desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, é necessário considerar que no contexto da escola, segundo (RAUSCH e SCHROEDER, 2010) coloca que o uso indiscriminado do termo pesquisa vem sendo comprometido seriamente, causando distorções a respeito de sua real finalidade. Em vários níveis da educação, tem-se usado a pesquisa de maneira errônea, o que compromete o verdadeiro objetivo da pesquisa. Pede-se que se pesquise sobre determinado assunto, e a consulta é feita em alguns livros, encartes ou internet, fazendo apenas uma cópia do que já foi pesquisado perdendo assim tempo e oportunidade de aprender. Segundo Lüdke (1986) apud Rausche e Schoeder (2010), esse tipo de coleta contribui para despertar nos alunos a curiosidade, mas está longe de ser a elaboração de uma verdadeira pesquisa, sendo apenas uma atividade de consulta. A pesquisa como estratégia pedagógica neste contexto , revela que esta  prática no cotidiano de sala de aula, é  uma forma muito simples, não sistematizada, que segundo Demo(2005) é uma forma de apenas reprodução de  conhecimento  a idéia que o aluno seja o construtor do conhecimento. Assumir o educar pela pesquisa implica em assumir a investigação como expediente cotidiano na atividade docente.a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de&lt;br /&gt;
conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba&lt;br /&gt;
e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos questionar qual o real propósito da pesquisa educacional? A pesquisa pela simples leitura e reprodução, ou um questionamento constante do educador, de como propiciar o conhecimento pela pesquisa crítica e contextualizada, e de que forma se enquadraria no desenvolvimento e maturação educacional de seus alunos, da a infância e por toda vida afora. O ato da pesquisa sob a ótica de Demo em, Aprender - O desafio reconstrutivo, tem a eficácia de que aprendamos a “saber pensar” e levarmos nosso aluno a este mesmo patamar. Aprendendo a pesquisar, coletando dados, fazendo experiências, questionando os resultados, os alunos tomam a posição de participantes ativos de todo o processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante destacar que, Segundo Demo(2009,p.01) ao que se refere aos  princípios educativos da pesquisa faz-se necessário ter clareza de que “ trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas”, ou seja, não é necessário descartar o conhecimento adquirido anteriormente, mas sim, a partir dele realizar novos questionamentos que inicia-se, concomitantemente, à vida escolar do educando quando ingressa na instituição educacional e que será aprimorada conforme a sua faixa etária, visto que o professor não pode perder de vista que conforme Demo(2009,p. 02)de “ incluir cuidados qualitativos” em sua atuação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim se faz necessário auxiliar e estimular tanto alunos quanto professores  na compreensão e uso das novas tecnologias a favor da pesquisa, onde o professor como mediador irá fomentar os diversos modos pelos quais estas ferramentas pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em um processo de criação  e autoria, desafiando os alunos na busca de novos rumos e estratégias no processo de construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa segundo Demo (2009) inclui sempre a visão libertadora do sujeito que busca fazer-se e conhecer-se, à medida que se reconstitui pelo questionamento sistemático da realidade. Fazendo desse questionamento um caminho para mudar e transformar essa realidade. Buscando uma educação onde o questionamento reconstrutivo leva o sujeito a emancipação, a pesquisa deve ser seu método formativo. Entre ambas há trajetos que se articulam, pois enquanto a pesquisa busca conhecimento, se alimenta da dúvida, de hipóteses e alternativas, busca inovar, busca na prática a renovação da teoria, se realiza na reconstrução permanente do conhecimento, supõe um ambiente com liberdade de expressão e criatividade e privilegia como seu método o questionamento sistemático crítico e criativo, a educação busca a consciência crítica, alimenta o aprender a aprender, usa o conhecimento inovador como instrumento na construção história do sujeito, buscando ultrapassar o mero ensino baseado na instrução, exigindo uma relação pedagógica interativa e ética que essencialmente prioriza o saber pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Contexto Escolar e a Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abordar este tema implica na relação professor e aluno, refletindo sobre esses dois pilares essenciais da escola,que envolvem discussões e questionamentos dessa interação contínua sem um fim determinado, e sim com múltiplos estudos coletivos, objetos investigativos e soluções e situações problemas que mudam e se renovam constantemente. No contexto escolar, percebemos que professores, muitas vezes, não aceitam a ideia da pesquisa como ponto de partida para construção e reconstrução do conhecimento, pois para que isso aconteça é necessário que o professor transforme-se num professor-pesquisador, pois somente dessa forma ele dará conta de que o conhecimento vem da pesquisa. Assim, o professor irá transmitir essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação e consequentemente a aprendizagem e, através da pesquisa, isso se tornará possível. O maior desafio está nos docentes, em geral paralisados, antiquados, quando não resistentes, manisfestando dificuldade ostensiva de postar-se à altura dos alunos(Semas, 2002).&lt;br /&gt;
Precisamos juntos, esquematizar sua própria maneira de aprender essa busca de conhecimento agregado na escola.Os professores em geral reconhecem a importância da pesquisa não só como uma ferramenta no processo de aprendizagem para o aluno como necessária para um aprofundamento de seus conhecimentos e autoavaliação constante de suas práticas pedagógicas. Porém, segundo Farias ( 2005), “embora  reconheçam a importância da pesquisa para a docência, é reduzido o contingente de professores que afirma utilizá-la em sua prática profissional&amp;quot;. A justificativa para tal fato é a falta de incentivo por parte das escolas e a  falta de tempo para tal atividade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao contexto escolar, há que se destacar a importância que a escola tem no futuro do educando, visto que hodiernamente a sociedade exige uma educação com base na função social, porém como dito anteriormente, faz-se necessário que o professor acompanhe a introdução de novos recursos tecnológicos que a escola oferece para que também possa, por sua vez, ministrar uma aula usando tais recursos de maneira inovadora. É importante que o educador estude, pesquise, compartilhe conhecimentos com sua turma, que descontrua e reconstrua(Demo,2009,p.01) conceitos que muitas vezes são ultrapassados e não surtem um bom resultado no desenvolvimento das habilidades de seus educandos, ou seja, não os prepara para o futuro que não está longínquo.&lt;br /&gt;
E a partir dessa construção e desconstrução do saber  por parte do professor através da pesquisa e estudos  estaremos  atualizados e em algumas vezes mais preparados a ensinar em sala de aula. De acordo com Demo (2009) “Cabe ao pesquisador  transformar informação em conhecimento, pela via da desconstrução e reconstrução”. vale lembrar que trocamos conhecimentos, pois os alunos em grande maioria já estão atualizados e inteirados com as novas tecnologias, trazendo suas ideias para compartilhar com seus colegas e também com seus professores, que na realidade são mediadores do seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão gira entorno do que realmente o nosso aluno precisa. Será que realmente precisamos sistematizar nossas aulas em meros assuntos expositivos e provas para medir o conhecimento? Acredito que é nesse aspecto que a pesquisa subsidia a educação em si.É nela e por meio dela que aprofundamos ainda mais o conhecimento. O nosso desafio então é como subsidiar nosso aluno  para a pesquisa? Como orientá-los, se o maior problema que observamos é o total desinteresse e desmotivação  pela leitura. Demo (2009) diz que [...] Hoje, faz parte desta proposta reconstrutiva de aprendizagem calcada na pesquisa também influência tecnológica, em especial habilidades de produção de textos multimodais em plataformas digitais, como a web 2.0.[..] Não digo como solução, mas vejo no que Demo(2009) fala como um princípio, a fim de despertar no nosso aluno o interesse de que tanto necessitamos. A boa Leitura e o prazer em desenvolver a pesquisa, colocando em pratica o exercício da autoria num processo dinâmico de interação e construção de conhecimento.&lt;br /&gt;
Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa. (DEMO, 2009). Muitos professores se julgam excelentes orientadores apenas por dominar determinado assunto ou conteúdo. Ser professor exige muito mais dos docentes, antes de tudo saber conduzir uma aula de forma que seus alunos realmente entendam o que estão aprendendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma prática educativa baseada na pesquisa implica em abandonar práticas antigas que caracterizam o professor como detentor do conhecimento.Nesta perspectiva (ESTEBAN; ZACCUR, 2007, p.119) apud (RAUSCH e SCHROEDER, 2010)  coloca que é  preciso avançar para uma concepção de pesquisa como uma investigação sistemática crítica e autocrítica que requer métodos apropriados visando o avanço do conhecimento e um entendimento de professor pesquisador como aquele que investiga seus problemas do cotidiano docente visando o desenvolvimento de uma prática pedagógica que promova o sucesso na aprendizagem dos alunos. Em suma, ser pesquisador é criar algo significativo para sua prática, é ter um sentimento de inconformismo com o fracasso escolar, procurando “[...] criar alternativas pedagógicas favoráveis aos seus alunos e alunas que não estão avançando como esperava” , acarretando no professor uma postura investigativa As transformações, culturais e tecnológicas vivenciadas atualmente, implicam numa mudança qualitativa na prática educativa, assim a competência do professor atual perpassa a colaboração, ser pesquisador, capaz de elaboração própria. Assim surge a necessidade de reconhecer a pesquisa como principio educativo. A educação pela pesquisa tem como objetivo incentivar o questionamento dentro de um processo de reconstrução do conhecimento. Demo(2009) afirma &amp;quot;Aula só faz sentido se for produto da construção de conhecimento, podendo assim, conduzir a desconstrução/reconstrução de conhecimento&amp;quot;. Partindo da investigação e questinamento nesta prática reconstrutiva, o educador estimula a autonomia, a colaboração no ambiente escolar. Possibilitando que o aluno argumente, questione, adquirindo competência para tornar-se sujeito, ativo e participativo. Portanto  a pesquisa no contexto escolar, sugere como ponto de partida o questionamento sobre os conhecimentos e verdades existentes, dessa forma se inicia um processo de construção com novos argumentos que podem substituir os conhecimentos existentes e apresentados como novo conhecimento, mas devemos nos ater que essa construção deve ser fundamenta teoricamente, mas sem desenlaçar da crítica de uma comunidade escolar argumentativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.Defensor da educação reconstrutiva, Pedro Demo sustenta que o “nível educacional se atinge quando aparece um sujeito capaz de propor, de questionar”. Para despertar esse espírito na criança, ele receita muita pesquisa e incentivo à elaboração própria de cada aluno. Nesse cenário, a aula tem papel coadjuvante. Indispensável mesmo só é a orientação e o acompanhamento atento do professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Planejamento e Avaliação'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento deve ser entendido como um processo de mudança de pensamento e tem como papel principal propiciar o despertar do sujeito enquanto a necessidade de transformar suas práticas deixando arcaico e buscando o novo assim a reconstrução faz capacitá-lo para atingir suas metas enquanto educador, podendo avaliarem um processo dinâmico que detecta erros, e acertos, saberes e não saberes como um fim, mas promover a construção do conhecimento mais elaborado.&lt;br /&gt;
Para Menegola e Sant’Anna (2001), A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa.&lt;br /&gt;
O professor deve lembrar que não sabe tudo e que, a cada dia, tem a oportunidade de estar aprendendo também. Ao acreditar que é o único detentor de todo conhecimento, estreita e limita seu foco e, consequentemente, o de seus alunos. Assim, uma qualidade é essencial ao educador: a humildade em reconhecer suas limitações e sua ignorância.Nessa perspectiva (PARDO E COLNAGO, 2007, p. 2) coloca que é preciso que o professor busque caminhos alternativos para melhorar as condições do processo de ensino-aprendizagem, pois somente a utilização de leituras, memorizações, avaliações com provas de múltipla escolha não atende mais às exigências de formação do estudante. O professor precisa considerar diferentes possibilidades de participação de seus alunos, incluindo as experiências que os mesmos trazem de sua vida cotidiana. Desse modo suas funções devem estar voltadas para a orientação do processo de ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
 O ato de planejar diz respeito ao fato de que antes de executar uma ação é importante observar conforme aduz Matias Pereira  (apud Matias-Pereira, 2006a,p.63) que ” o problema será relevante em termos científicos quando propiciar conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, quando referir-se aos benefícios que sua solução trará para a humanidade, país, área de conhecimento etc.”, visto que, ao planejar, há que se observar quais benefícios e mudanças a ação a ser executada trará aos educandos, que a aula ou avaliação, não devem ser planejadas apenas para cumprir o conteúdo destinado à turma, mas que seja útil no cotidiano de cada aluno e propicie para que indivíduo desenvolva atos de cidadania em seu meio social.&lt;br /&gt;
Para se fazer um bom planejamento é importante conhecer a turma com que se trabalha, para isso, antes de planejar deve-se fazer uma sondagem, uma observação geral de tudo o que acontece durante a aula, onde esta será uma forma de avaliação que trará boa contribuição para um planejamento adaptado a realidade, e que quando aplicado será de grande proveito para o aluno e satisfação para o professor.&lt;br /&gt;
Separar o ato de avaliar dos elementos essenciais do planejamento, principalmente quando o objetivo do professor é que obtenha uma aula significativa, é algo indissociável nesta relação de como ensinar e aprender. O ato de pesquisar no contexto educacional sugere observar as habilidades, competências e atitudes percorridas no caminho da construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém para que o bom planejamento seja executado e a avaliação seja coerente com essa realidade, faz-se necessário uma postura diferenciada do professor, que ele antes de mais nada torne-se um pesquisador, começando por inovar em seu planejamento e a partir daí avaliar o seu aluno de forma com que leve em consideração todo o  processo de aprendizagem, que deve retratar a &amp;quot;liberdade de expressão do seu aluno pesquisador&amp;quot;.O produto final desse trabalho é uma espécie de mapa que irá nortear tanto aluno como professor no processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da perspectiva de uma educação pela pesquisa é preciso compreender avaliação como um processo constante de acompanhamento da evolução do aluno, não sendo necessárias atribuições de notas e tabulação de dados, mas sim de registros diários do professor, de sentido eminentemente qualitativo, sendo que sob esse olhar vigilante e educativo do profissional, cada aluno encontre seu caminho para progredir, respeitando-se seu ritmo, com a devida autonomia. Ao priorizar a formação da competência é necessário elaborar novos indicadores de desempenho, como o interesse pela pesquisa, êxito em formulações próprias e nível de participação individual ou como membros de grupos. As provas ou testes podem ser eliminados ou então utilizados de forma esporádica apenas para se extrair uma média determinada, pois essas ferramentas arcaicas comprovadamente não representam uma proposta satisfatória de avaliação. O aluno precisa fazer parte desse processo avaliativo e ter a confiança de que é avaliado pelo desempenho geral, verificado todos os dias em seu ritmo participativo e produtivo. Assim a avaliação deixa de ser um ato isolado do processo educativo.(Demo 2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos de planejamento e avaliação, encontramos diversas opiniões a respeito das temáticas mencionadas, desde o preenchimento das fichas burocráticas e das fichas de desempenhos permeando concepções errôneas a respeito de planejar e avaliar. Para Vasconcellos (2007),&amp;quot;planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto&amp;quot;, o autor coloca que planejar é um processo contínuo de ação/reflexão/ação, no escopo de dar novo sentido no ato de planejar. Para Luckesi (2012)[http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc], o autor pontua que avaliar é um ato de investigar a qualidade da realidade. Analisando esses autores, observamos que o único sentido de planejar e avaliar é garantir que o aluno aprenda.Para chegarmos ao objetivo da aprendizagem do aluno, Luckesi  (2011) nos chama a tenção sobre a necessidade de um planejamento que contemple a maior quantidade de recursos metodológicos disponíveis para que possamos fazer uma avaliação o mais fiel quanto possível das suas necessidades  para que possamos no decorrer do processo fazermos as intervenções necessárias para atingirmos o principal objetivo traçado, a aprendizagem.Para Luckesi, (1992) “O ato de planejar, assim assumido, deixará de ser um simples estruturar de meios e recursos, para tornar-se o momento de decidir sobre a construção de um futuro”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educar é  formar para a vida, assim precisamos avaliar para melhor promover. Avaliar sempre implica em comparar e classificar. Privilegiando-se a memorizacao de conteudos, em detrimento do aspecto qualitativo. O professor deve transformar o conhecimento em aprendizagem construindo e reconstruindo e não reproduzindo conhecimento.  Para aprender é necessário interpretar a realidade do modo mais fiel possível; aprender não significa reproduzir informações e sim produzi-las.Numa aprendizagem efetiva utiliza-se a metodologia científica, ou seja, desenvolver temas através de pesquisas, fazendo com que o aluno construa e reconstrua o conhecimento, pratique a cidadania com autonomia e fundamentação. Neste sentido Demo(2010) propoe que o processo avaliativo se paute no que o aluno produz, almejando um aprimoramento crescente, onde afirma:&amp;quot;Trabalhar conteúdos é fundamental, mas não é menos fundamental trabalhar as habilidades, entre elas aprender a estudar, pesquisar, elaborar, de maneira individual e coletiva&amp;quot;.Os professores não foram preparados para trabalhar com o desenvolvimento dos alunos e sim com a memorização dos conteúdos. É preciso que haja uma transformação no processo de aprendizagem,  desenvolvendo um trabalho diferenciado para cada aluno. Os alunos devem ser preparados para pensar criticamente e ter autonomia para reconstruir sua própria história. A avaliação deverá extrair o melhor do aluno e professor caminhando para a apropriação da aprendizagem .Nesse processo, todos os envolvidos passam a ser sujeitos das atividades. São autores da reconstrução de seus próprios conhecimentos.Partindo-se do pressuposto de que todo conhecimento e toda prática são essencialmente incompletos e passíveis de superação, a educação pela pesquisa pode ser compreendida como um ciclo dialético e recursivo que se inicia com um questionamento, seguido de tentativas de reconstruir conhecimentos e práticas pela organização e defesa de novos argumentos.&lt;br /&gt;
Estes, comunicados e submetidos a uma comunidade crítica, serão avaliados e aperfeiçoados gradativamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Considerações Finais'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor ao se transformar num professor-pesquisador, se dá conta de que o conhecimento vem da pesquisa e transmite essa vontade aos seus alunos , pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação &lt;br /&gt;
e consequentemente a aprendizagem através da pesquisa.&lt;br /&gt;
Ressalto ainda que para melhorar a qualidade da aprendizagem dos nossos alunos é necessário que os professores estejam constantemente se aperfeiçoando, pois a aprendizagem dos professores reflete-se na aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
Portanto, “... o professor pesquisador centra-se na consideração da prática, que passa a ser meio, fundamento e destinação dos saberes que suscita, desde que esses possam ser orientados e apropriados pela ação reflexiva do professor”.(Miranda 2006, p. 135).&lt;br /&gt;
O trabalho com pesquisa vem para movimentar definições que eram consideradas finalizadas. E para isso, é importante que o professor tenha esclarecimento e conhecimento de como irá usá-la para desconstruir e construir(Demo,2009,p.01) novos conhecimentos compartilhadamente, pois não ensinará, e sim, trocará conhecimentos com seus alunos.&lt;br /&gt;
É importante destacar a relevância social que segundo Demo(2005,p.78) “embora as teses de pós-graduação tenham como escopo apenas o exercício científico formal, poderiam ser mais pertinentes, se também fossem relevantes em termos sociais, ou seja, estudassem temas de interesse comum(...)”, pois a educação somente exercerá a sua função social se mediar a inserção do educando tanto no meio em que vive, bem como em outras relações sociais, como um sujeito ativo que preocupa-se com a maioria, que conforme Demo(2005,p. 06) pratica a “ cidadania individual e coletiva”.&lt;br /&gt;
Portanto, para que a educação alcance as novas concepções de ensino é preciso que sejamos todos pesquisadores, a escola tem que ser e tem que promover um ambiente pesquisador. Quando um professor pesquisa para planejar, pesquisa para subsidiar seu trabalho sua metodologia e todas suas ações ele esta por meio do currículo oculto formando pesquisadores. O incentivo e a prática de pesquisa caminham juntos, contribuindo assim  para  um ambiente escolar que instiga a curiosidade e criatividade de jovens e crianças, ou seja, fazendo da escola um lugar de produção intelectual alegre e convidativo.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observamos que a pesquisa no ambiente escolar representa possibilidades de transformações tanto da prática docente, quanto da aprendizagem discente, especialmente por aproximar-se da realidade do aluno e por tornar as aulas  mais interessantes e significativas, entretanto, sabemos que educar pela pesquisa não é um caminho sem dificuldades, porém é uma proposta desafiadora, que nos permite o desenvolvimento de sujeitos críticos, autônomos, com capacidade de decisões próprias,possibilitando a transformação de todo o contexto em que estão inseridos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de prática torna-se um desafio, tanto para o aluno quanto para o professor, e este desafio é necessário para que cada um construa seu conhecimento de forma ampla e compartilhe com seus pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
O desafio da escola hoje é corrigir as discrepâncias ocorridas durante a formação de seus discentes e proporcionar através de formações continuadas um constante diálogo entre os autores que oferecem conhecimentos referentes às várias e possíveis ações no sentido de promover a aprendizagem  significativa de seus alunos sempre levando em conta a formação de sua cidadania.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA (10)- - Pesquisa: fundamento docente e discente -Pedro Demo (2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiros 1994.                                                    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
___________.''' Educar pela pesquisa'''. Campinas: Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1&lt;br /&gt;
http://euler.mat.ufrgs.br/~vclotilde/disciplinas/pesquisa/texto_Backes.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MIRANDA, Marília G. de. O Professor Pesquisador e Sua Pretensão de Resolver a Relação Entrem a Teoria e a Prática na Formação de Professores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RAUSCH, Rita Buzzi.SCHROEDER. A INSERÇÃO DA PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO - PPGE/ME FURB. v. 5, n. 3, p. 315-337, set./dez. 2010. Disponível em &lt;br /&gt;
&amp;lt; http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/2274&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, José Matias. Manual de metodologia da Pesquisa Científica. Ed.Atlas,2007.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/pluginfile.php/2076/mod_page/content/38/profpesq10.doc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. '''Re-significando a prática de planejamento'''.São Paulo: Libertad, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro (2009): PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA - Pesquisa: fundamento docente e discente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PARDO, Maria Benedita Lima; COLNAGO, Neucideia Aparecida Silva. PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DO ENSINO PARA PROFESSORES DE ESCOLA PÚBLICA: Um enfoque na formação em serviço e na interdisciplinaridade. 2007. Disponível em &amp;lt;http://muraldaescola.files.wordpress.com/2009/03/planejamento-e-avaliacao.pdf&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/remix16.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luckesi, Cipriano Carlos, Avaliação da aprendizagem componentes do ato pedagógico – 1ª  edição- São Paulo: Cortez, 2011&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Farias, Isabel Maria Sabino de. Concepções e prática de pesquisa – O que dizem os professores. In: Reunião anual  da ANPEd, 28. 2005, Caxambu, MG&lt;br /&gt;
Demo, Pedro – Aprender - O desafio reconstrutivo , http://www.senac.br/BTS/243/boltec243c.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luckesi, Cipriano Carlos, Série Idéias n. 15. São Paulo: FDE, 1992&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Maria</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino:_O_papel_da_pesquisa_nos_espa%C3%A7os_formativos_e_os_saberes_e_atitudes_que_subsidiam_a_a%C3%A7%C3%A3o_te%C3%B3rico-metodol%C3%B3gica</id>
		<title>Turma - A - Vespertino: O papel da pesquisa nos espaços formativos e os saberes e atitudes que subsidiam a ação teórico-metodológica</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino:_O_papel_da_pesquisa_nos_espa%C3%A7os_formativos_e_os_saberes_e_atitudes_que_subsidiam_a_a%C3%A7%C3%A3o_te%C3%B3rico-metodol%C3%B3gica"/>
				<updated>2013-06-11T04:56:30Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Maria: /* Planejamento e Avaliação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;='''Introdução'''=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior desafio da escola é levar o aluno a construção do conhecimento pois a aprendizagem na escola é um fator decisivo para se ter uma população que saiba pensar (DEMO, 2010)[http://www.youtube.com/watch?v=4lVnBVMCfFQ]. Nesse contexto, a pesquisa – prática que não é constante em ambientes escolares – é vista como uma metodologia capaz de fazer com que o aluno aprenda, adquirindo um conhecimento significativo, ou seja, construindo e reconstruindo seu próprio conhecimento. Pesquisar é romper algo já construído, explorar novas descobertas, investigar e certificar-se de que nada está pronto ou definido. Um impulso generalizado de conhecimentos que confrontam as certezas existentes e os falsos mitos sociais, políticos e científicos. Uma importante definição para o termo pesquisa,a qual considera como um &amp;quot;questionamento reconstrutivo&amp;quot; (Demo 2009).&lt;br /&gt;
