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		<title>Wiki_Semed - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino:_O_papel_da_pesquisa_nos_espa%C3%A7os_formativos_e_os_saberes_e_atitudes_que_subsidiam_a_a%C3%A7%C3%A3o_te%C3%B3rico-metodol%C3%B3gica</id>
		<title>Turma - A - Vespertino: O papel da pesquisa nos espaços formativos e os saberes e atitudes que subsidiam a ação teórico-metodológica</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Leilasilva: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Introdução'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior desafio da escola é levar o aluno a construção do conhecimento pois a aprendizagem na escola é um fator decisivo para se ter uma população que saiba pensar (DEMO, 2010)[http://www.youtube.com/watch?v=4lVnBVMCfFQ]. Nesse contexto, a pesquisa – prática que não é constante em ambientes escolares – é vista como uma metodologia capaz de fazer com que o aluno aprenda, adquirindo um conhecimento significativo, ou seja, construindo e reconstruindo seu próprio conhecimento. Pesquisar é romper algo já construído, explorar novas descobertas, investigar e certificar-se de que nada está pronto ou definido. Um impulso generalizado de conhecimentos que confrontam as certezas existentes e os falsos mitos sociais, políticos e científicos. Uma importante definição para o termo pesquisa,a qual considera como um &amp;quot;questionamento reconstrutivo&amp;quot; (Demo 2009).&lt;br /&gt;
A construção do conhecimento dá-se através da aprendizagem, onde o aluno é o mediador, o construtor, o reconstrutor do seu saber e de suas pesquisas. Para  que essa construção ocorra, a escola deverá estar amplamente aberta ao campo de pesquisa, mediando essa construção de conhecimento, visando suas dimensões.&lt;br /&gt;
Em qualquer das duas circunstâncias, trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas. Por certo, pesquisa não pode ser qualquer coisa, exigindo, entre outras qualidades, rigor metodológico (Demo, 1995; 2000).&lt;br /&gt;
Rigor metodológico que define os caminhos teóricos que a pesquisa seguirá, mas sobretudo que resultados ou soluções concretas esta pesquisa definirá, pois segundo Demo “Todas as pesquisas carecem de fundamento teórico e metodológico e só tem a ganhar se puderem, além do rigor categorial, apontar possibilidades de intervenção ou localização concreta. (Demo, 2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o aluno construa seu conhecimento é fundamental que o professor também utilize a pesquisa como metodologia de trabalho em sala de aula, proporcionando um ambiente de troca e valorizando a liberdade de expressão, fundamental neste processo. Diante disto, Rausch (2008, p. 183) argumenta “[...] que todo professor pode e deve ser pesquisador, pois somente a aliança entre teoria e prática provocará os resultados que almejamos, tanto na formação dos professores como na educação de uma maneira geral”. Sendo assim, é preciso que os professores sejam pesquisadores e que reflitam acerca da pesquisa focando a fusão entre a teoria e a prática para que seus alunos sejam também pesquisadores e construam seus conhecimentos por meio das pesquisas e reflexões sobre o que foi pesquisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe ao professor estimular a pesquisa como fonte de aquisição de aprendizagem. Sendo um mediador desse processo, o professor será um facilitador e o aluno poderá ter a oportunidade de construir seu conhecimento. Quanto mais o professor  estimula seus alunos a pesquisa,  mais respostas positivas na sala de aula, pois dessa forma estará formando um aluno pensante, com autonomia e consequentemente com autoria. E assim a cada dia vemos mais que aprender não é apenas estudar, mas sim compreender e construir argumentos para sustentar o processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se ter sucesso em uma pesquisa, é necessário antes de iniciá-la definir os objetivos que serão as metas deste trabalho. É importante que os leitores pensem sobre um tema, e tentem construir um esboço que contemple as intenções de pesquisa; possibilitando assim, as discussões dos aspectos epistemológicos, metodológicos e técnicos da pesquisa. (Demo,2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensino através da pesquisa é um tema amplo, pois possui várias modalidades de pesquisar. A pesquisa na educação permite que se possa utilizar de metodologia características de trabalho, onde o pesquisador pode traçar o caminho para sua pesquisa, e na medida em que aparecem as dúvidas e indagações,ele terá oportunidade de tomar uma nova direção para seu percurso ter êxito e superação das questões que forem surgindo. O ensino pela pesquisa não se reduz a procedimentos empíricos ou lógico-experimentais, devendo incluir cuidados qualitativos(Demo,2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de execução de uma pesquisa  requer a ação de desconstruir para reconstruir (Demo,2009,p.01) que é primordial para o desenvolvimento das habilidades do educando e para que alcancemos a qualidade formal (Demo,2009,p.03). Visto que para atingir a qualidade formal, faz-se necessário que o professor  tenha os seus objetivos com total clareza, bem como domínio do conteúdo que irá trabalhar com seus alunos para que possa orientá-los com segurança. O fato de que não há término de um tema de uma pesquisa, e sim um novo recomeço, consequentemente, surge um novo leque de discussões para o início de uma nova pesquisa.Sem dúvida que a pesquisa, tanto dentro e fora da escola se transforma em mais um , se não o principal instrumento necessário para fazer de nosso aprendiz um ser autônomo, autor do seu conhecimento. Talvez seja o caminho para que haja realmente a transformação do conhecimento, uma método utilizado para reconstruí-lo e promover assim a &amp;quot;emancipação das pessoas&amp;quot; Demo (2009). O diálogo com outras teorias e informações sobre determinado assunto são necessários para fundamentar alguns conceitos e reconstruí-los a fim de aperfeiçoar o conhecimento adquirido. Sabemos que a Educação pela pesquisa nos possibilita uma modalidade em educar de uma forma direcionada para a formação  de sujeitos críticos, autônomos, sujeitos os quais se assumem na construção do seu saber, imigrando de alunos que somente copiam e reproduzem conhecimentos, para alunos que além de transformar o conhecimento, passa a produzí-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Educação pela Pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ato de ensinar é instigar e provocar no aluno a motivação à aprendizagem. Por isso podemos dizer que a maneira de ensinar  está relacionada com o ato de aprender e como aprender. Quando refletimos sobre a nossa prática de ensino e como nos comportamos em sala de aula, descobrimos que temos muito mais perguntas do que respostas. É por isso que há uma grande necessidade do professor ter  um compromisso sério com a educação e grande preocupação de como ensinar seus alunos de maneira que eles possam aprender,o professor  deve estar em constante pesquisa, inovando e buscando compreender o que está acontecendo com a sua maneira de ensinar, se suas metodologias estão sendo satisfatórias ou não.De acordo com Demo (2009) “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”.  Dessa forma o professor  constrói  o hábito de aprimorar seu conhecimento e de pesquisar, para que depois possa promover em seu  aluno o mesmo hábito de ter um  ambiente rico em aprendizagem.&lt;br /&gt;
Segundo Pereira (2007), a pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. É uma maneira de se tentar descobrir diferentes formas de se chegar a uma resposta. Para os alunos seria uma etapa de construção do conhecimento por meio de busca, tentativas, erros e acertos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa ocorre quando a escola abre espaço para que ocorra a integração entre aluno e o professor e que a busca pelo conhecimento sistematizado tem como objetivo a pesquisa, formar cidadão crítico e dono de um saber elaborado.[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1]&lt;br /&gt;
Acima de tudo compreender que de acordo com a teoria da aprendizagem que escolherem, para essa situação, deverão elaborar detalhadamente seus objetivos-conteúdos-métodos, para a turma em questão, sem nunca esquecerem de respeitar a capacidade individual de cada um e a realidade em que vivem.O que se espera na construção da pesquisa é um determinado rigor metodológico, seguindo  critérios significativos para a educação da criança no âmbito escolar, a predominância é que ela seja de cunho formativo, independente da idade e do nível de aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (1997), a educação pela pesquisa permite a superação da aula tradicional, da cópia pela cópia, e possibilita a transformações dos alunos de objetos em sujeitos na relação pedagógica, e estas tais transformações possibilitam reconstruções e construções de seu saber, atingindo uma nova compreensão do aprender tanto para os alunos como para os professores. [http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw] Neste vídeo, o Prof. Dr. Pedro Demo, denota que o ato de pesquisar está ligado a aprender bem, pois a pesquisa é uma boa maneira de garantir que o aluno aprenda, e o discente que se diferencia é aquele que pesquisa.Para se ter sucesso em uma pesquisa é preciso elaborar as metas a serem alcançadas com este trabalho para então partir para a construção e elaboração do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
No momento em que o professor solicita uma pesquisa, não significa que o aluno irá apenas digitar a respeito de um tema proposto, mas sim perceber qual é a finalidade com que tal assunto foi colocado em pauta. Verificar a contribuição  no aprendizado, bem como sua função social, pois torna-se irrelevante uma pesquisa executada para obtenção de nota. Trata-se então de uma qualidade política como afirma Demo(2009,p.03) &lt;br /&gt;
“Entende-se por qualidade política a habilidade de saber usar a qualidade formal, ligando um meio a fins pertinentes”. Percebemos que nem sempre a escola influencia o aluno à pesquisa, principalmente a escola pública,  que geralmente traz o conhecimento &amp;quot;embrulhado&amp;quot; em livros didáticos que pouco servem para pesquisa e muito menos para reconstruir conhecimento. Para que a educação aconteça a partir da pesquisa temos que &amp;quot;[..] deter cuidado metodológico adequado e proposta educativa eminente ... produzir conhecimento e oferecer oportunidade formativa mais burilada&amp;quot;[...] (Demo 2009). O que decide, ao final, se é ou não pesquisa, não é o objeto, mas o método usado para tratar o objeto, sendo indispensável que seja questionado e reconstruído.(Demo, 2009). Portanto, o método que se desenvolve a pesquisa vem a ser tão importante quanto o objeto, devendo ser analisado minuciosamente para que a pesquisa tenha os resultados obtidos de maneira satisfatória. Essa análise tem que ser feita com todo o cuidado para que após os questionamentos ela tenha êxito.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demo(2009) coloca que a prática da pesquisa proporciona ao espaço educativo mudanças produtivas, oferecendo opções de trabalho que leva em conta a liberdade de expressão, porque é fundamental querer  conhecer mais sobre o assunto para se envolver,  o que auxilia na formação do sujeito competente na construção de um conhecimento crítico e inovador. Orienta para atividades autopoiéticas, interpretativas, reconstrutivas levando o pesquisador a construir com autonomia, capacidade crítica e sobretudo autocrítica. Aprende-se a lidar com a relatividade da teoria, sabendo argumentar e discutir, não apenas aceitando como verdade absoluta o discurso produzido, é necessário, desconstruir e reconstruir. E ainda pode-se aprender a aprender, ou seja, o indivíduo passa a utilizar as habilidades vivenciadas e construídas na escola, na sua formação enquanto cidadão. Ainda segundo Demo (2009), o estudante não cresce apenas em métodos, cresce ainda mais em cidadania. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Princípios Educativos da Pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade cada vez mais complexa em que vivemos, cabe à escola formar pessoas com condições para nela atuar, e parece que a educação pela pesquisa pode ser um meio de promover no sujeito aprendizados que possibilitem o “desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica” (DEMO, 2003, p. 86),&lt;br /&gt;
Para Michaliszyn e Tomasini (2005), os princípios educativos da pesquisa educativa  significa investigar o porquê dos erros que os alunos cometem e também investigar o porque determinado conteúdo parece tão fácil ou tão difícil. Portanto o professor pesquisador tem a necessidade de constante aperfeiçoamento e ampliação de seus conhecimentos para que possa ter cada vez melhores condições de compreender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;
É por meio da troca de experiências, pesquisa, observação da exploração de ambientes alfabetizadores que o aluno constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito o seu desenvolvimento intelectual. É nessa interação com seu dia-a-dia que o aluno desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, é necessário considerar que no contexto da escola, segundo (RAUSCH e SCHROEDER, 2010) coloca que o uso indiscriminado do termo pesquisa vem sendo comprometido seriamente, causando distorções a respeito de sua real finalidade. Em vários níveis da educação, tem-se usado a pesquisa de maneira errônea, o que compromete o verdadeiro objetivo da pesquisa. Pede-se que se pesquise sobre determinado assunto, e a consulta é feita em alguns livros, encartes ou internet, fazendo apenas uma cópia do que já foi pesquisado perdendo assim tempo e oportunidade de aprender. Segundo Lüdke (1986) apud Rausche e Schoeder (2010), esse tipo de coleta contribui para despertar nos alunos a curiosidade, mas está longe de ser a elaboração de uma verdadeira pesquisa, sendo apenas uma atividade de consulta. A pesquisa como estratégia pedagógica neste contexto , revela que esta  prática no cotidiano de sala de aula, é  uma forma muito simples, não sistematizada, que segundo Demo(2005) é uma forma de apenas reprodução de  conhecimento  a idéia que o aluno seja o construtor do conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos questionar qual o real propósito da pesquisa educacional? A pesquisa pela simples leitura e reprodução, ou um questionamento constante do educador, de como propiciar o conhecimento pela pesquisa crítica e contextualizada, e de que forma se enquadraria no desenvolvimento e maturação educacional de seus alunos, da a infância e por toda vida afora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante destacar que, Segundo Demo(2009,p.01) ao que se refere aos  princípios educativos da pesquisa faz-se necessário ter clareza de que “ trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas”, ou seja, não é necessário descartar o conhecimento adquirido anteriormente, mas sim, a partir dele realizar novos questionamentos que inicia-se, concomitantemente, à vida escolar do educando quando ingressa na instituição educacional e que será aprimorada conforme a sua faixa etária, visto que o professor não pode perder de vista que conforme Demo(2009,p. 02)de “ incluir cuidados qualitativos” em sua atuação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim se faz necessário auxiliar e estimular tanto alunos quanto professores  na compreensão e uso das novas tecnologias a favor da pesquisa, onde o professor como mediador irá fomentar os diversos modos pelos quais estas ferramentas pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em um processo de criação  e autoria, desafiando os alunos na busca de novos rumos e estratégias no processo de construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa segundo Demo (2009) inclui sempre a visão libertadora do sujeito que busca fazer-se e conhecer-se, à medida que se reconstitui pelo questionamento sistemático da realidade. Fazendo desse questionamento um caminho para mudar e transformar essa realidade. Buscando uma educação onde o questionamento reconstrutivo leva o sujeito a emancipação, a pesquisa deve ser seu método formativo. Entre ambas há trajetos que se articulam, pois enquanto a pesquisa busca conhecimento, se alimenta da dúvida, de hipóteses e alternativas, busca inovar, busca na prática a renovação da teoria, se realiza na reconstrução permanente do conhecimento, supõe um ambiente com liberdade de expressão e criatividade e privilegia como seu método o questionamento sistemático crítico e criativo, a educação busca a consciência crítica, alimenta o aprender a aprender, usa o conhecimento inovador como instrumento na construção história do sujeito, buscando ultrapassar o mero ensino baseado na instrução, exigindo uma relação pedagógica interativa e ética que essencialmente prioriza o saber pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e ressignificação do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contexto Escolar e a Pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abordar este tema implica na relação professor e aluno, refletindo sobre esses dois pilares essenciais da escola,que envolvem discussões e questionamentos dessa interação contínua sem um fim determinado, e sim com múltiplos estudos coletivos, objetos investigativos e soluções e situações problemas que mudam e se renovam constantemente. No contexto escolar, percebemos que professores, muitas vezes, não aceitam a ideia da pesquisa como ponto de partida para construção e reconstrução do conhecimento, pois para que isso aconteça é necessário que o professor transforme-se num professor-pesquisador, pois somente dessa forma ele dará conta de que o conhecimento vem da pesquisa. Assim, o professor irá transmitir essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação e consequentemente a aprendizagem e, através da pesquisa, isso se tornará possível. O maior desafio está nos docentes, em geral paralisados, antiquados, quando não resistentes, manisfestando dificuldade ostensiva de postar-se à altura dos alunos(Semas, 2002).&lt;br /&gt;
