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		<title>Wiki_Semed - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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		<title>Educação Especial</title>
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				<updated>2013-10-07T19:29:12Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA MEC/SEESP ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva= &lt;br /&gt;
==Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555,de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
==II – Marcos históricos e normativos== &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de “integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que “(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que:&lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, &lt;br /&gt;
à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
*337.326&lt;br /&gt;
*374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
*448.601&lt;br /&gt;
*504.039&lt;br /&gt;
*566.753&lt;br /&gt;
*640.317 700.624&lt;br /&gt;
*375.488&lt;br /&gt;
*293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
*262.243&lt;br /&gt;
*195.370&lt;br /&gt;
*145.141&lt;br /&gt;
*110.704&lt;br /&gt;
*81.695 81.344 63.345 43.9230&lt;br /&gt;
*100.000&lt;br /&gt;
*200.000&lt;br /&gt;
*300.000&lt;br /&gt;
*400.000&lt;br /&gt;
*500.000&lt;br /&gt;
*600.000&lt;br /&gt;
*700.000&lt;br /&gt;
*800.000&lt;br /&gt;
*1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
=Total de matrículas=&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade===&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
==PESSOA SURDA==&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
==LIBRAS==&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial</id>
		<title>Educação Especial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial"/>
				<updated>2013-10-07T19:28:00Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Título do link]]&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
MEC/SEESP &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva= &lt;br /&gt;
==Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555,de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
==II – Marcos históricos e normativos== &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de “integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que “(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que:&lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, &lt;br /&gt;
à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
*337.326&lt;br /&gt;
*374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
*448.601&lt;br /&gt;
*504.039&lt;br /&gt;
*566.753&lt;br /&gt;
*640.317 700.624&lt;br /&gt;
*375.488&lt;br /&gt;
*293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
*262.243&lt;br /&gt;
*195.370&lt;br /&gt;
*145.141&lt;br /&gt;
*110.704&lt;br /&gt;
*81.695 81.344 63.345 43.9230&lt;br /&gt;
*100.000&lt;br /&gt;
*200.000&lt;br /&gt;
*300.000&lt;br /&gt;
*400.000&lt;br /&gt;
*500.000&lt;br /&gt;
*600.000&lt;br /&gt;
*700.000&lt;br /&gt;
*800.000&lt;br /&gt;
*1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
=Total de matrículas=&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade===&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
==PESSOA SURDA==&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
==LIBRAS==&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial</id>
		<title>Educação Especial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial"/>
				<updated>2013-10-07T19:27:04Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Título do link]]&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
MEC/SEESP &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva= &lt;br /&gt;
==Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, &lt;br /&gt;
de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
==II – Marcos históricos e normativos== &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de “integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que “(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que:&lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, &lt;br /&gt;
à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
*337.326&lt;br /&gt;
*374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
*448.601&lt;br /&gt;
*504.039&lt;br /&gt;
*566.753&lt;br /&gt;
*640.317 700.624&lt;br /&gt;
*375.488&lt;br /&gt;
*293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
*262.243&lt;br /&gt;
*195.370&lt;br /&gt;
*145.141&lt;br /&gt;
*110.704&lt;br /&gt;
*81.695 81.344 63.345 43.9230&lt;br /&gt;
*100.000&lt;br /&gt;
*200.000&lt;br /&gt;
*300.000&lt;br /&gt;
*400.000&lt;br /&gt;
*500.000&lt;br /&gt;
*600.000&lt;br /&gt;
*700.000&lt;br /&gt;
*800.000&lt;br /&gt;
*1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
=Total de matrículas=&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade===&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
==PESSOA SURDA==&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
==LIBRAS==&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial</id>
		<title>Educação Especial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial"/>
				<updated>2013-10-07T19:22:42Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: /* Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo? */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Título do link]]&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
MEC/SEESP &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, &lt;br /&gt;
de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007. &lt;br /&gt;
==Introdução==&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
==II – Marcos históricos e normativos== &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de “integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que “(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que:&lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, &lt;br /&gt;
à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
*337.326&lt;br /&gt;
*374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
*448.601&lt;br /&gt;
*504.039&lt;br /&gt;
*566.753&lt;br /&gt;
*640.317 700.624&lt;br /&gt;
*375.488&lt;br /&gt;
*293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
*262.243&lt;br /&gt;
*195.370&lt;br /&gt;
*145.141&lt;br /&gt;
*110.704&lt;br /&gt;
*81.695 81.344 63.345 43.9230&lt;br /&gt;
*100.000&lt;br /&gt;
*200.000&lt;br /&gt;
*300.000&lt;br /&gt;
*400.000&lt;br /&gt;
*500.000&lt;br /&gt;
*600.000&lt;br /&gt;
*700.000&lt;br /&gt;
*800.000&lt;br /&gt;
*1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
=Total de matrículas=&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade===&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
==PESSOA SURDA==&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
==LIBRAS==&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial</id>
		<title>Educação Especial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial"/>
				<updated>2013-10-07T19:17:26Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: /* Total de matrículas */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Título do link]]&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
MEC/SEESP &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, &lt;br /&gt;
de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007. &lt;br /&gt;
==Introdução==&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
==II – Marcos históricos e normativos== &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de “integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que “(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que:&lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, &lt;br /&gt;
à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
*337.326&lt;br /&gt;
*374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
*448.601&lt;br /&gt;
*504.039&lt;br /&gt;
*566.753&lt;br /&gt;
*640.317 700.624&lt;br /&gt;
*375.488&lt;br /&gt;
*293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
*262.243&lt;br /&gt;
*195.370&lt;br /&gt;
*145.141&lt;br /&gt;
*110.704&lt;br /&gt;
*81.695 81.344 63.345 43.9230&lt;br /&gt;
*100.000&lt;br /&gt;
*200.000&lt;br /&gt;
*300.000&lt;br /&gt;
*400.000&lt;br /&gt;
*500.000&lt;br /&gt;
*600.000&lt;br /&gt;
*700.000&lt;br /&gt;
*800.000&lt;br /&gt;
*1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
=Total de matrículas=&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade===&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
==PESSOA SURDA==&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
==LIBRAS==&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial</id>
		<title>Educação Especial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial"/>
				<updated>2013-10-07T19:15:38Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: /* Alunos atendidos pela Educação Especial */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Título do link]]&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
MEC/SEESP &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, &lt;br /&gt;
de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007. &lt;br /&gt;
==Introdução==&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
==II – Marcos históricos e normativos== &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de “integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que “(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que:&lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, &lt;br /&gt;
à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
*337.326&lt;br /&gt;
*374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
*448.601&lt;br /&gt;
*504.039&lt;br /&gt;
*566.753&lt;br /&gt;
*640.317 700.624&lt;br /&gt;
*375.488&lt;br /&gt;
*293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
*262.243&lt;br /&gt;
*195.370&lt;br /&gt;
*145.141&lt;br /&gt;
*110.704&lt;br /&gt;
*81.695 81.344 63.345 43.9230&lt;br /&gt;
*100.000&lt;br /&gt;
*200.000&lt;br /&gt;
*300.000&lt;br /&gt;
*400.000&lt;br /&gt;
*500.000&lt;br /&gt;
*600.000&lt;br /&gt;
*700.000&lt;br /&gt;
*800.000&lt;br /&gt;
*1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
=Total de matrículas=&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade===&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
==PESSOA SURDA==&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
==LIBRAS==&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial</id>
		<title>Educação Especial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial"/>
				<updated>2013-10-07T19:14:53Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: /* Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Título do link]]&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
MEC/SEESP &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, &lt;br /&gt;
de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007. &lt;br /&gt;
==Introdução==&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
==II – Marcos históricos e normativos== &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de “integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que “(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que:&lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, &lt;br /&gt;