A construção do conhecimento dá-se através da aprendizagem, onde o aluno é o mediador, o construtor, o reconstrutor do seu saber e de suas pesquisas. Para  que essa construção ocorra, a escola deverá estar amplamente aberta ao campo de pesquisa, mediando essa construção de conhecimento, visando suas dimensões.&lt;br /&gt;
Em qualquer das duas circunstâncias, trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas. Por certo, pesquisa não pode ser qualquer coisa, exigindo, entre outras qualidades, rigor metodológico (Demo, 1995; 2000).&lt;br /&gt;
Rigor metodológico que define os caminhos teóricos que a pesquisa seguirá, mas sobretudo que resultados ou soluções concretas esta pesquisa definirá, pois segundo Demo “Todas as pesquisas carecem de fundamento teórico e metodológico e só tem a ganhar se puderem, além do rigor categorial, apontar possibilidades de intervenção ou localização concreta. (Demo, 2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o aluno construa seu conhecimento é fundamental que o professor também utilize a pesquisa como metodologia de trabalho em sala de aula, proporcionando um ambiente de troca e valorizando a liberdade de expressão, fundamental neste processo. Diante disto, Rausch (2008, p. 183) argumenta “[...] que todo professor pode e deve ser pesquisador, pois somente a aliança entre teoria e prática provocará os resultados que almejamos, tanto na formação dos professores como na educação de uma maneira geral”. Sendo assim, é preciso que os professores sejam pesquisadores e que reflitam acerca da pesquisa focando a fusão entre a teoria e a prática para que seus alunos sejam também pesquisadores e construam seus conhecimentos por meio das pesquisas e reflexões sobre o que foi pesquisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe ao professor estimular a pesquisa como fonte de aquisição de aprendizagem. Sendo um mediador desse processo, o professor será um facilitador e o aluno poderá ter a oportunidade de construir seu conhecimento. Quanto mais o professor  estimula seus alunos a pesquisa,  mais respostas positivas na sala de aula, pois dessa forma estará formando um aluno pensante, com autonomia e consequentemente com autoria. E assim a cada dia vemos mais que aprender não é apenas estudar, mas sim compreender e construir argumentos para sustentar o processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se ter sucesso em uma pesquisa, é necessário antes de iniciá-la definir os objetivos que serão as metas deste trabalho. É importante que os leitores pensem sobre um tema, e tentem construir um esboço que contemple as intenções de pesquisa; possibilitando assim, as discussões dos aspectos epistemológicos, metodológicos e técnicos da pesquisa. (Demo,2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensino através da pesquisa é um tema amplo, pois possui várias modalidades de pesquisar. A pesquisa na educação permite que se possa utilizar de metodologia características de trabalho, onde o pesquisador pode traçar o caminho para sua pesquisa, e na medida em que aparecem as dúvidas e indagações,ele terá oportunidade de tomar uma nova direção para seu percurso ter êxito e superação das questões que forem surgindo. O ensino pela pesquisa não se reduz a procedimentos empíricos ou lógico-experimentais, devendo incluir cuidados qualitativos(Demo,2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de execução de uma pesquisa  requer a ação de desconstruir para reconstruir (Demo,2009,p.01) que é primordial para o desenvolvimento das habilidades do educando e para que alcancemos a qualidade formal (Demo,2009,p.03). Visto que para atingir a qualidade formal, faz-se necessário que o professor  tenha os seus objetivos com total clareza, bem como domínio do conteúdo que irá trabalhar com seus alunos para que possa orientá-los com segurança. O fato de que não há término de um tema de uma pesquisa, e sim um novo recomeço, consequentemente, surge um novo leque de discussões para o início de uma nova pesquisa.Sem dúvida que a pesquisa, tanto dentro e fora da escola se transforma em mais um , se não o principal instrumento necessário para fazer de nosso aprendiz um ser autônomo, autor do seu conhecimento. Talvez seja o caminho para que haja realmente a transformação do conhecimento, uma método utilizado para reconstruí-lo e promover assim a &amp;quot;emancipação das pessoas&amp;quot; Demo (2009). O diálogo com outras teorias e informações sobre determinado assunto são necessários para fundamentar alguns conceitos e reconstruí-los a fim de aperfeiçoar o conhecimento adquirido. Sabemos que a Educação pela pesquisa nos possibilita uma modalidade em educar de uma forma direcionada para a formação  de sujeitos críticos, autônomos, sujeitos os quais se assumem na construção do seu saber, imigrando de alunos que somente copiam e reproduzem conhecimentos, para alunos que além de transformar o conhecimento, passa a produzí-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Educação pela Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ato de ensinar é instigar e provocar no aluno a motivação à aprendizagem. Por isso podemos dizer que a maneira de ensinar  está relacionada com o ato de aprender e como aprender. Quando refletimos sobre a nossa prática de ensino e como nos comportamos em sala de aula, descobrimos que temos muito mais perguntas do que respostas. É por isso que há uma grande necessidade do professor ter  um compromisso sério com a educação e grande preocupação de como ensinar seus alunos de maneira que eles possam aprender,o professor  deve estar em constante pesquisa, inovando e buscando compreender o que está acontecendo com a sua maneira de ensinar, se suas metodologias estão sendo satisfatórias ou não.De acordo com Demo (2009) “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”.  Dessa forma o professor  constrói  o hábito de aprimorar seu conhecimento e de pesquisar, para que depois possa promover em seu  aluno o mesmo hábito de ter um  ambiente rico em aprendizagem.&lt;br /&gt;
Segundo Pereira (2007), a pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. É uma maneira de se tentar descobrir diferentes formas de se chegar a uma resposta. Para os alunos seria uma etapa de construção do conhecimento por meio de busca, tentativas, erros e acertos.&lt;br /&gt;
A prática da  pesquisa direcionada pelo professor além de agregar conhecimento ao aluno quando bem orientada tem a função de fazer com que o aluno “aprenda a aprender”, pois ao estabelecer  uma dinâmica própria para sua pesquisa, ao reproduzir os resultados ou interpretações , o aluno tem em mãos uma dinâmica própria de estudo, o que lhe será muito útil no processo de aprendizagem não só do assunto pesquisado mas de todo o processo que  envolve a pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa ocorre quando a escola abre espaço para que ocorra a integração entre aluno e o professor e que a busca pelo conhecimento sistematizado tem como objetivo a pesquisa, formar cidadão crítico e dono de um saber elaborado.[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1]&lt;br /&gt;
Acima de tudo compreender que de acordo com a teoria da aprendizagem que escolherem, para essa situação, deverão elaborar detalhadamente seus objetivos-conteúdos-métodos, para a turma em questão, sem nunca esquecerem de respeitar a capacidade individual de cada um e a realidade em que vivem.O que se espera na construção da pesquisa é um determinado rigor metodológico, seguindo  critérios significativos para a educação da criança no âmbito escolar, a predominância é que ela seja de cunho formativo, independente da idade e do nível de aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (1997), a educação pela pesquisa permite a superação da aula tradicional, da cópia pela cópia, e possibilita a transformações dos alunos de objetos em sujeitos na relação pedagógica, e estas tais transformações possibilitam reconstruções e construções de seu saber, atingindo uma nova compreensão do aprender tanto para os alunos como para os professores. [http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw] Neste vídeo, o Prof. Dr. Pedro Demo, denota que o ato de pesquisar está ligado a aprender bem, pois a pesquisa é uma boa maneira de garantir que o aluno aprenda, e o discente que se diferencia é aquele que pesquisa.Para se ter sucesso em uma pesquisa é preciso elaborar as metas a serem alcançadas com este trabalho para então partir para a construção e elaboração do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
No momento em que o professor solicita uma pesquisa, não significa que o aluno irá apenas digitar a respeito de um tema proposto, mas sim perceber qual é a finalidade com que tal assunto foi colocado em pauta. Verificar a contribuição  no aprendizado, bem como sua função social, pois torna-se irrelevante uma pesquisa executada para obtenção de nota. Trata-se então de uma qualidade política como afirma Demo(2009,p.03) &lt;br /&gt;
“Entende-se por qualidade política a habilidade de saber usar a qualidade formal, ligando um meio a fins pertinentes”. Percebemos que nem sempre a escola influencia o aluno à pesquisa, principalmente a escola pública,  que geralmente traz o conhecimento &amp;quot;embrulhado&amp;quot; em livros didáticos que pouco servem para pesquisa e muito menos para reconstruir conhecimento. Para que a educação aconteça a partir da pesquisa temos que &amp;quot;[..] deter cuidado metodológico adequado e proposta educativa eminente ... produzir conhecimento e oferecer oportunidade formativa mais burilada&amp;quot;[...] (Demo 2009). O que decide, ao final, se é ou não pesquisa, não é o objeto, mas o método usado para tratar o objeto, sendo indispensável que seja questionado e reconstruído.(Demo, 2009). Portanto, o método que se desenvolve a pesquisa vem a ser tão importante quanto o objeto, devendo ser analisado minuciosamente para que a pesquisa tenha os resultados obtidos de maneira satisfatória. Essa análise tem que ser feita com todo o cuidado para que após os questionamentos ela tenha êxito.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demo(2009) coloca que a prática da pesquisa proporciona ao espaço educativo mudanças produtivas, oferecendo opções de trabalho que leva em conta a liberdade de expressão, porque é fundamental querer  conhecer mais sobre o assunto para se envolver,  o que auxilia na formação do sujeito competente na construção de um conhecimento crítico e inovador. Orienta para atividades autopoiéticas, interpretativas, reconstrutivas levando o pesquisador a construir com autonomia, capacidade crítica e sobretudo autocrítica. Aprende-se a lidar com a relatividade da teoria, sabendo argumentar e discutir, não apenas aceitando como verdade absoluta o discurso produzido, é necessário, desconstruir e reconstruir. E ainda pode-se aprender a aprender, ou seja, o indivíduo passa a utilizar as habilidades vivenciadas e construídas na escola, na sua formação enquanto cidadão. Ainda segundo Demo (2009), o estudante não cresce apenas em métodos, cresce ainda mais em cidadania.Podemos também observar que a linha pedagógica objetiva que o aluno aprenda a aprender , pesquisar e raciocinar criticamente , a trabalhar de forma colaborativa.Os alunos entram em um processo de descoberta, usando o que já sabem para aprender o que precisam ou que atrai o seu interesse.Em que o professor é um guia orientador .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Princípios Educativos da Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade cada vez mais complexa em que vivemos, cabe à escola formar pessoas com condições para nela atuar, e parece que a educação pela pesquisa pode ser um meio de promover no sujeito aprendizados que possibilitem o “desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica” (DEMO, 2003, p. 86),&lt;br /&gt;
Para Michaliszyn e Tomasini (2005), os princípios educativos da pesquisa educativa  significa investigar o porquê dos erros que os alunos cometem e também investigar o porque determinado conteúdo parece tão fácil ou tão difícil. Portanto o professor pesquisador tem a necessidade de constante aperfeiçoamento e ampliação de seus conhecimentos para que possa ter cada vez melhores condições de compreender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;
É por meio da troca de experiências, pesquisa, observação da exploração de ambientes alfabetizadores que o aluno constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito o seu desenvolvimento intelectual. É nessa interação com seu dia-a-dia que o aluno desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, é necessário considerar que no contexto da escola, segundo (RAUSCH e SCHROEDER, 2010) coloca que o uso indiscriminado do termo pesquisa vem sendo comprometido seriamente, causando distorções a respeito de sua real finalidade. Em vários níveis da educação, tem-se usado a pesquisa de maneira errônea, o que compromete o verdadeiro objetivo da pesquisa. Pede-se que se pesquise sobre determinado assunto, e a consulta é feita em alguns livros, encartes ou internet, fazendo apenas uma cópia do que já foi pesquisado perdendo assim tempo e oportunidade de aprender. Segundo Lüdke (1986) apud Rausche e Schoeder (2010), esse tipo de coleta contribui para despertar nos alunos a curiosidade, mas está longe de ser a elaboração de uma verdadeira pesquisa, sendo apenas uma atividade de consulta. A pesquisa como estratégia pedagógica neste contexto , revela que esta  prática no cotidiano de sala de aula, é  uma forma muito simples, não sistematizada, que segundo Demo(2005) é uma forma de apenas reprodução de  conhecimento  a idéia que o aluno seja o construtor do conhecimento. Assumir o educar pela pesquisa implica em assumir a investigação como expediente cotidiano na atividade docente.a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de&lt;br /&gt;
conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba&lt;br /&gt;
e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos questionar qual o real propósito da pesquisa educacional? A pesquisa pela simples leitura e reprodução, ou um questionamento constante do educador, de como propiciar o conhecimento pela pesquisa crítica e contextualizada, e de que forma se enquadraria no desenvolvimento e maturação educacional de seus alunos, da a infância e por toda vida afora. O ato da pesquisa sob a ótica de Demo em, Aprender - O desafio reconstrutivo, tem a eficácia de que aprendamos a “saber pensar” e levarmos nosso aluno a este mesmo patamar. Aprendendo a pesquisar, coletando dados, fazendo experiências, questionando os resultados, os alunos tomam a posição de participantes ativos de todo o processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante destacar que, Segundo Demo(2009,p.01) ao que se refere aos  princípios educativos da pesquisa faz-se necessário ter clareza de que “ trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas”, ou seja, não é necessário descartar o conhecimento adquirido anteriormente, mas sim, a partir dele realizar novos questionamentos que inicia-se, concomitantemente, à vida escolar do educando quando ingressa na instituição educacional e que será aprimorada conforme a sua faixa etária, visto que o professor não pode perder de vista que conforme Demo(2009,p. 02)de “ incluir cuidados qualitativos” em sua atuação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim se faz necessário auxiliar e estimular tanto alunos quanto professores  na compreensão e uso das novas tecnologias a favor da pesquisa, onde o professor como mediador irá fomentar os diversos modos pelos quais estas ferramentas pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em um processo de criação  e autoria, desafiando os alunos na busca de novos rumos e estratégias no processo de construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa segundo Demo (2009) inclui sempre a visão libertadora do sujeito que busca fazer-se e conhecer-se, à medida que se reconstitui pelo questionamento sistemático da realidade. Fazendo desse questionamento um caminho para mudar e transformar essa realidade. Buscando uma educação onde o questionamento reconstrutivo leva o sujeito a emancipação, a pesquisa deve ser seu método formativo. Entre ambas há trajetos que se articulam, pois enquanto a pesquisa busca conhecimento, se alimenta da dúvida, de hipóteses e alternativas, busca inovar, busca na prática a renovação da teoria, se realiza na reconstrução permanente do conhecimento, supõe um ambiente com liberdade de expressão e criatividade e privilegia como seu método o questionamento sistemático crítico e criativo, a educação busca a consciência crítica, alimenta o aprender a aprender, usa o conhecimento inovador como instrumento na construção história do sujeito, buscando ultrapassar o mero ensino baseado na instrução, exigindo uma relação pedagógica interativa e ética que essencialmente prioriza o saber pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Contexto Escolar e a Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abordar este tema implica na relação professor e aluno, refletindo sobre esses dois pilares essenciais da escola,que envolvem discussões e questionamentos dessa interação contínua sem um fim determinado, e sim com múltiplos estudos coletivos, objetos investigativos e soluções e situações problemas que mudam e se renovam constantemente. No contexto escolar, percebemos que professores, muitas vezes, não aceitam a ideia da pesquisa como ponto de partida para construção e reconstrução do conhecimento, pois para que isso aconteça é necessário que o professor transforme-se num professor-pesquisador, pois somente dessa forma ele dará conta de que o conhecimento vem da pesquisa. Assim, o professor irá transmitir essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação e consequentemente a aprendizagem e, através da pesquisa, isso se tornará possível. O maior desafio está nos docentes, em geral paralisados, antiquados, quando não resistentes, manisfestando dificuldade ostensiva de postar-se à altura dos alunos(Semas, 2002).&lt;br /&gt;
Precisamos juntos, esquematizar sua própria maneira de aprender essa busca de conhecimento agregado na escola.Os professores em geral reconhecem a importância da pesquisa não só como uma ferramenta no processo de aprendizagem para o aluno como necessária para um aprofundamento de seus conhecimentos e autoavaliação constante de suas práticas pedagógicas. Porém, segundo Farias ( 2005), “embora  reconheçam a importância da pesquisa para a docência, é reduzido o contingente de professores que afirma utilizá-la em sua prática profissional&amp;quot;. A justificativa para tal fato é a falta de incentivo por parte das escolas e a  falta de tempo para tal atividade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao contexto escolar, há que se destacar a importância que a escola tem no futuro do educando, visto que hodiernamente a sociedade exige uma educação com base na função social, porém como dito anteriormente, faz-se necessário que o professor acompanhe a introdução de novos recursos tecnológicos que a escola oferece para que também possa, por sua vez, ministrar uma aula usando tais recursos de maneira inovadora. É importante que o educador estude, pesquise, compartilhe conhecimentos com sua turma, que descontrua e reconstrua(Demo,2009,p.01) conceitos que muitas vezes são ultrapassados e não surtem um bom resultado no desenvolvimento das habilidades de seus educandos, ou seja, não os prepara para o futuro que não está longínquo.&lt;br /&gt;
E a partir dessa construção e desconstrução do saber  por parte do professor através da pesquisa e estudos  estaremos  atualizados e em algumas vezes mais preparados a ensinar em sala de aula. De acordo com Demo (2009) “Cabe ao pesquisador  transformar informação em conhecimento, pela via da desconstrução e reconstrução”. vale lembrar que trocamos conhecimentos, pois os alunos em grande maioria já estão atualizados e inteirados com as novas tecnologias, trazendo suas ideias para compartilhar com seus colegas e também com seus professores, que na realidade são mediadores do seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão gira entorno do que realmente o nosso aluno precisa. Será que realmente precisamos sistematizar nossas aulas em meros assuntos expositivos e provas para medir o conhecimento? Acredito que é nesse aspecto que a pesquisa subsidia a educação em si.É nela e por meio dela que aprofundamos ainda mais o conhecimento. O nosso desafio então é como subsidiar nosso aluno  para a pesquisa? Como orientá-los, se o maior problema que observamos é o total desinteresse e desmotivação  pela leitura. Demo (2009) diz que [...] Hoje, faz parte desta proposta reconstrutiva de aprendizagem calcada na pesquisa também influência tecnológica, em especial habilidades de produção de textos multimodais em plataformas digitais, como a web 2.0.[..] Não digo como solução, mas vejo no que Demo(2009) fala como um princípio, a fim de despertar no nosso aluno o interesse de que tanto necessitamos. A boa Leitura e o prazer em desenvolver a pesquisa, colocando em pratica o exercício da autoria num processo dinâmico de interação e construção de conhecimento.&lt;br /&gt;
Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa. (DEMO, 2009). Muitos professores se julgam excelentes orientadores apenas por dominar determinado assunto ou conteúdo. Ser professor exige muito mais dos docentes, antes de tudo saber conduzir uma aula de forma que seus alunos realmente entendam o que estão aprendendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma prática educativa baseada na pesquisa implica em abandonar práticas antigas que caracterizam o professor como detentor do conhecimento.Nesta perspectiva (ESTEBAN; ZACCUR, 2007, p.119) apud (RAUSCH e SCHROEDER, 2010)  coloca que é  preciso avançar para uma concepção de pesquisa como uma investigação sistemática crítica e autocrítica que requer métodos apropriados visando o avanço do conhecimento e um entendimento de professor pesquisador como aquele que investiga seus problemas do cotidiano docente visando o desenvolvimento de uma prática pedagógica que promova o sucesso na aprendizagem dos alunos. Em suma, ser pesquisador é criar algo significativo para sua prática, é ter um sentimento de inconformismo com o fracasso escolar, procurando “[...] criar alternativas pedagógicas favoráveis aos seus alunos e alunas que não estão avançando como esperava” , acarretando no professor uma postura investigativa As transformações, culturais e tecnológicas vivenciadas atualmente, implicam numa mudança qualitativa na prática educativa, assim a competência do professor atual perpassa a colaboração, ser pesquisador, capaz de elaboração própria. Assim surge a necessidade de reconhecer a pesquisa como principio educativo. A educação pela pesquisa tem como objetivo incentivar o questionamento dentro de um processo de reconstrução do conhecimento. Demo(2009) afirma &amp;quot;Aula só faz sentido se for produto da construção de conhecimento, podendo assim, conduzir a desconstrução/reconstrução de conhecimento&amp;quot;. Partindo da investigação e questinamento nesta prática reconstrutiva, o educador estimula a autonomia, a colaboração no ambiente escolar. Possibilitando que o aluno argumente, questione, adquirindo competência para tornar-se sujeito, ativo e participativo. Portanto  a pesquisa no contexto escolar, sugere como ponto de partida o questionamento sobre os conhecimentos e verdades existentes, dessa forma se inicia um processo de construção com novos argumentos que podem substituir os conhecimentos existentes e apresentados como novo conhecimento, mas devemos nos ater que essa construção deve ser fundamenta teoricamente, mas sem desenlaçar da crítica de uma comunidade escolar argumentativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.Defensor da educação reconstrutiva, Pedro Demo sustenta que o “nível educacional se atinge quando aparece um sujeito capaz de propor, de questionar”. Para despertar esse espírito na criança, ele receita muita pesquisa e incentivo à elaboração própria de cada aluno. Nesse cenário, a aula tem papel coadjuvante. Indispensável mesmo só é a orientação e o acompanhamento atento do professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Planejamento e Avaliação'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento deve ser entendido como um processo de mudança de pensamento e tem como papel principal propiciar o despertar do sujeito enquanto a necessidade de transformar suas práticas deixando arcaico e buscando o novo assim a reconstrução faz capacitá-lo para atingir suas metas enquanto educador, podendo avaliarem um processo dinâmico que detecta erros, e acertos, saberes e não saberes como um fim, mas promover a construção do conhecimento mais elaborado.&lt;br /&gt;
Para Menegola e Sant’Anna (2001), A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa.&lt;br /&gt;
O professor deve lembrar que não sabe tudo e que, a cada dia, tem a oportunidade de estar aprendendo também. Ao acreditar que é o único detentor de todo conhecimento, estreita e limita seu foco e, consequentemente, o de seus alunos. Assim, uma qualidade é essencial ao educador: a humildade em reconhecer suas limitações e sua ignorância.Nessa perspectiva (PARDO E COLNAGO, 2007, p. 2) coloca que é preciso que o professor busque caminhos alternativos para melhorar as condições do processo de ensino-aprendizagem, pois somente a utilização de leituras, memorizações, avaliações com provas de múltipla escolha não atende mais às exigências de formação do estudante. O professor precisa considerar diferentes possibilidades de participação de seus alunos, incluindo as experiências que os mesmos trazem de sua vida cotidiana. Desse modo suas funções devem estar voltadas para a orientação do processo de ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
 O ato de planejar diz respeito ao fato de que antes de executar uma ação é importante observar conforme aduz Matias Pereira  (apud Matias-Pereira, 2006a,p.63) que ” o problema será relevante em termos científicos quando propiciar conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, quando referir-se aos benefícios que sua solução trará para a humanidade, país, área de conhecimento etc.”, visto que, ao planejar, há que se observar quais benefícios e mudanças a ação a ser executada trará aos educandos, que a aula ou avaliação, não devem ser planejadas apenas para cumprir o conteúdo destinado à turma, mas que seja útil no cotidiano de cada aluno e propicie para que indivíduo desenvolva atos de cidadania em seu meio social.&lt;br /&gt;
Para se fazer um bom planejamento é importante conhecer a turma com que se trabalha, para isso, antes de planejar deve-se fazer uma sondagem, uma observação geral de tudo o que acontece durante a aula, onde esta será uma forma de avaliação que trará boa contribuição para um planejamento adaptado a realidade, e que quando aplicado será de grande proveito para o aluno e satisfação para o professor.&lt;br /&gt;