Precisamos juntos, esquematizar sua própria maneira de aprender essa busca de conhecimento agregado na escola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao contexto escolar, há que se destacar a importância que a escola tem no futuro do educando, visto que hodiernamente a sociedade exige uma educação com base na função social, porém como dito anteriormente, faz-se necessário que o professor acompanhe a introdução de novos recursos tecnológicos que a escola oferece para que também possa, por sua vez, ministrar uma aula usando tais recursos de maneira inovadora. É importante que o educador estude, pesquise, compartilhe conhecimentos com sua turma, que descontrua e reconstrua(Demo,2009,p.01) conceitos que muitas vezes são ultrapassados e não surtem um bom resultado no desenvolvimento das habilidades de seus educandos, ou seja, não os prepara para o futuro que não está longínquo.&lt;br /&gt;
E a partir dessa construção e desconstrução do saber  por parte do professor através da pesquisa e estudos  estaremos  atualizados e em algumas vezes mais preparados a ensinar em sala de aula. De acordo com Demo (2009) “Cabe ao pesquisador  transformar informação em conhecimento, pela via da desconstrução e reconstrução”. vale lembrar que trocamos conhecimentos, pois os alunos em grande maioria já estão atualizados e inteirados com as novas tecnologias, trazendo suas ideias para compartilhar com seus colegas e também com seus professores, que na realidade são mediadores do seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão gira entorno do que realmente o nosso aluno precisa. Será que realmente precisamos sistematizar nossas aulas em meros assuntos expositivos e provas para medir o conhecimento? Acredito que é nesse aspecto que a pesquisa subsidia a educação em si.É nela e por meio dela que aprofundamos ainda mais o conhecimento. O nosso desafio então é como subsidiar nosso aluno  para a pesquisa? Como orientá-los, se o maior problema que observamos é o total desinteresse e desmotivação  pela leitura. Demo (2009) diz que [...] Hoje, faz parte desta proposta reconstrutiva de aprendizagem calcada na pesquisa também influência tecnológica, em especial habilidades de produção de textos multimodais em plataformas digitais, como a web 2.0.[..] Não digo como solução, mas vejo no que Demo(2009) fala como um princípio, a fim de despertar no nosso aluno o interesse de que tanto necessitamos. A boa Leitura e o prazer em desenvolver a pesquisa, colocando em pratica o exercício da autoria num processo dinâmico de interação e construção de conhecimento.&lt;br /&gt;
Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa. (DEMO, 2009). Muitos professores se julgam excelentes orientadores apenas por dominar determinado assunto ou conteúdo. Ser professor exige muito mais dos docentes, antes de tudo saber conduzir uma aula de forma que seus alunos realmente entendam o que estão aprendendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma prática educativa baseada na pesquisa implica em abandonar práticas antigas que caracterizam o professor como detentor do conhecimento. As transformações, culturais e tecnológicas vivenciadas atualmente, implicam numa mudança qualitativa na prática educativa, assim a competência do professor atual perpassa a colaboração, ser pesquisador, capaz de elaboração própria. Assim surge a necessidade de reconhecer a pesquisa como principio educativo. A educação pela pesquisa tem como objetivo incentivar o questionamento dentro de um processo de reconstrução do conhecimento. Demo(2009) afirma &amp;quot;Aula só faz sentido se for produto da construção de conhecimento, podendo assim, conduzir a desconstrução/reconstrução de conhecimento&amp;quot;. Partindo da investigação e questinamento nesta prática reconstrutiva, o educador estimula a autonomia, a colaboração no ambiente escolar. Possibilitando que o aluno argumente, questione, adquirindo competência para tornar-se sujeito, ativo e participativo. Portanto  a pesquisa no contexto escolar, sugere como ponto de partida o questionamento sobre os conhecimentos e verdades existentes, dessa forma se inicia um processo de construção com novos argumentos que podem substituir os conhecimentos existentes e apresentados como novo conhecimento, mas devemos nos ater que essa construção deve ser fundamenta teoricamente, mas sem desenlaçar da crítica de uma comunidade escolar argumentativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Planejamento e Avaliação'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento deve ser entendido como um processo de mudança de pensamento e tem como papel principal propiciar o despertar do sujeito enquanto a necessidade de transformar suas práticas deixando arcaico e buscando o novo assim a reconstrução faz capacitá-lo para atingir suas metas enquanto educador, podendo avaliarem um processo dinâmico que detecta erros, e acertos, saberes e não saberes como um fim, mas promover a construção do conhecimento mais elaborado.&lt;br /&gt;
Para Menegola e Sant’Anna (2001), A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa.&lt;br /&gt;
O professor deve lembrar que não sabe tudo e que, a cada dia, tem a oportunidade de estar aprendendo também. Ao acreditar que é o único detentor de todo conhecimento, estreita e limita seu foco e, consequentemente, o de seus alunos. Assim, uma qualidade é essencial ao educador: a humildade em reconhecer suas limitações e sua ignorância.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O ato de planejar diz respeito ao fato de que antes de executar uma ação é importante observar conforme aduz Matias Pereira  (apud Matias-Pereira, 2006a,p.63) que ” o problema será relevante em termos científicos quando propiciar conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, quando referir-se aos benefícios que sua solução trará para a humanidade, país, área de conhecimento etc.”, visto que, ao planejar, há que se observar quais benefícios e mudanças a ação a ser executada trará aos educandos, que a aula ou avaliação, não devem ser planejadas apenas para cumprir o conteúdo destinado à turma, mas que seja útil no cotidiano de cada aluno e propicie para que indivíduo desenvolva atos de cidadania em seu meio social.&lt;br /&gt;
Para se fazer um bom planejamento é importante conhecer a turma com que se trabalha, para isso, antes de planejar deve-se fazer uma sondagem, uma observação geral de tudo o que acontece durante a aula, onde esta será uma forma de avaliação que trará boa contribuição para um planejamento adaptado a realidade, e que quando aplicado será de grande proveito para o aluno e satisfação para o professor.&lt;br /&gt;
Separar o ato de avaliar dos elementos essenciais do planejamento, principalmente quando o objetivo do professor é que obtenha uma aula significativa, é algo indissociável nesta relação de como ensinar e aprender. O ato de pesquisar no contexto educacional sugere observar as habilidades, competências e atitudes percorridas no caminho da construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém para que o bom planejamento seja executado e a avaliação seja coerente com essa realidade, faz-se necessário uma postura diferenciada do professor, que ele antes de mais nada torne-se um pesquisador, começando por inovar em seu planejamento e a partir daí avaliar o seu aluno de forma com que leve em consideração todo o  processo de aprendizagem, que deve retratar a &amp;quot;liberdade de expressão do seu aluno pesquisador&amp;quot;.O produto final desse trabalho é uma espécie de mapa que irá nortear tanto aluno como professor no processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da perspectiva de uma educação pela pesquisa é preciso compreender avaliação como um processo constante de acompanhamento da evolução do aluno, não sendo necessárias atribuições de notas e tabulação de dados, mas sim de registros diários do professor, de sentido eminentemente qualitativo, sendo que sob esse olhar vigilante e educativo do profissional, cada aluno encontre seu caminho para progredir, respeitando-se seu ritmo, com a devida autonomia. Ao priorizar a formação da competência é necessário elaborar novos indicadores de desempenho, como o interesse pela pesquisa, êxito em formulações próprias e nível de participação individual ou como membros de grupos. As provas ou testes podem ser eliminados ou então utilizados de forma esporádica apenas para se extrair uma média determinada, pois essas ferramentas arcaicas comprovadamente não representam uma proposta satisfatória de avaliação. O aluno precisa fazer parte desse processo avaliativo e ter a confiança de que é avaliado pelo desempenho geral, verificado todos os dias em seu ritmo participativo e produtivo. Assim a avaliação deixa de ser um ato isolado do processo educativo.(Demo 2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos de planejamento e avaliação, encontramos diversas opiniões a respeito das temáticas mencionadas, desde o preenchimento das fichas burocráticas e das fichas de desempenhos permeando concepções errôneas a respeito de planejar e avaliar. Para Vasconcellos (2007),&amp;quot;planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto&amp;quot;, o autor coloca que planejar é um processo contínuo de ação/reflexão/ação, no escopo de dar novo sentido no ato de planejar. Para Luckesi (2012)[http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc], o autor pontua que avaliar é um ato de investigar a qualidade da realidade. Analisando esses autores, observamos que o único sentido de planejar e avaliar é garantir que o aluno aprenda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Considerações Finais'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor ao se transformar num professor-pesquisador, ele se dá conta de que o conhecimento vem da pesquisa e transmite essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação &lt;br /&gt;
e consequentemente a aprendizagem através da pesquisa.&lt;br /&gt;
Ressalto ainda que para melhorar a qualidade da aprendizagem dos nossos alunos é necessário que os professores estejam constantemente se aperfeiçoando, pois a aprendizagem dos professores reflete-se na aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
Portanto, “... o professor pesquisador centra-se na consideração da prática, que passa a ser meio, fundamento e destinação dos saberes que suscita, desde que esses possam ser orientados e apropriados pela ação reflexiva do professor”.(Miranda 2006, p. 135).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho com pesquisa vem para movimentar definições que eram consideradas finalizadas. E para isso, é importante que o professor tenha esclarecimento e conhecimento de como irá usá-la para desconstruir e construir(Demo,2009,p.01) novos conhecimentos compartilhadamente, pois não ensinará, e sim, trocará conhecimentos com seus alunos.&lt;br /&gt;
É importante destacar a relevância social que segundo Demo(2005,p.78) “embora as teses de pós-graduação tenham como escopo apenas o exercício científico formal, poderiam ser mais pertinentes, se também fossem relevantes em termos sociais, ou seja, estudassem temas de interesse comum(...)”, pois a educação somente exercerá a sua função social se mediar a inserção do educando tanto no meio em que vive, bem como em outras relações sociais, como um sujeito ativo que preocupa-se com a maioria, que conforme Demo(2005,p. 06) pratica a “ cidadania individual e coletiva”.&lt;br /&gt;
Portanto, para que a educação alcance as novas concepções de ensino é preciso que sejamos todos pesquisadores, a escola tem que ser e tem que promover um ambiente pesquisador. Quando um professor pesquisa para planejar, pesquisa para subsidiar seu trabalho sua metodologia e todas suas ações ele esta por meio do currículo oculto formando pesquisadores. O incentivo e a prática de pesquisa caminham juntos, contribuindo assim  para  um ambiente escolar que instiga a curiosidade e criatividade de jovens e crianças, ou seja, fazendo da escola um lugar de produção intelectual alegre e convidativo.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observamos que a pesquisa no ambiente escolar representa possibilidades de transformações tanto da prática docente, quanto da aprendizagem discente, especialmente por aproximar-se da realidade do aluno e por tornar as aulas  mais interessantes e significativas, entretanto, sabemos que educar pela pesquisa não é um caminho sem dificuldades, porém é uma proposta desafiadora, que nos permite o desenvolvimento de sujeitos críticos, autônomos, com capacidade de decisões próprias,possibilitando a transformação de todo o contexto em que estão inseridos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de prática torna-se um desafio, tanto para o aluno quanto para o professor, e este desafio é necessário para que cada um construa seu conhecimento de forma ampla e compartilhe com seus pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Referências'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA (10)- - Pesquisa: fundamento docente e discente -Pedro Demo (2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiros 1994.                                                    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
___________.''' Educar pela pesquisa'''. Campinas: Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1&lt;br /&gt;
http://euler.mat.ufrgs.br/~vclotilde/disciplinas/pesquisa/texto_Backes.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MIRANDA, Marília G. de. O Professor Pesquisador e Sua Pretensão de Resolver a Relação Entrem a Teoria e a Prática na Formação de Professores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RAUSCH, Rita Buzzi.SCHROEDER. A INSERÇÃO DA PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO - PPGE/ME FURB. v. 5, n. 3, p. 315-337, set./dez. 2010. Disponível em &lt;br /&gt;
&amp;lt; http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/2274&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, José Matias. Manual de metodologia da Pesquisa Científica. Ed.Atlas,2007.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/pluginfile.php/2076/mod_page/content/38/profpesq10.doc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. '''Re-significando a prática de planejamento'''.São Paulo: Libertad, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro (2009): PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA - Pesquisa: fundamento docente e discente.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Leilasilva</name></author>	</entry>