à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
*337.326&lt;br /&gt;
*374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
*448.601&lt;br /&gt;
*504.039&lt;br /&gt;
*566.753&lt;br /&gt;
*640.317 700.624&lt;br /&gt;
*375.488&lt;br /&gt;
*293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
*262.243&lt;br /&gt;
*195.370&lt;br /&gt;
*145.141&lt;br /&gt;
*110.704&lt;br /&gt;
*81.695 81.344 63.345 43.9230&lt;br /&gt;
*100.000&lt;br /&gt;
*200.000&lt;br /&gt;
*300.000&lt;br /&gt;
*400.000&lt;br /&gt;
*500.000&lt;br /&gt;
*600.000&lt;br /&gt;
*700.000&lt;br /&gt;
*800.000&lt;br /&gt;
*1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
=Total de matrículas=&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade===&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
==PESSOA SURDA==&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
==LIBRAS==&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial</id>
		<title>Educação Especial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial"/>
				<updated>2013-10-07T19:14:01Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: /* Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Título do link]]&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
MEC/SEESP &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, &lt;br /&gt;
de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007. &lt;br /&gt;
==Introdução==&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
==II – Marcos históricos e normativos== &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de “integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que “(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que:&lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, &lt;br /&gt;
à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
*337.326&lt;br /&gt;
*374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
*448.601&lt;br /&gt;
*504.039&lt;br /&gt;
*566.753&lt;br /&gt;
*640.317 700.624&lt;br /&gt;
*375.488&lt;br /&gt;
*293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
*262.243&lt;br /&gt;
*195.370&lt;br /&gt;
*145.141&lt;br /&gt;
*110.704&lt;br /&gt;
*81.695 81.344 63.345 43.9230&lt;br /&gt;
*100.000&lt;br /&gt;
*200.000&lt;br /&gt;
*300.000&lt;br /&gt;
*400.000&lt;br /&gt;
*500.000&lt;br /&gt;
*600.000&lt;br /&gt;
*700.000&lt;br /&gt;
*800.000&lt;br /&gt;
*1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
=Total de matrículas=&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade===&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
==PESSOA SURDA==&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
==LIBRAS==&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial</id>
		<title>Educação Especial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial"/>
				<updated>2013-10-07T19:13:03Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: /* Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Título do link]]&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
MEC/SEESP &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, &lt;br /&gt;
de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007. &lt;br /&gt;
==Introdução==&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
==II – Marcos históricos e normativos== &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de “integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que “(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que:&lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, &lt;br /&gt;
à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
*337.326&lt;br /&gt;
*374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
*448.601&lt;br /&gt;
*504.039&lt;br /&gt;
*566.753&lt;br /&gt;
*640.317 700.624&lt;br /&gt;
*375.488&lt;br /&gt;
*293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
*262.243&lt;br /&gt;
*195.370&lt;br /&gt;
*145.141&lt;br /&gt;
*110.704&lt;br /&gt;
*81.695 81.344 63.345 43.9230&lt;br /&gt;
*100.000&lt;br /&gt;
*200.000&lt;br /&gt;
*300.000&lt;br /&gt;
*400.000&lt;br /&gt;
*500.000&lt;br /&gt;
*600.000&lt;br /&gt;
*700.000&lt;br /&gt;
*800.000&lt;br /&gt;
*1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
=Total de matrículas=&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade.&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
==PESSOA SURDA==&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
==LIBRAS==&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial</id>
		<title>Educação Especial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial"/>
				<updated>2013-10-07T19:11:36Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Título do link]]&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
MEC/SEESP &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, &lt;br /&gt;
de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007. &lt;br /&gt;
==Introdução==&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
==II – Marcos históricos e normativos== &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de “integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que “(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que:&lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
* As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, &lt;br /&gt;
à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
*337.326&lt;br /&gt;
*374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
*448.601&lt;br /&gt;
*504.039&lt;br /&gt;
*566.753&lt;br /&gt;
*640.317 700.624&lt;br /&gt;
*375.488&lt;br /&gt;
*293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
*262.243&lt;br /&gt;
*195.370&lt;br /&gt;
*145.141&lt;br /&gt;
*110.704&lt;br /&gt;
*81.695 81.344 63.345 43.9230&lt;br /&gt;
*100.000&lt;br /&gt;
*200.000&lt;br /&gt;
*300.000&lt;br /&gt;
*400.000&lt;br /&gt;
*500.000&lt;br /&gt;
*600.000&lt;br /&gt;
*700.000&lt;br /&gt;
*800.000&lt;br /&gt;
*1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
=Total de matrículas=&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade.&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
[PESSOA SURDA]&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
[[LIBRAS]]&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial</id>
		<title>Educação Especial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial"/>
				<updated>2013-10-07T19:06:10Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Título do link]]&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
MEC/SEESP &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, &lt;br /&gt;
de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007. &lt;br /&gt;
==Introdução==&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
==II – Marcos históricos e normativos== &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem. &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de &lt;br /&gt;
“integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que &lt;br /&gt;
“(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que: a) As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
b) As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior. &lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC. &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
337.326&lt;br /&gt;
374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
448.601&lt;br /&gt;
504.039&lt;br /&gt;
566.753&lt;br /&gt;
640.317 700.624&lt;br /&gt;
375.488&lt;br /&gt;
293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
262.243&lt;br /&gt;
195.370&lt;br /&gt;
145.141&lt;br /&gt;
110.704&lt;br /&gt;
81.695 81.344 63.345 43.923&lt;br /&gt;
0&lt;br /&gt;
100.000&lt;br /&gt;
200.000&lt;br /&gt;
300.000&lt;br /&gt;
400.000&lt;br /&gt;
500.000&lt;br /&gt;
600.000&lt;br /&gt;
700.000&lt;br /&gt;
800.000&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Total de matrículas&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade.&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
[PESSOA SURDA]&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
[[LIBRAS]]&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial</id>
		<title>Educação Especial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Educa%C3%A7%C3%A3o_Especial"/>
				<updated>2013-10-07T19:02:11Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Título do link]]&amp;quot;Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais&amp;quot;. (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SUMÁRIO&lt;br /&gt;
[[1.INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
[[POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA]]&lt;br /&gt;
MEC/SEESP &lt;br /&gt;
Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, &lt;br /&gt;
de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007. &lt;br /&gt;
I – Introdução&lt;br /&gt;
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, &lt;br /&gt;
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, &lt;br /&gt;
sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional &lt;br /&gt;
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores &lt;br /&gt;
indissociáveis, e que avança em relação à idéia de eqüidade formal ao contextualizar as &lt;br /&gt;
circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. &lt;br /&gt;
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de &lt;br /&gt;
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educação inclusiva &lt;br /&gt;
assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na &lt;br /&gt;
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas &lt;br /&gt;
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, &lt;br /&gt;
implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas &lt;br /&gt;
especificidades atendidas. &lt;br /&gt;
Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política &lt;br /&gt;
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços &lt;br /&gt;
do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma &lt;br /&gt;
educação de qualidade para todos os alunos. &lt;br /&gt;
II – Marcos históricos e normativos &lt;br /&gt;
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como &lt;br /&gt;
privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais &lt;br /&gt;
reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da escola, evidencia-se o &lt;br /&gt;
paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam &lt;br /&gt;
excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, &lt;br /&gt;
sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de &lt;br /&gt;
segregação e integração, que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar. &lt;br /&gt;
A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento &lt;br /&gt;
das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos e &lt;br /&gt;
processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. Essa &lt;br /&gt;
problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de &lt;br /&gt;
características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do &lt;br /&gt;
modelo tradicional de educação escolar. A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado &lt;br /&gt;
substitutivo ao ensino comum, evidenciando diferentes compreensões, terminologias e modalidades &lt;br /&gt;
que levaram à criação de instituições especializadas, escolas especiais e classes especiais. Essa &lt;br /&gt;