Separar o ato de avaliar dos elementos essenciais do planejamento, principalmente quando o objetivo do professor é que obtenha uma aula significativa, é algo indissociável nesta relação de como ensinar e aprender. O ato de pesquisar no contexto educacional sugere observar as habilidades, competências e atitudes percorridas no caminho da construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém para que o bom planejamento seja executado e a avaliação seja coerente com essa realidade, faz-se necessário uma postura diferenciada do professor, que ele antes de mais nada torne-se um pesquisador, começando por inovar em seu planejamento e a partir daí avaliar o seu aluno de forma com que leve em consideração todo o  processo de aprendizagem, que deve retratar a &amp;quot;liberdade de expressão do seu aluno pesquisador&amp;quot;.O produto final desse trabalho é uma espécie de mapa que irá nortear tanto aluno como professor no processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da perspectiva de uma educação pela pesquisa é preciso compreender avaliação como um processo constante de acompanhamento da evolução do aluno, não sendo necessárias atribuições de notas e tabulação de dados, mas sim de registros diários do professor, de sentido eminentemente qualitativo, sendo que sob esse olhar vigilante e educativo do profissional, cada aluno encontre seu caminho para progredir, respeitando-se seu ritmo, com a devida autonomia. Ao priorizar a formação da competência é necessário elaborar novos indicadores de desempenho, como o interesse pela pesquisa, êxito em formulações próprias e nível de participação individual ou como membros de grupos. As provas ou testes podem ser eliminados ou então utilizados de forma esporádica apenas para se extrair uma média determinada, pois essas ferramentas arcaicas comprovadamente não representam uma proposta satisfatória de avaliação. O aluno precisa fazer parte desse processo avaliativo e ter a confiança de que é avaliado pelo desempenho geral, verificado todos os dias em seu ritmo participativo e produtivo. Assim a avaliação deixa de ser um ato isolado do processo educativo.(Demo 2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos de planejamento e avaliação, encontramos diversas opiniões a respeito das temáticas mencionadas, desde o preenchimento das fichas burocráticas e das fichas de desempenhos permeando concepções errôneas a respeito de planejar e avaliar. Para Vasconcellos (2007),&amp;quot;planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto&amp;quot;, o autor coloca que planejar é um processo contínuo de ação/reflexão/ação, no escopo de dar novo sentido no ato de planejar. Para Luckesi (2012)[http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc], o autor pontua que avaliar é um ato de investigar a qualidade da realidade. Analisando esses autores, observamos que o único sentido de planejar e avaliar é garantir que o aluno aprenda.Para chegarmos ao objetivo da aprendizagem do aluno, Luckesi  (2011) nos chama a tenção sobre a necessidade de um planejamento que contemple a maior quantidade de recursos metodológicos disponíveis para que possamos fazer uma avaliação o mais fiel quanto possível das suas necessidades  para que possamos no decorrer do processo fazermos as intervenções necessárias para atingirmos o principal objetivo traçado, a aprendizagem.Para Luckesi, (1992) “O ato de planejar, assim assumido, deixará de ser um simples estruturar de meios e recursos, para tornar-se o momento de decidir sobre a construção de um futuro”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educar é  formar para a vida, assim precisamos avaliar para melhor promover. Avaliar sempre implica em comparar e classificar. Privilegiando-se a memorizacao de conteudos, em detrimento do aspecto qualitativo. O professor deve transformar o conhecimento em aprendizagem construindo e reconstruindo e não reproduzindo conhecimento.  Para aprender é necessário interpretar a realidade do modo mais fiel possível; aprender não significa reproduzir informações e sim produzi-las.Numa aprendizagem efetiva utiliza-se a metodologia científica, ou seja, desenvolver temas através de pesquisas, fazendo com que o aluno construa e reconstrua o conhecimento, pratique a cidadania com autonomia e fundamentação. Neste sentido Demo(2010) propoe que o processo avaliativo se paute no que o aluno produz, almejando um aprimoramento crescente, onde afirma:&amp;quot;Trabalhar conteúdos é fundamental, mas não é menos fundamental trabalhar as habilidades, entre elas aprender a estudar, pesquisar, elaborar, de maneira individual e coletiva&amp;quot;.Os professores não foram preparados para trabalhar com o desenvolvimento dos alunos e sim com a memorização dos conteúdos. É preciso que haja uma transformação no processo de aprendizagem,  desenvolvendo um trabalho diferenciado para cada aluno. Os alunos devem ser preparados para pensar criticamente e ter autonomia para reconstruir sua própria história. A avaliação deverá extrair o melhor do aluno e professor caminhando para a apropriação da aprendizagem .Nesse processo, todos os envolvidos passam a ser sujeitos das atividades. São autores da reconstrução de seus próprios conhecimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Considerações Finais'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor ao se transformar num professor-pesquisador, se dá conta de que o conhecimento vem da pesquisa e transmite essa vontade aos seus alunos , pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação &lt;br /&gt;
e consequentemente a aprendizagem através da pesquisa.&lt;br /&gt;
Ressalto ainda que para melhorar a qualidade da aprendizagem dos nossos alunos é necessário que os professores estejam constantemente se aperfeiçoando, pois a aprendizagem dos professores reflete-se na aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
Portanto, “... o professor pesquisador centra-se na consideração da prática, que passa a ser meio, fundamento e destinação dos saberes que suscita, desde que esses possam ser orientados e apropriados pela ação reflexiva do professor”.(Miranda 2006, p. 135).&lt;br /&gt;
O trabalho com pesquisa vem para movimentar definições que eram consideradas finalizadas. E para isso, é importante que o professor tenha esclarecimento e conhecimento de como irá usá-la para desconstruir e construir(Demo,2009,p.01) novos conhecimentos compartilhadamente, pois não ensinará, e sim, trocará conhecimentos com seus alunos.&lt;br /&gt;
É importante destacar a relevância social que segundo Demo(2005,p.78) “embora as teses de pós-graduação tenham como escopo apenas o exercício científico formal, poderiam ser mais pertinentes, se também fossem relevantes em termos sociais, ou seja, estudassem temas de interesse comum(...)”, pois a educação somente exercerá a sua função social se mediar a inserção do educando tanto no meio em que vive, bem como em outras relações sociais, como um sujeito ativo que preocupa-se com a maioria, que conforme Demo(2005,p. 06) pratica a “ cidadania individual e coletiva”.&lt;br /&gt;
Portanto, para que a educação alcance as novas concepções de ensino é preciso que sejamos todos pesquisadores, a escola tem que ser e tem que promover um ambiente pesquisador. Quando um professor pesquisa para planejar, pesquisa para subsidiar seu trabalho sua metodologia e todas suas ações ele esta por meio do currículo oculto formando pesquisadores. O incentivo e a prática de pesquisa caminham juntos, contribuindo assim  para  um ambiente escolar que instiga a curiosidade e criatividade de jovens e crianças, ou seja, fazendo da escola um lugar de produção intelectual alegre e convidativo.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observamos que a pesquisa no ambiente escolar representa possibilidades de transformações tanto da prática docente, quanto da aprendizagem discente, especialmente por aproximar-se da realidade do aluno e por tornar as aulas  mais interessantes e significativas, entretanto, sabemos que educar pela pesquisa não é um caminho sem dificuldades, porém é uma proposta desafiadora, que nos permite o desenvolvimento de sujeitos críticos, autônomos, com capacidade de decisões próprias,possibilitando a transformação de todo o contexto em que estão inseridos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de prática torna-se um desafio, tanto para o aluno quanto para o professor, e este desafio é necessário para que cada um construa seu conhecimento de forma ampla e compartilhe com seus pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
O desafio da escola hoje é corrigir as discrepâncias ocorridas durante a formação de seus discentes e proporcionar através de formações continuadas um constante diálogo entre os autores que oferecem conhecimentos referentes às várias e possíveis ações no sentido de promover a aprendizagem  significativa de seus alunos sempre levando em conta a formação de sua cidadania.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA (10)- - Pesquisa: fundamento docente e discente -Pedro Demo (2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiros 1994.                                                    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
___________.''' Educar pela pesquisa'''. Campinas: Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1&lt;br /&gt;
http://euler.mat.ufrgs.br/~vclotilde/disciplinas/pesquisa/texto_Backes.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MIRANDA, Marília G. de. O Professor Pesquisador e Sua Pretensão de Resolver a Relação Entrem a Teoria e a Prática na Formação de Professores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RAUSCH, Rita Buzzi.SCHROEDER. A INSERÇÃO DA PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO - PPGE/ME FURB. v. 5, n. 3, p. 315-337, set./dez. 2010. Disponível em &lt;br /&gt;
&amp;lt; http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/2274&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, José Matias. Manual de metodologia da Pesquisa Científica. Ed.Atlas,2007.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/pluginfile.php/2076/mod_page/content/38/profpesq10.doc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. '''Re-significando a prática de planejamento'''.São Paulo: Libertad, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro (2009): PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA - Pesquisa: fundamento docente e discente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PARDO, Maria Benedita Lima; COLNAGO, Neucideia Aparecida Silva. PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DO ENSINO PARA PROFESSORES DE ESCOLA PÚBLICA: Um enfoque na formação em serviço e na interdisciplinaridade. 2007. Disponível em &amp;lt;http://muraldaescola.files.wordpress.com/2009/03/planejamento-e-avaliacao.pdf&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/remix16.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luckesi, Cipriano Carlos, Avaliação da aprendizagem componentes do ato pedagógico – 1ª  edição- São Paulo: Cortez, 2011&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Farias, Isabel Maria Sabino de. Concepções e prática de pesquisa – O que dizem os professores. In: Reunião anual  da ANPEd, 28. 2005, Caxambu, MG&lt;br /&gt;
Demo, Pedro – Aprender - O desafio reconstrutivo , http://www.senac.br/BTS/243/boltec243c.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luckesi, Cipriano Carlos, Série Idéias n. 15. São Paulo: FDE, 1992&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Maria</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino:_O_papel_da_pesquisa_nos_espa%C3%A7os_formativos_e_os_saberes_e_atitudes_que_subsidiam_a_a%C3%A7%C3%A3o_te%C3%B3rico-metodol%C3%B3gica</id>
		<title>Turma - A - Vespertino: O papel da pesquisa nos espaços formativos e os saberes e atitudes que subsidiam a ação teórico-metodológica</title>
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				<updated>2013-06-11T04:52:28Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Maria: /* Planejamento e Avaliação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;='''Introdução'''=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior desafio da escola é levar o aluno a construção do conhecimento pois a aprendizagem na escola é um fator decisivo para se ter uma população que saiba pensar (DEMO, 2010)[http://www.youtube.com/watch?v=4lVnBVMCfFQ]. Nesse contexto, a pesquisa – prática que não é constante em ambientes escolares – é vista como uma metodologia capaz de fazer com que o aluno aprenda, adquirindo um conhecimento significativo, ou seja, construindo e reconstruindo seu próprio conhecimento. Pesquisar é romper algo já construído, explorar novas descobertas, investigar e certificar-se de que nada está pronto ou definido. Um impulso generalizado de conhecimentos que confrontam as certezas existentes e os falsos mitos sociais, políticos e científicos. Uma importante definição para o termo pesquisa,a qual considera como um &amp;quot;questionamento reconstrutivo&amp;quot; (Demo 2009).&lt;br /&gt;
A construção do conhecimento dá-se através da aprendizagem, onde o aluno é o mediador, o construtor, o reconstrutor do seu saber e de suas pesquisas. Para  que essa construção ocorra, a escola deverá estar amplamente aberta ao campo de pesquisa, mediando essa construção de conhecimento, visando suas dimensões.&lt;br /&gt;
Em qualquer das duas circunstâncias, trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas. Por certo, pesquisa não pode ser qualquer coisa, exigindo, entre outras qualidades, rigor metodológico (Demo, 1995; 2000).&lt;br /&gt;
Rigor metodológico que define os caminhos teóricos que a pesquisa seguirá, mas sobretudo que resultados ou soluções concretas esta pesquisa definirá, pois segundo Demo “Todas as pesquisas carecem de fundamento teórico e metodológico e só tem a ganhar se puderem, além do rigor categorial, apontar possibilidades de intervenção ou localização concreta. (Demo, 2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o aluno construa seu conhecimento é fundamental que o professor também utilize a pesquisa como metodologia de trabalho em sala de aula, proporcionando um ambiente de troca e valorizando a liberdade de expressão, fundamental neste processo. Diante disto, Rausch (2008, p. 183) argumenta “[...] que todo professor pode e deve ser pesquisador, pois somente a aliança entre teoria e prática provocará os resultados que almejamos, tanto na formação dos professores como na educação de uma maneira geral”. Sendo assim, é preciso que os professores sejam pesquisadores e que reflitam acerca da pesquisa focando a fusão entre a teoria e a prática para que seus alunos sejam também pesquisadores e construam seus conhecimentos por meio das pesquisas e reflexões sobre o que foi pesquisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe ao professor estimular a pesquisa como fonte de aquisição de aprendizagem. Sendo um mediador desse processo, o professor será um facilitador e o aluno poderá ter a oportunidade de construir seu conhecimento. Quanto mais o professor  estimula seus alunos a pesquisa,  mais respostas positivas na sala de aula, pois dessa forma estará formando um aluno pensante, com autonomia e consequentemente com autoria. E assim a cada dia vemos mais que aprender não é apenas estudar, mas sim compreender e construir argumentos para sustentar o processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se ter sucesso em uma pesquisa, é necessário antes de iniciá-la definir os objetivos que serão as metas deste trabalho. É importante que os leitores pensem sobre um tema, e tentem construir um esboço que contemple as intenções de pesquisa; possibilitando assim, as discussões dos aspectos epistemológicos, metodológicos e técnicos da pesquisa. (Demo,2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensino através da pesquisa é um tema amplo, pois possui várias modalidades de pesquisar. A pesquisa na educação permite que se possa utilizar de metodologia características de trabalho, onde o pesquisador pode traçar o caminho para sua pesquisa, e na medida em que aparecem as dúvidas e indagações,ele terá oportunidade de tomar uma nova direção para seu percurso ter êxito e superação das questões que forem surgindo. O ensino pela pesquisa não se reduz a procedimentos empíricos ou lógico-experimentais, devendo incluir cuidados qualitativos(Demo,2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de execução de uma pesquisa  requer a ação de desconstruir para reconstruir (Demo,2009,p.01) que é primordial para o desenvolvimento das habilidades do educando e para que alcancemos a qualidade formal (Demo,2009,p.03). Visto que para atingir a qualidade formal, faz-se necessário que o professor  tenha os seus objetivos com total clareza, bem como domínio do conteúdo que irá trabalhar com seus alunos para que possa orientá-los com segurança. O fato de que não há término de um tema de uma pesquisa, e sim um novo recomeço, consequentemente, surge um novo leque de discussões para o início de uma nova pesquisa.Sem dúvida que a pesquisa, tanto dentro e fora da escola se transforma em mais um , se não o principal instrumento necessário para fazer de nosso aprendiz um ser autônomo, autor do seu conhecimento. Talvez seja o caminho para que haja realmente a transformação do conhecimento, uma método utilizado para reconstruí-lo e promover assim a &amp;quot;emancipação das pessoas&amp;quot; Demo (2009). O diálogo com outras teorias e informações sobre determinado assunto são necessários para fundamentar alguns conceitos e reconstruí-los a fim de aperfeiçoar o conhecimento adquirido. Sabemos que a Educação pela pesquisa nos possibilita uma modalidade em educar de uma forma direcionada para a formação  de sujeitos críticos, autônomos, sujeitos os quais se assumem na construção do seu saber, imigrando de alunos que somente copiam e reproduzem conhecimentos, para alunos que além de transformar o conhecimento, passa a produzí-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Educação pela Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ato de ensinar é instigar e provocar no aluno a motivação à aprendizagem. Por isso podemos dizer que a maneira de ensinar  está relacionada com o ato de aprender e como aprender. Quando refletimos sobre a nossa prática de ensino e como nos comportamos em sala de aula, descobrimos que temos muito mais perguntas do que respostas. É por isso que há uma grande necessidade do professor ter  um compromisso sério com a educação e grande preocupação de como ensinar seus alunos de maneira que eles possam aprender,o professor  deve estar em constante pesquisa, inovando e buscando compreender o que está acontecendo com a sua maneira de ensinar, se suas metodologias estão sendo satisfatórias ou não.De acordo com Demo (2009) “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”.  Dessa forma o professor  constrói  o hábito de aprimorar seu conhecimento e de pesquisar, para que depois possa promover em seu  aluno o mesmo hábito de ter um  ambiente rico em aprendizagem.&lt;br /&gt;
Segundo Pereira (2007), a pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. É uma maneira de se tentar descobrir diferentes formas de se chegar a uma resposta. Para os alunos seria uma etapa de construção do conhecimento por meio de busca, tentativas, erros e acertos.&lt;br /&gt;
A prática da  pesquisa direcionada pelo professor além de agregar conhecimento ao aluno quando bem orientada tem a função de fazer com que o aluno “aprenda a aprender”, pois ao estabelecer  uma dinâmica própria para sua pesquisa, ao reproduzir os resultados ou interpretações , o aluno tem em mãos uma dinâmica própria de estudo, o que lhe será muito útil no processo de aprendizagem não só do assunto pesquisado mas de todo o processo que  envolve a pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa ocorre quando a escola abre espaço para que ocorra a integração entre aluno e o professor e que a busca pelo conhecimento sistematizado tem como objetivo a pesquisa, formar cidadão crítico e dono de um saber elaborado.[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1]&lt;br /&gt;
Acima de tudo compreender que de acordo com a teoria da aprendizagem que escolherem, para essa situação, deverão elaborar detalhadamente seus objetivos-conteúdos-métodos, para a turma em questão, sem nunca esquecerem de respeitar a capacidade individual de cada um e a realidade em que vivem.O que se espera na construção da pesquisa é um determinado rigor metodológico, seguindo  critérios significativos para a educação da criança no âmbito escolar, a predominância é que ela seja de cunho formativo, independente da idade e do nível de aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (1997), a educação pela pesquisa permite a superação da aula tradicional, da cópia pela cópia, e possibilita a transformações dos alunos de objetos em sujeitos na relação pedagógica, e estas tais transformações possibilitam reconstruções e construções de seu saber, atingindo uma nova compreensão do aprender tanto para os alunos como para os professores. [http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw] Neste vídeo, o Prof. Dr. Pedro Demo, denota que o ato de pesquisar está ligado a aprender bem, pois a pesquisa é uma boa maneira de garantir que o aluno aprenda, e o discente que se diferencia é aquele que pesquisa.Para se ter sucesso em uma pesquisa é preciso elaborar as metas a serem alcançadas com este trabalho para então partir para a construção e elaboração do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
No momento em que o professor solicita uma pesquisa, não significa que o aluno irá apenas digitar a respeito de um tema proposto, mas sim perceber qual é a finalidade com que tal assunto foi colocado em pauta. Verificar a contribuição  no aprendizado, bem como sua função social, pois torna-se irrelevante uma pesquisa executada para obtenção de nota. Trata-se então de uma qualidade política como afirma Demo(2009,p.03) &lt;br /&gt;
“Entende-se por qualidade política a habilidade de saber usar a qualidade formal, ligando um meio a fins pertinentes”. Percebemos que nem sempre a escola influencia o aluno à pesquisa, principalmente a escola pública,  que geralmente traz o conhecimento &amp;quot;embrulhado&amp;quot; em livros didáticos que pouco servem para pesquisa e muito menos para reconstruir conhecimento. Para que a educação aconteça a partir da pesquisa temos que &amp;quot;[..] deter cuidado metodológico adequado e proposta educativa eminente ... produzir conhecimento e oferecer oportunidade formativa mais burilada&amp;quot;[...] (Demo 2009). O que decide, ao final, se é ou não pesquisa, não é o objeto, mas o método usado para tratar o objeto, sendo indispensável que seja questionado e reconstruído.(Demo, 2009). Portanto, o método que se desenvolve a pesquisa vem a ser tão importante quanto o objeto, devendo ser analisado minuciosamente para que a pesquisa tenha os resultados obtidos de maneira satisfatória. Essa análise tem que ser feita com todo o cuidado para que após os questionamentos ela tenha êxito.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demo(2009) coloca que a prática da pesquisa proporciona ao espaço educativo mudanças produtivas, oferecendo opções de trabalho que leva em conta a liberdade de expressão, porque é fundamental querer  conhecer mais sobre o assunto para se envolver,  o que auxilia na formação do sujeito competente na construção de um conhecimento crítico e inovador. Orienta para atividades autopoiéticas, interpretativas, reconstrutivas levando o pesquisador a construir com autonomia, capacidade crítica e sobretudo autocrítica. Aprende-se a lidar com a relatividade da teoria, sabendo argumentar e discutir, não apenas aceitando como verdade absoluta o discurso produzido, é necessário, desconstruir e reconstruir. E ainda pode-se aprender a aprender, ou seja, o indivíduo passa a utilizar as habilidades vivenciadas e construídas na escola, na sua formação enquanto cidadão. Ainda segundo Demo (2009), o estudante não cresce apenas em métodos, cresce ainda mais em cidadania.Podemos também observar que a linha pedagógica objetiva que o aluno aprenda a aprender , pesquisar e raciocinar criticamente , a trabalhar de forma colaborativa.Os alunos entram em um processo de descoberta, usando o que já sabem para aprender o que precisam ou que atrai o seu interesse.Em que o professor é um guia orientador .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Princípios Educativos da Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade cada vez mais complexa em que vivemos, cabe à escola formar pessoas com condições para nela atuar, e parece que a educação pela pesquisa pode ser um meio de promover no sujeito aprendizados que possibilitem o “desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica” (DEMO, 2003, p. 86),&lt;br /&gt;
Para Michaliszyn e Tomasini (2005), os princípios educativos da pesquisa educativa  significa investigar o porquê dos erros que os alunos cometem e também investigar o porque determinado conteúdo parece tão fácil ou tão difícil. Portanto o professor pesquisador tem a necessidade de constante aperfeiçoamento e ampliação de seus conhecimentos para que possa ter cada vez melhores condições de compreender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;
É por meio da troca de experiências, pesquisa, observação da exploração de ambientes alfabetizadores que o aluno constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito o seu desenvolvimento intelectual. É nessa interação com seu dia-a-dia que o aluno desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, é necessário considerar que no contexto da escola, segundo (RAUSCH e SCHROEDER, 2010) coloca que o uso indiscriminado do termo pesquisa vem sendo comprometido seriamente, causando distorções a respeito de sua real finalidade. Em vários níveis da educação, tem-se usado a pesquisa de maneira errônea, o que compromete o verdadeiro objetivo da pesquisa. Pede-se que se pesquise sobre determinado assunto, e a consulta é feita em alguns livros, encartes ou internet, fazendo apenas uma cópia do que já foi pesquisado perdendo assim tempo e oportunidade de aprender. Segundo Lüdke (1986) apud Rausche e Schoeder (2010), esse tipo de coleta contribui para despertar nos alunos a curiosidade, mas está longe de ser a elaboração de uma verdadeira pesquisa, sendo apenas uma atividade de consulta. A pesquisa como estratégia pedagógica neste contexto , revela que esta  prática no cotidiano de sala de aula, é  uma forma muito simples, não sistematizada, que segundo Demo(2005) é uma forma de apenas reprodução de  conhecimento  a idéia que o aluno seja o construtor do conhecimento. Assumir o educar pela pesquisa implica em assumir a investigação como expediente cotidiano na atividade docente.a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de&lt;br /&gt;
conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba&lt;br /&gt;