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		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino:_O_papel_da_pesquisa_nos_espa%C3%A7os_formativos_e_os_saberes_e_atitudes_que_subsidiam_a_a%C3%A7%C3%A3o_te%C3%B3rico-metodol%C3%B3gica</id>
		<title>Turma - A - Vespertino: O papel da pesquisa nos espaços formativos e os saberes e atitudes que subsidiam a ação teórico-metodológica</title>
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				<updated>2012-04-26T18:03:22Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Leilasilva: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Introdução'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior desafio da escola é levar o aluno a construção do conhecimento pois a aprendizagem na escola é um fator decisivo para se ter uma população que saiba pensar (DEMO, 2010)[http://www.youtube.com/watch?v=4lVnBVMCfFQ]. Nesse contexto, a pesquisa – prática que não é constante em ambientes escolares – é vista como uma metodologia capaz de fazer com que o aluno aprenda, adquirindo um conhecimento significativo, ou seja, construindo e reconstruindo seu próprio conhecimento. Pesquisar é romper algo já construído, explorar novas descobertas, investigar e certificar-se de que nada está pronto ou definido. Um impulso generalizado de conhecimentos que confrontam as certezas existentes e os falsos mitos sociais, políticos e científicos. Uma importante definição para o termo pesquisa,a qual considera como um &amp;quot;questionamento reconstrutivo&amp;quot; (Demo 2009).&lt;br /&gt;
A construção do conhecimento dá-se através da aprendizagem, onde o aluno é o mediador, o construtor, o reconstrutor do seu saber e de suas pesquisas. Para  que essa construção ocorra, a escola deverá estar amplamente aberta ao campo de pesquisa, mediando essa construção de conhecimento, visando suas dimensões.&lt;br /&gt;
Em qualquer das duas circunstâncias, trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas. Por certo, pesquisa não pode ser qualquer coisa, exigindo, entre outras qualidades, rigor metodológico (Demo, 1995; 2000).&lt;br /&gt;
Rigor metodológico que define os caminhos teóricos que a pesquisa seguirá, mas sobretudo que resultados ou soluções concretas esta pesquisa definirá, pois segundo Demo “Todas as pesquisas carecem de fundamento teórico e metodológico e só tem a ganhar se puderem, além do rigor categorial, apontar possibilidades de intervenção ou localização concreta. (Demo, 2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o aluno construa seu conhecimento é fundamental que o professor também utilize a pesquisa como metodologia de trabalho em sala de aula, proporcionando um ambiente de troca e valorizando a liberdade de expressão, fundamental neste processo. Diante disto, Rausch (2008, p. 183) argumenta “[...] que todo professor pode e deve ser pesquisador, pois somente a aliança entre teoria e prática provocará os resultados que almejamos, tanto na formação dos professores como na educação de uma maneira geral”. Sendo assim, é preciso que os professores sejam pesquisadores e que reflitam acerca da pesquisa focando a fusão entre a teoria e a prática para que seus alunos sejam também pesquisadores e construam seus conhecimentos por meio das pesquisas e reflexões sobre o que foi pesquisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe ao professor estimular a pesquisa como fonte de aquisição de aprendizagem. Sendo um mediador desse processo, o professor será um facilitador e o aluno poderá ter a oportunidade de construir seu conhecimento. Quanto mais o professor  estimula seus alunos a pesquisa,  mais respostas positivas na sala de aula, pois dessa forma estará formando um aluno pensante, com autonomia e consequentemente com autoria. E assim a cada dia vemos mais que aprender não é apenas estudar, mas sim compreender e construir argumentos para sustentar o processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se ter sucesso em uma pesquisa, é necessário antes de iniciá-la definir os objetivos que serão as metas deste trabalho. É importante que os leitores pensem sobre um tema, e tentem construir um esboço que contemple as intenções de pesquisa; possibilitando assim, as discussões dos aspectos epistemológicos, metodológicos e técnicos da pesquisa. (Demo,2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensino através da pesquisa é um tema amplo, pois possui várias modalidades de pesquisar. A pesquisa na educação permite que se possa utilizar de metodologia características de trabalho, onde o pesquisador pode traçar o caminho para sua pesquisa, e na medida em que aparecem as dúvidas e indagações,ele terá oportunidade de tomar uma nova direção para seu percurso ter êxito e superação das questões que forem surgindo. O ensino pela pesquisa não se reduz a procedimentos empíricos ou lógico-experimentais, devendo incluir cuidados qualitativos(Demo,2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de execução de uma pesquisa  requer a ação de desconstruir para reconstruir (Demo,2009,p.01) que é primordial para o desenvolvimento das habilidades do educando e para que alcancemos a qualidade formal (Demo,2009,p.03). Visto que para atingir a qualidade formal, faz-se necessário que o professor  tenha os seus objetivos com total clareza, bem como domínio do conteúdo que irá trabalhar com seus alunos para que possa orientá-los com segurança. O fato de que não há término de um tema de uma pesquisa, e sim um novo recomeço, consequentemente, surge um novo leque de discussões para o início de uma nova pesquisa.Sem dúvida que a pesquisa, tanto dentro e fora da escola se transforma em mais um , se não o principal instrumento necessário para fazer de nosso aprendiz um ser autônomo, autor do seu conhecimento. Talvez seja o caminho para que haja realmente a transformação do conhecimento, uma método utilizado para reconstruí-lo e promover assim a &amp;quot;emancipação das pessoas&amp;quot; Demo (2009). O diálogo com outras teorias e informações sobre determinado assunto são necessários para fundamentar alguns conceitos e reconstruí-los a fim de aperfeiçoar o conhecimento adquirido. Sabemos que a Educação pela pesquisa nos possibilita uma modalidade em educar de uma forma direcionada para a formação  de sujeitos críticos, autônomos, sujeitos os quais se assumem na construção do seu saber, imigrando de alunos que somente copiam e reproduzem conhecimentos, para alunos que além de transformar o conhecimento, passa a produzí-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Educação pela Pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ato de ensinar é instigar e provocar no aluno a motivação à aprendizagem. Por isso podemos dizer que a maneira de ensinar  está relacionada com o ato de aprender e como aprender. Quando refletimos sobre a nossa prática de ensino e como nos comportamos em sala de aula, descobrimos que temos muito mais perguntas do que respostas. É por isso que há uma grande necessidade do professor ter  um compromisso sério com a educação e grande preocupação de como ensinar seus alunos de maneira que eles possam aprender,o professor  deve estar em constante pesquisa, inovando e buscando compreender o que está acontecendo com a sua maneira de ensinar, se suas metodologias estão sendo satisfatórias ou não.De acordo com Demo (2009) “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”.  Dessa forma o professor  constrói  o hábito de aprimorar seu conhecimento e de pesquisar, para que depois possa promover em seu  aluno o mesmo hábito de ter um  ambiente rico em aprendizagem.&lt;br /&gt;
Segundo Pereira (2007), a pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. É uma maneira de se tentar descobrir diferentes formas de se chegar a uma resposta. Para os alunos seria uma etapa de construção do conhecimento por meio de busca, tentativas, erros e acertos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa ocorre quando a escola abre espaço para que ocorra a integração entre aluno e o professor e que a busca pelo conhecimento sistematizado tem como objetivo a pesquisa, formar cidadão crítico e dono de um saber elaborado.[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1]&lt;br /&gt;
Acima de tudo compreender que de acordo com a teoria da aprendizagem que escolherem, para essa situação, deverão elaborar detalhadamente seus objetivos-conteúdos-métodos, para a turma em questão, sem nunca esquecerem de respeitar a capacidade individual de cada um e a realidade em que vivem.O que se espera na construção da pesquisa é um determinado rigor metodológico, seguindo  critérios significativos para a educação da criança no âmbito escolar, a predominância é que ela seja de cunho formativo, independente da idade e do nível de aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (1997), a educação pela pesquisa permite a superação da aula tradicional, da cópia pela cópia, e possibilita a transformações dos alunos de objetos em sujeitos na relação pedagógica, e estas tais transformações possibilitam reconstruções e construções de seu saber, atingindo uma nova compreensão do aprender tanto para os alunos como para os professores. [http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw] Neste vídeo, o Prof. Dr. Pedro Demo, denota que o ato de pesquisar está ligado a aprender bem, pois a pesquisa é uma boa maneira de garantir que o aluno aprenda, e o discente que se diferencia é aquele que pesquisa.Para se ter sucesso em uma pesquisa é preciso elaborar as metas a serem alcançadas com este trabalho para então partir para a construção e elaboração do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
No momento em que o professor solicita uma pesquisa, não significa que o aluno irá apenas digitar a respeito de um tema proposto, mas sim perceber qual é a finalidade com que tal assunto foi colocado em pauta. Verificar a contribuição  no aprendizado, bem como sua função social, pois torna-se irrelevante uma pesquisa executada para obtenção de nota. Trata-se então de uma qualidade política como afirma Demo(2009,p.03) &lt;br /&gt;
“Entende-se por qualidade política a habilidade de saber usar a qualidade formal, ligando um meio a fins pertinentes”. Percebemos que nem sempre a escola influencia o aluno à pesquisa, principalmente a escola pública,  que geralmente traz o conhecimento &amp;quot;embrulhado&amp;quot; em livros didáticos que pouco servem para pesquisa e muito menos para reconstruir conhecimento. Para que a educação aconteça a partir da pesquisa temos que &amp;quot;[..] deter cuidado metodológico adequado e proposta educativa eminente ... produzir conhecimento e oferecer oportunidade formativa mais burilada&amp;quot;[...] (Demo 2009). O que decide, ao final, se é ou não pesquisa, não é o objeto, mas o método usado para tratar o objeto, sendo indispensável que seja questionado e reconstruído.(Demo, 2009). Portanto, o método que se desenvolve a pesquisa vem a ser tão importante quanto o objeto, devendo ser analisado minuciosamente para que a pesquisa tenha os resultados obtidos de maneira satisfatória. Essa análise tem que ser feita com todo o cuidado para que após os questionamentos ela tenha êxito.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demo(2009) coloca que a prática da pesquisa proporciona ao espaço educativo mudanças produtivas, oferecendo opções de trabalho que leva em conta a liberdade de expressão, porque é fundamental querer  conhecer mais sobre o assunto para se envolver,  o que auxilia na formação do sujeito competente na construção de um conhecimento crítico e inovador. Orienta para atividades autopoiéticas, interpretativas, reconstrutivas levando o pesquisador a construir com autonomia, capacidade crítica e sobretudo autocrítica. Aprende-se a lidar com a relatividade da teoria, sabendo argumentar e discutir, não apenas aceitando como verdade absoluta o discurso produzido, é necessário, desconstruir e reconstruir. E ainda pode-se aprender a aprender, ou seja, o indivíduo passa a utilizar as habilidades vivenciadas e construídas na escola, na sua formação enquanto cidadão. Ainda segundo Demo (2009), o estudante não cresce apenas em métodos, cresce ainda mais em cidadania. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Princípios Educativos da Pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade cada vez mais complexa em que vivemos, cabe à escola formar pessoas com condições para nela atuar, e parece que a educação pela pesquisa pode ser um meio de promover no sujeito aprendizados que possibilitem o “desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica” (DEMO, 2003, p. 86),&lt;br /&gt;
Para Michaliszyn e Tomasini (2005), os princípios educativos da pesquisa educativa  significa investigar o porquê dos erros que os alunos cometem e também investigar o porque determinado conteúdo parece tão fácil ou tão difícil. Portanto o professor pesquisador tem a necessidade de constante aperfeiçoamento e ampliação de seus conhecimentos para que possa ter cada vez melhores condições de compreender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;
É por meio da troca de experiências, pesquisa, observação da exploração de ambientes alfabetizadores que o aluno constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito o seu desenvolvimento intelectual. É nessa interação com seu dia-a-dia que o aluno desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, é necessário considerar que no contexto da escola, segundo (RAUSCH e SCHROEDER, 2010) coloca que o uso indiscriminado do termo pesquisa vem sendo comprometido seriamente, causando distorções a respeito de sua real finalidade. Em vários níveis da educação, tem-se usado a pesquisa de maneira errônea, o que compromete o verdadeiro objetivo da pesquisa. Pede-se que se pesquise sobre determinado assunto, e a consulta é feita em alguns livros, encartes ou internet, fazendo apenas uma cópia do que já foi pesquisado perdendo assim tempo e oportunidade de aprender. Segundo Lüdke (1986) apud Rausche e Schoeder (2010), esse tipo de coleta contribui para despertar nos alunos a curiosidade, mas está longe de ser a elaboração de uma verdadeira pesquisa, sendo apenas uma atividade de consulta. A pesquisa como estratégia pedagógica neste contexto , revela que esta  prática no cotidiano de sala de aula, é  uma forma muito simples, não sistematizada, que segundo Demo(2005) é uma forma de apenas reprodução de  conhecimento  a idéia que o aluno seja o construtor do conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos questionar qual o real propósito da pesquisa educacional? A pesquisa pela simples leitura e reprodução, ou um questionamento constante do educador, de como propiciar o conhecimento pela pesquisa crítica e contextualizada, e de que forma se enquadraria no desenvolvimento e maturação educacional de seus alunos, da a infância e por toda vida afora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante destacar que, Segundo Demo(2009,p.01) ao que se refere aos  princípios educativos da pesquisa faz-se necessário ter clareza de que “ trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas”, ou seja, não é necessário descartar o conhecimento adquirido anteriormente, mas sim, a partir dele realizar novos questionamentos que inicia-se, concomitantemente, à vida escolar do educando quando ingressa na instituição educacional e que será aprimorada conforme a sua faixa etária, visto que o professor não pode perder de vista que conforme Demo(2009,p. 02)de “ incluir cuidados qualitativos” em sua atuação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim se faz necessário auxiliar e estimular tanto alunos quanto professores  na compreensão e uso das novas tecnologias a favor da pesquisa, onde o professor como mediador irá fomentar os diversos modos pelos quais estas ferramentas pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em um processo de criação  e autoria, desafiando os alunos na busca de novos rumos e estratégias no processo de construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa segundo Demo (2009) inclui sempre a visão libertadora do sujeito que busca fazer-se e conhecer-se, à medida que se reconstitui pelo questionamento sistemático da realidade. Fazendo desse questionamento um caminho para mudar e transformar essa realidade. Buscando uma educação onde o questionamento reconstrutivo leva o sujeito a emancipação, a pesquisa deve ser seu método formativo. Entre ambas há trajetos que se articulam, pois enquanto a pesquisa busca conhecimento, se alimenta da dúvida, de hipóteses e alternativas, busca inovar, busca na prática a renovação da teoria, se realiza na reconstrução permanente do conhecimento, supõe um ambiente com liberdade de expressão e criatividade e privilegia como seu método o questionamento sistemático crítico e criativo, a educação busca a consciência crítica, alimenta o aprender a aprender, usa o conhecimento inovador como instrumento na construção história do sujeito, buscando ultrapassar o mero ensino baseado na instrução, exigindo uma relação pedagógica interativa e ética que essencialmente prioriza o saber pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e ressignificação do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contexto Escolar e a Pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abordar este tema implica na relação professor e aluno, refletindo sobre esses dois pilares essenciais da escola,que envolvem discussões e questionamentos dessa interação contínua sem um fim determinado, e sim com múltiplos estudos coletivos, objetos investigativos e soluções e situações problemas que mudam e se renovam constantemente. No contexto escolar, percebemos que professores, muitas vezes, não aceitam a ideia da pesquisa como ponto de partida para construção e reconstrução do conhecimento, pois para que isso aconteça é necessário que o professor transforme-se num professor-pesquisador, pois somente dessa forma ele dará conta de que o conhecimento vem da pesquisa. Assim, o professor irá transmitir essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação e consequentemente a aprendizagem e, através da pesquisa, isso se tornará possível. O maior desafio está nos docentes, em geral paralisados, antiquados, quando não resistentes, manisfestando dificuldade ostensiva de postar-se à altura dos alunos(Semas, 2002).&lt;br /&gt;