organização, fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade, determina formas de &lt;br /&gt;
atendimento clínico-terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que, por meio de &lt;br /&gt;
diagnósticos, definem as práticas escolares para os alunos com deficiência. &lt;br /&gt;
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, com a criação &lt;br /&gt;
de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin &lt;br /&gt;
Constant – IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da &lt;br /&gt;
Educação dos Surdos – INES, ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o &lt;br /&gt;
Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência &lt;br /&gt;
mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, &lt;br /&gt;
em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação &lt;br /&gt;
na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. &lt;br /&gt;
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pelas &lt;br /&gt;
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei nº 4.024/61, que &lt;br /&gt;
aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de &lt;br /&gt;
ensino. &lt;br /&gt;
A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os &lt;br /&gt;
alunoscom “deficiências físicas, mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à &lt;br /&gt;
idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino &lt;br /&gt;
capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos &lt;br /&gt;
alunos para as classes e escolas especiais. &lt;br /&gt;
Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela &lt;br /&gt;
gerência da educação especial no Brasil, que, sob a égide integracionista, impulsionou ações &lt;br /&gt;
educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação, mas ainda &lt;br /&gt;
configuradas por campanhas assistenciais e iniciativas isoladas do Estado. &lt;br /&gt;
Nesse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a &lt;br /&gt;
concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se &lt;br /&gt;
refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um &lt;br /&gt;
atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem. &lt;br /&gt;
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “promover o bem de &lt;br /&gt;
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de &lt;br /&gt;
discriminação” (art.3º, inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, &lt;br /&gt;
garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o &lt;br /&gt;
trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência &lt;br /&gt;
na escola” como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do &lt;br /&gt;
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). &lt;br /&gt;
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90, no artigo 55, reforça os &lt;br /&gt;
dispositivos legais supracitados ao determinar que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de &lt;br /&gt;
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Também nessa década, documentos &lt;br /&gt;
como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994) &lt;br /&gt;
passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. Em 1994, é publicada a Política Nacional de Educação Especial, orientando o processo de &lt;br /&gt;
“integração instrucional” que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que &lt;br /&gt;
“(...) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do &lt;br /&gt;
ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p.19). Ao reafirmar os pressupostos &lt;br /&gt;
construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem, a Política não provoca &lt;br /&gt;
uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes &lt;br /&gt;
potenciais de aprendizagem no ensino comum, mas mantendo a responsabilidade da educação &lt;br /&gt;
desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. &lt;br /&gt;
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza &lt;br /&gt;
que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização &lt;br /&gt;
específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não &lt;br /&gt;
atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; &lt;br /&gt;
e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também &lt;br /&gt;
define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos &lt;br /&gt;
cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “[...] oportunidades &lt;br /&gt;
educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de &lt;br /&gt;
vida e de trabalho, mediante cursos e exames” (art. 37). &lt;br /&gt;
Em 1999, o Decreto nº 3.298, que regulamenta a Lei nº 7.853/89, ao dispor sobre a Política &lt;br /&gt;
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, define a educação especial como &lt;br /&gt;
uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação &lt;br /&gt;
complementar da educação especial ao ensino regular. &lt;br /&gt;
Acompanhando o processo de mudança, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na &lt;br /&gt;
Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001,[http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf] no artigo 2º, determinam que: &lt;br /&gt;
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para &lt;br /&gt;
o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições &lt;br /&gt;
necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).”&lt;br /&gt;
As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado complementar ou suplementar à escolarização, porém, ao admitir a possibilidade de &lt;br /&gt;
substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na &lt;br /&gt;
rede pública de ensino, prevista no seu artigo 2º. &lt;br /&gt;
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, destaca que “o grande avanço que a &lt;br /&gt;
década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o &lt;br /&gt;
atendimento à diversidade humana”. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta um &lt;br /&gt;
déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que &lt;br /&gt;
as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as &lt;br /&gt;
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou &lt;br /&gt;
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades &lt;br /&gt;
fundamentais. Este Decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação &lt;br /&gt;
da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para promover a &lt;br /&gt;
eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002, que estabelece as Diretrizes &lt;br /&gt;
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define que as &lt;br /&gt;
instituições de ensino superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente &lt;br /&gt;
voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos &lt;br /&gt;
alunos com necessidades educacionais especiais. &lt;br /&gt;
A Lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de &lt;br /&gt;
comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar &lt;br /&gt;
seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo &lt;br /&gt;
nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. &lt;br /&gt;
A Portaria nº 2.678/02 do MEC aprova diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a &lt;br /&gt;
difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia &lt;br /&gt;
Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. &lt;br /&gt;
Em 2003, é implementado pelo MEC o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com &lt;br /&gt;
vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, &lt;br /&gt;
promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros &lt;br /&gt;
para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado e à garantia da acessibilidade. &lt;br /&gt;
Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência &lt;br /&gt;
às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e &lt;br /&gt;
diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos &lt;br /&gt;
com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. &lt;br /&gt;
Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto nº 5.296/04 regulamentou as Leis nº &lt;br /&gt;
10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da &lt;br /&gt;
acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o &lt;br /&gt;
Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, é desenvolvido com o objetivo de &lt;br /&gt;
promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos &lt;br /&gt;
espaços públicos. &lt;br /&gt;
O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos &lt;br /&gt;
alunos surdos, dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a &lt;br /&gt;
certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;
como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. &lt;br /&gt;
Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação –&lt;br /&gt;
NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área &lt;br /&gt;
das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação &lt;br /&gt;
às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de &lt;br /&gt;
educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. &lt;br /&gt;
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e da &lt;br /&gt;
qual o Brasil é signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de &lt;br /&gt;
educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento &lt;br /&gt;
acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para &lt;br /&gt;
garantir que: a) As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de &lt;br /&gt;
deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e &lt;br /&gt;
compulsório, sob alegação de deficiência; &lt;br /&gt;
b) As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade &lt;br /&gt;
e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem &lt;br /&gt;
(Art.24). &lt;br /&gt;
Neste mesmo ano, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da &lt;br /&gt;
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – &lt;br /&gt;
UNESCO, lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que objetiva, dentre as &lt;br /&gt;
suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com &lt;br /&gt;
deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação &lt;br /&gt;
superior. &lt;br /&gt;
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda &lt;br /&gt;
Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de &lt;br /&gt;
salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a &lt;br /&gt;
permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à &lt;br /&gt;
escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC. &lt;br /&gt;
No documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas é &lt;br /&gt;
reafirmada a visão que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. &lt;br /&gt;
Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes &lt;br /&gt;
níveis, etapas e modalidades de ensino, a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e &lt;br /&gt;
do atendimento às necessidades educacionais especiais, limitando, o cumprimento do princípio &lt;br /&gt;
constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a &lt;br /&gt;
continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007, p. 09). &lt;br /&gt;
Para a implementação do PDE é publicado o Decreto nº 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes &lt;br /&gt;