e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos questionar qual o real propósito da pesquisa educacional? A pesquisa pela simples leitura e reprodução, ou um questionamento constante do educador, de como propiciar o conhecimento pela pesquisa crítica e contextualizada, e de que forma se enquadraria no desenvolvimento e maturação educacional de seus alunos, da a infância e por toda vida afora. O ato da pesquisa sob a ótica de Demo em, Aprender - O desafio reconstrutivo, tem a eficácia de que aprendamos a “saber pensar” e levarmos nosso aluno a este mesmo patamar. Aprendendo a pesquisar, coletando dados, fazendo experiências, questionando os resultados, os alunos tomam a posição de participantes ativos de todo o processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante destacar que, Segundo Demo(2009,p.01) ao que se refere aos  princípios educativos da pesquisa faz-se necessário ter clareza de que “ trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas”, ou seja, não é necessário descartar o conhecimento adquirido anteriormente, mas sim, a partir dele realizar novos questionamentos que inicia-se, concomitantemente, à vida escolar do educando quando ingressa na instituição educacional e que será aprimorada conforme a sua faixa etária, visto que o professor não pode perder de vista que conforme Demo(2009,p. 02)de “ incluir cuidados qualitativos” em sua atuação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim se faz necessário auxiliar e estimular tanto alunos quanto professores  na compreensão e uso das novas tecnologias a favor da pesquisa, onde o professor como mediador irá fomentar os diversos modos pelos quais estas ferramentas pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em um processo de criação  e autoria, desafiando os alunos na busca de novos rumos e estratégias no processo de construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa segundo Demo (2009) inclui sempre a visão libertadora do sujeito que busca fazer-se e conhecer-se, à medida que se reconstitui pelo questionamento sistemático da realidade. Fazendo desse questionamento um caminho para mudar e transformar essa realidade. Buscando uma educação onde o questionamento reconstrutivo leva o sujeito a emancipação, a pesquisa deve ser seu método formativo. Entre ambas há trajetos que se articulam, pois enquanto a pesquisa busca conhecimento, se alimenta da dúvida, de hipóteses e alternativas, busca inovar, busca na prática a renovação da teoria, se realiza na reconstrução permanente do conhecimento, supõe um ambiente com liberdade de expressão e criatividade e privilegia como seu método o questionamento sistemático crítico e criativo, a educação busca a consciência crítica, alimenta o aprender a aprender, usa o conhecimento inovador como instrumento na construção história do sujeito, buscando ultrapassar o mero ensino baseado na instrução, exigindo uma relação pedagógica interativa e ética que essencialmente prioriza o saber pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Contexto Escolar e a Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abordar este tema implica na relação professor e aluno, refletindo sobre esses dois pilares essenciais da escola,que envolvem discussões e questionamentos dessa interação contínua sem um fim determinado, e sim com múltiplos estudos coletivos, objetos investigativos e soluções e situações problemas que mudam e se renovam constantemente. No contexto escolar, percebemos que professores, muitas vezes, não aceitam a ideia da pesquisa como ponto de partida para construção e reconstrução do conhecimento, pois para que isso aconteça é necessário que o professor transforme-se num professor-pesquisador, pois somente dessa forma ele dará conta de que o conhecimento vem da pesquisa. Assim, o professor irá transmitir essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação e consequentemente a aprendizagem e, através da pesquisa, isso se tornará possível. O maior desafio está nos docentes, em geral paralisados, antiquados, quando não resistentes, manisfestando dificuldade ostensiva de postar-se à altura dos alunos(Semas, 2002).&lt;br /&gt;
Precisamos juntos, esquematizar sua própria maneira de aprender essa busca de conhecimento agregado na escola.Os professores em geral reconhecem a importância da pesquisa não só como uma ferramenta no processo de aprendizagem para o aluno como necessária para um aprofundamento de seus conhecimentos e autoavaliação constante de suas práticas pedagógicas. Porém, segundo Farias ( 2005), “embora  reconheçam a importância da pesquisa para a docência, é reduzido o contingente de professores que afirma utilizá-la em sua prática profissional&amp;quot;. A justificativa para tal fato é a falta de incentivo por parte das escolas e a  falta de tempo para tal atividade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao contexto escolar, há que se destacar a importância que a escola tem no futuro do educando, visto que hodiernamente a sociedade exige uma educação com base na função social, porém como dito anteriormente, faz-se necessário que o professor acompanhe a introdução de novos recursos tecnológicos que a escola oferece para que também possa, por sua vez, ministrar uma aula usando tais recursos de maneira inovadora. É importante que o educador estude, pesquise, compartilhe conhecimentos com sua turma, que descontrua e reconstrua(Demo,2009,p.01) conceitos que muitas vezes são ultrapassados e não surtem um bom resultado no desenvolvimento das habilidades de seus educandos, ou seja, não os prepara para o futuro que não está longínquo.&lt;br /&gt;
E a partir dessa construção e desconstrução do saber  por parte do professor através da pesquisa e estudos  estaremos  atualizados e em algumas vezes mais preparados a ensinar em sala de aula. De acordo com Demo (2009) “Cabe ao pesquisador  transformar informação em conhecimento, pela via da desconstrução e reconstrução”. vale lembrar que trocamos conhecimentos, pois os alunos em grande maioria já estão atualizados e inteirados com as novas tecnologias, trazendo suas ideias para compartilhar com seus colegas e também com seus professores, que na realidade são mediadores do seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão gira entorno do que realmente o nosso aluno precisa. Será que realmente precisamos sistematizar nossas aulas em meros assuntos expositivos e provas para medir o conhecimento? Acredito que é nesse aspecto que a pesquisa subsidia a educação em si.É nela e por meio dela que aprofundamos ainda mais o conhecimento. O nosso desafio então é como subsidiar nosso aluno  para a pesquisa? Como orientá-los, se o maior problema que observamos é o total desinteresse e desmotivação  pela leitura. Demo (2009) diz que [...] Hoje, faz parte desta proposta reconstrutiva de aprendizagem calcada na pesquisa também influência tecnológica, em especial habilidades de produção de textos multimodais em plataformas digitais, como a web 2.0.[..] Não digo como solução, mas vejo no que Demo(2009) fala como um princípio, a fim de despertar no nosso aluno o interesse de que tanto necessitamos. A boa Leitura e o prazer em desenvolver a pesquisa, colocando em pratica o exercício da autoria num processo dinâmico de interação e construção de conhecimento.&lt;br /&gt;
Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa. (DEMO, 2009). Muitos professores se julgam excelentes orientadores apenas por dominar determinado assunto ou conteúdo. Ser professor exige muito mais dos docentes, antes de tudo saber conduzir uma aula de forma que seus alunos realmente entendam o que estão aprendendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma prática educativa baseada na pesquisa implica em abandonar práticas antigas que caracterizam o professor como detentor do conhecimento.Nesta perspectiva (ESTEBAN; ZACCUR, 2007, p.119) apud (RAUSCH e SCHROEDER, 2010)  coloca que é  preciso avançar para uma concepção de pesquisa como uma investigação sistemática crítica e autocrítica que requer métodos apropriados visando o avanço do conhecimento e um entendimento de professor pesquisador como aquele que investiga seus problemas do cotidiano docente visando o desenvolvimento de uma prática pedagógica que promova o sucesso na aprendizagem dos alunos. Em suma, ser pesquisador é criar algo significativo para sua prática, é ter um sentimento de inconformismo com o fracasso escolar, procurando “[...] criar alternativas pedagógicas favoráveis aos seus alunos e alunas que não estão avançando como esperava” , acarretando no professor uma postura investigativa As transformações, culturais e tecnológicas vivenciadas atualmente, implicam numa mudança qualitativa na prática educativa, assim a competência do professor atual perpassa a colaboração, ser pesquisador, capaz de elaboração própria. Assim surge a necessidade de reconhecer a pesquisa como principio educativo. A educação pela pesquisa tem como objetivo incentivar o questionamento dentro de um processo de reconstrução do conhecimento. Demo(2009) afirma &amp;quot;Aula só faz sentido se for produto da construção de conhecimento, podendo assim, conduzir a desconstrução/reconstrução de conhecimento&amp;quot;. Partindo da investigação e questinamento nesta prática reconstrutiva, o educador estimula a autonomia, a colaboração no ambiente escolar. Possibilitando que o aluno argumente, questione, adquirindo competência para tornar-se sujeito, ativo e participativo. Portanto  a pesquisa no contexto escolar, sugere como ponto de partida o questionamento sobre os conhecimentos e verdades existentes, dessa forma se inicia um processo de construção com novos argumentos que podem substituir os conhecimentos existentes e apresentados como novo conhecimento, mas devemos nos ater que essa construção deve ser fundamenta teoricamente, mas sem desenlaçar da crítica de uma comunidade escolar argumentativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.Defensor da educação reconstrutiva, Pedro Demo sustenta que o “nível educacional se atinge quando aparece um sujeito capaz de propor, de questionar”. Para despertar esse espírito na criança, ele receita muita pesquisa e incentivo à elaboração própria de cada aluno. Nesse cenário, a aula tem papel coadjuvante. Indispensável mesmo só é a orientação e o acompanhamento atento do professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Planejamento e Avaliação'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento deve ser entendido como um processo de mudança de pensamento e tem como papel principal propiciar o despertar do sujeito enquanto a necessidade de transformar suas práticas deixando arcaico e buscando o novo assim a reconstrução faz capacitá-lo para atingir suas metas enquanto educador, podendo avaliarem um processo dinâmico que detecta erros, e acertos, saberes e não saberes como um fim, mas promover a construção do conhecimento mais elaborado.&lt;br /&gt;
Para Menegola e Sant’Anna (2001), A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa.&lt;br /&gt;
O professor deve lembrar que não sabe tudo e que, a cada dia, tem a oportunidade de estar aprendendo também. Ao acreditar que é o único detentor de todo conhecimento, estreita e limita seu foco e, consequentemente, o de seus alunos. Assim, uma qualidade é essencial ao educador: a humildade em reconhecer suas limitações e sua ignorância.Nessa perspectiva (PARDO E COLNAGO, 2007, p. 2) coloca que é preciso que o professor busque caminhos alternativos para melhorar as condições do processo de ensino-aprendizagem, pois somente a utilização de leituras, memorizações, avaliações com provas de múltipla escolha não atende mais às exigências de formação do estudante. O professor precisa considerar diferentes possibilidades de participação de seus alunos, incluindo as experiências que os mesmos trazem de sua vida cotidiana. Desse modo suas funções devem estar voltadas para a orientação do processo de ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
 O ato de planejar diz respeito ao fato de que antes de executar uma ação é importante observar conforme aduz Matias Pereira  (apud Matias-Pereira, 2006a,p.63) que ” o problema será relevante em termos científicos quando propiciar conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, quando referir-se aos benefícios que sua solução trará para a humanidade, país, área de conhecimento etc.”, visto que, ao planejar, há que se observar quais benefícios e mudanças a ação a ser executada trará aos educandos, que a aula ou avaliação, não devem ser planejadas apenas para cumprir o conteúdo destinado à turma, mas que seja útil no cotidiano de cada aluno e propicie para que indivíduo desenvolva atos de cidadania em seu meio social.&lt;br /&gt;
Para se fazer um bom planejamento é importante conhecer a turma com que se trabalha, para isso, antes de planejar deve-se fazer uma sondagem, uma observação geral de tudo o que acontece durante a aula, onde esta será uma forma de avaliação que trará boa contribuição para um planejamento adaptado a realidade, e que quando aplicado será de grande proveito para o aluno e satisfação para o professor.&lt;br /&gt;
Separar o ato de avaliar dos elementos essenciais do planejamento, principalmente quando o objetivo do professor é que obtenha uma aula significativa, é algo indissociável nesta relação de como ensinar e aprender. O ato de pesquisar no contexto educacional sugere observar as habilidades, competências e atitudes percorridas no caminho da construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém para que o bom planejamento seja executado e a avaliação seja coerente com essa realidade, faz-se necessário uma postura diferenciada do professor, que ele antes de mais nada torne-se um pesquisador, começando por inovar em seu planejamento e a partir daí avaliar o seu aluno de forma com que leve em consideração todo o  processo de aprendizagem, que deve retratar a &amp;quot;liberdade de expressão do seu aluno pesquisador&amp;quot;.O produto final desse trabalho é uma espécie de mapa que irá nortear tanto aluno como professor no processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da perspectiva de uma educação pela pesquisa é preciso compreender avaliação como um processo constante de acompanhamento da evolução do aluno, não sendo necessárias atribuições de notas e tabulação de dados, mas sim de registros diários do professor, de sentido eminentemente qualitativo, sendo que sob esse olhar vigilante e educativo do profissional, cada aluno encontre seu caminho para progredir, respeitando-se seu ritmo, com a devida autonomia. Ao priorizar a formação da competência é necessário elaborar novos indicadores de desempenho, como o interesse pela pesquisa, êxito em formulações próprias e nível de participação individual ou como membros de grupos. As provas ou testes podem ser eliminados ou então utilizados de forma esporádica apenas para se extrair uma média determinada, pois essas ferramentas arcaicas comprovadamente não representam uma proposta satisfatória de avaliação. O aluno precisa fazer parte desse processo avaliativo e ter a confiança de que é avaliado pelo desempenho geral, verificado todos os dias em seu ritmo participativo e produtivo. Assim a avaliação deixa de ser um ato isolado do processo educativo.(Demo 2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos de planejamento e avaliação, encontramos diversas opiniões a respeito das temáticas mencionadas, desde o preenchimento das fichas burocráticas e das fichas de desempenhos permeando concepções errôneas a respeito de planejar e avaliar. Para Vasconcellos (2007),&amp;quot;planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto&amp;quot;, o autor coloca que planejar é um processo contínuo de ação/reflexão/ação, no escopo de dar novo sentido no ato de planejar. Para Luckesi (2012)[http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc], o autor pontua que avaliar é um ato de investigar a qualidade da realidade. Analisando esses autores, observamos que o único sentido de planejar e avaliar é garantir que o aluno aprenda.Para chegarmos ao objetivo da aprendizagem do aluno, Luckesi  (2011) nos chama a tenção sobre a necessidade de um planejamento que contemple a maior quantidade de recursos metodológicos disponíveis para que possamos fazer uma avaliação o mais fiel quanto possível das suas necessidades  para que possamos no decorrer do processo fazermos as intervenções necessárias para atingirmos o principal objetivo traçado, a aprendizagem.Para Luckesi, (1992) “O ato de planejar, assim assumido, deixará de ser um simples estruturar de meios e recursos, para tornar-se o momento de decidir sobre a construção de um futuro”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educar é  formar para a vida, assim precisamos avaliar para melhor promover. Avaliar sempre implica em comparar e classificar. Privilegiando-se a memorizacao de conteudos, em detrimento do aspecto qualitativo. O professor deve transformar o conhecimento em aprendizagem construindo e reconstruindo e não reproduzindo conhecimento.  Para aprender é necessário interpretar a realidade do modo mais fiel possível; aprender não significa reproduzir informações e sim produzi-las.Numa aprendizagem efetiva utiliza-se a metodologia científica, ou seja, desenvolver temas através de pesquisas, fazendo com que o aluno construa e reconstrua o conhecimento, pratique a cidadania com autonomia e fundamentação. Neste sentido Demo(2010) propoe que o processo avaliativo se paute no que o aluno produz, almejando um aprimoramento crescente, onde afirma:&amp;quot;Trabalhar conteúdos é fundamental, mas não é menos fundamental trabalhar as habilidades, entre elas aprender a estudar, pesquisar, elaborar, de maneira individual e coletiva&amp;quot;.Os professores não foram preparados para trabalhar com o desenvolvimento dos alunos e sim com a memorização dos conteúdos. É preciso que haja uma transformação no processo de aprendizagem,  desenvolvendo um trabalho diferenciado para cada aluno. Os alunos devem ser preparados para pensar criticamente e ter autonomia para reconstruir sua própria história. A avaliação deverá extrair o melhor do aluno e professor caminhando para a apropriação da aprendizagem .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Considerações Finais'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor ao se transformar num professor-pesquisador, se dá conta de que o conhecimento vem da pesquisa e transmite essa vontade aos seus alunos , pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação &lt;br /&gt;
e consequentemente a aprendizagem através da pesquisa.&lt;br /&gt;
Ressalto ainda que para melhorar a qualidade da aprendizagem dos nossos alunos é necessário que os professores estejam constantemente se aperfeiçoando, pois a aprendizagem dos professores reflete-se na aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
Portanto, “... o professor pesquisador centra-se na consideração da prática, que passa a ser meio, fundamento e destinação dos saberes que suscita, desde que esses possam ser orientados e apropriados pela ação reflexiva do professor”.(Miranda 2006, p. 135).&lt;br /&gt;
O trabalho com pesquisa vem para movimentar definições que eram consideradas finalizadas. E para isso, é importante que o professor tenha esclarecimento e conhecimento de como irá usá-la para desconstruir e construir(Demo,2009,p.01) novos conhecimentos compartilhadamente, pois não ensinará, e sim, trocará conhecimentos com seus alunos.&lt;br /&gt;
É importante destacar a relevância social que segundo Demo(2005,p.78) “embora as teses de pós-graduação tenham como escopo apenas o exercício científico formal, poderiam ser mais pertinentes, se também fossem relevantes em termos sociais, ou seja, estudassem temas de interesse comum(...)”, pois a educação somente exercerá a sua função social se mediar a inserção do educando tanto no meio em que vive, bem como em outras relações sociais, como um sujeito ativo que preocupa-se com a maioria, que conforme Demo(2005,p. 06) pratica a “ cidadania individual e coletiva”.&lt;br /&gt;
Portanto, para que a educação alcance as novas concepções de ensino é preciso que sejamos todos pesquisadores, a escola tem que ser e tem que promover um ambiente pesquisador. Quando um professor pesquisa para planejar, pesquisa para subsidiar seu trabalho sua metodologia e todas suas ações ele esta por meio do currículo oculto formando pesquisadores. O incentivo e a prática de pesquisa caminham juntos, contribuindo assim  para  um ambiente escolar que instiga a curiosidade e criatividade de jovens e crianças, ou seja, fazendo da escola um lugar de produção intelectual alegre e convidativo.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observamos que a pesquisa no ambiente escolar representa possibilidades de transformações tanto da prática docente, quanto da aprendizagem discente, especialmente por aproximar-se da realidade do aluno e por tornar as aulas  mais interessantes e significativas, entretanto, sabemos que educar pela pesquisa não é um caminho sem dificuldades, porém é uma proposta desafiadora, que nos permite o desenvolvimento de sujeitos críticos, autônomos, com capacidade de decisões próprias,possibilitando a transformação de todo o contexto em que estão inseridos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de prática torna-se um desafio, tanto para o aluno quanto para o professor, e este desafio é necessário para que cada um construa seu conhecimento de forma ampla e compartilhe com seus pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
O desafio da escola hoje é corrigir as discrepâncias ocorridas durante a formação de seus discentes e proporcionar através de formações continuadas um constante diálogo entre os autores que oferecem conhecimentos referentes às várias e possíveis ações no sentido de promover a aprendizagem  significativa de seus alunos sempre levando em conta a formação de sua cidadania.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA (10)- - Pesquisa: fundamento docente e discente -Pedro Demo (2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiros 1994.                                                    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
___________.''' Educar pela pesquisa'''. Campinas: Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1&lt;br /&gt;
http://euler.mat.ufrgs.br/~vclotilde/disciplinas/pesquisa/texto_Backes.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MIRANDA, Marília G. de. O Professor Pesquisador e Sua Pretensão de Resolver a Relação Entrem a Teoria e a Prática na Formação de Professores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RAUSCH, Rita Buzzi.SCHROEDER. A INSERÇÃO DA PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO - PPGE/ME FURB. v. 5, n. 3, p. 315-337, set./dez. 2010. Disponível em &lt;br /&gt;
&amp;lt; http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/2274&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, José Matias. Manual de metodologia da Pesquisa Científica. Ed.Atlas,2007.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/pluginfile.php/2076/mod_page/content/38/profpesq10.doc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. '''Re-significando a prática de planejamento'''.São Paulo: Libertad, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro (2009): PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA - Pesquisa: fundamento docente e discente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PARDO, Maria Benedita Lima; COLNAGO, Neucideia Aparecida Silva. PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DO ENSINO PARA PROFESSORES DE ESCOLA PÚBLICA: Um enfoque na formação em serviço e na interdisciplinaridade. 2007. Disponível em &amp;lt;http://muraldaescola.files.wordpress.com/2009/03/planejamento-e-avaliacao.pdf&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/remix16.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luckesi, Cipriano Carlos, Avaliação da aprendizagem componentes do ato pedagógico – 1ª  edição- São Paulo: Cortez, 2011&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Farias, Isabel Maria Sabino de. Concepções e prática de pesquisa – O que dizem os professores. In: Reunião anual  da ANPEd, 28. 2005, Caxambu, MG&lt;br /&gt;
Demo, Pedro – Aprender - O desafio reconstrutivo , http://www.senac.br/BTS/243/boltec243c.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luckesi, Cipriano Carlos, Série Idéias n. 15. São Paulo: FDE, 1992&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Maria</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino:_O_papel_da_pesquisa_nos_espa%C3%A7os_formativos_e_os_saberes_e_atitudes_que_subsidiam_a_a%C3%A7%C3%A3o_te%C3%B3rico-metodol%C3%B3gica</id>
		<title>Turma - A - Vespertino: O papel da pesquisa nos espaços formativos e os saberes e atitudes que subsidiam a ação teórico-metodológica</title>
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				<updated>2013-06-11T04:50:56Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Maria: /* Contexto Escolar e a Pesquisa */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;='''Introdução'''=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior desafio da escola é levar o aluno a construção do conhecimento pois a aprendizagem na escola é um fator decisivo para se ter uma população que saiba pensar (DEMO, 2010)[http://www.youtube.com/watch?v=4lVnBVMCfFQ]. Nesse contexto, a pesquisa – prática que não é constante em ambientes escolares – é vista como uma metodologia capaz de fazer com que o aluno aprenda, adquirindo um conhecimento significativo, ou seja, construindo e reconstruindo seu próprio conhecimento. Pesquisar é romper algo já construído, explorar novas descobertas, investigar e certificar-se de que nada está pronto ou definido. Um impulso generalizado de conhecimentos que confrontam as certezas existentes e os falsos mitos sociais, políticos e científicos. Uma importante definição para o termo pesquisa,a qual considera como um &amp;quot;questionamento reconstrutivo&amp;quot; (Demo 2009).&lt;br /&gt;
A construção do conhecimento dá-se através da aprendizagem, onde o aluno é o mediador, o construtor, o reconstrutor do seu saber e de suas pesquisas. Para  que essa construção ocorra, a escola deverá estar amplamente aberta ao campo de pesquisa, mediando essa construção de conhecimento, visando suas dimensões.&lt;br /&gt;
Em qualquer das duas circunstâncias, trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas. Por certo, pesquisa não pode ser qualquer coisa, exigindo, entre outras qualidades, rigor metodológico (Demo, 1995; 2000).&lt;br /&gt;