Precisamos juntos, esquematizar sua própria maneira de aprender essa busca de conhecimento agregado na escola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao contexto escolar, há que se destacar a importância que a escola tem no futuro do educando, visto que hodiernamente a sociedade exige uma educação com base na função social, porém como dito anteriormente, faz-se necessário que o professor acompanhe a introdução de novos recursos tecnológicos que a escola oferece para que também possa, por sua vez, ministrar uma aula usando tais recursos de maneira inovadora. É importante que o educador estude, pesquise, compartilhe conhecimentos com sua turma, que descontrua e reconstrua(Demo,2009,p.01) conceitos que muitas vezes são ultrapassados e não surtem um bom resultado no desenvolvimento das habilidades de seus educandos, ou seja, não os prepara para o futuro que não está longínquo.&lt;br /&gt;
E a partir dessa construção e desconstrução do saber  por parte do professor através da pesquisa e estudos  estaremos  atualizados e em algumas vezes mais preparados a ensinar em sala de aula. De acordo com Demo (2009) “Cabe ao pesquisador  transformar informação em conhecimento, pela via da desconstrução e reconstrução”. vale lembrar que trocamos conhecimentos, pois os alunos em grande maioria já estão atualizados e inteirados com as novas tecnologias, trazendo suas ideias para compartilhar com seus colegas e também com seus professores, que na realidade são mediadores do seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão gira entorno do que realmente o nosso aluno precisa. Será que realmente precisamos sistematizar nossas aulas em meros assuntos expositivos e provas para medir o conhecimento? Acredito que é nesse aspecto que a pesquisa subsidia a educação em si.É nela e por meio dela que aprofundamos ainda mais o conhecimento. O nosso desafio então é como subsidiar nosso aluno  para a pesquisa? Como orientá-los, se o maior problema que observamos é o total desinteresse e desmotivação  pela leitura. Demo (2009) diz que [...] Hoje, faz parte desta proposta reconstrutiva de aprendizagem calcada na pesquisa também influência tecnológica, em especial habilidades de produção de textos multimodais em plataformas digitais, como a web 2.0.[..] Não digo como solução, mas vejo no que Demo(2009) fala como um princípio, a fim de despertar no nosso aluno o interesse de que tanto necessitamos. A boa Leitura e o prazer em desenvolver a pesquisa, colocando em pratica o exercício da autoria num processo dinâmico de interação e construção de conhecimento.&lt;br /&gt;
Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa. (DEMO, 2009). Muitos professores se julgam excelentes orientadores apenas por dominar determinado assunto ou conteúdo. Ser professor exige muito mais dos docentes, antes de tudo saber conduzir uma aula de forma que seus alunos realmente entendam o que estão aprendendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma prática educativa baseada na pesquisa implica em abandonar práticas antigas que caracterizam o professor como detentor do conhecimento. As transformações, culturais e tecnológicas vivenciadas atualmente, implicam numa mudança qualitativa na prática educativa, assim a competência do professor atual perpassa a colaboração, ser pesquisador, capaz de elaboração própria. Assim surge a necessidade de reconhecer a pesquisa como principio educativo. A educação pela pesquisa tem como objetivo incentivar o questionamento dentro de um processo de reconstrução do conhecimento. Demo(2009) afirma &amp;quot;Aula só faz sentido se for produto da construção de conhecimento, podendo assim, conduzir a desconstrução/reconstrução de conhecimento&amp;quot;. Partindo da investigação e questinamento nesta prática reconstrutiva, o educador estimula a autonomia, a colaboração no ambiente escolar. Possibilitando que o aluno argumente, questione, adquirindo competência para tornar-se sujeito, ativo e participativo. Portanto  a pesquisa no contexto escolar, sugere como ponto de partida o questionamento sobre os conhecimentos e verdades existentes, dessa forma se inicia um processo de construção com novos argumentos que podem substituir os conhecimentos existentes e apresentados como novo conhecimento, mas devemos nos ater que essa construção deve ser fundamenta teoricamente, mas sem desenlaçar da crítica de uma comunidade escolar argumentativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Planejamento e Avaliação'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento deve ser entendido como um processo de mudança de pensamento e tem como papel principal propiciar o despertar do sujeito enquanto a necessidade de transformar suas práticas deixando arcaico e buscando o novo assim a reconstrução faz capacitá-lo para atingir suas metas enquanto educador, podendo avaliarem um processo dinâmico que detecta erros, e acertos, saberes e não saberes como um fim, mas promover a construção do conhecimento mais elaborado.&lt;br /&gt;
Para Menegola e Sant’Anna (2001), A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa.&lt;br /&gt;
O professor deve lembrar que não sabe tudo e que, a cada dia, tem a oportunidade de estar aprendendo também. Ao acreditar que é o único detentor de todo conhecimento, estreita e limita seu foco e, consequentemente, o de seus alunos. Assim, uma qualidade é essencial ao educador: a humildade em reconhecer suas limitações e sua ignorância.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O ato de planejar diz respeito ao fato de que antes de executar uma ação é importante observar conforme aduz Matias Pereira  (apud Matias-Pereira, 2006a,p.63) que ” o problema será relevante em termos científicos quando propiciar conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, quando referir-se aos benefícios que sua solução trará para a humanidade, país, área de conhecimento etc.”, visto que, ao planejar, há que se observar quais benefícios e mudanças a ação a ser executada trará aos educandos, que a aula ou avaliação, não devem ser planejadas apenas para cumprir o conteúdo destinado à turma, mas que seja útil no cotidiano de cada aluno e propicie para que indivíduo desenvolva atos de cidadania em seu meio social.&lt;br /&gt;
Para se fazer um bom planejamento é importante conhecer a turma com que se trabalha, para isso, antes de planejar deve-se fazer uma sondagem, uma observação geral de tudo o que acontece durante a aula, onde esta será uma forma de avaliação que trará boa contribuição para um planejamento adaptado a realidade, e que quando aplicado será de grande proveito para o aluno e satisfação para o professor.&lt;br /&gt;
Separar o ato de avaliar dos elementos essenciais do planejamento, principalmente quando o objetivo do professor é que obtenha uma aula significativa, é algo indissociável nesta relação de como ensinar e aprender. O ato de pesquisar no contexto educacional sugere observar as habilidades, competências e atitudes percorridas no caminho da construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém para que o bom planejamento seja executado e a avaliação seja coerente com essa realidade, faz-se necessário uma postura diferenciada do professor, que ele antes de mais nada torne-se um pesquisador, começando por inovar em seu planejamento e a partir daí avaliar o seu aluno de forma com que leve em consideração todo o  processo de aprendizagem, que deve retratar a &amp;quot;liberdade de expressão do seu aluno pesquisador&amp;quot;.O produto final desse trabalho é uma espécie de mapa que irá nortear tanto aluno como professor no processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da perspectiva de uma educação pela pesquisa é preciso compreender avaliação como um processo constante de acompanhamento da evolução do aluno, não sendo necessárias atribuições de notas e tabulação de dados, mas sim de registros diários do professor, de sentido eminentemente qualitativo, sendo que sob esse olhar vigilante e educativo do profissional, cada aluno encontre seu caminho para progredir, respeitando-se seu ritmo, com a devida autonomia. Ao priorizar a formação da competência é necessário elaborar novos indicadores de desempenho, como o interesse pela pesquisa, êxito em formulações próprias e nível de participação individual ou como membros de grupos. As provas ou testes podem ser eliminados ou então utilizados de forma esporádica apenas para se extrair uma média determinada, pois essas ferramentas arcaicas comprovadamente não representam uma proposta satisfatória de avaliação. O aluno precisa fazer parte desse processo avaliativo e ter a confiança de que é avaliado pelo desempenho geral, verificado todos os dias em seu ritmo participativo e produtivo. Assim a avaliação deixa de ser um ato isolado do processo educativo.(Demo 2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos de planejamento e avaliação, encontramos diversas opiniões a respeito das temáticas mencionadas, desde o preenchimento das fichas burocráticas e das fichas de desempenhos permeando concepções errôneas a respeito de planejar e avaliar. Para Vasconcellos (2007),&amp;quot;planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto&amp;quot;, o autor coloca que planejar é um processo contínuo de ação/reflexão/ação, no escopo de dar novo sentido no ato de planejar. Para Luckesi (2012)[http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc], o autor pontua que avaliar é um ato de investigar a qualidade da realidade. Analisando esses autores, observamos que o único sentido de planejar e avaliar é garantir que o aluno aprenda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Considerações Finais'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor ao se transformar num professor-pesquisador, ele se dá conta de que o conhecimento vem da pesquisa e transmite essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação &lt;br /&gt;
e consequentemente a aprendizagem através da pesquisa.&lt;br /&gt;
Ressalto ainda que para melhorar a qualidade da aprendizagem dos nossos alunos é necessário que os professores estejam constantemente se aperfeiçoando, pois a aprendizagem dos professores reflete-se na aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
Portanto, “... o professor pesquisador centra-se na consideração da prática, que passa a ser meio, fundamento e destinação dos saberes que suscita, desde que esses possam ser orientados e apropriados pela ação reflexiva do professor”.(Miranda 2006, p. 135).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho com pesquisa vem para movimentar definições que eram consideradas finalizadas. E para isso, é importante que o professor tenha esclarecimento e conhecimento de como irá usá-la para desconstruir e construir(Demo,2009,p.01) novos conhecimentos compartilhadamente, pois não ensinará, e sim, trocará conhecimentos com seus alunos.&lt;br /&gt;
É importante destacar a relevância social que segundo Demo(2005,p.78) “embora as teses de pós-graduação tenham como escopo apenas o exercício científico formal, poderiam ser mais pertinentes, se também fossem relevantes em termos sociais, ou seja, estudassem temas de interesse comum(...)”, pois a educação somente exercerá a sua função social se mediar a inserção do educando tanto no meio em que vive, bem como em outras relações sociais, como um sujeito ativo que preocupa-se com a maioria, que conforme Demo(2005,p. 06) pratica a “ cidadania individual e coletiva”.&lt;br /&gt;
Portanto, para que a educação alcance as novas concepções de ensino é preciso que sejamos todos pesquisadores, a escola tem que ser e tem que promover um ambiente pesquisador. Quando um professor pesquisa para planejar, pesquisa para subsidiar seu trabalho sua metodologia e todas suas ações ele esta por meio do currículo oculto formando pesquisadores. O incentivo e a prática de pesquisa caminham juntos, contribuindo assim  para  um ambiente escolar que instiga a curiosidade e criatividade de jovens e crianças, ou seja, fazendo da escola um lugar de produção intelectual alegre e convidativo.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observamos que a pesquisa no ambiente escolar representa possibilidades de transformações tanto da prática docente, quanto da aprendizagem discente, especialmente por aproximar-se da realidade do aluno e por tornar as aulas  mais interessantes e significativas, entretanto, sabemos que educar pela pesquisa não é um caminho sem dificuldades, porém é uma proposta desafiadora, que nos permite o desenvolvimento de sujeitos críticos, autônomos, com capacidade de decisões próprias,possibilitando a transformação de todo o contexto em que estão inseridos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de prática torna-se um desafio, tanto para o aluno quanto para o professor, e este desafio é necessário para que cada um construa seu conhecimento de forma ampla e compartilhe com seus pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Referências'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA (10)- - Pesquisa: fundamento docente e discente -Pedro Demo (2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiros 1994.                                                    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
___________.''' Educar pela pesquisa'''. Campinas: Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1&lt;br /&gt;
http://euler.mat.ufrgs.br/~vclotilde/disciplinas/pesquisa/texto_Backes.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MIRANDA, Marília G. de. O Professor Pesquisador e Sua Pretensão de Resolver a Relação Entrem a Teoria e a Prática na Formação de Professores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RAUSCH, Rita Buzzi.SCHROEDER. A INSERÇÃO DA PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO - PPGE/ME FURB. v. 5, n. 3, p. 315-337, set./dez. 2010. Disponível em &lt;br /&gt;