do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o &lt;br /&gt;
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas &lt;br /&gt;
escolas públicas. &lt;br /&gt;
==III – Diagnóstico da Educação Especial== &lt;br /&gt;
O Censo Escolar/MEC/INEP, realizado anualmente em todas as escolas de educação básica, &lt;br /&gt;
possibilita o acompanhamento dos indicadores da educação especial: acesso à educação básica, &lt;br /&gt;
matrícula na rede pública, ingresso nas classes comuns, oferta do atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado, acessibilidade nos prédios escolares, municípios com matrícula de alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais, escolas com acesso ao ensino regular e formação docente para &lt;br /&gt;
o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. &lt;br /&gt;
Para compor esses indicadores no âmbito da educação especial, o Censo Escolar/MEC/INEP coleta &lt;br /&gt;
dados referentes ao número geral de matrículas; à oferta da matrícula nas escolas públicas, escolas &lt;br /&gt;
privadas e privadas sem fins lucrativos; às matrículas em classes especiais, escola especial e classes &lt;br /&gt;
comuns de ensino regular; ao número de alunos do ensino regular com atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado; às matrículas, conforme tipos de deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas &lt;br /&gt;
habilidades/superdotação; à infraestrutura das escolas quanto à acessibilidade arquitetônica, à sala de recursos ou aos equipamentos específicos; e à formação dos professores que atuam no &lt;br /&gt;
atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado. &lt;br /&gt;
A partir de 2004, são efetivadas mudanças no instrumento de pesquisa do Censo, que passa a &lt;br /&gt;
registrar a série ou ciclo escolar dos alunos identificados no campo da educação especial, &lt;br /&gt;
possibilitando monitorar o percurso escolar. Em 2007, o formulário impresso do Censo Escolar foi &lt;br /&gt;
transformado em um sistema de informações on-line, o Censo Web, que qualifica o processo de &lt;br /&gt;
manipulação e tratamento das informações, permite atualização dos dados dentro do mesmo ano &lt;br /&gt;
escolar, bem como possibilita o cruzamento com outros bancos de dados, tais como os das áreas de &lt;br /&gt;
saúde, assistência e previdência social. Também são realizadas alterações que ampliam o universo &lt;br /&gt;
da pesquisa, agregando informações individualizadas dos alunos, das turmas, dos professores e da &lt;br /&gt;
escola. &lt;br /&gt;
Com relação aos dados da educação especial, o Censo Escolar registra uma evolução nas &lt;br /&gt;
matrículas, de 337.326 em 1998 para 700.624 em 2006, expressando um crescimento de 107%. No &lt;br /&gt;
que se refere ao ingresso em classes comuns do ensino regular, verifica-se um crescimento de &lt;br /&gt;
640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006, conforme demonstra o gráfico a &lt;br /&gt;
seguir: &lt;br /&gt;
337.326&lt;br /&gt;
374.699 382.215 404.743&lt;br /&gt;
448.601&lt;br /&gt;
504.039&lt;br /&gt;
566.753&lt;br /&gt;
640.317 700.624&lt;br /&gt;
375.488&lt;br /&gt;
293.403 311.354 300.520 323.399 337.897 358.898 371.383 378.074 325.136&lt;br /&gt;
262.243&lt;br /&gt;
195.370&lt;br /&gt;
145.141&lt;br /&gt;
110.704&lt;br /&gt;
81.695 81.344 63.345 43.923&lt;br /&gt;
0&lt;br /&gt;
100.000&lt;br /&gt;
200.000&lt;br /&gt;
300.000&lt;br /&gt;
400.000&lt;br /&gt;
500.000&lt;br /&gt;
600.000&lt;br /&gt;
700.000&lt;br /&gt;
800.000&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Total de matrículas&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais&lt;br /&gt;
Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns&lt;br /&gt;
Entre 1998 e 2006, houve crescimento de 640% das &lt;br /&gt;
matrículas em escolas comuns (inclusão) e de 28% em &lt;br /&gt;
escolas e classes especiais.Quanto à distribuição dessas matrículas nas esferas pública e privada, em 1998 registra-se 179.364 &lt;br /&gt;
(53,2%) alunos na rede pública e 157.962 (46,8%) nas escolas privadas, principalmente em &lt;br /&gt;
instituições especializadas filantrópicas. Com o desenvolvimento das ações e políticas de educação &lt;br /&gt;
inclusiva nesse período, evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas, &lt;br /&gt;
que alcançaram 441.155 (63%) alunos em 2006, conforme demonstra o gráfico: &lt;br /&gt;
60,0% 63,0%&lt;br /&gt;
57,0% 53,3% 54,8%&lt;br /&gt;
51,1% 53,2% 52,3% 54,5%&lt;br /&gt;
40,0% 37,0% 43,0%&lt;br /&gt;
46,7% 45,2%&lt;br /&gt;
48,9%&lt;br /&gt;
45,5% 46,8% 47,7%&lt;br /&gt;
0,0%&lt;br /&gt;
10,0%&lt;br /&gt;
20,0%&lt;br /&gt;
30,0%&lt;br /&gt;
40,0%&lt;br /&gt;
50,0%&lt;br /&gt;
60,0%&lt;br /&gt;
70,0%&lt;br /&gt;
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006&lt;br /&gt;
Públicas&lt;br /&gt;
Privadas&lt;br /&gt;
Com relação à distribuição das matrículas por etapa de ensino em 2006: 112.988 (16%) estão na &lt;br /&gt;
educação infantil, 466.155 (66,5%) no ensino fundamental, 14.150 (2%) no ensino médio, 58.420 &lt;br /&gt;
(8,3%) na educação de jovens e adultos, e 48.911 (6,3%) na educação profissional. No âmbito da &lt;br /&gt;
educação infantil, há uma concentração de matrículas nas escolas e classes especiais, com o registro &lt;br /&gt;
de 89.083 alunos, enquanto apenas 24.005 estão matriculados em turmas comuns. &lt;br /&gt;
O Censo da Educação Especial na educação superior registra que, entre 2003 e 2005, o número de &lt;br /&gt;
alunos passou de 5.078 para 11.999 alunos, representando um crescimento de 136%. A evolução &lt;br /&gt;
das ações referentes à educação especial nos últimos anos é expressa no crescimento de 81% do &lt;br /&gt;
número de municípios com matrículas, que em 1998 registra 2.738 municípios (49,7%) e, em 2006 &lt;br /&gt;
alcança 4.953 municípios (89%). &lt;br /&gt;
Aponta também o aumento do número de escolas com matrícula, que em 1998 registra apenas 6.557 &lt;br /&gt;
escolas e, em 2006 passa a registrar 54.412, representando um crescimento de 730%. Das escolas &lt;br /&gt;
com matrícula em 2006, 2.724 são escolas especiais, 4.325 são escolas comuns com classe especial &lt;br /&gt;
e 50.259 são escolas de ensino regular com matrículas nas turmas comuns. &lt;br /&gt;
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos &lt;br /&gt;
6.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais &lt;br /&gt;
possuíam sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos &lt;br /&gt;
atendidos pela educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% &lt;br /&gt;
registraram ter dependências e vias adequadas (dado não coletado em 1998). No âmbito geral das &lt;br /&gt;
escolas de educação básica, o índice de acessibilidade dos prédios, em 2006, é de apenas 12%. Com relação à formação inicial dos professores que atuam na educação especial, o Censo de 1998, &lt;br /&gt;
indica que 3,2% possui ensino fundamental, 51% ensino médio e 45,7% ensino superior. Em 2006, &lt;br /&gt;
dos 54.625 professores nessa função, 0,62% registram ensino fundamental, 24% ensino médio e &lt;br /&gt;
75,2% ensino superior. Nesse mesmo ano, 77,8% desses professores, declararam ter curso &lt;br /&gt;
específico nessa área de conhecimento. &lt;br /&gt;
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo &lt;br /&gt;
o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do &lt;br /&gt;
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de &lt;br /&gt;
ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:&lt;br /&gt;
*Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; &lt;br /&gt;
*Atendimento educacional especializado; &lt;br /&gt;
*Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; &lt;br /&gt;
*Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais &lt;br /&gt;
profissionais da educação para a inclusão escolar; &lt;br /&gt;
*Participação da família e da comunidade; &lt;br /&gt;
*Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, &lt;br /&gt;
na comunicação e informação; e &lt;br /&gt;
*Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. &lt;br /&gt;
V – Alunos atendidos pela Educação Especial &lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma &lt;br /&gt;
paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que &lt;br /&gt;
apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino. &lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em &lt;br /&gt;
práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua &lt;br /&gt;
dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos &lt;br /&gt;
humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de &lt;br /&gt;
gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino &lt;br /&gt;
regular e da educação especial. &lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva &lt;br /&gt;
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com &lt;br /&gt;
necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio &lt;br /&gt;
orientador que “as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas &lt;br /&gt;
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (BRASIL, 2006, p.330). O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a &lt;br /&gt;
partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o &lt;br /&gt;
ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para &lt;br /&gt;
a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os &lt;br /&gt;
apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas &lt;br /&gt;
de ensino não alcançaram esse objetivo. &lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica &lt;br /&gt;
da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com &lt;br /&gt;
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e &lt;br /&gt;
outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma &lt;br /&gt;
articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais &lt;br /&gt;
especiais desses alunos. &lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no &lt;br /&gt;
processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de &lt;br /&gt;
redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de &lt;br /&gt;
práticas colaborativas. &lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de &lt;br /&gt;
classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou &lt;br /&gt;
categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. &lt;br /&gt;
Considera-se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se &lt;br /&gt;
inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, &lt;br /&gt;
reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos &lt;br /&gt;
os alunos. &lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de &lt;br /&gt;
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, &lt;br /&gt;
podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com &lt;br /&gt;
transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das &lt;br /&gt;
interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, &lt;br /&gt;
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do &lt;br /&gt;
autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial &lt;br /&gt;
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, &lt;br /&gt;
liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na &lt;br /&gt;
aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na &lt;br /&gt;
Perspectiva da Educação Inclusiva &lt;br /&gt;
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e &lt;br /&gt;
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e &lt;br /&gt;
orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino &lt;br /&gt;
regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar &lt;br /&gt;
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos &lt;br /&gt;
alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento &lt;br /&gt;
educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo &lt;br /&gt;
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos &lt;br /&gt;
alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.&lt;br /&gt;
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de &lt;br /&gt;
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e &lt;br /&gt;
sinalização e tecnologia assistiva. Ao longo de todo o processo de escolarização esse atendimento &lt;br /&gt;
deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum. O atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializado é acompanhado por meio de instrumentos que possibilitem monitoramento e &lt;br /&gt;
avaliação da oferta realizada nas escolas da rede pública e nos centros de atendimento educacional &lt;br /&gt;
especializados públicos ou conveniados. &lt;br /&gt;
O acesso à educação tem início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias &lt;br /&gt;
para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. Nessa etapa, o lúdico, o &lt;br /&gt;
acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, &lt;br /&gt;
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as &lt;br /&gt;
relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. &lt;br /&gt;
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de &lt;br /&gt;
serviços de estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e &lt;br /&gt;
aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e &lt;br /&gt;
modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar &lt;br /&gt;
o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino. Deve ser &lt;br /&gt;
realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que &lt;br /&gt;
realize esse serviço educacional. &lt;br /&gt;
Desse modo, na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional, as ações da &lt;br /&gt;
educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para &lt;br /&gt;
ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social. &lt;br /&gt;
A interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola deve assegurar que &lt;br /&gt;
os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos &lt;br /&gt;
pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. Na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a &lt;br /&gt;
permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de &lt;br /&gt;
recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos &lt;br /&gt;
sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos &lt;br /&gt;
processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa &lt;br /&gt;
e a extensão. &lt;br /&gt;
Para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngüe – Língua &lt;br /&gt;
Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino &lt;br /&gt;
da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços &lt;br /&gt;
de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da &lt;br /&gt;
escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade &lt;br /&gt;
oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença lingüística, orienta-se que o aluno surdo &lt;br /&gt;
esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. &lt;br /&gt;
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com &lt;br /&gt;
conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na &lt;br /&gt;
modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e &lt;br /&gt;
mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos &lt;br /&gt;
processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e &lt;br /&gt;
produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da &lt;br /&gt;
tecnologia assistiva e outros. &lt;br /&gt;
A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível &lt;br /&gt;
atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configurando &lt;br /&gt;
uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu &lt;br /&gt;
progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as &lt;br /&gt;
intervenções pedagógicas do professor. No processo de avaliação, o professor deve criar estratégias &lt;br /&gt;
considerando que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo para a realização dos &lt;br /&gt;
trabalhos e o uso da língua de sinais, de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva &lt;br /&gt;
como uma prática cotidiana. &lt;br /&gt;
Cabe aos sistemas de ensino, ao organizar a educação especial na perspectiva da educação &lt;br /&gt;
inclusiva, disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de Libras e guiaintérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas &lt;br /&gt;
atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante &lt;br /&gt;
no cotidiano escolar. &lt;br /&gt;
Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e &lt;br /&gt;
continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. &lt;br /&gt;
Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o &lt;br /&gt;
caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de &lt;br /&gt;
recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das &lt;br /&gt;
instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a &lt;br /&gt;
oferta dos serviços e recursos de educação especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Atendimento Educacional Especializado: o papel do professor, estudo de caso e o plano do AEE==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O papel do professor do Atendimento Educacional Especializado na escola e na Sala de Recursos Multifuncional são de sua importância para o desenvolvimento e integração do aluno na escola e na sociedade.&lt;br /&gt;
São varias as atribuições que o professor do Atendimento Educacional Especializado desenvolve: Orienta a professora da sala de aula comum quanto ao cognitivo. Quanto à aprendizagem; Orienta a família do aluno; Seleciona os materiais para serem produzidos para o seu aluno; Faz adequações de materiais; Verifica e seleciona os materiais e equipamentos necessários para atender o aluno; Verifica aos tipos de parcerias necessárias para o melhor atendimento do mesmo seja Fonoaudiológico, Psicológico, Equipe Gestora, Professores do Ensino Regular, Equipe Técnica da Escola e a Família. Avalia os resultados e reestrutura o Plano do Atendimento Educacional Especializado.&lt;br /&gt;
Para que o professor do Atendimento Educacional Especializado tenha um resultado imediato ou progressivo em sua Sala de Recursos Multifuncionais o mesmo deve manter contato com os familiares do aluno e seus professores do Ensino Regular. Ele necessita saber se as estratégias usadas no atendimento estão suprindo as expectativas na sala de ensino comum e no seu convívio social. Para isso é necessário serem desenvolvidos duas etapas fundamentais em seu trabalho: O Estudo de Caso e o Plano do Atendimento Educacional Especializado, considerando cada aluno individualmente. O Estudo de Caso esta dividido em 4 etapas,que são elas:Etapa 1-Apresentação do Problema;Etapa 2-Esclarecimento do Problema;Etapa 3-Identificação da Natureza do Problema e a Etapa 4-Resolução do Problema.Quando o professor do Atendimento Educacional Especializado identifica o que seu aluno não é capaz de fazer,fica mais fácil colocar em pratica as atividades propostas identificando as competências e habilidades que a criança tem.&lt;br /&gt;
O Plano do Atendimento Educacional Especializado é realizado para serem feitas as intervenções necessárias e identificar as necessidades educacionais especificas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas e o cronograma de atendimento dos alunos contribuindo para a aprendizagem e desenvolvimento do mesmo.&lt;br /&gt;
Todas as etapa acima citadas demonstram que o Atendimento Educacional Especializado não é substituto do Ensino Regular e sim  complementa ou suplementa as necessidades especificas de cada aluno.A parceria com a equipe técnica da escola e a participação da família na escola resulta em um trabalho positivo e satisfatório para todos.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==METODOLOGIAS APROPRIADAS A CRIANÇA SURDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeito ao diferente&lt;br /&gt;
A metodologia apropriada para a criança com surdez no seu processo educacional é a criação de um ambiente bilíngüe realizado por um profissional formado na área da surdez, contratado pelo governo, para atender essa criança dentro das salas de aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com este profissional presente no ambiente escolar é esperado que se faça a utilização da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa num contínuo processo dia a dia para que a criança surda atendida possa receber todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares transmitido por diversos professores que venham atender a criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse atendimento deverá ser feito dia a dia acompanhando a criança durante o processo de ensino a cada aula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse profissional deverá apoiar-se além de sua experiência numa segunda língua “ Libras” de muitas imagens visuais de todo tipo de referencia que venha colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo na sala de aula com a criança atendida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profissional que acompanha um aluno surdo deve procurar métodos e dinâmicas que possam fazer transparecer os conhecimentos em relação ao tema estudado, seja em forma de desenhos e gravuras ou por formas de associação feitas por analogias a nossa língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O uso de recursos visuais são fundamentas para a compreensão da Língua Portuguesa, seguido de uma exploração contextual dos conteúdos em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares devem ser previamente ser repassado com antecedência a este profissional bilíngüe para que ele posso vir preparado metodologicamente para atender seu aluno nas aulas programadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a transmissão e recepção dos conteúdos explorados os professores de base comum devem registrar o desenvolvimento que estas crianças surdas apresentam, interagindo com o profissional que acompanha as mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
por: Rose Aguilera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado &lt;br /&gt;
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/30323/metodologias-apropriadas-a-crianca-surda#ixzz2gTOf4IYD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Alunos atendidos pela Educação Especial==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial, organizada de forma paralela à educação comum, seria a forma mais apropriada para o atendimento de alunos que apresentavam deficiência ou que não se adequassem à estrutura rígida dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;
Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à sua dimensão pedagógica. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações, as práticas educacionais e de gestão, indicando a necessidade de se promover uma reestruturação das escolas de ensino regular e da educação especial.&lt;br /&gt;
Em 1994, a Declaração de Salamanca proclama que as escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, tendo como princípio orientador que &amp;quot;as escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras&amp;quot; (BRASIL, 2006, p.330).&lt;br /&gt;
O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. No entanto, mesmo com uma perspectiva conceitual que aponte para a organização de sistemas educacionais inclusivos, que garanta o acesso de todos os alunos e os apoios necessários para sua participação e aprendizagem, as políticas implementadas pelos sistemas de ensino não alcançaram esse objetivo.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.&lt;br /&gt;
A educação especial direciona suas ações para o atendimento às especificidades desses alunos no processo educacional e, no âmbito de uma atuação mais ampla na escola, orienta a organização de redes de apoio, a formação continuada, a identificação de recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.&lt;br /&gt;
Os estudos mais recentes no campo da educação especial enfatizam que as definições e uso de classificações devem ser contextualizados, não se esgotando na mera especificação ou categorização atribuída a um quadro de deficiência, transtorno, distúrbio, síndrome ou aptidão. Considera se que as pessoas se modificam continuamente, transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção da aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A partir dessa conceituação, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[http://www.humanitates.ucb.br/2/entrevista.htm]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os desafios da Educação inclusiva:1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular&lt;br /&gt;
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial- ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.&lt;br /&gt;
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.&lt;br /&gt;
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.&lt;br /&gt;
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas comodiversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.&lt;br /&gt;
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.&lt;br /&gt;
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 2. O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é oPlano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.&lt;br /&gt;
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.&lt;br /&gt;
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.&lt;br /&gt;
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.&lt;br /&gt;
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:3. O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?==&lt;br /&gt;
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos.&lt;br /&gt;
As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.&lt;br /&gt;
Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.&lt;br /&gt;
As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.&lt;br /&gt;
Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.&lt;br /&gt;
A inclusão de pessoas com necessidades especiais faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.&lt;br /&gt;
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.&lt;br /&gt;
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva:4. Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem==&lt;br /&gt;
Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.&lt;br /&gt;
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).&lt;br /&gt;
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.&lt;br /&gt;
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os desafios da Educação inclusiva: 5. Como formar redes de apoio à Educação inclusiva==&lt;br /&gt;
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.&lt;br /&gt;
A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.&lt;br /&gt;
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.&lt;br /&gt;
Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.&lt;br /&gt;
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).&lt;br /&gt;
Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.&lt;br /&gt;
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.&lt;br /&gt;
http://revistaescola.abril.com.br/]]&lt;br /&gt;
[PESSOA SURDA]&lt;br /&gt;
Chama-se pessoa surda (ou surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua próprios.&lt;br /&gt;
Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo facto de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que &amp;quot;o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes&amp;quot;. Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.&lt;br /&gt;
O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.&lt;br /&gt;
[[LIBRAS]]&lt;br /&gt;
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como o comprova o fato de que em Portugal usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).&lt;br /&gt;
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.&lt;br /&gt;
http: www.feneis.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optamos também em buscar um conceito para deficiência intelectual, o qual mais se aproxima com a nossa concepção de compreendê-la não apenas numa mudança conceitual, mas, sobretudo do sentido da deficiência intelectual também consequente das relações que se dão nos processos de mediação social e educacional, sem desconsiderar as especificidades decorrentes da deficiência. (CARVALHO e MACIEL, 2003; AAMR, 2006; FONTES, PLETSCH, GLAT, 2007 apud REFERENCIAL SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ÁREA DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, 2008, p.17-18), apresentam cinco dimensões para conceituar a referida deficiência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dimensão I: Habilidades Intelectuais – concebida como capacidade geral de planejar, raciocinar, solucionar problemas, exercer o pensamento abstrato, compreender idéias complexas, apresentar rapidez de aprendizagem e aprendizagem por meio da experiência;&lt;br /&gt;
Dimensão II: Comportamento Adaptativo – considerando-se o conjunto de habilidades práticas, sociais e conceituais, com o seguinte significado:&lt;br /&gt;
*conceituais: relacionada aos aspectos acadêmicos, cognitivos e de comunicação;&lt;br /&gt;
*sociais: relacionadas à responsabilidade, auto-estima, habilidades interpessoais, credulidade e ingenuidade, observância de regras e leis.&lt;br /&gt;
*práticas: exercício da autonomia – atividades de vida diária, ocupacionais e de segurança pessoal.&lt;br /&gt;
Dimensão III: Participação, Interações, Papéis Sociais – que deverá considerar a participação do sujeito na vida comunitária – avaliação das interações sociais e dos papéis vivenciado pelas pessoas.&lt;br /&gt;
Dimensão IV: Saúde - condições de saúde física e mental – fatores etiológicos e de saúde física e mental.&lt;br /&gt;
Dimensão V: Contextos – relacionado ao ambiente sócio-cultural no qual a pessoa com deficiência intelectual vive e como se dá o seu funcionamento nestes contextos. Devem ser considerados:&lt;br /&gt;
*o microssistema – ambiente social imediato - família e os que lhe são próximos;&lt;br /&gt;
*o mesossistema – a vizinhança, a comunidade e as organizações educacionais e de apoio;&lt;br /&gt;
*o macrossistema – o contexto cultural, a sociedade e os grupos populacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º, inciso I[ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm]&lt;br /&gt;
]encontramos o conceito deficiência física.A acessibilidade a pessoa com deficiência física é uma questão essencial para sua autonomia na sociedade e uma condição importante na sua escolarização. Quando falamos de acessibilidade nos referimos a arquitetônica e de acessos em geral. A web 2.0 é possibilita um canal de amplo acesso a pessoa com deficiência física, de comunicação, ao conhecimento, através das tecnologias assitivas como podemos ver em [http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Legisla%C3%A7%C3%A3o_Educacional</id>
		<title>Legislação Educacional</title>
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				<updated>2013-10-02T21:11:05Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Um novo olhar da legislação educacional frente a Web 2.0=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align=&amp;quot;justify&amp;quot;&amp;gt;               A Web 2.0 é um termo muito utilizado para conceituar a segunda geração da World Wide Web, expressão que reforça o conceito de troca de informações e colaboração entre os internautas como sites e serviços virtuais. Esse conceito se fundamenta em uma idéia que  o ambiente on-line se torne mais dinâmico e possibilita  a colaboração dos seus usuário em sua construção.&lt;br /&gt;
               Um dos exemplos mais conhecido e é a enciclopédia  Wikipedia,  que disponibiliza uma enorme quantidade de informações que são elaboradas e editadas pelos próprios internautas, proporcionando aos seus usuários troca de conhecimento e a possibilidade de trabalhos coletivos.&lt;br /&gt;
Além disso oferece diversos serviços on-line, todos conectados, como oferecido pelo Windows Live que integra uma ferramenta de busca, de e-mail, comunicador instantâneo e programas de segurança, entre outros.&lt;br /&gt;
               Na Web 2.0 o o Usuário não exerce apenas um papel de consumidor passivo,  tendo vista na medida que o software vai sendo utilizado,  ao mesmo tempo ele pode ir sendo modificado por esses usuário. Em versões anteriores, a web permitia o acesso e download de conteúdo. Com o advento da Web 2.0 o usuário é considerado como  um autor, ou seja,  ela acessa colhe informações, mas também produz conhecimento, que por sua vez é novamente lançado a rede, possibilitando um produção colaborativa.&lt;br /&gt;
Sob o ponto de vista da educação a Web 2.0 nos coloca diante de um grande desafio e uma nova forma de interação, tendo em vista que o aluno não se constitui apenas em receptor, mas também em agente ativo e coautor do processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
               Isso significa que do ponto de vista da legislação educacional, novos desafios são  apresentados,  uma vez que o uso dessas novas  ferramentas requer  práticas pedagógicas, inovadoras, sendo necessário  elaborações de uma normatização que contemple as transformações requeridas por esse novo momento.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
=='''A Legislação Educacional'''==&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align=&amp;quot;justify&amp;quot;&amp;gt;               A legislação é o ato de construir leis por meio do legislativo. Em âmbito educacional, a legislação refere-se à instrução ou as procedimentos de formação que se dão apenas nas instruções de ensino, mas ocorrem também em outras instâncias culturais, como na família, na igreja, associação ou grupos comunitário entre outros. A palavra legislação é de origem latina que significa a ação de legislar, direito de fazer ou ordenar ou determinar leis. Legislação educacional traduz no ato de construir normas e leis no âmbito educacional.&lt;br /&gt;