Rigor metodológico que define os caminhos teóricos que a pesquisa seguirá, mas sobretudo que resultados ou soluções concretas esta pesquisa definirá, pois segundo Demo “Todas as pesquisas carecem de fundamento teórico e metodológico e só tem a ganhar se puderem, além do rigor categorial, apontar possibilidades de intervenção ou localização concreta. (Demo, 2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o aluno construa seu conhecimento é fundamental que o professor também utilize a pesquisa como metodologia de trabalho em sala de aula, proporcionando um ambiente de troca e valorizando a liberdade de expressão, fundamental neste processo. Diante disto, Rausch (2008, p. 183) argumenta “[...] que todo professor pode e deve ser pesquisador, pois somente a aliança entre teoria e prática provocará os resultados que almejamos, tanto na formação dos professores como na educação de uma maneira geral”. Sendo assim, é preciso que os professores sejam pesquisadores e que reflitam acerca da pesquisa focando a fusão entre a teoria e a prática para que seus alunos sejam também pesquisadores e construam seus conhecimentos por meio das pesquisas e reflexões sobre o que foi pesquisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe ao professor estimular a pesquisa como fonte de aquisição de aprendizagem. Sendo um mediador desse processo, o professor será um facilitador e o aluno poderá ter a oportunidade de construir seu conhecimento. Quanto mais o professor  estimula seus alunos a pesquisa,  mais respostas positivas na sala de aula, pois dessa forma estará formando um aluno pensante, com autonomia e consequentemente com autoria. E assim a cada dia vemos mais que aprender não é apenas estudar, mas sim compreender e construir argumentos para sustentar o processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se ter sucesso em uma pesquisa, é necessário antes de iniciá-la definir os objetivos que serão as metas deste trabalho. É importante que os leitores pensem sobre um tema, e tentem construir um esboço que contemple as intenções de pesquisa; possibilitando assim, as discussões dos aspectos epistemológicos, metodológicos e técnicos da pesquisa. (Demo,2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensino através da pesquisa é um tema amplo, pois possui várias modalidades de pesquisar. A pesquisa na educação permite que se possa utilizar de metodologia características de trabalho, onde o pesquisador pode traçar o caminho para sua pesquisa, e na medida em que aparecem as dúvidas e indagações,ele terá oportunidade de tomar uma nova direção para seu percurso ter êxito e superação das questões que forem surgindo. O ensino pela pesquisa não se reduz a procedimentos empíricos ou lógico-experimentais, devendo incluir cuidados qualitativos(Demo,2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de execução de uma pesquisa  requer a ação de desconstruir para reconstruir (Demo,2009,p.01) que é primordial para o desenvolvimento das habilidades do educando e para que alcancemos a qualidade formal (Demo,2009,p.03). Visto que para atingir a qualidade formal, faz-se necessário que o professor  tenha os seus objetivos com total clareza, bem como domínio do conteúdo que irá trabalhar com seus alunos para que possa orientá-los com segurança. O fato de que não há término de um tema de uma pesquisa, e sim um novo recomeço, consequentemente, surge um novo leque de discussões para o início de uma nova pesquisa.Sem dúvida que a pesquisa, tanto dentro e fora da escola se transforma em mais um , se não o principal instrumento necessário para fazer de nosso aprendiz um ser autônomo, autor do seu conhecimento. Talvez seja o caminho para que haja realmente a transformação do conhecimento, uma método utilizado para reconstruí-lo e promover assim a &amp;quot;emancipação das pessoas&amp;quot; Demo (2009). O diálogo com outras teorias e informações sobre determinado assunto são necessários para fundamentar alguns conceitos e reconstruí-los a fim de aperfeiçoar o conhecimento adquirido. Sabemos que a Educação pela pesquisa nos possibilita uma modalidade em educar de uma forma direcionada para a formação  de sujeitos críticos, autônomos, sujeitos os quais se assumem na construção do seu saber, imigrando de alunos que somente copiam e reproduzem conhecimentos, para alunos que além de transformar o conhecimento, passa a produzí-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Educação pela Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ato de ensinar é instigar e provocar no aluno a motivação à aprendizagem. Por isso podemos dizer que a maneira de ensinar  está relacionada com o ato de aprender e como aprender. Quando refletimos sobre a nossa prática de ensino e como nos comportamos em sala de aula, descobrimos que temos muito mais perguntas do que respostas. É por isso que há uma grande necessidade do professor ter  um compromisso sério com a educação e grande preocupação de como ensinar seus alunos de maneira que eles possam aprender,o professor  deve estar em constante pesquisa, inovando e buscando compreender o que está acontecendo com a sua maneira de ensinar, se suas metodologias estão sendo satisfatórias ou não.De acordo com Demo (2009) “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”.  Dessa forma o professor  constrói  o hábito de aprimorar seu conhecimento e de pesquisar, para que depois possa promover em seu  aluno o mesmo hábito de ter um  ambiente rico em aprendizagem.&lt;br /&gt;
Segundo Pereira (2007), a pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. É uma maneira de se tentar descobrir diferentes formas de se chegar a uma resposta. Para os alunos seria uma etapa de construção do conhecimento por meio de busca, tentativas, erros e acertos.&lt;br /&gt;
A prática da  pesquisa direcionada pelo professor além de agregar conhecimento ao aluno quando bem orientada tem a função de fazer com que o aluno “aprenda a aprender”, pois ao estabelecer  uma dinâmica própria para sua pesquisa, ao reproduzir os resultados ou interpretações , o aluno tem em mãos uma dinâmica própria de estudo, o que lhe será muito útil no processo de aprendizagem não só do assunto pesquisado mas de todo o processo que  envolve a pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa ocorre quando a escola abre espaço para que ocorra a integração entre aluno e o professor e que a busca pelo conhecimento sistematizado tem como objetivo a pesquisa, formar cidadão crítico e dono de um saber elaborado.[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1]&lt;br /&gt;
Acima de tudo compreender que de acordo com a teoria da aprendizagem que escolherem, para essa situação, deverão elaborar detalhadamente seus objetivos-conteúdos-métodos, para a turma em questão, sem nunca esquecerem de respeitar a capacidade individual de cada um e a realidade em que vivem.O que se espera na construção da pesquisa é um determinado rigor metodológico, seguindo  critérios significativos para a educação da criança no âmbito escolar, a predominância é que ela seja de cunho formativo, independente da idade e do nível de aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (1997), a educação pela pesquisa permite a superação da aula tradicional, da cópia pela cópia, e possibilita a transformações dos alunos de objetos em sujeitos na relação pedagógica, e estas tais transformações possibilitam reconstruções e construções de seu saber, atingindo uma nova compreensão do aprender tanto para os alunos como para os professores. [http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw] Neste vídeo, o Prof. Dr. Pedro Demo, denota que o ato de pesquisar está ligado a aprender bem, pois a pesquisa é uma boa maneira de garantir que o aluno aprenda, e o discente que se diferencia é aquele que pesquisa.Para se ter sucesso em uma pesquisa é preciso elaborar as metas a serem alcançadas com este trabalho para então partir para a construção e elaboração do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
No momento em que o professor solicita uma pesquisa, não significa que o aluno irá apenas digitar a respeito de um tema proposto, mas sim perceber qual é a finalidade com que tal assunto foi colocado em pauta. Verificar a contribuição  no aprendizado, bem como sua função social, pois torna-se irrelevante uma pesquisa executada para obtenção de nota. Trata-se então de uma qualidade política como afirma Demo(2009,p.03) &lt;br /&gt;
“Entende-se por qualidade política a habilidade de saber usar a qualidade formal, ligando um meio a fins pertinentes”. Percebemos que nem sempre a escola influencia o aluno à pesquisa, principalmente a escola pública,  que geralmente traz o conhecimento &amp;quot;embrulhado&amp;quot; em livros didáticos que pouco servem para pesquisa e muito menos para reconstruir conhecimento. Para que a educação aconteça a partir da pesquisa temos que &amp;quot;[..] deter cuidado metodológico adequado e proposta educativa eminente ... produzir conhecimento e oferecer oportunidade formativa mais burilada&amp;quot;[...] (Demo 2009). O que decide, ao final, se é ou não pesquisa, não é o objeto, mas o método usado para tratar o objeto, sendo indispensável que seja questionado e reconstruído.(Demo, 2009). Portanto, o método que se desenvolve a pesquisa vem a ser tão importante quanto o objeto, devendo ser analisado minuciosamente para que a pesquisa tenha os resultados obtidos de maneira satisfatória. Essa análise tem que ser feita com todo o cuidado para que após os questionamentos ela tenha êxito.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demo(2009) coloca que a prática da pesquisa proporciona ao espaço educativo mudanças produtivas, oferecendo opções de trabalho que leva em conta a liberdade de expressão, porque é fundamental querer  conhecer mais sobre o assunto para se envolver,  o que auxilia na formação do sujeito competente na construção de um conhecimento crítico e inovador. Orienta para atividades autopoiéticas, interpretativas, reconstrutivas levando o pesquisador a construir com autonomia, capacidade crítica e sobretudo autocrítica. Aprende-se a lidar com a relatividade da teoria, sabendo argumentar e discutir, não apenas aceitando como verdade absoluta o discurso produzido, é necessário, desconstruir e reconstruir. E ainda pode-se aprender a aprender, ou seja, o indivíduo passa a utilizar as habilidades vivenciadas e construídas na escola, na sua formação enquanto cidadão. Ainda segundo Demo (2009), o estudante não cresce apenas em métodos, cresce ainda mais em cidadania.Podemos também observar que a linha pedagógica objetiva que o aluno aprenda a aprender , pesquisar e raciocinar criticamente , a trabalhar de forma colaborativa.Os alunos entram em um processo de descoberta, usando o que já sabem para aprender o que precisam ou que atrai o seu interesse.Em que o professor é um guia orientador .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Princípios Educativos da Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade cada vez mais complexa em que vivemos, cabe à escola formar pessoas com condições para nela atuar, e parece que a educação pela pesquisa pode ser um meio de promover no sujeito aprendizados que possibilitem o “desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica” (DEMO, 2003, p. 86),&lt;br /&gt;
Para Michaliszyn e Tomasini (2005), os princípios educativos da pesquisa educativa  significa investigar o porquê dos erros que os alunos cometem e também investigar o porque determinado conteúdo parece tão fácil ou tão difícil. Portanto o professor pesquisador tem a necessidade de constante aperfeiçoamento e ampliação de seus conhecimentos para que possa ter cada vez melhores condições de compreender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;
É por meio da troca de experiências, pesquisa, observação da exploração de ambientes alfabetizadores que o aluno constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito o seu desenvolvimento intelectual. É nessa interação com seu dia-a-dia que o aluno desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, é necessário considerar que no contexto da escola, segundo (RAUSCH e SCHROEDER, 2010) coloca que o uso indiscriminado do termo pesquisa vem sendo comprometido seriamente, causando distorções a respeito de sua real finalidade. Em vários níveis da educação, tem-se usado a pesquisa de maneira errônea, o que compromete o verdadeiro objetivo da pesquisa. Pede-se que se pesquise sobre determinado assunto, e a consulta é feita em alguns livros, encartes ou internet, fazendo apenas uma cópia do que já foi pesquisado perdendo assim tempo e oportunidade de aprender. Segundo Lüdke (1986) apud Rausche e Schoeder (2010), esse tipo de coleta contribui para despertar nos alunos a curiosidade, mas está longe de ser a elaboração de uma verdadeira pesquisa, sendo apenas uma atividade de consulta. A pesquisa como estratégia pedagógica neste contexto , revela que esta  prática no cotidiano de sala de aula, é  uma forma muito simples, não sistematizada, que segundo Demo(2005) é uma forma de apenas reprodução de  conhecimento  a idéia que o aluno seja o construtor do conhecimento. Assumir o educar pela pesquisa implica em assumir a investigação como expediente cotidiano na atividade docente.a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de&lt;br /&gt;
conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba&lt;br /&gt;
e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos questionar qual o real propósito da pesquisa educacional? A pesquisa pela simples leitura e reprodução, ou um questionamento constante do educador, de como propiciar o conhecimento pela pesquisa crítica e contextualizada, e de que forma se enquadraria no desenvolvimento e maturação educacional de seus alunos, da a infância e por toda vida afora. O ato da pesquisa sob a ótica de Demo em, Aprender - O desafio reconstrutivo, tem a eficácia de que aprendamos a “saber pensar” e levarmos nosso aluno a este mesmo patamar. Aprendendo a pesquisar, coletando dados, fazendo experiências, questionando os resultados, os alunos tomam a posição de participantes ativos de todo o processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante destacar que, Segundo Demo(2009,p.01) ao que se refere aos  princípios educativos da pesquisa faz-se necessário ter clareza de que “ trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas”, ou seja, não é necessário descartar o conhecimento adquirido anteriormente, mas sim, a partir dele realizar novos questionamentos que inicia-se, concomitantemente, à vida escolar do educando quando ingressa na instituição educacional e que será aprimorada conforme a sua faixa etária, visto que o professor não pode perder de vista que conforme Demo(2009,p. 02)de “ incluir cuidados qualitativos” em sua atuação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim se faz necessário auxiliar e estimular tanto alunos quanto professores  na compreensão e uso das novas tecnologias a favor da pesquisa, onde o professor como mediador irá fomentar os diversos modos pelos quais estas ferramentas pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em um processo de criação  e autoria, desafiando os alunos na busca de novos rumos e estratégias no processo de construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa segundo Demo (2009) inclui sempre a visão libertadora do sujeito que busca fazer-se e conhecer-se, à medida que se reconstitui pelo questionamento sistemático da realidade. Fazendo desse questionamento um caminho para mudar e transformar essa realidade. Buscando uma educação onde o questionamento reconstrutivo leva o sujeito a emancipação, a pesquisa deve ser seu método formativo. Entre ambas há trajetos que se articulam, pois enquanto a pesquisa busca conhecimento, se alimenta da dúvida, de hipóteses e alternativas, busca inovar, busca na prática a renovação da teoria, se realiza na reconstrução permanente do conhecimento, supõe um ambiente com liberdade de expressão e criatividade e privilegia como seu método o questionamento sistemático crítico e criativo, a educação busca a consciência crítica, alimenta o aprender a aprender, usa o conhecimento inovador como instrumento na construção história do sujeito, buscando ultrapassar o mero ensino baseado na instrução, exigindo uma relação pedagógica interativa e ética que essencialmente prioriza o saber pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Contexto Escolar e a Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abordar este tema implica na relação professor e aluno, refletindo sobre esses dois pilares essenciais da escola,que envolvem discussões e questionamentos dessa interação contínua sem um fim determinado, e sim com múltiplos estudos coletivos, objetos investigativos e soluções e situações problemas que mudam e se renovam constantemente. No contexto escolar, percebemos que professores, muitas vezes, não aceitam a ideia da pesquisa como ponto de partida para construção e reconstrução do conhecimento, pois para que isso aconteça é necessário que o professor transforme-se num professor-pesquisador, pois somente dessa forma ele dará conta de que o conhecimento vem da pesquisa. Assim, o professor irá transmitir essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação e consequentemente a aprendizagem e, através da pesquisa, isso se tornará possível. O maior desafio está nos docentes, em geral paralisados, antiquados, quando não resistentes, manisfestando dificuldade ostensiva de postar-se à altura dos alunos(Semas, 2002).&lt;br /&gt;
Precisamos juntos, esquematizar sua própria maneira de aprender essa busca de conhecimento agregado na escola.Os professores em geral reconhecem a importância da pesquisa não só como uma ferramenta no processo de aprendizagem para o aluno como necessária para um aprofundamento de seus conhecimentos e autoavaliação constante de suas práticas pedagógicas. Porém, segundo Farias ( 2005), “embora  reconheçam a importância da pesquisa para a docência, é reduzido o contingente de professores que afirma utilizá-la em sua prática profissional&amp;quot;. A justificativa para tal fato é a falta de incentivo por parte das escolas e a  falta de tempo para tal atividade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao contexto escolar, há que se destacar a importância que a escola tem no futuro do educando, visto que hodiernamente a sociedade exige uma educação com base na função social, porém como dito anteriormente, faz-se necessário que o professor acompanhe a introdução de novos recursos tecnológicos que a escola oferece para que também possa, por sua vez, ministrar uma aula usando tais recursos de maneira inovadora. É importante que o educador estude, pesquise, compartilhe conhecimentos com sua turma, que descontrua e reconstrua(Demo,2009,p.01) conceitos que muitas vezes são ultrapassados e não surtem um bom resultado no desenvolvimento das habilidades de seus educandos, ou seja, não os prepara para o futuro que não está longínquo.&lt;br /&gt;
E a partir dessa construção e desconstrução do saber  por parte do professor através da pesquisa e estudos  estaremos  atualizados e em algumas vezes mais preparados a ensinar em sala de aula. De acordo com Demo (2009) “Cabe ao pesquisador  transformar informação em conhecimento, pela via da desconstrução e reconstrução”. vale lembrar que trocamos conhecimentos, pois os alunos em grande maioria já estão atualizados e inteirados com as novas tecnologias, trazendo suas ideias para compartilhar com seus colegas e também com seus professores, que na realidade são mediadores do seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão gira entorno do que realmente o nosso aluno precisa. Será que realmente precisamos sistematizar nossas aulas em meros assuntos expositivos e provas para medir o conhecimento? Acredito que é nesse aspecto que a pesquisa subsidia a educação em si.É nela e por meio dela que aprofundamos ainda mais o conhecimento. O nosso desafio então é como subsidiar nosso aluno  para a pesquisa? Como orientá-los, se o maior problema que observamos é o total desinteresse e desmotivação  pela leitura. Demo (2009) diz que [...] Hoje, faz parte desta proposta reconstrutiva de aprendizagem calcada na pesquisa também influência tecnológica, em especial habilidades de produção de textos multimodais em plataformas digitais, como a web 2.0.[..] Não digo como solução, mas vejo no que Demo(2009) fala como um princípio, a fim de despertar no nosso aluno o interesse de que tanto necessitamos. A boa Leitura e o prazer em desenvolver a pesquisa, colocando em pratica o exercício da autoria num processo dinâmico de interação e construção de conhecimento.&lt;br /&gt;
Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa. (DEMO, 2009). Muitos professores se julgam excelentes orientadores apenas por dominar determinado assunto ou conteúdo. Ser professor exige muito mais dos docentes, antes de tudo saber conduzir uma aula de forma que seus alunos realmente entendam o que estão aprendendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma prática educativa baseada na pesquisa implica em abandonar práticas antigas que caracterizam o professor como detentor do conhecimento.Nesta perspectiva (ESTEBAN; ZACCUR, 2007, p.119) apud (RAUSCH e SCHROEDER, 2010)  coloca que é  preciso avançar para uma concepção de pesquisa como uma investigação sistemática crítica e autocrítica que requer métodos apropriados visando o avanço do conhecimento e um entendimento de professor pesquisador como aquele que investiga seus problemas do cotidiano docente visando o desenvolvimento de uma prática pedagógica que promova o sucesso na aprendizagem dos alunos. Em suma, ser pesquisador é criar algo significativo para sua prática, é ter um sentimento de inconformismo com o fracasso escolar, procurando “[...] criar alternativas pedagógicas favoráveis aos seus alunos e alunas que não estão avançando como esperava” , acarretando no professor uma postura investigativa As transformações, culturais e tecnológicas vivenciadas atualmente, implicam numa mudança qualitativa na prática educativa, assim a competência do professor atual perpassa a colaboração, ser pesquisador, capaz de elaboração própria. Assim surge a necessidade de reconhecer a pesquisa como principio educativo. A educação pela pesquisa tem como objetivo incentivar o questionamento dentro de um processo de reconstrução do conhecimento. Demo(2009) afirma &amp;quot;Aula só faz sentido se for produto da construção de conhecimento, podendo assim, conduzir a desconstrução/reconstrução de conhecimento&amp;quot;. Partindo da investigação e questinamento nesta prática reconstrutiva, o educador estimula a autonomia, a colaboração no ambiente escolar. Possibilitando que o aluno argumente, questione, adquirindo competência para tornar-se sujeito, ativo e participativo. Portanto  a pesquisa no contexto escolar, sugere como ponto de partida o questionamento sobre os conhecimentos e verdades existentes, dessa forma se inicia um processo de construção com novos argumentos que podem substituir os conhecimentos existentes e apresentados como novo conhecimento, mas devemos nos ater que essa construção deve ser fundamenta teoricamente, mas sem desenlaçar da crítica de uma comunidade escolar argumentativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.Defensor da educação reconstrutiva, Pedro Demo sustenta que o “nível educacional se atinge quando aparece um sujeito capaz de propor, de questionar”. Para despertar esse espírito na criança, ele receita muita pesquisa e incentivo à elaboração própria de cada aluno. Nesse cenário, a aula tem papel coadjuvante. Indispensável mesmo só é a orientação e o acompanhamento atento do professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Planejamento e Avaliação'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento deve ser entendido como um processo de mudança de pensamento e tem como papel principal propiciar o despertar do sujeito enquanto a necessidade de transformar suas práticas deixando arcaico e buscando o novo assim a reconstrução faz capacitá-lo para atingir suas metas enquanto educador, podendo avaliarem um processo dinâmico que detecta erros, e acertos, saberes e não saberes como um fim, mas promover a construção do conhecimento mais elaborado.&lt;br /&gt;
Para Menegola e Sant’Anna (2001), A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa.&lt;br /&gt;
O professor deve lembrar que não sabe tudo e que, a cada dia, tem a oportunidade de estar aprendendo também. Ao acreditar que é o único detentor de todo conhecimento, estreita e limita seu foco e, consequentemente, o de seus alunos. Assim, uma qualidade é essencial ao educador: a humildade em reconhecer suas limitações e sua ignorância.Nessa perspectiva (PARDO E COLNAGO, 2007, p. 2) coloca que é preciso que o professor busque caminhos alternativos para melhorar as condições do processo de ensino-aprendizagem, pois somente a utilização de leituras, memorizações, avaliações com provas de múltipla escolha não atende mais às exigências de formação do estudante. O professor precisa considerar diferentes possibilidades de participação de seus alunos, incluindo as experiências que os mesmos trazem de sua vida cotidiana. Desse modo suas funções devem estar voltadas para a orientação do processo de ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O ato de planejar diz respeito ao fato de que antes de executar uma ação é importante observar conforme aduz Matias Pereira  (apud Matias-Pereira, 2006a,p.63) que ” o problema será relevante em termos científicos quando propiciar conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, quando referir-se aos benefícios que sua solução trará para a humanidade, país, área de conhecimento etc.”, visto que, ao planejar, há que se observar quais benefícios e mudanças a ação a ser executada trará aos educandos, que a aula ou avaliação, não devem ser planejadas apenas para cumprir o conteúdo destinado à turma, mas que seja útil no cotidiano de cada aluno e propicie para que indivíduo desenvolva atos de cidadania em seu meio social.&lt;br /&gt;
Para se fazer um bom planejamento é importante conhecer a turma com que se trabalha, para isso, antes de planejar deve-se fazer uma sondagem, uma observação geral de tudo o que acontece durante a aula, onde esta será uma forma de avaliação que trará boa contribuição para um planejamento adaptado a realidade, e que quando aplicado será de grande proveito para o aluno e satisfação para o professor.&lt;br /&gt;
Separar o ato de avaliar dos elementos essenciais do planejamento, principalmente quando o objetivo do professor é que obtenha uma aula significativa, é algo indissociável nesta relação de como ensinar e aprender. O ato de pesquisar no contexto educacional sugere observar as habilidades, competências e atitudes percorridas no caminho da construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém para que o bom planejamento seja executado e a avaliação seja coerente com essa realidade, faz-se necessário uma postura diferenciada do professor, que ele antes de mais nada torne-se um pesquisador, começando por inovar em seu planejamento e a partir daí avaliar o seu aluno de forma com que leve em consideração todo o  processo de aprendizagem, que deve retratar a &amp;quot;liberdade de expressão do seu aluno pesquisador&amp;quot;.O produto final desse trabalho é uma espécie de mapa que irá nortear tanto aluno como professor no processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da perspectiva de uma educação pela pesquisa é preciso compreender avaliação como um processo constante de acompanhamento da evolução do aluno, não sendo necessárias atribuições de notas e tabulação de dados, mas sim de registros diários do professor, de sentido eminentemente qualitativo, sendo que sob esse olhar vigilante e educativo do profissional, cada aluno encontre seu caminho para progredir, respeitando-se seu ritmo, com a devida autonomia. Ao priorizar a formação da competência é necessário elaborar novos indicadores de desempenho, como o interesse pela pesquisa, êxito em formulações próprias e nível de participação individual ou como membros de grupos. As provas ou testes podem ser eliminados ou então utilizados de forma esporádica apenas para se extrair uma média determinada, pois essas ferramentas arcaicas comprovadamente não representam uma proposta satisfatória de avaliação. O aluno precisa fazer parte desse processo avaliativo e ter a confiança de que é avaliado pelo desempenho geral, verificado todos os dias em seu ritmo participativo e produtivo. Assim a avaliação deixa de ser um ato isolado do processo educativo.(Demo 2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos de planejamento e avaliação, encontramos diversas opiniões a respeito das temáticas mencionadas, desde o preenchimento das fichas burocráticas e das fichas de desempenhos permeando concepções errôneas a respeito de planejar e avaliar. Para Vasconcellos (2007),&amp;quot;planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto&amp;quot;, o autor coloca que planejar é um processo contínuo de ação/reflexão/ação, no escopo de dar novo sentido no ato de planejar. Para Luckesi (2012)[http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc], o autor pontua que avaliar é um ato de investigar a qualidade da realidade. Analisando esses autores, observamos que o único sentido de planejar e avaliar é garantir que o aluno aprenda.Para chegarmos ao objetivo da aprendizagem do aluno, Luckesi  (2011) nos chama a tenção sobre a necessidade de um planejamento que contemple a maior quantidade de recursos metodológicos disponíveis para que possamos fazer uma avaliação o mais fiel quanto possível das suas necessidades  para que possamos no decorrer do processo fazermos as intervenções necessárias para atingirmos o principal objetivo traçado, a aprendizagem.Para Luckesi, (1992) “O ato de planejar, assim assumido, deixará de ser um simples estruturar de meios e recursos, para tornar-se o momento de decidir sobre a construção de um futuro”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educar é  formar para a vida, assim precisamos avaliar para melhor promover. Avaliar sempre implica em comparar e classificar. Privilegiando-se a memorizacao de conteudos, em detrimento do aspecto qualitativo. O professor deve transformar o conhecimento em aprendizagem construindo e reconstruindo e não reproduzindo conhecimento.  Para aprender é necessário interpretar a realidade do modo mais fiel possível; aprender não significa reproduzir informações e sim produzi-las.Numa aprendizagem efetiva utiliza-se a metodologia científica, ou seja, desenvolver temas através de pesquisas, fazendo com que o aluno construa e reconstrua o conhecimento, pratique a cidadania com autonomia e fundamentação. Neste sentido Demo(2010) propoe que o processo avaliativo se paute no que o aluno produz, almejando um aprimoramento crescente, onde afirma:&amp;quot;Trabalhar conteúdos é fundamental, mas não é menos fundamental trabalhar as habilidades, entre elas aprender a estudar, pesquisar, elaborar, de maneira individual e coletiva&amp;quot;.Os professores não foram preparados para trabalhar com o desenvolvimento dos alunos e sim com a memorização dos conteúdos. É preciso que haja uma transformação no processo de aprendizagem,  desenvolvendo um trabalho diferenciado para cada aluno. Os alunos devem ser preparados para pensar criticamente e ter autonomia para reconstruir sua própria história. A avaliação deverá extrair o melhor do aluno e professor caminhando para a apropriação da aprendizagem .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Considerações Finais'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor ao se transformar num professor-pesquisador, se dá conta de que o conhecimento vem da pesquisa e transmite essa vontade aos seus alunos , pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação &lt;br /&gt;