&amp;lt; http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/2274&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, José Matias. Manual de metodologia da Pesquisa Científica. Ed.Atlas,2007.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/pluginfile.php/2076/mod_page/content/38/profpesq10.doc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. '''Re-significando a prática de planejamento'''.São Paulo: Libertad, 2009.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Leilasilva</name></author>	</entry>

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		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Vespertino:_O_papel_da_pesquisa_nos_espa%C3%A7os_formativos_e_os_saberes_e_atitudes_que_subsidiam_a_a%C3%A7%C3%A3o_te%C3%B3rico-metodol%C3%B3gica</id>
		<title>Turma - A - Vespertino: O papel da pesquisa nos espaços formativos e os saberes e atitudes que subsidiam a ação teórico-metodológica</title>
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				<updated>2012-04-26T18:02:06Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Leilasilva: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Introdução'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior desafio da escola é levar o aluno a construção do conhecimento pois a aprendizagem na escola é um fator decisivo para se ter uma população que saiba pensar (DEMO, 2010)[http://www.youtube.com/watch?v=4lVnBVMCfFQ]. Nesse contexto, a pesquisa – prática que não é constante em ambientes escolares – é vista como uma metodologia capaz de fazer com que o aluno aprenda, adquirindo um conhecimento significativo, ou seja, construindo e reconstruindo seu próprio conhecimento. Pesquisar é romper algo já construído, explorar novas descobertas, investigar e certificar-se de que nada está pronto ou definido. Um impulso generalizado de conhecimentos que confrontam as certezas existentes e os falsos mitos sociais, políticos e científicos. Uma importante definição para o termo pesquisa,a qual considera como um &amp;quot;questionamento reconstrutivo&amp;quot; (Demo 2009).&lt;br /&gt;
A construção do conhecimento dá-se através da aprendizagem, onde o aluno é o mediador, o construtor, o reconstrutor do seu saber e de suas pesquisas. Para  que essa construção ocorra, a escola deverá estar amplamente aberta ao campo de pesquisa, mediando essa construção de conhecimento, visando suas dimensões.&lt;br /&gt;
Em qualquer das duas circunstâncias, trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas. Por certo, pesquisa não pode ser qualquer coisa, exigindo, entre outras qualidades, rigor metodológico (Demo, 1995; 2000).&lt;br /&gt;
Rigor metodológico que define os caminhos teóricos que a pesquisa seguirá, mas sobretudo que resultados ou soluções concretas esta pesquisa definirá, pois segundo Demo “Todas as pesquisas carecem de fundamento teórico e metodológico e só tem a ganhar se puderem, além do rigor categorial, apontar possibilidades de intervenção ou localização concreta. (Demo, 2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que o aluno construa seu conhecimento é fundamental que o professor também utilize a pesquisa como metodologia de trabalho em sala de aula, proporcionando um ambiente de troca e valorizando a liberdade de expressão, fundamental neste processo. Diante disto, Rausch (2008, p. 183) argumenta “[...] que todo professor pode e deve ser pesquisador, pois somente a aliança entre teoria e prática provocará os resultados que almejamos, tanto na formação dos professores como na educação de uma maneira geral”. Sendo assim, é preciso que os professores sejam pesquisadores e que reflitam acerca da pesquisa focando a fusão entre a teoria e a prática para que seus alunos sejam também pesquisadores e construam seus conhecimentos por meio das pesquisas e reflexões sobre o que foi pesquisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe ao professor estimular a pesquisa como fonte de aquisição de aprendizagem. Sendo um mediador desse processo, o professor será um facilitador e o aluno poderá ter a oportunidade de construir seu conhecimento. Quanto mais o professor  estimula seus alunos a pesquisa,  mais respostas positivas na sala de aula, pois dessa forma estará formando um aluno pensante, com autonomia e consequentemente com autoria. E assim a cada dia vemos mais que aprender não é apenas estudar, mas sim compreender e construir argumentos para sustentar o processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se ter sucesso em uma pesquisa, é necessário antes de iniciá-la definir os objetivos que serão as metas deste trabalho. É importante que os leitores pensem sobre um tema, e tentem construir um esboço que contemple as intenções de pesquisa; possibilitando assim, as discussões dos aspectos epistemológicos, metodológicos e técnicos da pesquisa. (Demo,2005)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ensino através da pesquisa é um tema amplo, pois possui várias modalidades de pesquisar. A pesquisa na educação permite que se possa utilizar de metodologia características de trabalho, onde o pesquisador pode traçar o caminho para sua pesquisa, e na medida em que aparecem as dúvidas e indagações,ele terá oportunidade de tomar uma nova direção para seu percurso ter êxito e superação das questões que forem surgindo. O ensino pela pesquisa não se reduz a procedimentos empíricos ou lógico-experimentais, devendo incluir cuidados qualitativos(Demo,2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de execução de uma pesquisa  requer a ação de desconstruir para reconstruir (Demo,2009,p.01) que é primordial para o desenvolvimento das habilidades do educando e para que alcancemos a qualidade formal (Demo,2009,p.03). Visto que para atingir a qualidade formal, faz-se necessário que o professor  tenha os seus objetivos com total clareza, bem como domínio do conteúdo que irá trabalhar com seus alunos para que possa orientá-los com segurança. O fato de que não há término de um tema de uma pesquisa, e sim um novo recomeço, consequentemente, surge um novo leque de discussões para o início de uma nova pesquisa.Sem dúvida que a pesquisa, tanto dentro e fora da escola se transforma em mais um , se não o principal instrumento necessário para fazer de nosso aprendiz um ser autônomo, autor do seu conhecimento. Talvez seja o caminho para que haja realmente a transformação do conhecimento, uma método utilizado para reconstruí-lo e promover assim a &amp;quot;emancipação das pessoas&amp;quot; Demo (2009). O diálogo com outras teorias e informações sobre determinado assunto são necessários para fundamentar alguns conceitos e reconstruí-los a fim de aperfeiçoar o conhecimento adquirido. Sabemos que a Educação pela pesquisa nos possibilita uma modalidade em educar de uma forma direcionada para a formação  de sujeitos críticos, autônomos, sujeitos os quais se assumem na construção do seu saber, imigrando de alunos que somente copiam e reproduzem conhecimentos, para alunos que além de transformar o conhecimento, passa a produzí-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Educação pela Pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ato de ensinar é instigar e provocar no aluno a motivação à aprendizagem. Por isso podemos dizer que a maneira de ensinar  está relacionada com o ato de aprender e como aprender. Quando refletimos sobre a nossa prática de ensino e como nos comportamos em sala de aula, descobrimos que temos muito mais perguntas do que respostas. É por isso que há uma grande necessidade do professor ter  um compromisso sério com a educação e grande preocupação de como ensinar seus alunos de maneira que eles possam aprender,o professor  deve estar em constante pesquisa, inovando e buscando compreender o que está acontecendo com a sua maneira de ensinar, se suas metodologias estão sendo satisfatórias ou não.De acordo com Demo (2009) “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”.  Dessa forma o professor  constrói  o hábito de aprimorar seu conhecimento e de pesquisar, para que depois possa promover em seu  aluno o mesmo hábito de ter um  ambiente rico em aprendizagem.&lt;br /&gt;
Segundo Pereira (2007), a pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. É uma maneira de se tentar descobrir diferentes formas de se chegar a uma resposta. Para os alunos seria uma etapa de construção do conhecimento por meio de busca, tentativas, erros e acertos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa ocorre quando a escola abre espaço para que ocorra a integração entre aluno e o professor e que a busca pelo conhecimento sistematizado tem como objetivo a pesquisa, formar cidadão crítico e dono de um saber elaborado.[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1]&lt;br /&gt;
Acima de tudo compreender que de acordo com a teoria da aprendizagem que escolherem, para essa situação, deverão elaborar detalhadamente seus objetivos-conteúdos-métodos, para a turma em questão, sem nunca esquecerem de respeitar a capacidade individual de cada um e a realidade em que vivem.O que se espera na construção da pesquisa é um determinado rigor metodológico, seguindo  critérios significativos para a educação da criança no âmbito escolar, a predominância é que ela seja de cunho formativo, independente da idade e do nível de aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (1997), a educação pela pesquisa permite a superação da aula tradicional, da cópia pela cópia, e possibilita a transformações dos alunos de objetos em sujeitos na relação pedagógica, e estas tais transformações possibilitam reconstruções e construções de seu saber, atingindo uma nova compreensão do aprender tanto para os alunos como para os professores. [http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw] Neste vídeo, o Prof. Dr. Pedro Demo, denota que o ato de pesquisar está ligado a aprender bem, pois a pesquisa é uma boa maneira de garantir que o aluno aprenda, e o discente que se diferencia é aquele que pesquisa.Para se ter sucesso em uma pesquisa é preciso elaborar as metas a serem alcançadas com este trabalho para então partir para a construção e elaboração do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
No momento em que o professor solicita uma pesquisa, não significa que o aluno irá apenas digitar a respeito de um tema proposto, mas sim perceber qual é a finalidade com que tal assunto foi colocado em pauta. Verificar a contribuição  no aprendizado, bem como sua função social, pois torna-se irrelevante uma pesquisa executada para obtenção de nota. Trata-se então de uma qualidade política como afirma Demo(2009,p.03) &lt;br /&gt;
“Entende-se por qualidade política a habilidade de saber usar a qualidade formal, ligando um meio a fins pertinentes”. Percebemos que nem sempre a escola influencia o aluno à pesquisa, principalmente a escola pública,  que geralmente traz o conhecimento &amp;quot;embrulhado&amp;quot; em livros didáticos que pouco servem para pesquisa e muito menos para reconstruir conhecimento. Para que a educação aconteça a partir da pesquisa temos que &amp;quot;[..] deter cuidado metodológico adequado e proposta educativa eminente ... produzir conhecimento e oferecer oportunidade formativa mais burilada&amp;quot;[...] (Demo 2009). O que decide, ao final, se é ou não pesquisa, não é o objeto, mas o método usado para tratar o objeto, sendo indispensável que seja questionado e reconstruído.(Demo, 2009). Portanto, o método que se desenvolve a pesquisa vem a ser tão importante quanto o objeto, devendo ser analisado minuciosamente para que a pesquisa tenha os resultados obtidos de maneira satisfatória. Essa análise tem que ser feita com todo o cuidado para que após os questionamentos ela tenha êxito.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demo(2009) coloca que a prática da pesquisa proporciona ao espaço educativo mudanças produtivas, oferecendo opções de trabalho que leva em conta a liberdade de expressão, porque é fundamental querer  conhecer mais sobre o assunto para se envolver,  o que auxilia na formação do sujeito competente na construção de um conhecimento crítico e inovador. Orienta para atividades autopoiéticas, interpretativas, reconstrutivas levando o pesquisador a construir com autonomia, capacidade crítica e sobretudo autocrítica. Aprende-se a lidar com a relatividade da teoria, sabendo argumentar e discutir, não apenas aceitando como verdade absoluta o discurso produzido, é necessário, desconstruir e reconstruir. E ainda pode-se aprender a aprender, ou seja, o indivíduo passa a utilizar as habilidades vivenciadas e construídas na escola, na sua formação enquanto cidadão. Ainda segundo Demo (2009), o estudante não cresce apenas em métodos, cresce ainda mais em cidadania. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Princípios Educativos da Pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade cada vez mais complexa em que vivemos, cabe à escola formar pessoas com condições para nela atuar, e parece que a educação pela pesquisa pode ser um meio de promover no sujeito aprendizados que possibilitem o “desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica” (DEMO, 2003, p. 86),&lt;br /&gt;
Para Michaliszyn e Tomasini (2005), os princípios educativos da pesquisa educativa  significa investigar o porquê dos erros que os alunos cometem e também investigar o porque determinado conteúdo parece tão fácil ou tão difícil. Portanto o professor pesquisador tem a necessidade de constante aperfeiçoamento e ampliação de seus conhecimentos para que possa ter cada vez melhores condições de compreender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;
É por meio da troca de experiências, pesquisa, observação da exploração de ambientes alfabetizadores que o aluno constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito o seu desenvolvimento intelectual. É nessa interação com seu dia-a-dia que o aluno desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No entanto, é necessário considerar que no contexto da escola, segundo (RAUSCH e SCHROEDER, 2010) coloca que o uso indiscriminado do termo pesquisa vem sendo comprometido seriamente, causando distorções a respeito de sua real finalidade. Em vários níveis da educação, tem-se usado a pesquisa de maneira errônea, o que compromete o verdadeiro objetivo da pesquisa. Pede-se que se pesquise sobre determinado assunto, e a consulta é feita em alguns livros, encartes ou internet, fazendo apenas uma cópia do que já foi pesquisado perdendo assim tempo e oportunidade de aprender. Segundo Lüdke (1986) apud Rausche e Schoeder (2010), esse tipo de coleta contribui para despertar nos alunos a curiosidade, mas está longe de ser a elaboração de uma verdadeira pesquisa, sendo apenas uma atividade de consulta. A pesquisa como estratégia pedagógica neste contexto , revela que esta  prática no cotidiano de sala de aula, é  uma forma muito simples, não sistematizada, que segundo Demo(2005) é uma forma de apenas reprodução de  conhecimento  a idéia que o aluno seja o construtor do conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos questionar qual o real propósito da pesquisa educacional? A pesquisa pela simples leitura e reprodução, ou um questionamento constante do educador, de como propiciar o conhecimento pela pesquisa crítica e contextualizada, e de que forma se enquadraria no desenvolvimento e maturação educacional de seus alunos, da a infância e por toda vida afora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante destacar que, Segundo Demo(2009,p.01) ao que se refere aos  princípios educativos da pesquisa faz-se necessário ter clareza de que “ trata-se sempre de construir conhecimento, mas em dimensões diferentes, ainda que interligadas”, ou seja, não é necessário descartar o conhecimento adquirido anteriormente, mas sim, a partir dele realizar novos questionamentos que inicia-se, concomitantemente, à vida escolar do educando quando ingressa na instituição educacional e que será aprimorada conforme a sua faixa etária, visto que o professor não pode perder de vista que conforme Demo(2009,p. 02)de “ incluir cuidados qualitativos” em sua atuação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim se faz necessário auxiliar e estimular tanto alunos quanto professores  na compreensão e uso das novas