               Ao usar  a expressão legislação educacional estamos referindo à legislação que trata  da educação escolar em suas etapas  e modalidades de ensino que abrangem a educação básica.&lt;br /&gt;
               A legislação ela nasce por conta da implementação de políticas públicas, tendo como base o desenvolvimento soberano do país visando atender as necessidades da população brasileira. Dentro desse contexto surge a necessidade de se recorrer aos novos processos tecnológicos, como por exemplo a educação a distância, requerendo que tenha uma regulamentação específica para essas novas demandas.&lt;br /&gt;
               Dessa forma, a legislação educacional refere-se a legitimação dos procedimentos governamentais no sentido de implementar sua política para a educação do país visando a garantia dos anseios da sociedade.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
=='''A legislação educacional com um novo olhar para Web 2.0'''==&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align=&amp;quot;justify&amp;quot;&amp;gt;               Estamos vivenciando neste momento a discussão do Plano Nacional de Educação, sendo que grande parte dos educadores estão participando ativamente das conferências, desta forma, é de suma importância que este novo Plano Nacional de Educação consiga ter um novo olhar e garantir a real necessidade da educação nacional. &lt;br /&gt;
               Diante do exposto, a legislação vem sendo elaboradas com o objetivo de garantir as políticas públicas educacionais, desta forma, faz-se necessário legislar com um novo olhar para as novas tecnologias. Uma nova legislação está para ser aprovada (Plano Nacional de Educação), e este novo plano vem deliberar sobre toda o sistema educacional do país, abordando principalmente temas sobre a universalização  do conhecimento, o processo de formação inicial e continuada de professores e de profissionais da educação em geral.&lt;br /&gt;
              Por esse motivo, argumentamos que a legislação educacional necessita ter uma visão diferenciada para as novas tecnologias, pois é preciso garantir que os profissionais do sistema educacional tenham acesso ao recurso tecnológico, porém, temos que assegurar também a mediação pedagógica, para que todos venham conseguir incluir em suas práticas pedagógicas a Web 2.0, a wiki,  os chats, enfim é preciso legislar a favor de uma educação que venha ao encontro do aluno, aluno este que já faz parte de uma geração web 2.0.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Legisla%C3%A7%C3%A3o_Educacional</id>
		<title>Legislação Educacional</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Um novo olhar da legislação educacional frente a Web 2.0=&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Widi.jpeg]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align=&amp;quot;justify&amp;quot;&amp;gt;               A Web 2.0 é um termo muito utilizado para conceituar a segunda geração da World Wide Web, expressão que reforça o conceito de troca de informações e colaboração entre os internautas como sites e serviços virtuais. Esse conceito se fundamenta em uma idéia que  o ambiente on-line se torne mais dinâmico e possibilita  a colaboração dos seus usuário em sua construção.&lt;br /&gt;
               Um dos exemplos mais conhecido e é a enciclopédia  Wikipedia,  que disponibiliza uma enorme quantidade de informações que são elaboradas e editadas pelos próprios internautas, proporcionando aos seus usuários troca de conhecimento e a possibilidade de trabalhos coletivos.&lt;br /&gt;
Além disso oferece diversos serviços on-line, todos conectados, como oferecido pelo Windows Live que integra uma ferramenta de busca, de e-mail, comunicador instantâneo e programas de segurança, entre outros.&lt;br /&gt;
               Na Web 2.0 o o Usuário não exerce apenas um papel de consumidor passivo,  tendo vista na medida que o software vai sendo utilizado,  ao mesmo tempo ele pode ir sendo modificado por esses usuário. Em versões anteriores, a web permitia o acesso e download de conteúdo. Com o advento da Web 2.0 o usuário é considerado como  um autor, ou seja,  ela acessa colhe informações, mas também produz conhecimento, que por sua vez é novamente lançado a rede, possibilitando um produção colaborativa.&lt;br /&gt;
Sob o ponto de vista da educação a Web 2.0 nos coloca diante de um grande desafio e uma nova forma de interação, tendo em vista que o aluno não se constitui apenas em receptor, mas também em agente ativo e coautor do processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
               Isso significa que do ponto de vista da legislação educacional, novos desafios são  apresentados,  uma vez que o uso dessas novas  ferramentas requer  práticas pedagógicas, inovadoras, sendo necessário  elaborações de uma normatização que contemple as transformações requeridas por esse novo momento.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
=='''A Legislação Educacional'''==&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align=&amp;quot;justify&amp;quot;&amp;gt;               A legislação é o ato de construir leis por meio do legislativo. Em âmbito educacional, a legislação refere-se à instrução ou as procedimentos de formação que se dão apenas nas instruções de ensino, mas ocorrem também em outras instâncias culturais, como na família, na igreja, associação ou grupos comunitário entre outros. A palavra legislação é de origem latina que significa a ação de legislar, direito de fazer ou ordenar ou determinar leis. Legislação educacional traduz no ato de construir normas e leis no âmbito educacional.&lt;br /&gt;
               Ao usar  a expressão legislação educacional estamos referindo à legislação que trata  da educação escolar em suas etapas  e modalidades de ensino que abrangem a educação básica.&lt;br /&gt;
               A legislação ela nasce por conta da implementação de políticas públicas, tendo como base o desenvolvimento soberano do país visando atender as necessidades da população brasileira. Dentro desse contexto surge a necessidade de se recorrer aos novos processos tecnológicos, como por exemplo a educação a distância, requerendo que tenha uma regulamentação específica para essas novas demandas.&lt;br /&gt;
               Dessa forma, a legislação educacional refere-se a legitimação dos procedimentos governamentais no sentido de implementar sua política para a educação do país visando a garantia dos anseios da sociedade.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
=='''A legislação educacional com um novo olhar para Web 2.0'''==&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align=&amp;quot;justify&amp;quot;&amp;gt;               Estamos vivenciando neste momento a discussão do Plano Nacional de Educação, sendo que grande parte dos educadores estão participando ativamente das conferências, desta forma, é de suma importância que este novo Plano Nacional de Educação consiga ter um novo olhar e garantir a real necessidade da educação nacional. &lt;br /&gt;
               Diante do exposto, a legislação vem sendo elaboradas com o objetivo de garantir as políticas públicas educacionais, desta forma, faz-se necessário legislar com um novo olhar para as novas tecnologias. Uma nova legislação está para ser aprovada (Plano Nacional de Educação), e este novo plano vem deliberar sobre toda o sistema educacional do país, abordando principalmente temas sobre a universalização  do conhecimento, o processo de formação inicial e continuada de professores e de profissionais da educação em geral.&lt;br /&gt;
              Por esse motivo, argumentamos que a legislação educacional necessita ter uma visão diferenciada para as novas tecnologias, pois é preciso garantir que os profissionais do sistema educacional tenham acesso ao recurso tecnológico, porém, temos que assegurar também a mediação pedagógica, para que todos venham conseguir incluir em suas práticas pedagógicas a Web 2.0, a wiki,  os chats, enfim é preciso legislar a favor de uma educação que venha ao encontro do aluno, aluno este que já faz parte de uma geração web 2.0.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

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		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Um novo olhar da legislação educacional frente a Web 2.0=&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Widi.jpg]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align=&amp;quot;justify&amp;quot;&amp;gt;               A Web 2.0 é um termo muito utilizado para conceituar a segunda geração da World Wide Web, expressão que reforça o conceito de troca de informações e colaboração entre os internautas como sites e serviços virtuais. Esse conceito se fundamenta em uma idéia que  o ambiente on-line se torne mais dinâmico e possibilita  a colaboração dos seus usuário em sua construção.&lt;br /&gt;
               Um dos exemplos mais conhecido e é a enciclopédia  Wikipedia,  que disponibiliza uma enorme quantidade de informações que são elaboradas e editadas pelos próprios internautas, proporcionando aos seus usuários troca de conhecimento e a possibilidade de trabalhos coletivos.&lt;br /&gt;
Além disso oferece diversos serviços on-line, todos conectados, como oferecido pelo Windows Live que integra uma ferramenta de busca, de e-mail, comunicador instantâneo e programas de segurança, entre outros.&lt;br /&gt;
               Na Web 2.0 o o Usuário não exerce apenas um papel de consumidor passivo,  tendo vista na medida que o software vai sendo utilizado,  ao mesmo tempo ele pode ir sendo modificado por esses usuário. Em versões anteriores, a web permitia o acesso e download de conteúdo. Com o advento da Web 2.0 o usuário é considerado como  um autor, ou seja,  ela acessa colhe informações, mas também produz conhecimento, que por sua vez é novamente lançado a rede, possibilitando um produção colaborativa.&lt;br /&gt;
Sob o ponto de vista da educação a Web 2.0 nos coloca diante de um grande desafio e uma nova forma de interação, tendo em vista que o aluno não se constitui apenas em receptor, mas também em agente ativo e coautor do processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
               Isso significa que do ponto de vista da legislação educacional, novos desafios são  apresentados,  uma vez que o uso dessas novas  ferramentas requer  práticas pedagógicas, inovadoras, sendo necessário  elaborações de uma normatização que contemple as transformações requeridas por esse novo momento.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
=='''A Legislação Educacional'''==&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align=&amp;quot;justify&amp;quot;&amp;gt;               A legislação é o ato de construir leis por meio do legislativo. Em âmbito educacional, a legislação refere-se à instrução ou as procedimentos de formação que se dão apenas nas instruções de ensino, mas ocorrem também em outras instâncias culturais, como na família, na igreja, associação ou grupos comunitário entre outros. A palavra legislação é de origem latina que significa a ação de legislar, direito de fazer ou ordenar ou determinar leis. Legislação educacional traduz no ato de construir normas e leis no âmbito educacional.&lt;br /&gt;