e consequentemente a aprendizagem através da pesquisa.&lt;br /&gt;
Ressalto ainda que para melhorar a qualidade da aprendizagem dos nossos alunos é necessário que os professores estejam constantemente se aperfeiçoando, pois a aprendizagem dos professores reflete-se na aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
Portanto, “... o professor pesquisador centra-se na consideração da prática, que passa a ser meio, fundamento e destinação dos saberes que suscita, desde que esses possam ser orientados e apropriados pela ação reflexiva do professor”.(Miranda 2006, p. 135).&lt;br /&gt;
O trabalho com pesquisa vem para movimentar definições que eram consideradas finalizadas. E para isso, é importante que o professor tenha esclarecimento e conhecimento de como irá usá-la para desconstruir e construir(Demo,2009,p.01) novos conhecimentos compartilhadamente, pois não ensinará, e sim, trocará conhecimentos com seus alunos.&lt;br /&gt;
É importante destacar a relevância social que segundo Demo(2005,p.78) “embora as teses de pós-graduação tenham como escopo apenas o exercício científico formal, poderiam ser mais pertinentes, se também fossem relevantes em termos sociais, ou seja, estudassem temas de interesse comum(...)”, pois a educação somente exercerá a sua função social se mediar a inserção do educando tanto no meio em que vive, bem como em outras relações sociais, como um sujeito ativo que preocupa-se com a maioria, que conforme Demo(2005,p. 06) pratica a “ cidadania individual e coletiva”.&lt;br /&gt;
Portanto, para que a educação alcance as novas concepções de ensino é preciso que sejamos todos pesquisadores, a escola tem que ser e tem que promover um ambiente pesquisador. Quando um professor pesquisa para planejar, pesquisa para subsidiar seu trabalho sua metodologia e todas suas ações ele esta por meio do currículo oculto formando pesquisadores. O incentivo e a prática de pesquisa caminham juntos, contribuindo assim  para  um ambiente escolar que instiga a curiosidade e criatividade de jovens e crianças, ou seja, fazendo da escola um lugar de produção intelectual alegre e convidativo.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observamos que a pesquisa no ambiente escolar representa possibilidades de transformações tanto da prática docente, quanto da aprendizagem discente, especialmente por aproximar-se da realidade do aluno e por tornar as aulas  mais interessantes e significativas, entretanto, sabemos que educar pela pesquisa não é um caminho sem dificuldades, porém é uma proposta desafiadora, que nos permite o desenvolvimento de sujeitos críticos, autônomos, com capacidade de decisões próprias,possibilitando a transformação de todo o contexto em que estão inseridos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de prática torna-se um desafio, tanto para o aluno quanto para o professor, e este desafio é necessário para que cada um construa seu conhecimento de forma ampla e compartilhe com seus pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
O desafio da escola hoje é corrigir as discrepâncias ocorridas durante a formação de seus discentes e proporcionar através de formações continuadas um constante diálogo entre os autores que oferecem conhecimentos referentes às várias e possíveis ações no sentido de promover a aprendizagem  significativa de seus alunos sempre levando em conta a formação de sua cidadania.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA (10)- - Pesquisa: fundamento docente e discente -Pedro Demo (2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiros 1994.                                                    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
___________.''' Educar pela pesquisa'''. Campinas: Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1&lt;br /&gt;
http://euler.mat.ufrgs.br/~vclotilde/disciplinas/pesquisa/texto_Backes.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MIRANDA, Marília G. de. O Professor Pesquisador e Sua Pretensão de Resolver a Relação Entrem a Teoria e a Prática na Formação de Professores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RAUSCH, Rita Buzzi.SCHROEDER. A INSERÇÃO DA PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO - PPGE/ME FURB. v. 5, n. 3, p. 315-337, set./dez. 2010. Disponível em &lt;br /&gt;
&amp;lt; http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/2274&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, José Matias. Manual de metodologia da Pesquisa Científica. Ed.Atlas,2007.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/pluginfile.php/2076/mod_page/content/38/profpesq10.doc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. '''Re-significando a prática de planejamento'''.São Paulo: Libertad, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro (2009): PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA - Pesquisa: fundamento docente e discente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PARDO, Maria Benedita Lima; COLNAGO, Neucideia Aparecida Silva. PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DO ENSINO PARA PROFESSORES DE ESCOLA PÚBLICA: Um enfoque na formação em serviço e na interdisciplinaridade. 2007. Disponível em &amp;lt;http://muraldaescola.files.wordpress.com/2009/03/planejamento-e-avaliacao.pdf&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/remix16.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luckesi, Cipriano Carlos, Avaliação da aprendizagem componentes do ato pedagógico – 1ª  edição- São Paulo: Cortez, 2011&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Farias, Isabel Maria Sabino de. Concepções e prática de pesquisa – O que dizem os professores. In: Reunião anual  da ANPEd, 28. 2005, Caxambu, MG&lt;br /&gt;
Demo, Pedro – Aprender - O desafio reconstrutivo , http://www.senac.br/BTS/243/boltec243c.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luckesi, Cipriano Carlos, Série Idéias n. 15. São Paulo: FDE, 1992&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Maria</name></author>	</entry>

	<entry>
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		<title>Turma - A - Vespertino: O papel da pesquisa nos espaços formativos e os saberes e atitudes que subsidiam a ação teórico-metodológica</title>
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				<updated>2013-06-11T04:48:28Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Maria: /* Princípios Educativos da Pesquisa */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;='''Introdução'''=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior desafio da escola é levar o aluno a construção do conhecimento pois a aprendizagem na escola é um fator decisivo para se ter uma população que saiba pensar (DEMO, 2010)[http://www.youtube.com/watch?v=4lVnBVMCfFQ]. Nesse contexto, a pesquisa – prática que não é constante em ambientes escolares – é vista como uma metodologia capaz de fazer com que o aluno aprenda, adquirindo um conhecimento significativo, ou seja, construindo e reconstruindo seu próprio conhecimento. Pesquisar é romper algo já construído, explorar novas descobertas, investigar e certificar-se de que nada está pronto ou definido. Um impulso generalizado de conhecimentos que confrontam as certezas existentes e os falsos mitos sociais, políticos e científicos. Uma importante definição para o termo pesquisa,a qual considera como um &amp;quot;questionamento reconstrutivo&amp;quot; (Demo 2009).&lt;br /&gt;
A construção do conhecimento dá-se através da aprendizagem, onde o aluno é o mediador, o construtor, o reconstrutor do seu saber e de suas pesquisas. Para  que essa construção ocorra, a escola deverá estar amplamente aberta ao campo de pesquisa, mediando essa construção de conhecimento, visando suas dimensões.&lt;br /&gt;
Em qualquer das duas circunstâncias, trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas. Por certo, pesquisa não pode ser qualquer coisa, exigindo, entre outras qualidades, rigor metodológico (Demo, 1995; 2000).&lt;br /&gt;
Rigor metodológico que define os caminhos teóricos que a pesquisa seguirá, mas sobretudo que resultados ou soluções concretas esta pesquisa definirá, pois segundo Demo “Todas as pesquisas carecem de fundamento teórico e metodológico e só tem a ganhar se puderem, além do rigor categorial, apontar possibilidades de intervenção ou localização concreta. (Demo, 2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o aluno construa seu conhecimento é fundamental que o professor também utilize a pesquisa como metodologia de trabalho em sala de aula, proporcionando um ambiente de troca e valorizando a liberdade de expressão, fundamental neste processo. Diante disto, Rausch (2008, p. 183) argumenta “[...] que todo professor pode e deve ser pesquisador, pois somente a aliança entre teoria e prática provocará os resultados que almejamos, tanto na formação dos professores como na educação de uma maneira geral”. Sendo assim, é preciso que os professores sejam pesquisadores e que reflitam acerca da pesquisa focando a fusão entre a teoria e a prática para que seus alunos sejam também pesquisadores e construam seus conhecimentos por meio das pesquisas e reflexões sobre o que foi pesquisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe ao professor estimular a pesquisa como fonte de aquisição de aprendizagem. Sendo um mediador desse processo, o professor será um facilitador e o aluno poderá ter a oportunidade de construir seu conhecimento. Quanto mais o professor  estimula seus alunos a pesquisa,  mais respostas positivas na sala de aula, pois dessa forma estará formando um aluno pensante, com autonomia e consequentemente com autoria. E assim a cada dia vemos mais que aprender não é apenas estudar, mas sim compreender e construir argumentos para sustentar o processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se ter sucesso em uma pesquisa, é necessário antes de iniciá-la definir os objetivos que serão as metas deste trabalho. É importante que os leitores pensem sobre um tema, e tentem construir um esboço que contemple as intenções de pesquisa; possibilitando assim, as discussões dos aspectos epistemológicos, metodológicos e técnicos da pesquisa. (Demo,2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensino através da pesquisa é um tema amplo, pois possui várias modalidades de pesquisar. A pesquisa na educação permite que se possa utilizar de metodologia características de trabalho, onde o pesquisador pode traçar o caminho para sua pesquisa, e na medida em que aparecem as dúvidas e indagações,ele terá oportunidade de tomar uma nova direção para seu percurso ter êxito e superação das questões que forem surgindo. O ensino pela pesquisa não se reduz a procedimentos empíricos ou lógico-experimentais, devendo incluir cuidados qualitativos(Demo,2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de execução de uma pesquisa  requer a ação de desconstruir para reconstruir (Demo,2009,p.01) que é primordial para o desenvolvimento das habilidades do educando e para que alcancemos a qualidade formal (Demo,2009,p.03). Visto que para atingir a qualidade formal, faz-se necessário que o professor  tenha os seus objetivos com total clareza, bem como domínio do conteúdo que irá trabalhar com seus alunos para que possa orientá-los com segurança. O fato de que não há término de um tema de uma pesquisa, e sim um novo recomeço, consequentemente, surge um novo leque de discussões para o início de uma nova pesquisa.Sem dúvida que a pesquisa, tanto dentro e fora da escola se transforma em mais um , se não o principal instrumento necessário para fazer de nosso aprendiz um ser autônomo, autor do seu conhecimento. Talvez seja o caminho para que haja realmente a transformação do conhecimento, uma método utilizado para reconstruí-lo e promover assim a &amp;quot;emancipação das pessoas&amp;quot; Demo (2009). O diálogo com outras teorias e informações sobre determinado assunto são necessários para fundamentar alguns conceitos e reconstruí-los a fim de aperfeiçoar o conhecimento adquirido. Sabemos que a Educação pela pesquisa nos possibilita uma modalidade em educar de uma forma direcionada para a formação  de sujeitos críticos, autônomos, sujeitos os quais se assumem na construção do seu saber, imigrando de alunos que somente copiam e reproduzem conhecimentos, para alunos que além de transformar o conhecimento, passa a produzí-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Educação pela Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ato de ensinar é instigar e provocar no aluno a motivação à aprendizagem. Por isso podemos dizer que a maneira de ensinar  está relacionada com o ato de aprender e como aprender. Quando refletimos sobre a nossa prática de ensino e como nos comportamos em sala de aula, descobrimos que temos muito mais perguntas do que respostas. É por isso que há uma grande necessidade do professor ter  um compromisso sério com a educação e grande preocupação de como ensinar seus alunos de maneira que eles possam aprender,o professor  deve estar em constante pesquisa, inovando e buscando compreender o que está acontecendo com a sua maneira de ensinar, se suas metodologias estão sendo satisfatórias ou não.De acordo com Demo (2009) “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”.  Dessa forma o professor  constrói  o hábito de aprimorar seu conhecimento e de pesquisar, para que depois possa promover em seu  aluno o mesmo hábito de ter um  ambiente rico em aprendizagem.&lt;br /&gt;
Segundo Pereira (2007), a pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. É uma maneira de se tentar descobrir diferentes formas de se chegar a uma resposta. Para os alunos seria uma etapa de construção do conhecimento por meio de busca, tentativas, erros e acertos.&lt;br /&gt;
A prática da  pesquisa direcionada pelo professor além de agregar conhecimento ao aluno quando bem orientada tem a função de fazer com que o aluno “aprenda a aprender”, pois ao estabelecer  uma dinâmica própria para sua pesquisa, ao reproduzir os resultados ou interpretações , o aluno tem em mãos uma dinâmica própria de estudo, o que lhe será muito útil no processo de aprendizagem não só do assunto pesquisado mas de todo o processo que  envolve a pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa ocorre quando a escola abre espaço para que ocorra a integração entre aluno e o professor e que a busca pelo conhecimento sistematizado tem como objetivo a pesquisa, formar cidadão crítico e dono de um saber elaborado.[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1]&lt;br /&gt;
Acima de tudo compreender que de acordo com a teoria da aprendizagem que escolherem, para essa situação, deverão elaborar detalhadamente seus objetivos-conteúdos-métodos, para a turma em questão, sem nunca esquecerem de respeitar a capacidade individual de cada um e a realidade em que vivem.O que se espera na construção da pesquisa é um determinado rigor metodológico, seguindo  critérios significativos para a educação da criança no âmbito escolar, a predominância é que ela seja de cunho formativo, independente da idade e do nível de aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (1997), a educação pela pesquisa permite a superação da aula tradicional, da cópia pela cópia, e possibilita a transformações dos alunos de objetos em sujeitos na relação pedagógica, e estas tais transformações possibilitam reconstruções e construções de seu saber, atingindo uma nova compreensão do aprender tanto para os alunos como para os professores. [http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw] Neste vídeo, o Prof. Dr. Pedro Demo, denota que o ato de pesquisar está ligado a aprender bem, pois a pesquisa é uma boa maneira de garantir que o aluno aprenda, e o discente que se diferencia é aquele que pesquisa.Para se ter sucesso em uma pesquisa é preciso elaborar as metas a serem alcançadas com este trabalho para então partir para a construção e elaboração do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
No momento em que o professor solicita uma pesquisa, não significa que o aluno irá apenas digitar a respeito de um tema proposto, mas sim perceber qual é a finalidade com que tal assunto foi colocado em pauta. Verificar a contribuição  no aprendizado, bem como sua função social, pois torna-se irrelevante uma pesquisa executada para obtenção de nota. Trata-se então de uma qualidade política como afirma Demo(2009,p.03) &lt;br /&gt;
“Entende-se por qualidade política a habilidade de saber usar a qualidade formal, ligando um meio a fins pertinentes”. Percebemos que nem sempre a escola influencia o aluno à pesquisa, principalmente a escola pública,  que geralmente traz o conhecimento &amp;quot;embrulhado&amp;quot; em livros didáticos que pouco servem para pesquisa e muito menos para reconstruir conhecimento. Para que a educação aconteça a partir da pesquisa temos que &amp;quot;[..] deter cuidado metodológico adequado e proposta educativa eminente ... produzir conhecimento e oferecer oportunidade formativa mais burilada&amp;quot;[...] (Demo 2009). O que decide, ao final, se é ou não pesquisa, não é o objeto, mas o método usado para tratar o objeto, sendo indispensável que seja questionado e reconstruído.(Demo, 2009). Portanto, o método que se desenvolve a pesquisa vem a ser tão importante quanto o objeto, devendo ser analisado minuciosamente para que a pesquisa tenha os resultados obtidos de maneira satisfatória. Essa análise tem que ser feita com todo o cuidado para que após os questionamentos ela tenha êxito.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demo(2009) coloca que a prática da pesquisa proporciona ao espaço educativo mudanças produtivas, oferecendo opções de trabalho que leva em conta a liberdade de expressão, porque é fundamental querer  conhecer mais sobre o assunto para se envolver,  o que auxilia na formação do sujeito competente na construção de um conhecimento crítico e inovador. Orienta para atividades autopoiéticas, interpretativas, reconstrutivas levando o pesquisador a construir com autonomia, capacidade crítica e sobretudo autocrítica. Aprende-se a lidar com a relatividade da teoria, sabendo argumentar e discutir, não apenas aceitando como verdade absoluta o discurso produzido, é necessário, desconstruir e reconstruir. E ainda pode-se aprender a aprender, ou seja, o indivíduo passa a utilizar as habilidades vivenciadas e construídas na escola, na sua formação enquanto cidadão. Ainda segundo Demo (2009), o estudante não cresce apenas em métodos, cresce ainda mais em cidadania.Podemos também observar que a linha pedagógica objetiva que o aluno aprenda a aprender , pesquisar e raciocinar criticamente , a trabalhar de forma colaborativa.Os alunos entram em um processo de descoberta, usando o que já sabem para aprender o que precisam ou que atrai o seu interesse.Em que o professor é um guia orientador .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Princípios Educativos da Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade cada vez mais complexa em que vivemos, cabe à escola formar pessoas com condições para nela atuar, e parece que a educação pela pesquisa pode ser um meio de promover no sujeito aprendizados que possibilitem o “desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica” (DEMO, 2003, p. 86),&lt;br /&gt;
Para Michaliszyn e Tomasini (2005), os princípios educativos da pesquisa educativa  significa investigar o porquê dos erros que os alunos cometem e também investigar o porque determinado conteúdo parece tão fácil ou tão difícil. Portanto o professor pesquisador tem a necessidade de constante aperfeiçoamento e ampliação de seus conhecimentos para que possa ter cada vez melhores condições de compreender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;
É por meio da troca de experiências, pesquisa, observação da exploração de ambientes alfabetizadores que o aluno constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito o seu desenvolvimento intelectual. É nessa interação com seu dia-a-dia que o aluno desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, é necessário considerar que no contexto da escola, segundo (RAUSCH e SCHROEDER, 2010) coloca que o uso indiscriminado do termo pesquisa vem sendo comprometido seriamente, causando distorções a respeito de sua real finalidade. Em vários níveis da educação, tem-se usado a pesquisa de maneira errônea, o que compromete o verdadeiro objetivo da pesquisa. Pede-se que se pesquise sobre determinado assunto, e a consulta é feita em alguns livros, encartes ou internet, fazendo apenas uma cópia do que já foi pesquisado perdendo assim tempo e oportunidade de aprender. Segundo Lüdke (1986) apud Rausche e Schoeder (2010), esse tipo de coleta contribui para despertar nos alunos a curiosidade, mas está longe de ser a elaboração de uma verdadeira pesquisa, sendo apenas uma atividade de consulta. A pesquisa como estratégia pedagógica neste contexto , revela que esta  prática no cotidiano de sala de aula, é  uma forma muito simples, não sistematizada, que segundo Demo(2005) é uma forma de apenas reprodução de  conhecimento  a idéia que o aluno seja o construtor do conhecimento. Assumir o educar pela pesquisa implica em assumir a investigação como expediente cotidiano na atividade docente.a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de&lt;br /&gt;
conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba&lt;br /&gt;
e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos questionar qual o real propósito da pesquisa educacional? A pesquisa pela simples leitura e reprodução, ou um questionamento constante do educador, de como propiciar o conhecimento pela pesquisa crítica e contextualizada, e de que forma se enquadraria no desenvolvimento e maturação educacional de seus alunos, da a infância e por toda vida afora. O ato da pesquisa sob a ótica de Demo em, Aprender - O desafio reconstrutivo, tem a eficácia de que aprendamos a “saber pensar” e levarmos nosso aluno a este mesmo patamar. Aprendendo a pesquisar, coletando dados, fazendo experiências, questionando os resultados, os alunos tomam a posição de participantes ativos de todo o processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante destacar que, Segundo Demo(2009,p.01) ao que se refere aos  princípios educativos da pesquisa faz-se necessário ter clareza de que “ trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas”, ou seja, não é necessário descartar o conhecimento adquirido anteriormente, mas sim, a partir dele realizar novos questionamentos que inicia-se, concomitantemente, à vida escolar do educando quando ingressa na instituição educacional e que será aprimorada conforme a sua faixa etária, visto que o professor não pode perder de vista que conforme Demo(2009,p. 02)de “ incluir cuidados qualitativos” em sua atuação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim se faz necessário auxiliar e estimular tanto alunos quanto professores  na compreensão e uso das novas tecnologias a favor da pesquisa, onde o professor como mediador irá fomentar os diversos modos pelos quais estas ferramentas pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em um processo de criação  e autoria, desafiando os alunos na busca de novos rumos e estratégias no processo de construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa segundo Demo (2009) inclui sempre a visão libertadora do sujeito que busca fazer-se e conhecer-se, à medida que se reconstitui pelo questionamento sistemático da realidade. Fazendo desse questionamento um caminho para mudar e transformar essa realidade. Buscando uma educação onde o questionamento reconstrutivo leva o sujeito a emancipação, a pesquisa deve ser seu método formativo. Entre ambas há trajetos que se articulam, pois enquanto a pesquisa busca conhecimento, se alimenta da dúvida, de hipóteses e alternativas, busca inovar, busca na prática a renovação da teoria, se realiza na reconstrução permanente do conhecimento, supõe um ambiente com liberdade de expressão e criatividade e privilegia como seu método o questionamento sistemático crítico e criativo, a educação busca a consciência crítica, alimenta o aprender a aprender, usa o conhecimento inovador como instrumento na construção história do sujeito, buscando ultrapassar o mero ensino baseado na instrução, exigindo uma relação pedagógica interativa e ética que essencialmente prioriza o saber pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e a. O trabalho de aula gira permanentemente em torno do questionamento reconstrutivo de conhecimentos já existentes, que vai além do conhecimento de senso comum, mas o engloba e enriquece com outros tipos de conhecimento dos alunos e da construção de novos argumentos que serão validados em comunidades de discussão crítica do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Contexto Escolar e a Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abordar este tema implica na relação professor e aluno, refletindo sobre esses dois pilares essenciais da escola,que envolvem discussões e questionamentos dessa interação contínua sem um fim determinado, e sim com múltiplos estudos coletivos, objetos investigativos e soluções e situações problemas que mudam e se renovam constantemente. No contexto escolar, percebemos que professores, muitas vezes, não aceitam a ideia da pesquisa como ponto de partida para construção e reconstrução do conhecimento, pois para que isso aconteça é necessário que o professor transforme-se num professor-pesquisador, pois somente dessa forma ele dará conta de que o conhecimento vem da pesquisa. Assim, o professor irá transmitir essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação e consequentemente a aprendizagem e, através da pesquisa, isso se tornará possível. O maior desafio está nos docentes, em geral paralisados, antiquados, quando não resistentes, manisfestando dificuldade ostensiva de postar-se à altura dos alunos(Semas, 2002).&lt;br /&gt;