tecnologias a favor da pesquisa, onde o professor como mediador irá fomentar os diversos modos pelos quais estas ferramentas pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em um processo de criação  e autoria, desafiando os alunos na busca de novos rumos e estratégias no processo de construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa segundo Demo (2009) inclui sempre a visão libertadora do sujeito que busca fazer-se e conhecer-se, à medida que se reconstitui pelo questionamento sistemático da realidade. Fazendo desse questionamento um caminho para mudar e transformar essa realidade. Buscando uma educação onde o questionamento reconstrutivo leva o sujeito a emancipação, a pesquisa deve ser seu método formativo. Entre ambas há trajetos que se articulam, pois enquanto a pesquisa busca conhecimento, se alimenta da dúvida, de hipóteses e alternativas, busca inovar, busca na prática a renovação da teoria, se realiza na reconstrução permanente do conhecimento, supõe um ambiente com liberdade de expressão e criatividade e privilegia como seu método o questionamento sistemático crítico e criativo, a educação busca a consciência crítica, alimenta o aprender a aprender, usa o conhecimento inovador como instrumento na construção história do sujeito, buscando ultrapassar o mero ensino baseado na instrução, exigindo uma relação pedagógica interativa e ética que essencialmente prioriza o saber pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contexto Escolar e a Pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abordar este tema implica na relação professor e aluno, refletindo sobre esses dois pilares essenciais da escola,que envolvem discussões e questionamentos dessa interação contínua sem um fim determinado, e sim com múltiplos estudos coletivos, objetos investigativos e soluções e situações problemas que mudam e se renovam constantemente. No contexto escolar, percebemos que professores, muitas vezes, não aceitam a ideia da pesquisa como ponto de partida para construção e reconstrução do conhecimento, pois para que isso aconteça é necessário que o professor transforme-se num professor-pesquisador, pois somente dessa forma ele dará conta de que o conhecimento vem da pesquisa. Assim, o professor irá transmitir essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação e consequentemente a aprendizagem e, através da pesquisa, isso se tornará possível. O maior desafio está nos docentes, em geral paralisados, antiquados, quando não resistentes, manisfestando dificuldade ostensiva de postar-se à altura dos alunos(Semas, 2002).&lt;br /&gt;
Precisamos juntos, esquematizar sua própria maneira de aprender essa busca de conhecimento agregado na escola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao contexto escolar, há que se destacar a importância que a escola tem no futuro do educando, visto que hodiernamente a sociedade exige uma educação com base na função social, porém como dito anteriormente, faz-se necessário que o professor acompanhe a introdução de novos recursos tecnológicos que a escola oferece para que também possa, por sua vez, ministrar uma aula usando tais recursos de maneira inovadora. É importante que o educador estude, pesquise, compartilhe conhecimentos com sua turma, que descontrua e reconstrua(Demo,2009,p.01) conceitos que muitas vezes são ultrapassados e não surtem um bom resultado no desenvolvimento das habilidades de seus educandos, ou seja, não os prepara para o futuro que não está longínquo.&lt;br /&gt;
E a partir dessa construção e desconstrução do saber  por parte do professor através da pesquisa e estudos  estaremos  atualizados e em algumas vezes mais preparados a ensinar em sala de aula. De acordo com Demo (2009) “Cabe ao pesquisador  transformar informação em conhecimento, pela via da desconstrução e reconstrução”. vale lembrar que trocamos conhecimentos, pois os alunos em grande maioria já estão atualizados e inteirados com as novas tecnologias, trazendo suas ideias para compartilhar com seus colegas e também com seus professores, que na realidade são mediadores do seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão gira entorno do que realmente o nosso aluno precisa. Será que realmente precisamos sistematizar nossas aulas em meros assuntos expositivos e provas para medir o conhecimento? Acredito que é nesse aspecto que a pesquisa subsidia a educação em si.É nela e por meio dela que aprofundamos ainda mais o conhecimento. O nosso desafio então é como subsidiar nosso aluno  para a pesquisa? Como orientá-los, se o maior problema que observamos é o total desinteresse e desmotivação  pela leitura. Demo (2009) diz que [...] Hoje, faz parte desta proposta reconstrutiva de aprendizagem calcada na pesquisa também influência tecnológica, em especial habilidades de produção de textos multimodais em plataformas digitais, como a web 2.0.[..] Não digo como solução, mas vejo no que Demo(2009) fala como um princípio, a fim de despertar no nosso aluno o interesse de que tanto necessitamos. A boa Leitura e o prazer em desenvolver a pesquisa, colocando em pratica o exercício da autoria num processo dinâmico de interação e construção de conhecimento.&lt;br /&gt;
Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa. (DEMO, 2009). Muitos professores se julgam excelentes orientadores apenas por dominar determinado assunto ou conteúdo. Ser professor exige muito mais dos docentes, antes de tudo saber conduzir uma aula de forma que seus alunos realmente entendam o que estão aprendendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma prática educativa baseada na pesquisa implica em abandonar práticas antigas que caracterizam o professor como detentor do conhecimento. As transformações, culturais e tecnológicas vivenciadas atualmente, implicam numa mudança qualitativa na prática educativa, assim a competência do professor atual perpassa a colaboração, ser pesquisador, capaz de elaboração própria. Assim surge a necessidade de reconhecer a pesquisa como principio educativo. A educação pela pesquisa tem como objetivo incentivar o questionamento dentro de um processo de reconstrução do conhecimento. Demo(2009) afirma &amp;quot;Aula só faz sentido se for produto da construção de conhecimento, podendo assim, conduzir a desconstrução/reconstrução de conhecimento&amp;quot;. Partindo da investigação e questinamento nesta prática reconstrutiva, o educador estimula a autonomia, a colaboração no ambiente escolar. Possibilitando que o aluno argumente, questione, adquirindo competência para tornar-se sujeito, ativo e participativo. Portanto  a pesquisa no contexto escolar, sugere como ponto de partida o questionamento sobre os conhecimentos e verdades existentes, dessa forma se inicia um processo de construção com novos argumentos que podem substituir os conhecimentos existentes e apresentados como novo conhecimento, mas devemos nos ater que essa construção deve ser fundamenta teoricamente, mas sem desenlaçar da crítica de uma comunidade escolar argumentativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Planejamento e Avaliação'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento deve ser entendido como um processo de mudança de pensamento e tem como papel principal propiciar o despertar do sujeito enquanto a necessidade de transformar suas práticas deixando arcaico e buscando o novo assim a reconstrução faz capacitá-lo para atingir suas metas enquanto educador, podendo avaliarem um processo dinâmico que detecta erros, e acertos, saberes e não saberes como um fim, mas promover a construção do conhecimento mais elaborado.&lt;br /&gt;
Para Menegola e Sant’Anna (2001), A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa.&lt;br /&gt;
O professor deve lembrar que não sabe tudo e que, a cada dia, tem a oportunidade de estar aprendendo também. Ao acreditar que é o único detentor de todo conhecimento, estreita e limita seu foco e, consequentemente, o de seus alunos. Assim, uma qualidade é essencial ao educador: a humildade em reconhecer suas limitações e sua ignorância.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O ato de planejar diz respeito ao fato de que antes de executar uma ação é importante observar conforme aduz Matias Pereira  (apud Matias-Pereira, 2006a,p.63) que ” o problema será relevante em termos científicos quando propiciar conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, quando referir-se aos benefícios que sua solução trará para a humanidade, país, área de conhecimento etc.”, visto que, ao planejar, há que se observar quais benefícios e mudanças a ação a ser executada trará aos educandos, que a aula ou avaliação, não devem ser planejadas apenas para cumprir o conteúdo destinado à turma, mas que seja útil no cotidiano de cada aluno e propicie para que indivíduo desenvolva atos de cidadania em seu meio social.&lt;br /&gt;
Para se fazer um bom planejamento é importante conhecer a turma com que se trabalha, para isso, antes de planejar deve-se fazer uma sondagem, uma observação geral de tudo o que acontece durante a aula, onde esta será uma forma de avaliação que trará boa contribuição para um planejamento adaptado a realidade, e que quando aplicado será de grande proveito para o aluno e satisfação para o professor.&lt;br /&gt;
Separar o ato de avaliar dos elementos essenciais do planejamento, principalmente quando o objetivo do professor é que obtenha uma aula significativa, é algo indissociável nesta relação de como ensinar e aprender. O ato de pesquisar no contexto educacional sugere observar as habilidades, competências e atitudes percorridas no caminho da construção do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém para que o bom planejamento seja executado e a avaliação seja coerente com essa realidade, faz-se necessário uma postura diferenciada do professor, que ele antes de mais nada torne-se um pesquisador, começando por inovar em seu planejamento e a partir daí avaliar o seu aluno de forma com que leve em consideração todo o  processo de aprendizagem, que deve retratar a &amp;quot;liberdade de expressão do seu aluno pesquisador&amp;quot;.O produto final desse trabalho é uma espécie de mapa que irá nortear tanto aluno como professor no processo ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da perspectiva de uma educação pela pesquisa é preciso compreender avaliação como um processo constante de acompanhamento da evolução do aluno, não sendo necessárias atribuições de notas e tabulação de dados, mas sim de registros diários do professor, de sentido eminentemente qualitativo, sendo que sob esse olhar vigilante e educativo do profissional, cada aluno encontre seu caminho para progredir, respeitando-se seu ritmo, com a devida autonomia. Ao priorizar a formação da competência é necessário elaborar novos indicadores de desempenho, como o interesse pela pesquisa, êxito em formulações próprias e nível de participação individual ou como membros de grupos. As provas ou testes podem ser eliminados ou então utilizados de forma esporádica apenas para se extrair uma média determinada, pois essas ferramentas arcaicas comprovadamente não representam uma proposta satisfatória de avaliação. O aluno precisa fazer parte desse processo avaliativo e ter a confiança de que é avaliado pelo desempenho geral, verificado todos os dias em seu ritmo participativo e produtivo. Assim a avaliação deixa de ser um ato isolado do processo educativo.(Demo 2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos de planejamento e avaliação, encontramos diversas opiniões a respeito das temáticas mencionadas, desde o preenchimento das fichas burocráticas e das fichas de desempenhos permeando concepções errôneas a respeito de planejar e avaliar. Para Vasconcellos (2007),&amp;quot;planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto&amp;quot;, o autor coloca que planejar é um processo contínuo de ação/reflexão/ação, no escopo de dar novo sentido no ato de planejar. Para Luckesi (2012)[http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc], o autor pontua que avaliar é um ato de investigar a qualidade da realidade. Analisando esses autores, observamos que o único sentido de planejar e avaliar é garantir que o aluno aprenda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Considerações Finais'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor ao se transformar num professor-pesquisador, ele se dá conta de que o conhecimento vem da pesquisa e transmite essa vontade aos seus alunos também, pois tanto o professor quanto o aluno precisam buscar constantemente o conhecimento, a informação &lt;br /&gt;
e consequentemente a aprendizagem através da pesquisa.&lt;br /&gt;
Ressalto ainda que para melhorar a qualidade da aprendizagem dos nossos alunos é necessário que os professores estejam constantemente se aperfeiçoando, pois a aprendizagem dos professores reflete-se na aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
Portanto, “... o professor pesquisador centra-se na consideração da prática, que passa a ser meio, fundamento e destinação dos saberes que suscita, desde que esses possam ser orientados e apropriados pela ação reflexiva do professor”.(Miranda 2006, p. 135).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho com pesquisa vem para movimentar definições que eram consideradas finalizadas. E para isso, é importante que o professor tenha esclarecimento e conhecimento de como irá usá-la para desconstruir e construir(Demo,2009,p.01) novos conhecimentos compartilhadamente, pois não ensinará, e sim, trocará conhecimentos com seus alunos.&lt;br /&gt;
É importante destacar a relevância social que segundo Demo(2005,p.78) “embora as teses de pós-graduação tenham como escopo apenas o exercício científico formal, poderiam ser mais pertinentes, se também fossem relevantes em termos sociais, ou seja, estudassem temas de interesse comum(...)”, pois a educação somente exercerá a sua função social se mediar a inserção do educando tanto no meio em que vive, bem como em outras relações sociais, como um sujeito ativo que preocupa-se com a maioria, que conforme Demo(2005,p. 06) pratica a “ cidadania individual e coletiva”.&lt;br /&gt;
Portanto, para que a educação alcance as novas concepções de ensino é preciso que sejamos todos pesquisadores, a escola tem que ser e tem que promover um ambiente pesquisador. Quando um professor pesquisa para planejar, pesquisa para subsidiar seu trabalho sua metodologia e todas suas ações ele esta por meio do currículo oculto formando pesquisadores. O incentivo e a prática de pesquisa caminham juntos, contribuindo assim  para  um ambiente escolar que instiga a curiosidade e criatividade de jovens e crianças, ou seja, fazendo da escola um lugar de produção intelectual alegre e convidativo.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observamos que a pesquisa no ambiente escolar representa possibilidades de transformações tanto da prática docente, quanto da aprendizagem discente, especialmente por aproximar-se da realidade do aluno e por tornar as aulas  mais interessantes e significativas, entretanto, sabemos que educar pela pesquisa não é um caminho sem dificuldades, porém é uma proposta desafiadora, que nos permite o desenvolvimento de sujeitos críticos, autônomos, com capacidade de decisões próprias,possibilitando a transformação de todo o contexto em que estão inseridos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de prática torna-se um desafio, tanto para o aluno quanto para o professor, e este desafio é necessário para que cada um construa seu conhecimento de forma ampla e compartilhe com seus pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Referências'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PROFESSOR &amp;amp; PESQUISA (10)- - Pesquisa: fundamento docente e discente -Pedro Demo (2009)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiros 1994.                                                    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
___________.''' Educar pela pesquisa'''. Campinas: Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&amp;amp;feature=endscreen&amp;amp;NR=1&lt;br /&gt;
http://euler.mat.ufrgs.br/~vclotilde/disciplinas/pesquisa/texto_Backes.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=JqSRs9Hqgtc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MIRANDA, Marília G. de. O Professor Pesquisador e Sua Pretensão de Resolver a Relação Entrem a Teoria e a Prática na Formação de Professores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RAUSCH, Rita Buzzi.SCHROEDER. A INSERÇÃO DA PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO - PPGE/ME FURB. v. 5, n. 3, p. 315-337, set./dez. 2010. Disponível em &lt;br /&gt;
&amp;lt; http://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/2274&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, José Matias. Manual de metodologia da Pesquisa Científica. Ed.Atlas,2007.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/pluginfile.php/2076/mod_page/content/38/profpesq10.doc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. '''Re-significando a prática de planejamento'''.São Paulo: Libertad, 2009.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Leilasilva</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_A_-_Matutino:_A_pesquisa:_uma_atividade_reflexiva_e_investigativa_no_processo_educativo_e_formativo_de_professores_e_alunos</id>
		<title>Turma - A - Matutino: A pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos</title>
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				<updated>2012-04-24T19:32:31Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Leilasilva: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''TEMA: Pesquisa: uma atividade reflexiva e investigativa no processo educativo e formativo de professores e alunos.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''INTRODUÇÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É natural para os seres humanos explorar o mundo que o cerca. Foi desta forma que nos espalhamos pelo mundo há milênios. Os animais também exploram o ambiente em que vivem, mas não o fazem com a complexidade que os seres humanos fazem. Obviamente, que a mera exploração não nos basta. Queremos compreender o que encontramos além do que nossos olhos mostram. Perceber o mundo além do que vemos, ouvimos, cheiramos e tocamos é pesquisá-lo profundamente e não nos enganar com as aparências. A pesquisa busca semelhanças, singularidades, paralelos e distorções. E nos leva a formular e a refutar hipóteses. Este intrincado processo mental nos fez construir as primeiras ferramentas, caçar animais maiores, desenvolver a agricultura e conceber a escrita, seguramente a mais humana de todas as invenções humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na educação, a pesquisa nem sempre é contemplada como deveria nos processos didáticos. Porém, tal como em nossos ancestrais mais distantes, ocorre instigada pelo mundo externo, que nos desafia a conhecê-lo. A curiosidade é seu estágio inicial. De modo geral, tudo nos desperta curiosidade (''Para que isto serve? Como funciona? Quem fez ou deixou aqui?''). Entretanto, algumas coisas nos intrigam tal intensidade que decidimos compreendê-las a fundo. Quando bem sucedida, a curiosidade proporciona pesquisas estimulantes e descobertas reveladoras. Já, quando mal conduzida, interpretada ou acolhida, inibe uma característica natural da humanidade e a deprime, gerando apatia e revolta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Investigar o processo educativo e formativo de professores e alunos é uma necessidade frente a realidade nas escolas atuais, onde temos cada vez mais alunos críticos e com necessidades de aulas motivadoras que condizem com sua vivencia diária. Para professores temos a urgente necessidade de adequar-se as tecnologias disponíveis na educação, preparando-se para formar em suas aulas o aprendiz autônomo, um real pesquisador em busca do conhecimento.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas salas de aula atuais, podemos visualizar em menor escala, casos de pesquisas bem sucedidas onde o professor pesquisador quer sempre mais, busca incessantemente descobrir como o aluno aprende associando a teoria á sua própria prática, questionando e refletindo sobre a mesma. Já a grande maioria, tem um histórico de pesquisa relacionado a sua formação acadêmica de forma desvinculada do próprio trabalho, o que pode até gerar a frustação do pesquisador.&lt;br /&gt;
De acordo com Demo (2009) é possível pesquisar outros objetos não menos importantes, como teorias, textos, autores, práticas, desde que ocorra o devido questionamento reconstrutivo. Nesse sentido, a forma como a pesquisa vem sendo abordada na educação mais precisamente, pelo educador,precisa ser repensada, já que a sociedade contemporânea carece de pessoas cada vez mais preparadas para aprender a aprender.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto a seguir pretende abrir discussão sobre a importância de se utilizar a pesquisa como metodologia para práticas reflexivas e investigativas no processo educativo e formativo de professores e alunos no contexto escolar. Uma definição de metodologia: “é conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca de conhecimento” (Andrade 2005). Com relação aos métodos de abordagem, quer sejam eles, dedutivo, indutivo,dialético ou hipotético-dedutivo, se referem ao conjunto de procedimentos  os quais são utilizados na investigação dos fenômenos,  com finalidade de se imprimir  veracidade aos fenômenos pesquisados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes devem se adequar ao tipo de pesquisa proposta. E Nesse campo da pesquisa como condição indispensável para a formação e aprendizado tanto do aluno como também do professor, existe vários autores, e dentre eles, um em especial que é defensor aplicado, o prof. Pedro Demo. No seu intitulado: Professor &amp;amp; Pesquisa - Pesquisa: fundamento docente e discente – que defende a tese de que “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave, ainda que não panaceia” (Demo 2009). Ele defende o ponto de vista do uso da pesquisa como instrumento pedagógico, na busca da verdade das questões postas e prontas ou não, pois o conhecimento nunca encerra em si mesmo fim da buscar por outros modos e caminhos de descobertas e reconstrução desse e de outros saberes. Veja o que o autor diz “A pesquisa não desfaz esta relatividade, apenas coloca em cena outros argumentos que merecem atenção e debate, em processo reconstrutivo infindável. Tanto quanto é essencial fundamentar o que se diz, não é menos decisivo reconhecer que os fundamentos “não têm fundos” (Demo, 2008), tendo em vista que “fundamentos últimos” de teor inconcusso, indiscutível não fazem parte do jogo aberto da pesquisa. Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazê-la continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa” (Demo 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos vivendo numa sociedade cada vez mais complexa, e a escola tem como funçãoo principal formar cidadãos capazes de atuar, e a educacão pela pesquisa é um dos meios capazes de promover no sujeito diferentes tipos de aprendizados que possam contribuir para o &amp;quot;desenvolvimento da autonomia intelectual, da consciência crítica&amp;quot;.(Demo, 2003,p.86).onde o aluno possa desenvolver a sua habilidade de questionar e interver na sua realidade.De modo que eles possam se tornar sujeitos ativos no seu processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa como atividade reflexiva e investigativa na construção da aprendizagem é o mergulho na práxis do grupo social em estudo, do qual se extrai as perspectivas latentes, o oculto, o não familiar que sustentam as práticas, sendo as mudanças negociadas e geridas no coletivo. Nessa direção, a pesquisa colaborativa, na maioria das vezes, assumem também o caráter de criticidade. Na construção da aprendizagem considera a voz do sujeito, sua perspectiva, seu sentido, mas não apenas para registro e posterior interpretação do pesquisador: a voz do sujeito fará parte da tessitura da metodologia da investigação. Nesse caso, a metodologia não se faz por meio das etapas de um método, mas se organiza pelas situações relevantes que emergem do processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista a pesquisa feita para que o professor tenha uma ação pedagógica diferenciada, utilizando o princípio educativo da ação-reflexão-ação, está relacionado com a teoria e a prática e vem se conscientizando da realidade em que está inserido. O professor deve usar da pesquisa para lidar com as situações problemas que surgem e criam oportunidades para que os envolvidos investiguem e compreendam aquilo que o pesquisador está proporcionando, pois desta maneira o  conhecimento será construído e sistematizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que possamos confirmar alguma opinião ou mesmo comprovar algo que defendemos, é necessário que desenvolvamos algum tipo de pesquisa. E, quem confirma essa opinião é Pedro Demo (2009) que diz o seguinte: “Para aprender e para fazer aprender, pesquisa é referência chave”. Sem pesquisa, não podemos tornar nosso trabalho consistente ou mesmo como uma referência para outros profissionais que apresentam muitas vezes a mesma dúvida que a nossa. Assim, podemos afirmar que um professor só transforma seus alunos em pesquisadores críticos e reflexivos à partir do momento em que o professor também apresente esse perfil de pesquisador, de questionador sobre aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''EDUCAÇÃO PELA PESQUISA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação pela pesquisa exige uma articulação entre o Princípio Científico e o Princípio Educativo. O primeiro contribuindo na construção do conhecimento através das possibilidades que a metodologia científica oferece quanto à organização e sistematização do trabalho desenvolvido, bem como da utilização de diferentes métodos e técnicas que sejam adequados aos diferentes contextos das aprendizagens; o segundo valorizando o processo formativo da aprendizagem enquanto formação do saber pensar e no desenvolvimento de uma autonomia intelectual no aluno.E ainda,o processo de ensino-aprendizado pela pesquisa além de democratizar a busca do conhecimento e da aprendizagem,pois oferece essa ferramenta metodológica de busca sistematizada,não encerra em si, os limites de até onde os alunos possam ir para resolverem as questões levantas,conhecer a verdade ou não daquilo que dantes não se tinha certeza.Ou levantar mais dúvidas e problemas que os levem a serem pesquisadores de futuros brilhantes como existem muitos por ai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2009) “Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para a fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes. Nisto vai aparecendo o lado formativo, pedagógico da pesquisa.” Tratando-se de construir o conhecimento em todos os níveis de educação, as referências empíricas são importantes, nas palavras do autor “para imprimir um sabor de terra às análises”, incluindo aí o conhecimento prévio dos alunos, do qual devem partir os questionamentos, as curiosidades, as descobertas. O autor ressalta que nessa construção devem ser incluídos cuidados qualitativos, uma vez que os dados são os construtores teóricos numa representação de um modo de interpretar e reconstruir a realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de pesquisar deve estar presente no processo educativo e utilizado sempre como forma de otimizar as aulas, pois somente assim o professor estará habilitado e capacitado a produzir o conhecimento em seus alunos. Com a prática frequente de se pesquisar que formaremos os alunos que necessitamos em nossas salas de aula, mas cuidando sempre a cientificidade do processo, como fala Demo (2005):&lt;br /&gt;
&amp;quot;Estamos advogando, pois, que o envolvimento do pesquisador poderia ser fator fundamental para trabalhar a cientificidade do processo, desde que não percamos de vista o compromisso com a objetivação. Queremos dizer pelo menos duas coisas com isso: *é fundamental buscar captar a realidade da maneira mais honesta possível, deixando-a falar mais alto que nossas expectativas, ideologias e manias; isso, ao final das contas, é impraticável, mas a &amp;quot;verdade&amp;quot; do fenômeno deve ser mantida sempre como utopia negativa; *o processo de pesquisa deve ser conduzido sempre de tal modo que possa ser refeito por quem duvide ou queira retestar, permitindo procedimentos de controle inter-subjetivo&amp;quot;. Demo (2005, pg.163) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática em sala de aula traz novos desafios para o professor, na articulação de atividades individuais e coletivas, no gerenciamento dos conflitos e promovendo uma prática de aprendizagem colaborativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é muito importante tanto para o professor como para o aluno, devido ao processo de ensino-aprendizagem e que de forma mais investigativa, envolvem os alunos no processo de construção e de dar maior significado ao conhecimento. Cabe ao professor pesquisador planejamento e de também proporcionar ações para que aconteça o real desenvolvimento do conhecimento de maneira construtiva, pois assim, estas ações irão enfocar o ambiente da pesquisa e do educador, também não esquecendo de que a experiência e a bagagem que o aluno traz têm de ser valorizada, explorada e respeitada, sempre, sendo que dessa forma cada um, educador e educando, desenvolverá o seu potencial integral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse educador, contribuirá  para o verdadeiro aprendizado de seus alunos , se primeiro colocar-se na condição de desconstruir e reconstruir,  comparando as leituras com sua prática, avaliando se seu aluno realmente desenvolveu a habilidade esperada em seu planejamento após cada aula. Nesse processo dinâmico,o educador vai edificando seu fazer com novas formas de aprender e ensinar e o aluno vai construindo sua autonomia por meio das descobertas de forma desafiadora e prazerosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos desafios que nossa educação enfrenta, mais precisamente do professor, é ter o perfil de pesquisador, pois sem ter essa característica, fica difícil desenvolver em suas aulas o instinto investigativo de seus alunos. Tanto que Demo (2009) coloca que “Produzir conhecimento com autonomia é o fundamento primeiro do docente, razão pela qual docência começa pela pesquisa”. Assim, antes de ser professor, temos que ser pesquisador, questionador daquilo que estamos ensinando para nossos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Principios educativos da pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como foi mencionado, pesquisar é mais do que explorar algo desconhecido. É compreendê-lo além dos sentidos. Se nos valessemos apenas do que vemos, nunca chegaríamos à conclusão acertada de que a Terra gira em torno do Sol e não o contrário. E, embora a visão colossal do Sol nascendo e se pondo tenha inquietado o homem imemorialmente, a compreensão deste fenônemo é resultado de centenas de hipóteses equívocadas e somente uma certa. Uma saga que percorreu séculos confirmando e refutando a percepção dos sentidos e da religião e ciências de diferentes épocas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é uma atividade natural do ser humana, mas não pode ser gratuita. Uma vez que é um interesse legítimo do pesquisador, que pode ser estimulada por terceiros ou por um evento significativo. Desta forma, o ato de pesquisar é inerente, estimulado e, para ser produtivo - vamos considerar este ''produtivo'' como a comprovação das hipóteses formuladas - necessita de etapas e critérios variáveis. Nâo é possível aplicá-los indistintamente.&lt;br /&gt;
Logo, não é qualquer ato de ir em busca de algo desconhecido quer seja através de livros,tecnologias ou outros meios, que pode ser considerado pesquisa em si, pois pesquisa requer método, sistematização. Mesmo porque, a pesquisa, além de ser instrumento de compreensão da realidade e construção do novo conhecimento, é também uma forma de desenvolver a autonomia, o poder de decisão e  de contestação que faz com que o sujeito,  passe da condição de manipulado para a condição de atuante e participante na transformação desta sociedade tão marcada por desigualdades sociais.&lt;br /&gt;