Precisamos juntos, esquematizar sua própria maneira de aprender essa busca de conhecimento agregado na escola.Os professores em geral reconhecem a importância da pesquisa não só como uma ferramenta no processo de aprendizagem para o aluno como necessária para um aprofundamento de seus conhecimentos e autoavaliação constante de suas práticas pedagógicas. Porém, segundo Farias ( 2005), “embora  reconheçam a importância da pesquisa para a docência, é reduzido o contingente de professores que afirma utilizá-la em sua prática profissional&amp;quot;. A justificativa para tal fato é a falta de incentivo por parte das escolas e a  falta de tempo para tal atividade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao contexto escolar, há que se destacar a importância que a escola tem no futuro do educando, visto que hodiernamente a sociedade exige uma educação com base na função social, porém como dito anteriormente, faz-se necessário que o professor acompanhe a introdução de novos recursos tecnológicos que a escola oferece para que também possa, por sua vez, ministrar uma aula usando tais recursos de maneira inovadora. É importante que o educador estude, pesquise, compartilhe conhecimentos com sua turma, que descontrua e reconstrua(Demo,2009,p.01) conceitos que muitas vezes são ultrapassados e não surtem um bom resultado no desenvolvimento das habilidades de seus educandos, ou seja, não os prepara para o futuro que não está longínquo.&lt;br /&gt;
E a partir dessa construção e desconstrução do saber  por parte do professor através da pesquisa e estudos  estaremos  atualizados e em algumas vezes mais preparados a ensinar em sala de aula. De acordo com Demo (2009) “Cabe ao pesquisador  transformar informação em conhecimento, pela via da desconstrução e reconstrução”. vale lembrar que trocamos conhecimentos, pois os alunos em grande maioria já estão atualizados e inteirados com as novas tecnologias, trazendo suas ideias para compartilhar com seus colegas e também com seus professores, que na realidade são mediadores do seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão gira entorno do que realmente o nosso aluno precisa. Será que realmente precisamos sistematizar nossas aulas em meros assuntos expositivos e provas para medir o conhecimento? Acredito que é nesse aspecto que a pesquisa subsidia a educação em si.É nela e por meio dela que aprofundamos ainda mais o conhecimento. O nosso desafio então é como subsidiar nosso aluno  para a pesquisa? Como orientá-los, se o maior problema que observamos é o total desinteresse e desmotivação  pela leitura. Demo (2009) diz que [...] Hoje, faz parte desta proposta reconstrutiva de aprendizagem calcada na pesquisa também influência tecnológica, em especial habilidades de produção de textos multimodais em plataformas digitais, como a web 2.0.[..] Não digo como solução, mas vejo no que Demo(2009) fala como um princípio, a fim de despertar no nosso aluno o interesse de que tanto necessitamos. A boa Leitura e o prazer em desenvolver a pesquisa, colocando em pratica o exercício da autoria num processo dinâmico de interação e construção de conhecimento.&lt;br /&gt;
Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa. (DEMO, 2009). Muitos professores se julgam excelentes orientadores apenas por dominar determinado assunto ou conteúdo. Ser professor exige muito mais dos docentes, antes de tudo saber conduzir uma aula de forma que seus alunos realmente entendam o que estão aprendendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma prática educativa baseada na pesquisa implica em abandonar práticas antigas que caracterizam o professor como detentor do conhecimento.Nesta perspectiva (ESTEBAN; ZACCUR, 2007, p.119) apud (RAUSCH e SCHROEDER, 2010)  coloca que é  preciso avançar para uma concepção de pesquisa como uma investigação sistemática crítica e autocrítica que requer métodos apropriados visando o avanço do conhecimento e um entendimento de professor pesquisador como aquele que investiga seus problemas do cotidiano docente visando o desenvolvimento de uma prática pedagógica que promova o sucesso na aprendizagem dos alunos. Em suma, ser pesquisador é criar algo significativo para sua prática, é ter um sentimento de inconformismo com o fracasso escolar, procurando “[...] criar alternativas pedagógicas favoráveis aos seus alunos e alunas que não estão avançando como esperava” , acarretando no professor uma postura investigativa As transformações, culturais e tecnológicas vivenciadas atualmente, implicam numa mudança qualitativa na prática educativa, assim a competência do professor atual perpassa a colaboração, ser pesquisador, capaz de elaboração própria. Assim surge a necessidade de reconhecer a pesquisa como principio educativo. A educação pela pesquisa tem como objetivo incentivar o questionamento dentro de um processo de reconstrução do conhecimento. Demo(2009) afirma &amp;quot;Aula só faz sentido se for produto da construção de conhecimento, podendo assim, conduzir a desconstrução/reconstrução de conhecimento&amp;quot;. Partindo da investigação e questinamento nesta prática reconstrutiva, o educador estimula a autonomia, a colaboração no ambiente escolar. Possibilitando que o aluno argumente, questione, adquirindo competência para tornar-se sujeito, ativo e participativo. Portanto  a pesquisa no contexto escolar, sugere como ponto de partida o questionamento sobre os conhecimentos e verdades existentes, dessa forma se inicia um processo de construção com novos argumentos que podem substituir os conhecimentos existentes e apresentados como novo conhecimento, mas devemos nos ater que essa construção deve ser fundamenta teoricamente, mas sem desenlaçar da crítica de uma comunidade escolar argumentativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Planejamento e Avaliação'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento deve ser entendido como um processo de mudança de pensamento e tem como papel principal propiciar o despertar do sujeito enquanto a necessidade de transformar suas práticas deixando arcaico e buscando o novo assim a reconstrução faz capacitá-lo para atingir suas metas enquanto educador, podendo avaliarem um processo dinâmico que detecta erros, e acertos, saberes e não saberes como um fim, mas promover a construção do conhecimento mais elaborado.&lt;br /&gt;
Para Menegola e Sant’Anna (2001), A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa.&lt;br /&gt;
O professor deve lembrar que não sabe tudo e que, a cada dia, tem a oportunidade de estar aprendendo também. Ao acreditar que é o único detentor de todo conhecimento, estreita e limita seu foco e, consequentemente, o de seus alunos. Assim, uma qualidade é essencial ao educador: a humildade em reconhecer suas limitações e sua ignorância.Nessa perspectiva (PARDO E COLNAGO, 2007, p. 2) coloca que é preciso que o professor busque caminhos alternativos para melhorar as condições do processo de ensino-aprendizagem, pois somente a utilização de leituras, memorizações, avaliações com provas de múltipla escolha não atende mais às exigências de formação do estudante. O professor precisa considerar diferentes possibilidades de participação de seus alunos, incluindo as experiências que os mesmos trazem de sua vida cotidiana. Desse modo suas funções devem estar voltadas para a orientação do processo de ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O ato de planejar diz respeito ao fato de que antes de executar uma ação é importante observar conforme aduz Matias Pereira  (apud Matias-Pereira, 2006a,p.63) que ” o problema será relevante em termos científicos quando propiciar conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, quando referir-se aos benefícios que sua solução trará para a humanidade, país, área de conhecimento etc.”, visto que, ao planejar, há que se observar quais benefícios e mudanças a ação a ser executada trará aos educandos, que a aula ou avaliação, não devem ser planejadas apenas para cumprir o conteúdo destinado à turma, mas que seja útil no cotidiano de cada aluno e propicie para que indivíduo desenvolva atos de cidadania em seu meio social.&lt;br /&gt;
Para se fazer um bom planejamento é importante conhecer a turma com que se trabalha, para isso, antes de planejar deve-se fazer uma sondagem, uma observação geral de tudo o que acontece durante a aula, onde esta será uma forma de avaliação que trará boa contribuição para um planejamento adaptado a realidade, e que quando aplicado será de grande proveito para o aluno e satisfação para o professor.&lt;br /&gt;
Separar o ato de avaliar dos elementos essenciais do planejamento, principalmente quando o objetivo do professor é que obtenha uma aula significativa, é algo indissociável nesta relação de como ensinar e aprender. O ato de pesquisar no contexto educacional sugere observar as habilidades, competências e atitudes percorridas no caminho da construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém para que o bom planejamento seja executado e a avaliação seja coerente com essa realidade, faz-se necessário uma postura diferenciada do professor, que ele antes de mais nada torne-se um pesquisador, começando por inovar em seu planejamento e a partir daí avaliar o seu aluno de forma com que leve em consideração todo o  processo de aprendizagem, que deve retratar a &amp;quot;liberdade de expressão do seu aluno pesquisador&amp;quot;.O produto final desse trabalho é uma espécie de mapa que irá nortear tanto aluno como professor no processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da perspectiva de uma educação pela pesquisa é preciso compreender avaliação como um processo constante de acompanhamento da evolução do aluno, não sendo necessárias atribuições de notas e tabulação de dados, mas sim de registros diários do professor, de sentido eminentemente qualitativo, sendo que sob esse olhar vigilante e educativo do profissional, cada aluno encontre seu caminho para progredir, respeitando-se seu ritmo, com a devida autonomia. Ao priorizar a formação da competência é necessário elaborar novos indicadores de desempenho, como o interesse pela pesquisa, êxito em formulações próprias e nível de participação individual ou como membros de grupos. As provas ou testes podem ser eliminados ou então utilizados de forma esporádica apenas para se extrair uma média determinada, pois essas ferramentas arcaicas comprovadamente não representam uma proposta satisfatória de avaliação. O aluno precisa fazer parte desse processo avaliativo e ter a confiança de que é avaliado pelo desempenho geral, verificado todos os dias em seu ritmo participativo e produtivo. Assim a avaliação deixa de ser um ato isolado do processo educativo.(Demo 2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos de planejamento e avaliação, encontramos diversas opiniões a respeito das temáticas mencionadas, desde o preenchimento das fichas burocráticas e das fichas de desempenhos permeando concepções errôneas a respeito de planejar e avaliar. Para Vasconcellos (2007),&amp;quot;planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto&amp;quot;, o autor coloca que planejar é um processo contínuo de ação/reflexão/ação, no escopo de dar novo sentido no ato de planejar. Para Luckesi (2012)[http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc], o autor pontua que avaliar é um ato de investigar a qualidade da realidade. Analisando esses autores, observamos que o único sentido de planejar e avaliar é garantir que o aluno aprenda.Para chegarmos ao objetivo da aprendizagem do aluno, Luckesi  (2011) nos chama a tenção sobre a necessidade de um planejamento que contemple a maior quantidade de recursos metodológicos disponíveis para que possamos fazer uma avaliação o mais fiel quanto possível das suas necessidades  para que possamos no decorrer do processo fazermos as intervenções necessárias para atingirmos o principal objetivo traçado, a aprendizagem.Para Luckesi, (1992) “O ato de planejar, assim assumido, deixará de ser um simples estruturar de meios e recursos, para tornar-se o momento de decidir sobre a construção de um futuro”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educar é  formar para a vida, assim precisamos avaliar para melhor promover. Avaliar sempre implica em comparar e classificar. Privilegiando-se a memorizacao de conteudos, em detrimento do aspecto qualitativo. O professor deve transformar o conhecimento em aprendizagem construindo e reconstruindo e não reproduzindo conhecimento.  Para aprender é necessário interpretar a realidade do modo mais fiel possível; aprender não significa reproduzir informações e sim produzi-las.Numa aprendizagem efetiva utiliza-se a metodologia científica, ou seja, desenvolver temas através de pesquisas, fazendo com que o aluno construa e reconstrua o conhecimento, pratique a cidadania com autonomia e fundamentação. Neste sentido Demo(2010) propoe que o processo avaliativo se paute no que o aluno produz, almejando um aprimoramento crescente, onde afirma:&amp;quot;Trabalhar conteúdos é fundamental, mas não é menos fundamental trabalhar as habilidades, entre elas aprender a estudar, pesquisar, elaborar, de maneira individual e coletiva&amp;quot;.Os professores não foram preparados para trabalhar com o desenvolvimento dos alunos e sim com a memorização dos conteúdos. É preciso que haja uma transformação no processo de aprendizagem,  desenvolvendo um trabalho diferenciado para cada aluno. Os alunos devem ser preparados para pensar criticamente e ter autonomia para reconstruir sua própria história. A avaliação deverá extrair o melhor do aluno e professor caminhando para a apropriação da aprendizagem .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Considerações Finais'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor ao se transformar num professor-pesquisador, se dá conta de que o conhecimento vem da pesquisa e transmite essa vontade aos seus alunos , pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação &lt;br /&gt;
e consequentemente a aprendizagem através da pesquisa.&lt;br /&gt;
Ressalto ainda que para melhorar a qualidade da aprendizagem dos nossos alunos é necessário que os professores estejam constantemente se aperfeiçoando, pois a aprendizagem dos professores reflete-se na aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
Portanto, “... o professor pesquisador centra-se na consideração da prática, que passa a ser meio, fundamento e destinação dos saberes que suscita, desde que esses possam ser orientados e apropriados pela ação reflexiva do professor”.(Miranda 2006, p. 135).&lt;br /&gt;
O trabalho com pesquisa vem para movimentar definições que eram consideradas finalizadas. E para isso, é importante que o professor tenha esclarecimento e conhecimento de como irá usá-la para desconstruir e construir(Demo,2009,p.01) novos conhecimentos compartilhadamente, pois não ensinará, e sim, trocará conhecimentos com seus alunos.&lt;br /&gt;
É importante destacar a relevância social que segundo Demo(2005,p.78) “embora as teses de pós-graduação tenham como escopo apenas o exercício científico formal, poderiam ser mais pertinentes, se também fossem relevantes em termos sociais, ou seja, estudassem temas de interesse comum(...)”, pois a educação somente exercerá a sua função social se mediar a inserção do educando tanto no meio em que vive, bem como em outras relações sociais, como um sujeito ativo que preocupa-se com a maioria, que conforme Demo(2005,p. 06) pratica a “ cidadania individual e coletiva”.&lt;br /&gt;
Portanto, para que a educação alcance as novas concepções de ensino é preciso que sejamos todos pesquisadores, a escola tem que ser e tem que promover um ambiente pesquisador. Quando um professor pesquisa para planejar, pesquisa para subsidiar seu trabalho sua metodologia e todas suas ações ele esta por meio do currículo oculto formando pesquisadores. O incentivo e a prática de pesquisa caminham juntos, contribuindo assim  para  um ambiente escolar que instiga a curiosidade e criatividade de jovens e crianças, ou seja, fazendo da escola um lugar de produção intelectual alegre e convidativo.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observamos que a pesquisa no ambiente escolar representa possibilidades de transformações tanto da prática docente, quanto da aprendizagem discente, especialmente por aproximar-se da realidade do aluno e por tornar as aulas  mais interessantes e significativas, entretanto, sabemos que educar pela pesquisa não é um caminho sem dificuldades, porém é uma proposta desafiadora, que nos permite o desenvolvimento de sujeitos críticos, autônomos, com capacidade de decisões próprias,possibilitando a transformação de todo o contexto em que estão inseridos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de prática torna-se um desafio, tanto para o aluno quanto para o professor, e este desafio é necessário para que cada um construa seu conhecimento de forma ampla e compartilhe com seus pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
O desafio da escola hoje é corrigir as discrepâncias ocorridas durante a formação de seus discentes e proporcionar através de formações continuadas um constante diálogo entre os autores que oferecem conhecimentos referentes às várias e possíveis ações no sentido de promover a aprendizagem  significativa de seus alunos sempre levando em conta a formação de sua cidadania.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA (10)- - Pesquisa: fundamento docente e discente -Pedro Demo (2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiros 1994.                                                    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
___________.''' Educar pela pesquisa'''. Campinas: Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1&lt;br /&gt;
http://euler.mat.ufrgs.br/~vclotilde/disciplinas/pesquisa/texto_Backes.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MIRANDA, Marília G. de. O Professor Pesquisador e Sua Pretensão de Resolver a Relação Entrem a Teoria e a Prática na Formação de Professores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RAUSCH, Rita Buzzi.SCHROEDER. A INSERÇÃO DA PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO - PPGE/ME FURB. v. 5, n. 3, p. 315-337, set./dez. 2010. Disponível em &lt;br /&gt;
&amp;lt; http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/2274&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, José Matias. Manual de metodologia da Pesquisa Científica. Ed.Atlas,2007.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/pluginfile.php/2076/mod_page/content/38/profpesq10.doc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. '''Re-significando a prática de planejamento'''.São Paulo: Libertad, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro (2009): PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA - Pesquisa: fundamento docente e discente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PARDO, Maria Benedita Lima; COLNAGO, Neucideia Aparecida Silva. PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DO ENSINO PARA PROFESSORES DE ESCOLA PÚBLICA: Um enfoque na formação em serviço e na interdisciplinaridade. 2007. Disponível em &amp;lt;http://muraldaescola.files.wordpress.com/2009/03/planejamento-e-avaliacao.pdf&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/remix16.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luckesi, Cipriano Carlos, Avaliação da aprendizagem componentes do ato pedagógico – 1ª  edição- São Paulo: Cortez, 2011&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Farias, Isabel Maria Sabino de. Concepções e prática de pesquisa – O que dizem os professores. In: Reunião anual  da ANPEd, 28. 2005, Caxambu, MG&lt;br /&gt;
Demo, Pedro – Aprender - O desafio reconstrutivo , http://www.senac.br/BTS/243/boltec243c.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luckesi, Cipriano Carlos, Série Idéias n. 15. São Paulo: FDE, 1992&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Maria</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino:_O_papel_da_pesquisa_nos_espa%C3%A7os_formativos_e_os_saberes_e_atitudes_que_subsidiam_a_a%C3%A7%C3%A3o_te%C3%B3rico-metodol%C3%B3gica</id>
		<title>Turma - A - Vespertino: O papel da pesquisa nos espaços formativos e os saberes e atitudes que subsidiam a ação teórico-metodológica</title>
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				<updated>2013-06-09T10:30:38Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Maria: /* Educação pela Pesquisa */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;='''Introdução'''=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior desafio da escola é levar o aluno a construção do conhecimento pois a aprendizagem na escola é um fator decisivo para se ter uma população que saiba pensar (DEMO, 2010)[http://www.youtube.com/watch?v=4lVnBVMCfFQ]. Nesse contexto, a pesquisa – prática que não é constante em ambientes escolares – é vista como uma metodologia capaz de fazer com que o aluno aprenda, adquirindo um conhecimento significativo, ou seja, construindo e reconstruindo seu próprio conhecimento. Pesquisar é romper algo já construído, explorar novas descobertas, investigar e certificar-se de que nada está pronto ou definido. Um impulso generalizado de conhecimentos que confrontam as certezas existentes e os falsos mitos sociais, políticos e científicos. Uma importante definição para o termo pesquisa,a qual considera como um &amp;quot;questionamento reconstrutivo&amp;quot; (Demo 2009).&lt;br /&gt;
A construção do conhecimento dá-se através da aprendizagem, onde o aluno é o mediador, o construtor, o reconstrutor do seu saber e de suas pesquisas. Para  que essa construção ocorra, a escola deverá estar amplamente aberta ao campo de pesquisa, mediando essa construção de conhecimento, visando suas dimensões.&lt;br /&gt;
Em qualquer das duas circunstâncias, trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas. Por certo, pesquisa não pode ser qualquer coisa, exigindo, entre outras qualidades, rigor metodológico (Demo, 1995; 2000).&lt;br /&gt;
Rigor metodológico que define os caminhos teóricos que a pesquisa seguirá, mas sobretudo que resultados ou soluções concretas esta pesquisa definirá, pois segundo Demo “Todas as pesquisas carecem de fundamento teórico e metodológico e só tem a ganhar se puderem, além do rigor categorial, apontar possibilidades de intervenção ou localização concreta. (Demo, 2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o aluno construa seu conhecimento é fundamental que o professor também utilize a pesquisa como metodologia de trabalho em sala de aula, proporcionando um ambiente de troca e valorizando a liberdade de expressão, fundamental neste processo. Diante disto, Rausch (2008, p. 183) argumenta “[...] que todo professor pode e deve ser pesquisador, pois somente a aliança entre teoria e prática provocará os resultados que almejamos, tanto na formação dos professores como na educação de uma maneira geral”. Sendo assim, é preciso que os professores sejam pesquisadores e que reflitam acerca da pesquisa focando a fusão entre a teoria e a prática para que seus alunos sejam também pesquisadores e construam seus conhecimentos por meio das pesquisas e reflexões sobre o que foi pesquisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe ao professor estimular a pesquisa como fonte de aquisição de aprendizagem. Sendo um mediador desse processo, o professor será um facilitador e o aluno poderá ter a oportunidade de construir seu conhecimento. Quanto mais o professor  estimula seus alunos a pesquisa,  mais respostas positivas na sala de aula, pois dessa forma estará formando um aluno pensante, com autonomia e consequentemente com autoria. E assim a cada dia vemos mais que aprender não é apenas estudar, mas sim compreender e construir argumentos para sustentar o processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se ter sucesso em uma pesquisa, é necessário antes de iniciá-la definir os objetivos que serão as metas deste trabalho. É importante que os leitores pensem sobre um tema, e tentem construir um esboço que contemple as intenções de pesquisa; possibilitando assim, as discussões dos aspectos epistemológicos, metodológicos e técnicos da pesquisa. (Demo,2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensino através da pesquisa é um tema amplo, pois possui várias modalidades de pesquisar. A pesquisa na educação permite que se possa utilizar de metodologia características de trabalho, onde o pesquisador pode traçar o caminho para sua pesquisa, e na medida em que aparecem as dúvidas e indagações,ele terá oportunidade de tomar uma nova direção para seu percurso ter êxito e superação das questões que forem surgindo. O ensino pela pesquisa não se reduz a procedimentos empíricos ou lógico-experimentais, devendo incluir cuidados qualitativos(Demo,2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de execução de uma pesquisa  requer a ação de desconstruir para reconstruir (Demo,2009,p.01) que é primordial para o desenvolvimento das habilidades do educando e para que alcancemos a qualidade formal (Demo,2009,p.03). Visto que para atingir a qualidade formal, faz-se necessário que o professor  tenha os seus objetivos com total clareza, bem como domínio do conteúdo que irá trabalhar com seus alunos para que possa orientá-los com segurança. O fato de que não há término de um tema de uma pesquisa, e sim um novo recomeço, consequentemente, surge um novo leque de discussões para o início de uma nova pesquisa.Sem dúvida que a pesquisa, tanto dentro e fora da escola se transforma em mais um , se não o principal instrumento necessário para fazer de nosso aprendiz um ser autônomo, autor do seu conhecimento. Talvez seja o caminho para que haja realmente a transformação do conhecimento, uma método utilizado para reconstruí-lo e promover assim a &amp;quot;emancipação das pessoas&amp;quot; Demo (2009). O diálogo com outras teorias e informações sobre determinado assunto são necessários para fundamentar alguns conceitos e reconstruí-los a fim de aperfeiçoar o conhecimento adquirido. Sabemos que a Educação pela pesquisa nos possibilita uma modalidade em educar de uma forma direcionada para a formação  de sujeitos críticos, autônomos, sujeitos os quais se assumem na construção do seu saber, imigrando de alunos que somente copiam e reproduzem conhecimentos, para alunos que além de transformar o conhecimento, passa a produzí-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Educação pela Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ato de ensinar é instigar e provocar no aluno a motivação à aprendizagem. Por isso podemos dizer que a maneira de ensinar  está relacionada com o ato de aprender e como aprender. Quando refletimos sobre a nossa prática de ensino e como nos comportamos em sala de aula, descobrimos que temos muito mais perguntas do que respostas. É por isso que há uma grande necessidade do professor ter  um compromisso sério com a educação e grande preocupação de como ensinar seus alunos de maneira que eles possam aprender,o professor  deve estar em constante pesquisa, inovando e buscando compreender o que está acontecendo com a sua maneira de ensinar, se suas metodologias estão sendo satisfatórias ou não.De acordo com Demo (2009) “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”.  Dessa forma o professor  constrói  o hábito de aprimorar seu conhecimento e de pesquisar, para que depois possa promover em seu  aluno o mesmo hábito de ter um  ambiente rico em aprendizagem.&lt;br /&gt;
Segundo Pereira (2007), a pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. É uma maneira de se tentar descobrir diferentes formas de se chegar a uma resposta. Para os alunos seria uma etapa de construção do conhecimento por meio de busca, tentativas, erros e acertos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa ocorre quando a escola abre espaço para que ocorra a integração entre aluno e o professor e que a busca pelo conhecimento sistematizado tem como objetivo a pesquisa, formar cidadão crítico e dono de um saber elaborado.[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1]&lt;br /&gt;
Acima de tudo compreender que de acordo com a teoria da aprendizagem que escolherem, para essa situação, deverão elaborar detalhadamente seus objetivos-conteúdos-métodos, para a turma em questão, sem nunca esquecerem de respeitar a capacidade individual de cada um e a realidade em que vivem.O que se espera na construção da pesquisa é um determinado rigor metodológico, seguindo  critérios significativos para a educação da criança no âmbito escolar, a predominância é que ela seja de cunho formativo, independente da idade e do nível de aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (1997), a educação pela pesquisa permite a superação da aula tradicional, da cópia pela cópia, e possibilita a transformações dos alunos de objetos em sujeitos na relação pedagógica, e estas tais transformações possibilitam reconstruções e construções de seu saber, atingindo uma nova compreensão do aprender tanto para os alunos como para os professores. [http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw] Neste vídeo, o Prof. Dr. Pedro Demo, denota que o ato de pesquisar está ligado a aprender bem, pois a pesquisa é uma boa maneira de garantir que o aluno aprenda, e o discente que se diferencia é aquele que pesquisa.Para se ter sucesso em uma pesquisa é preciso elaborar as metas a serem alcançadas com este trabalho para então partir para a construção e elaboração do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
No momento em que o professor solicita uma pesquisa, não significa que o aluno irá apenas digitar a respeito de um tema proposto, mas sim perceber qual é a finalidade com que tal assunto foi colocado em pauta. Verificar a contribuição  no aprendizado, bem como sua função social, pois torna-se irrelevante uma pesquisa executada para obtenção de nota. Trata-se então de uma qualidade política como afirma Demo(2009,p.03) &lt;br /&gt;
“Entende-se por qualidade política a habilidade de saber usar a qualidade formal, ligando um meio a fins pertinentes”. Percebemos que nem sempre a escola influencia o aluno à pesquisa, principalmente a escola pública,  que geralmente traz o conhecimento &amp;quot;embrulhado&amp;quot; em livros didáticos que pouco servem para pesquisa e muito menos para reconstruir conhecimento. Para que a educação aconteça a partir da pesquisa temos que &amp;quot;[..] deter cuidado metodológico adequado e proposta educativa eminente ... produzir conhecimento e oferecer oportunidade formativa mais burilada&amp;quot;[...] (Demo 2009). O que decide, ao final, se é ou não pesquisa, não é o objeto, mas o método usado para tratar o objeto, sendo indispensável que seja questionado e reconstruído.(Demo, 2009). Portanto, o método que se desenvolve a pesquisa vem a ser tão importante quanto o objeto, devendo ser analisado minuciosamente para que a pesquisa tenha os resultados obtidos de maneira satisfatória. Essa análise tem que ser feita com todo o cuidado para que após os questionamentos ela tenha êxito.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demo(2009) coloca que a prática da pesquisa proporciona ao espaço educativo mudanças produtivas, oferecendo opções de trabalho que leva em conta a liberdade de expressão, porque é fundamental querer  conhecer mais sobre o assunto para se envolver,  o que auxilia na formação do sujeito competente na construção de um conhecimento crítico e inovador. Orienta para atividades autopoiéticas, interpretativas, reconstrutivas levando o pesquisador a construir com autonomia, capacidade crítica e sobretudo autocrítica. Aprende-se a lidar com a relatividade da teoria, sabendo argumentar e discutir, não apenas aceitando como verdade absoluta o discurso produzido, é necessário, desconstruir e reconstruir. E ainda pode-se aprender a aprender, ou seja, o indivíduo passa a utilizar as habilidades vivenciadas e construídas na escola, na sua formação enquanto cidadão. Ainda segundo Demo (2009), o estudante não cresce apenas em métodos, cresce ainda mais em cidadania.Podemos também observar que a linha pedagógica objetiva que o aluno aprenda a aprender , pesquisar e raciocinar criticamente , a trabalhar de forma colaborativa.Os alunos entram em um processo de descoberta, usando o que já sabem para aprender o que precisam ou que atrai o seu interesse.Em que o professor é um guia orientador .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Princípios Educativos da Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade cada vez mais complexa em que vivemos, cabe à escola formar pessoas com condições para nela atuar, e parece que a educação pela pesquisa pode ser um meio de promover no sujeito aprendizados que possibilitem o “desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica” (DEMO, 2003, p. 86),&lt;br /&gt;
Para Michaliszyn e Tomasini (2005), os princípios educativos da pesquisa educativa  significa investigar o porquê dos erros que os alunos cometem e também investigar o porque determinado conteúdo parece tão fácil ou tão difícil. Portanto o professor pesquisador tem a necessidade de constante aperfeiçoamento e ampliação de seus conhecimentos para que possa ter cada vez melhores condições de compreender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;
É por meio da troca de experiências, pesquisa, observação da exploração de ambientes alfabetizadores que o aluno constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito o seu desenvolvimento intelectual. É nessa interação com seu dia-a-dia que o aluno desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, é necessário considerar que no contexto da escola, segundo (RAUSCH e SCHROEDER, 2010) coloca que o uso indiscriminado do termo pesquisa vem sendo comprometido seriamente, causando distorções a respeito de sua real finalidade. Em vários níveis da educação, tem-se usado a pesquisa de maneira errônea, o que compromete o verdadeiro objetivo da pesquisa. Pede-se que se pesquise sobre determinado assunto, e a consulta é feita em alguns livros, encartes ou internet, fazendo apenas uma cópia do que já foi pesquisado perdendo assim tempo e oportunidade de aprender. Segundo Lüdke (1986) apud Rausche e Schoeder (2010), esse tipo de coleta contribui para despertar nos alunos a curiosidade, mas está longe de ser a elaboração de uma verdadeira pesquisa, sendo apenas uma atividade de consulta. A pesquisa como estratégia pedagógica neste contexto , revela que esta  prática no cotidiano de sala de aula, é  uma forma muito simples, não sistematizada, que segundo Demo(2005) é uma forma de apenas reprodução de  conhecimento  a idéia que o aluno seja o construtor do conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos questionar qual o real propósito da pesquisa educacional? A pesquisa pela simples leitura e reprodução, ou um questionamento constante do educador, de como propiciar o conhecimento pela pesquisa crítica e contextualizada, e de que forma se enquadraria no desenvolvimento e maturação educacional de seus alunos, da a infância e por toda vida afora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante destacar que, Segundo Demo(2009,p.01) ao que se refere aos  princípios educativos da pesquisa faz-se necessário ter clareza de que “ trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas”, ou seja, não é necessário descartar o conhecimento adquirido anteriormente, mas sim, a partir dele realizar novos questionamentos que inicia-se, concomitantemente, à vida escolar do educando quando ingressa na instituição educacional e que será aprimorada conforme a sua faixa etária, visto que o professor não pode perder de vista que conforme Demo(2009,p. 02)de “ incluir cuidados qualitativos” em sua atuação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim se faz necessário auxiliar e estimular tanto alunos quanto professores  na compreensão e uso das novas tecnologias a favor da pesquisa, onde o professor como mediador irá fomentar os diversos modos pelos quais estas ferramentas pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em um processo de criação  e autoria, desafiando os alunos na busca de novos rumos e estratégias no processo de construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa segundo Demo (2009) inclui sempre a visão libertadora do sujeito que busca fazer-se e conhecer-se, à medida que se reconstitui pelo questionamento sistemático da realidade. Fazendo desse questionamento um caminho para mudar e transformar essa realidade. Buscando uma educação onde o questionamento reconstrutivo leva o sujeito a emancipação, a pesquisa deve ser seu método formativo. Entre ambas há trajetos que se articulam, pois enquanto a pesquisa busca conhecimento, se alimenta da dúvida, de hipóteses e alternativas, busca inovar, busca na prática a renovação da teoria, se realiza na reconstrução permanente do conhecimento, supõe um ambiente com liberdade de expressão e criatividade e privilegia como seu método o questionamento sistemático crítico e criativo, a educação busca a consciência crítica, alimenta o aprender a aprender, usa o conhecimento inovador como instrumento na construção história do sujeito, buscando ultrapassar o mero ensino baseado na instrução, exigindo uma relação pedagógica interativa e ética que essencialmente prioriza o saber pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e ressignificação do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Contexto Escolar e a Pesquisa'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abordar este tema implica na relação professor e aluno, refletindo sobre esses dois pilares essenciais da escola,que envolvem discussões e questionamentos dessa interação contínua sem um fim determinado, e sim com múltiplos estudos coletivos, objetos investigativos e soluções e situações problemas que mudam e se renovam constantemente. No contexto escolar, percebemos que professores, muitas vezes, não aceitam a ideia da pesquisa como ponto de partida para construção e reconstrução do conhecimento, pois para que isso aconteça é necessário que o professor transforme-se num professor-pesquisador, pois somente dessa forma ele dará conta de que o conhecimento vem da pesquisa. Assim, o professor irá transmitir essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação e consequentemente a aprendizagem e, através da pesquisa, isso se tornará possível. O maior desafio está nos docentes, em geral paralisados, antiquados, quando não resistentes, manisfestando dificuldade ostensiva de postar-se à altura dos alunos(Semas, 2002).&lt;br /&gt;
Precisamos juntos, esquematizar sua própria maneira de aprender essa busca de conhecimento agregado na escola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao contexto escolar, há que se destacar a importância que a escola tem no futuro do educando, visto que hodiernamente a sociedade exige uma educação com base na função social, porém como dito anteriormente, faz-se necessário que o professor acompanhe a introdução de novos recursos tecnológicos que a escola oferece para que também possa, por sua vez, ministrar uma aula usando tais recursos de maneira inovadora. É importante que o educador estude, pesquise, compartilhe conhecimentos com sua turma, que descontrua e reconstrua(Demo,2009,p.01) conceitos que muitas vezes são ultrapassados e não surtem um bom resultado no desenvolvimento das habilidades de seus educandos, ou seja, não os prepara para o futuro que não está longínquo.&lt;br /&gt;
E a partir dessa construção e desconstrução do saber  por parte do professor através da pesquisa e estudos  estaremos  atualizados e em algumas vezes mais preparados a ensinar em sala de aula. De acordo com Demo (2009) “Cabe ao pesquisador  transformar informação em conhecimento, pela via da desconstrução e reconstrução”. vale lembrar que trocamos conhecimentos, pois os alunos em grande maioria já estão atualizados e inteirados com as novas tecnologias, trazendo suas ideias para compartilhar com seus colegas e também com seus professores, que na realidade são mediadores do seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão gira entorno do que realmente o nosso aluno precisa. Será que realmente precisamos sistematizar nossas aulas em meros assuntos expositivos e provas para medir o conhecimento? Acredito que é nesse aspecto que a pesquisa subsidia a educação em si.É nela e por meio dela que aprofundamos ainda mais o conhecimento. O nosso desafio então é como subsidiar nosso aluno  para a pesquisa? Como orientá-los, se o maior problema que observamos é o total desinteresse e desmotivação  pela leitura. Demo (2009) diz que [...] Hoje, faz parte desta proposta reconstrutiva de aprendizagem calcada na pesquisa também influência tecnológica, em especial habilidades de produção de textos multimodais em plataformas digitais, como a web 2.0.[..] Não digo como solução, mas vejo no que Demo(2009) fala como um princípio, a fim de despertar no nosso aluno o interesse de que tanto necessitamos. A boa Leitura e o prazer em desenvolver a pesquisa, colocando em pratica o exercício da autoria num processo dinâmico de interação e construção de conhecimento.&lt;br /&gt;
Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa. (DEMO, 2009). Muitos professores se julgam excelentes orientadores apenas por dominar determinado assunto ou conteúdo. Ser professor exige muito mais dos docentes, antes de tudo saber conduzir uma aula de forma que seus alunos realmente entendam o que estão aprendendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma prática educativa baseada na pesquisa implica em abandonar práticas antigas que caracterizam o professor como detentor do conhecimento.Nesta perspectiva (ESTEBAN; ZACCUR, 2007, p.119) apud (RAUSCH e SCHROEDER, 2010)  coloca que é  preciso avançar para uma concepção de pesquisa como uma investigação sistemática crítica e autocrítica que requer métodos apropriados visando o avanço do conhecimento e um entendimento de professor pesquisador como aquele que investiga seus problemas do cotidiano docente visando o desenvolvimento de uma prática pedagógica que promova o sucesso na aprendizagem dos alunos. Em suma, ser pesquisador é criar algo significativo para sua prática, é ter um sentimento de inconformismo com o fracasso escolar, procurando “[...] criar alternativas pedagógicas favoráveis aos seus alunos e alunas que não estão avançando como esperava” , acarretando no professor uma postura investigativa As transformações, culturais e tecnológicas vivenciadas atualmente, implicam numa mudança qualitativa na prática educativa, assim a competência do professor atual perpassa a colaboração, ser pesquisador, capaz de elaboração própria. Assim surge a necessidade de reconhecer a pesquisa como principio educativo. A educação pela pesquisa tem como objetivo incentivar o questionamento dentro de um processo de reconstrução do conhecimento. Demo(2009) afirma &amp;quot;Aula só faz sentido se for produto da construção de conhecimento, podendo assim, conduzir a desconstrução/reconstrução de conhecimento&amp;quot;. Partindo da investigação e questinamento nesta prática reconstrutiva, o educador estimula a autonomia, a colaboração no ambiente escolar. Possibilitando que o aluno argumente, questione, adquirindo competência para tornar-se sujeito, ativo e participativo. Portanto  a pesquisa no contexto escolar, sugere como ponto de partida o questionamento sobre os conhecimentos e verdades existentes, dessa forma se inicia um processo de construção com novos argumentos que podem substituir os conhecimentos existentes e apresentados como novo conhecimento, mas devemos nos ater que essa construção deve ser fundamenta teoricamente, mas sem desenlaçar da crítica de uma comunidade escolar argumentativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Planejamento e Avaliação'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento deve ser entendido como um processo de mudança de pensamento e tem como papel principal propiciar o despertar do sujeito enquanto a necessidade de transformar suas práticas deixando arcaico e buscando o novo assim a reconstrução faz capacitá-lo para atingir suas metas enquanto educador, podendo avaliarem um processo dinâmico que detecta erros, e acertos, saberes e não saberes como um fim, mas promover a construção do conhecimento mais elaborado.&lt;br /&gt;
Para Menegola e Sant’Anna (2001), A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa.&lt;br /&gt;
O professor deve lembrar que não sabe tudo e que, a cada dia, tem a oportunidade de estar aprendendo também. Ao acreditar que é o único detentor de todo conhecimento, estreita e limita seu foco e, consequentemente, o de seus alunos. Assim, uma qualidade é essencial ao educador: a humildade em reconhecer suas limitações e sua ignorância.Nessa perspectiva (PARDO E COLNAGO, 2007, p. 2) coloca que é preciso que o professor busque caminhos alternativos para melhorar as condições do processo de ensino-aprendizagem, pois somente a utilização de leituras, memorizações, avaliações com provas de múltipla escolha não atende mais às exigências de formação do estudante. O professor precisa considerar diferentes possibilidades de participação de seus alunos, incluindo as experiências que os mesmos trazem de sua vida cotidiana. Desse modo suas funções devem estar voltadas para a orientação do processo de ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O ato de planejar diz respeito ao fato de que antes de executar uma ação é importante observar conforme aduz Matias Pereira  (apud Matias-Pereira, 2006a,p.63) que ” o problema será relevante em termos científicos quando propiciar conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, quando referir-se aos benefícios que sua solução trará para a humanidade, país, área de conhecimento etc.”, visto que, ao planejar, há que se observar quais benefícios e mudanças a ação a ser executada trará aos educandos, que a aula ou avaliação, não devem ser planejadas apenas para cumprir o conteúdo destinado à turma, mas que seja útil no cotidiano de cada aluno e propicie para que indivíduo desenvolva atos de cidadania em seu meio social.&lt;br /&gt;
Para se fazer um bom planejamento é importante conhecer a turma com que se trabalha, para isso, antes de planejar deve-se fazer uma sondagem, uma observação geral de tudo o que acontece durante a aula, onde esta será uma forma de avaliação que trará boa contribuição para um planejamento adaptado a realidade, e que quando aplicado será de grande proveito para o aluno e satisfação para o professor.&lt;br /&gt;
Separar o ato de avaliar dos elementos essenciais do planejamento, principalmente quando o objetivo do professor é que obtenha uma aula significativa, é algo indissociável nesta relação de como ensinar e aprender. O ato de pesquisar no contexto educacional sugere observar as habilidades, competências e atitudes percorridas no caminho da construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém para que o bom planejamento seja executado e a avaliação seja coerente com essa realidade, faz-se necessário uma postura diferenciada do professor, que ele antes de mais nada torne-se um pesquisador, começando por inovar em seu planejamento e a partir daí avaliar o seu aluno de forma com que leve em consideração todo o  processo de aprendizagem, que deve retratar a &amp;quot;liberdade de expressão do seu aluno pesquisador&amp;quot;.O produto final desse trabalho é uma espécie de mapa que irá nortear tanto aluno como professor no processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da perspectiva de uma educação pela pesquisa é preciso compreender avaliação como um processo constante de acompanhamento da evolução do aluno, não sendo necessárias atribuições de notas e tabulação de dados, mas sim de registros diários do professor, de sentido eminentemente qualitativo, sendo que sob esse olhar vigilante e educativo do profissional, cada aluno encontre seu caminho para progredir, respeitando-se seu ritmo, com a devida autonomia. Ao priorizar a formação da competência é necessário elaborar novos indicadores de desempenho, como o interesse pela pesquisa, êxito em formulações próprias e nível de participação individual ou como membros de grupos. As provas ou testes podem ser eliminados ou então utilizados de forma esporádica apenas para se extrair uma média determinada, pois essas ferramentas arcaicas comprovadamente não representam uma proposta satisfatória de avaliação. O aluno precisa fazer parte desse processo avaliativo e ter a confiança de que é avaliado pelo desempenho geral, verificado todos os dias em seu ritmo participativo e produtivo. Assim a avaliação deixa de ser um ato isolado do processo educativo.(Demo 2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos de planejamento e avaliação, encontramos diversas opiniões a respeito das temáticas mencionadas, desde o preenchimento das fichas burocráticas e das fichas de desempenhos permeando concepções errôneas a respeito de planejar e avaliar. Para Vasconcellos (2007),&amp;quot;planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto&amp;quot;, o autor coloca que planejar é um processo contínuo de ação/reflexão/ação, no escopo de dar novo sentido no ato de planejar. Para Luckesi (2012)[http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc], o autor pontua que avaliar é um ato de investigar a qualidade da realidade. Analisando esses autores, observamos que o único sentido de planejar e avaliar é garantir que o aluno aprenda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educar é  formar para a vida, assim precisamos avaliar para melhor promover. Avaliar sempre implica em comparar e classificar. Privilegiando-se a memorizacao de conteudos, em detrimento do aspecto qualitativo. O professor deve transformar o conhecimento em aprendizagem construindo e reconstruindo e não reproduzindo conhecimento.  Para aprender é necessário interpretar a realidade do modo mais fiel possível; aprender não significa reproduzir informações e sim produzi-las.Numa aprendizagem efetiva utiliza-se a metodologia científica, ou seja, desenvolver temas através de pesquisas, fazendo com que o aluno construa e reconstrua o conhecimento, pratique a cidadania com autonomia e fundamentação. Neste sentido Demo(2010) propoe que o processo avaliativo se paute no que o aluno produz, almejando um aprimoramento crescente, onde afirma:&amp;quot;Trabalhar conteúdos é fundamental, mas não é menos fundamental trabalhar as habilidades, entre elas aprender a estudar, pesquisar, elaborar, de maneira individual e coletiva&amp;quot;.Os professores não foram preparados para trabalhar com o desenvolvimento dos alunos e sim com a memorização dos conteúdos. É preciso que haja uma transformação no processo de aprendizagem,  desenvolvendo um trabalho diferenciado para cada aluno. Os alunos devem ser preparados para pensar criticamente e ter autonomia para reconstruir sua própria história. A avaliação deverá extrair o melhor do aluno e professor caminhando para a apropriação da aprendizagem .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Considerações Finais'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor ao se transformar num professor-pesquisador, ele se dá conta de que o conhecimento vem da pesquisa e transmite essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação &lt;br /&gt;
e consequentemente a aprendizagem através da pesquisa.&lt;br /&gt;
Ressalto ainda que para melhorar a qualidade da aprendizagem dos nossos alunos é necessário que os professores estejam constantemente se aperfeiçoando, pois a aprendizagem dos professores reflete-se na aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
Portanto, “... o professor pesquisador centra-se na consideração da prática, que passa a ser meio, fundamento e destinação dos saberes que suscita, desde que esses possam ser orientados e apropriados pela ação reflexiva do professor”.(Miranda 2006, p. 135).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho com pesquisa vem para movimentar definições que eram consideradas finalizadas. E para isso, é importante que o professor tenha esclarecimento e conhecimento de como irá usá-la para desconstruir e construir(Demo,2009,p.01) novos conhecimentos compartilhadamente, pois não ensinará, e sim, trocará conhecimentos com seus alunos.&lt;br /&gt;
É importante destacar a relevância social que segundo Demo(2005,p.78) “embora as teses de pós-graduação tenham como escopo apenas o exercício científico formal, poderiam ser mais pertinentes, se também fossem relevantes em termos sociais, ou seja, estudassem temas de interesse comum(...)”, pois a educação somente exercerá a sua função social se mediar a inserção do educando tanto no meio em que vive, bem como em outras relações sociais, como um sujeito ativo que preocupa-se com a maioria, que conforme Demo(2005,p. 06) pratica a “ cidadania individual e coletiva”.&lt;br /&gt;
Portanto, para que a educação alcance as novas concepções de ensino é preciso que sejamos todos pesquisadores, a escola tem que ser e tem que promover um ambiente pesquisador. Quando um professor pesquisa para planejar, pesquisa para subsidiar seu trabalho sua metodologia e todas suas ações ele esta por meio do currículo oculto formando pesquisadores. O incentivo e a prática de pesquisa caminham juntos, contribuindo assim  para  um ambiente escolar que instiga a curiosidade e criatividade de jovens e crianças, ou seja, fazendo da escola um lugar de produção intelectual alegre e convidativo.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observamos que a pesquisa no ambiente escolar representa possibilidades de transformações tanto da prática docente, quanto da aprendizagem discente, especialmente por aproximar-se da realidade do aluno e por tornar as aulas  mais interessantes e significativas, entretanto, sabemos que educar pela pesquisa não é um caminho sem dificuldades, porém é uma proposta desafiadora, que nos permite o desenvolvimento de sujeitos críticos, autônomos, com capacidade de decisões próprias,possibilitando a transformação de todo o contexto em que estão inseridos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de prática torna-se um desafio, tanto para o aluno quanto para o professor, e este desafio é necessário para que cada um construa seu conhecimento de forma ampla e compartilhe com seus pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Referências'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA (10)- - Pesquisa: fundamento docente e discente -Pedro Demo (2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiros 1994.                                                    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
___________.''' Educar pela pesquisa'''. Campinas: Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1&lt;br /&gt;
http://euler.mat.ufrgs.br/~vclotilde/disciplinas/pesquisa/texto_Backes.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MIRANDA, Marília G. de. O Professor Pesquisador e Sua Pretensão de Resolver a Relação Entrem a Teoria e a Prática na Formação de Professores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RAUSCH, Rita Buzzi.SCHROEDER. A INSERÇÃO DA PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO - PPGE/ME FURB. v. 5, n. 3, p. 315-337, set./dez. 2010. Disponível em &lt;br /&gt;
&amp;lt; http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/2274&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, José Matias. Manual de metodologia da Pesquisa Científica. Ed.Atlas,2007.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/pluginfile.php/2076/mod_page/content/38/profpesq10.doc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. '''Re-significando a prática de planejamento'''.São Paulo: Libertad, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro (2009): PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA - Pesquisa: fundamento docente e discente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PARDO, Maria Benedita Lima; COLNAGO, Neucideia Aparecida Silva. PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DO ENSINO PARA PROFESSORES DE ESCOLA PÚBLICA: Um enfoque na formação em serviço e na interdisciplinaridade. 2007. Disponível em &amp;lt;http://muraldaescola.files.wordpress.com/2009/03/planejamento-e-avaliacao.pdf&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/remix16.html&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Maria</name></author>	</entry>

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