Segundo Demo (2005), dificilmente haveríamos de desconhecer que o conhecimento científico é um dos fenômenos políticos mais contundentes e marcantes da sociedade, no sentido de que, com ele, estamos cada vez mais &amp;quot;fazendo&amp;quot; nossa história, em vez de apenas sermos conduzidos externamente por ela.Vejo nessa afirmação do prof.Pedro Demo,a justa oportunidade de o sujeito não passar por essa vida e sair dela como mero expectador-coadjuvante, dessa história que está posta, seja ela em qual seguimento e dialética for,sem deixar sua marca, seu registro,sua impressão, seu ponto de vista, na construção daquilo que foi produzindo a partir da sua existência e inserção nessa sociedade.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda Segundo Demo, 2009, &amp;quot;Não se pesquisa para terminar a discussão, mas para fazer continuar com argumentos cada vez mais burilados e pertinentes&amp;quot;, assim nesse entendimento, possibilita-se professores e alunos formarem seu lado critico e interpretativo do conhecimento, é nesse sentido que se tem a necessidade de estudar os princípios educativos da pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Michaliszyn e Tomasini (2005), a pesquisa bibliográfica objetiva explicar um problema a partir de referenciais teóricos: livros, artigos científicos, documentos, etc. Trata-se de uma leitura atenta e sistemática que se faz acompanhar de anotações e fichamentos que, eventualmente, norteará todo o trabalho. Ela dá suporte a todas as fases de qualquer tipo de pesquisa, pois, possibilita ao pesquisador fonte de consulta para a fundamentação teórica do estudo. Metodologicamente, a pesquisa teve duas etapas sendo elas: realizado uma pesquisa bibliográfica, junto a autores que investigam a temática do trabalho, onde Demo (1996) é uma referência, em segundo lugar sendo realizado uma elaboração de sínteses sobre o assunto proposto. A intenção foi realizar uma ponte entre a pesquisa e a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a busca e construção do conhecimento através da pesquisa, nos traz para alunos com questionamento crítico, definindo-os em uma metodologia necessária ao processo de ensino-aprendizagem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No âmbito escolar, a pesquisa deve fazer parte em todo o seu contexto, pois esta é importante tanto para o professor como para o aluno, por causa do processo ensino aprendizagem, podendo ser desenvolvida de forma mais investigativa, oportunizando o envolvimento dos sujeitos no processo de construção e ressignificação do conhecimento, para daí podermos obter a construção de um saber significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contexto escolar e a pesquisa'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o ser humano é ensinado, uma situação cotidiana ou futura é simulada de forma segura. Desde os tempos primitivos, o &amp;quot;ensinar&amp;quot; é uma preparação rudimentar para uma sitiação real. Nossos ancestrais ensinavam seus filhos a caçar e a cultivar o solo antes da fome se abater sobre eles. Do contrário, seria tarde demais. De modo simplista, a escola continua similando e antecipando situações futuras. Assim, aprendemos a ler antes que isto seja imprescindível para nossa vida social e profissional. Obviamente, nem tudo que o que aprendemos tem aplicação tão imediata e constante como ler e escrever. Porém, compõe de modo instrínseco a longa história do pensamento e do conhecimento humano, sendo inadmissível neglingenciá-lo em nome de uma funcionalidade pontual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como a pesquisa exige um olhar apurado que ultrapassa aparência, a escola precisa ir além das necessidades diárias e dos modismos. Estimular a pesquisa e dar subsídios para que ela ocorra de forma espontânea ou dirigida é fundamental para escola cumprir seu papel e assegurar e respeitar a diversidade de interesses dos alunos, que se torna cada vez mais plural com a popularização das tecnologias de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na produção de conhecimento é uma das formas de elucidação da realidade, de dar respostas sistematizadas às problemáticas surgidas no mundo das necessidades históricas da humanidade e racionalizadas por meio de indagações, questões e perguntas. A elaboração destas respostas são moldadas por meio de uma relação lógica com esse mundo da necessidade historicamente determinada, que dependem de condições de desenvolvimento de forças produtivas e dos interesses predominantes nos diversos estágios das formações sociais (DEMO, 1994).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste sentido, compartilhamos a idéia defendida por Habermas (1982, p. 107), ao ressaltar que,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...) pesquisar é uma atividade que corresponde a um desejo de produzir saber, conhecimento [...]. Conhecer não é descobrir algo que existe de uma determinada forma em um determinado lugar do real. Conhecer é descrever, nomear, relatar, desde uma posição que é temporal, espacial e hierárquica. O que chamamos de realidade é resultado desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Demo (1991), a pesquisa é um princípio educativo, sendo uma maneira de saber fazer e refazer o conhecimento. O questionamento deve nortear esta prática, por meio desta, o indivíduo contesta, duvida e conseqüentemente investiga os fenômenos da realidade, adquirindo assim o despertar do espírito intelectual de forma autônoma. Assim, fica muito claro a necessidade de se estimular a pesquisa no âmbito escolar, pois a mesma é a grande responsável por novas descobertas e possibilita além do conhecimento curricular a possibilidade de conhecer as mais diversas fontes e meios de se pesquisar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para construir a sua autonomia na forma de ensinar e aprender, o educador  precisa ter sua prática sustentada na pesquisa e na reflexão criando o hábito de boas leituras que possam auxiliá-lo na descoberta de novos caminhos que direcionem o aluno na construção do conhecimento. Aos poucos esse profissional  vai se desvinculando daquela velha forma tradicional e ultrapassada de &amp;quot;dar aula&amp;quot;  impregnada  por sua formação acadêmica, dando lugar à aulas questionadoras argumentativas que promovam a desconstrução e a reconstrução, não só de seu alunado mas da forma de conduzir suas aulas.&lt;br /&gt;
Contudo, nenhum tipo de pesquisa é auto-suficiente, inclusive, na prática, sendo assim,&amp;quot; tudo é ideologia, e carecem de fundamento teórico e metodológico para ser concreta&amp;quot;.(Demo, 1995)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse aspecto, podemos fazer a seguinte colocação: todo e qualquer conteúdo a ser trabalhado com os alunos, pode ser direcionado para o lado da pesquisa, isto só depende do professor que tenha a característica de questionador, pois tanto aluno quanto professor deve buscar questionar aquilo que é repassado para si pronto acabado, já que, nada está pronto e acabado, de acordo com nosso instinto crítico, podemos buscar outras explicações, e nesse momento estamos transformando o processo ensino aprendizagem em algo significativo para nós e mutável conforme nossa aceitação e descobertas de novas respostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Planejamento e avaliação'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escola planeja suas ações, estabelece suas avaliações e têm suas expectativas sobre o trabalho que realiza. No campo da pesquisa também é necessário planejá-lo, embora não seja possível prever seu resultado com exatidão. E nem é fundamental. Como a pesquisa é uma atividade lúdica e pedagógica em si mesma, a aprendizagem já acontece em seu processo. Evidentemente, um resultado que soluciona a dúvida inicial é desejável. Mas é importante ressaltar que nunca é um resultado defintivo ou inquestionável. O conhecimento humano é mais feito de tentativas do que de acertos. E a escola deve lembrar disto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O planejamento educacional para Menegola e Sant’Anna (2001, p. 25):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Planejar o processo educativo é planejar o indefinido, porque educação não é o processo, cujos resultados podem ser totalmente prédefinidos, determinados ou pré-escolhidos, como se fossem produtos de correntes de uma ação puramente mecânica e impensável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O educador deve levar em conta sociedade em pleno desenvolvimento, o conhecimento prévio do aluno para que possa inserir o conteúdo a ser aprendido. Para pensar no ensino aprendizagem na sociedade em pleno desenvolvimento, será necessário que o professor assuma a postura aberta às mudanças. Ele deve estar constante movimento de aprendizado para que possa executar as ações previstas no  planejamento fazendo as adequações necessárias para que possa avaliar de acordo com o planejado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devemos, pois, planejar a ação educativa para o homem não impondo-lhe diretrizes que o alheiem. Permitindo, com isso, que a educação, ajude o homem a ser criador de sua história. A metodologia do planejamento escolar enquadra-se no cenário da educação como uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos; quanto a sua previsão e adequação no decorrer do processo de ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avaliar é levar em conta um processo maior do que o resultado de uma prova ou de uma atividade escolar.&amp;quot;Avaliar é muito mais do que notificar é dar sentido ao conhecimento construído e adquirido &amp;quot;.(Delziene Perdoncini, 2011)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato de planejar faz parte da realidade humana, então não podemos deixar de planejar nossas ações para que o trabalho educativo seja organizado da melhor forma possível, rendendo resultados positivos dentro da proposta  que foi estabelecida. Porém, este trabalho não pode se restringir apenas em aulas expositivas, ou mesmo discussões que não vão levar a um consenso na turma, sem um amparo teórico. Assim, é imprescindível organizar um planejamento que contemple a ação investigativa dos alunos, em que estes buscam respostas além daquelas que a situação-problema nos dá, questionando sobre a verdade ou a mentira sob aquele assunto, resposta e, ao mesmo tempo sistematizar uma avaliação que esteja a contento daquilo que queremos desenvolver em nossos alunos, que é o senso investigativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Considerações'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa é um processo de descobertas e que revela o mais íntimo do pesquisador. Ninguém pesquisa algo que não lhe desperte interesse. Na escola, as pesquisas são pontuais e complementares ao conteúdo ensinado em sala de aula. Normalmente, é um levantamento bibliográfico do tema na biblioteca escolar e na internet. Ocorre que ambos são fontes imediatas de pesquisa. Sobretudo na internet, onde o Google elenca no topo da página os links mais visitados e, automaticamente, indica-os para novas pesquisas. O resultado deste levantamento costuma ser registrado manualmente e entregue aos professores, que corrigem e devolvem com suas considerações e com a nota obtida. Raramente, os alunos são convidados a expôr o resultado de suas pesquisas. Até mesmo porque, pesquisando os mesmos assuntos nas mesmas fontes, produzem textos muito similares quando não, idênticos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa deve ser assumida como uma atitude processual cotidiana, inerente a toda prática que deseja de fato modernizar-se e aperfeiçoar-se, pois quem assume atitude de pesquisa está em constante estado de preparação para a mudança da realidade na qual se insere principalmente a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entender de Demo (1991), ao deter a pesquisa como princípio educativo, o indivíduo possuirá base sólida em um contexto emancipatório, pois, a pesquisa permite o movimento de constituição e de desconstituição da totalidade social, numa teia de relações que conduzem à apreensão das múltiplas dimensões do real. Na produção do conhecimento motiva a criatividade e, deste modo, o sujeito toma em sua prática contornos próprios e desafiadores, a começar pelo reconhecimento de que o melhor saber é aquele que sabe superar-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa além de ser um ato educativo, reflexivo e formativo, é considerada também, por muitos, um ato político. Portanto, ao dar enfoque na pesquisa como fonte de saber, temos uma questão importante para levar em consideração, que é a formação de grupos de estudos por parte de todos os professores envolvidos neste processo que é a educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor pesquisador adota um perfil de professor aprendiz, está sempre em busca de novos os recursos tecnológicos para utilizar em suas aulas comparando as teorias estudadas com sua prática. Ele suscita dúvidas, instiga seus alunos a buscar o novo conhecimento ao invés de dar respostas, é o tipo de professor que educa por meio da descoberta e promove a construção da autonomia dos seus alunos a cada aula. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que não teremos alunos pesquisadores, se não tivermos primeiro desenvolvido o senso investigativo em nossos professores. Por isso, em um primeiro momento faz-se necessário um trabalho com os professores para que eles descubram que suas aulas devem ser direcionadas para a pesquisa, investigação de um determinado assunto, em que os alunos questione tal resultado ou resposta e procurem contestar o que já está definido, mas que pode ser modificado, depende apenas como o aluno irá encaminhar sua pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://metodologiadapesquisaeducacional.blogspot.com.br/2008/03/mtodos-de-pesquisa.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico: elaboração de trabalhos na graduação. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro - Metodologia investigativa em educação &lt;br /&gt;
Curitiba. 2005. 255p.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO,Pedro. Metodologia da investigação em educação. Curitiba: Ibpex, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Demo''', Professor &amp;amp; Pesquisa - 2009&lt;br /&gt;
http://moodle.semed.capital.ms.gov.br/moodle/mod/page/view.php?id=1096&amp;amp;inpopup=1 - Acesso em 19-04-2012 - 12:00&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 6. ed. Campinas: Autores Associados, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. Ciência, ideologia e poder: uma sátira às ciências sociais. São Paulo: Atlas, 1988.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Educar pela pesquisa. São Paulo: Autores Associados, 1996.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa e construção do conhecimento. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________. Universidade e reconstrução do conhecimento. Cadernos Cedes, Campinas, n. 31, p. 49-74, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GANDIN, Armando Luis -  NTE FRONTEIRAS OESTE: Novas Características no Perfil do Professor - http://ntefo.vilabol.uol.com.br/novascaracteristicas1.htm - Acesso em 23-04-2012 as 11:00 h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HABERMAS, Jürgen. Conhecimento e interesse. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MENEGOLLA e SANT’ANA, Maximiliano e Ilza Martins. Porque Planejar? Como Planejar? Currículo e Área-Aula. 11º Ed. Editora Vozes. Petrópolis. 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MICHALISZYN; Sergio Mario. TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaborações de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Site- Tecnologia Em Redes de Computadores -http://www.redes.ufsm.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=frontpage&amp;amp;Itemid=1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREIBERGER, Regiane Muller. BERBEL, Neusi A. Navas. A Importância da Pesquisa como Princípio Educativo na Atuação Pedagógica de Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/1948_1956.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Leilasilva</name></author>	</entry>

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