               Ao usar  a expressão legislação educacional estamos referindo à legislação que trata  da educação escolar em suas etapas  e modalidades de ensino que abrangem a educação básica.&lt;br /&gt;
               A legislação ela nasce por conta da implementação de políticas públicas, tendo como base o desenvolvimento soberano do país visando atender as necessidades da população brasileira. Dentro desse contexto surge a necessidade de se recorrer aos novos processos tecnológicos, como por exemplo a educação a distância, requerendo que tenha uma regulamentação específica para essas novas demandas.&lt;br /&gt;
               Dessa forma, a legislação educacional refere-se a legitimação dos procedimentos governamentais no sentido de implementar sua política para a educação do país visando a garantia dos anseios da sociedade.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
=='''A legislação educacional com um novo olhar para Web 2.0'''==&lt;br /&gt;
&amp;lt;p align=&amp;quot;justify&amp;quot;&amp;gt;               Estamos vivenciando neste momento a discussão do Plano Nacional de Educação, sendo que grande parte dos educadores estão participando ativamente das conferências, desta forma, é de suma importância que este novo Plano Nacional de Educação consiga ter um novo olhar e garantir a real necessidade da educação nacional. &lt;br /&gt;
               Diante do exposto, a legislação vem sendo elaboradas com o objetivo de garantir as políticas públicas educacionais, desta forma, faz-se necessário legislar com um novo olhar para as novas tecnologias. Uma nova legislação está para ser aprovada (Plano Nacional de Educação), e este novo plano vem deliberar sobre toda o sistema educacional do país, abordando principalmente temas sobre a universalização  do conhecimento, o processo de formação inicial e continuada de professores e de profissionais da educação em geral.&lt;br /&gt;
              Por esse motivo, argumentamos que a legislação educacional necessita ter uma visão diferenciada para as novas tecnologias, pois é preciso garantir que os profissionais do sistema educacional tenham acesso ao recurso tecnológico, porém, temos que assegurar também a mediação pedagógica, para que todos venham conseguir incluir em suas práticas pedagógicas a Web 2.0, a wiki,  os chats, enfim é preciso legislar a favor de uma educação que venha ao encontro do aluno, aluno este que já faz parte de uma geração web 2.0.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_B_-_Matutino</id>
		<title>Turma - B - Matutino</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_B_-_Matutino"/>
				<updated>2013-06-20T18:13:06Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: /* Introdução */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Logo-pmcg-med.png]]                         [[Arquivo:Download.jpg]]                  [[Arquivo:Download (1).jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== '''AVALIAÇÃO ESCOLAR:  IMPLICAÇÕES NO ENSINO E NA APRENDIZAGEM DO ALUNO/2013 ''' ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
='''Introdução'''=&lt;br /&gt;
A  avaliação escolar e suas implicações no ensino e na aprendizagem do aluno é um tema bastante complexo, pois nos remete a uma reflexão enquanto professor.&lt;br /&gt;
Avaliar segundo Luckesi implica em investigação, “investigar para conhecer e conhecer para agir”. Assim, o conhecimento se faz através da investigação, sem ela  é impossível conhecer algo que seja desconhecido até então.&lt;br /&gt;
A avaliação da aprendizagem não é diferente, precisamos primeiro investigar (conhecer o que desejamos avaliar) ou seja nosso educando, como ele aprende e quais suas limitações. Assim o ato de avaliar consiste em uma investigação para uma  ação pedagógica que possibilite a melhor metodologia que possa intervir na prática pedagógica e possibilite uma  aprendizagem  significativa para o aluno.&lt;br /&gt;
Segundo Luckesi [1], (2007, p. 5) “Avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em vista reorientá-la para produzir o melhor resultado possível; por isso, não é classificatória nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva. [...] O ato de avaliar tem seu foco na construção dos melhores resultados possíveis, enquanto o ato de examinar está centrado no julgamento de aprovação ou reprovação.” Portanto, a avaliação deve ser usada em de medir o conhecimento , mas ao contrário ajudar na construção do mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Exemplo.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação, direito de todos - apregoada na Constituição Brasileira e na Lei de Diretrizes e Bases – nunca esteve tão em alta enquanto preocupação geral da sociedade brasileira, em vista de que o momento atual passa por uma acelerada mudança no que tange a rapidez e abrangência das informações e com o dinamismo do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sociedade brasileira tem por certo que uma educação de qualidade pode proporcionar sucesso em várias esferas da vida. A melhoria social, a formação profissional e o pleno exercício da cidadania são exemplos do que almeja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa maneira, a avaliação da aprendizagem deve ser considerada de extrema importância em vista de que ela assume um importante papel no desafio proposto para a escola contemporânea: educação de qualidade. As reflexões sobre essa temática tornam-se relevantes na medida em que podem contribuir para a construção dessa nova escola, mais democrática e que tenha por meta cumprir a finalidade primeira da educação brasileira, qual seja o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.&lt;br /&gt;
Mas, para que servem estes testes, qual a importância desta avaliação no contexto de educação?&amp;quot;Não há como negar que toda a avaliação é sempre injusta, incômoda, incompleta, ideológica, facilmente autoritária, excludente, humilhante e insidiosa&amp;quot;.&lt;br /&gt;
(Hoffmam, J.2005,p.28, apud Demo, 2004).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importa ressaltar que a escola contemporânea configura-se como um ambiente de múltiplas aprendizagens, isso porque ela pode ocorrer de várias formas e sob diversos aspectos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Aprendizagem.gif]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para tanto avaliar dentro desse contexto se torna muito complexo e ao mesmo tempo desafiante, haja vista que os instrumentos que serão utilizados devem ser elaborados de acordo com o aluno e não o contrário, não aplicamos avaliação para atender os anseios da escola e da sociedade. A avaliação de acompanhamento de uma ação acompanha uma atividade em sua dinâmica construtiva e pode haver intervenções para melhoria dos resultados da aprendizagem. &lt;br /&gt;
Para Dalben (2005, p.66) &amp;quot;a avaliação se faz presente em todos os domínios da atividade humana. O 'julgar', o comparar', isto é, 'o avaliar' faz parte de nosso cotidiano, seja através das reflexões informais que orientam as freqüentes opções do dia-a-dia ou, formalmente, através da reflexão organizada e sistemática que define a tomada de decisões&amp;quot;, dessa forma ela dentro da escola deveria fazer com o aluno e o professor refletissem sobre o que está sendo &amp;quot;estudado&amp;quot; e pudessem interferir.&lt;br /&gt;
Contudo, corroboramos com Caldeira (2000) quando diz que:&lt;br /&gt;
A avaliação escolar é um meio e não um fim em si mesma; está delimitada por uma &lt;br /&gt;
determinada teoria e por uma determinada prática pedagógica. Ela não ocorre num &lt;br /&gt;
vazio conceitual, mas está dimensionada por um modelo teórico de sociedade, de &lt;br /&gt;
homem, de educação e, conseqüentemente, de ensino e de aprendizagem, expresso &lt;br /&gt;
na teoria e na prática pedagógica. (p. 122) Os resultados de uma avaliação são provisórios e não definitivos.&lt;br /&gt;
Mas para que essa avaliação ocorra efetivamente no contexto escolar, a própria instituição deve abrir mão de alguns dogmas ditados pela sociedade, como por exemplo a classificação, a disputa e a competição exacerbada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Avaliacao-escolar.jpg]]&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
:A elaboração de um instrumento de avaliação deverá levar em consideração alguns aspectos importantes:&lt;br /&gt;
* a linguagem a ser utilizada: clara, esclarecedora, objetiva;&lt;br /&gt;
* a contextualização daquilo que se investiga: em pergunta sem contexto podemos obter várias respostas e, talvez, nenhuma relativa ao que, de fato, gostaríamos de verificar;&lt;br /&gt;
* o conteúdo deve ser significativo, ou seja, deve ter significado para quem está sendo avaliado;&lt;br /&gt;
* estar coerente com os propósitos de ensino;&lt;br /&gt;
* explorar a capacidade de leitura e de escrita, bem como o raciocínio.&lt;br /&gt;
A avaliação é um processo de  mediação e intervenção pedagógica, fazer a intervenção pedagógica em tempo certo faz com que tenhamos grandes ganhos no desenvolvimento acadêmico do aluno. Na entrevista editada de Jussara Hoffmann, http://www.dn.senai.br/competencia/src/contextualizacao/celia%20-%20avaliacao%20Jussara%20Hoffmam.pdf , mostra o que o professor precisa mudar na sua concepção de avaliação para desenvolver uma prática avaliativa mediadora e também sobre a reprovação, porque ainda é tratada de forma equivocada, vale conferir. “ Essa é a intenção do avaliador: conhecer, compreender, acolher os alunos, em suas diferenças e estratégias próprias de aprendizagem para planejar e ajustar ações pedagógicas favorecedoras a cada um e ao grupo como um todo.” (Hoffmann, 2005, p.14)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para isso devemos ter nossa opinião como educadores e não apenas acatar a Avaliação classificatória, por exemplo, descrita por Esteban (2001, p.12), como sendo conduzida pela busca dos altos níveis de desempenho, freqüentemente inatingíveis para grande parte dos estudantes, tem contribuído pouco para uma efetiva ampliação dos conhecimentos das crianças que diariamente frequentam a escola.&lt;br /&gt;
A Avaliação é um processo que  deverá ser repensada, conforme as necessidades dos alunos, ter critérios pois faz-se necessário a cada indivíduo, de forma reflexiva neste processo educativo, sendo mediadora neste contexto delicado de formas e meios de avaliação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
='''Processo avaliativo na educação'''=&lt;br /&gt;
Foram muitas as mudanças que ocorreram nas propostas pedagógicas das redes públicas de ensino nas últimas três décadas. Nesse rápido movimento, discussões fundamentais emergiram sobre o que devemos avaliar (LEAL, 2003, p. 21).&lt;br /&gt;
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, os critérios de avaliação explicitam as expectativas, considerando objetivos e conteúdos propostos para a  a área a para o ciclo, a organização lógica e interna dos conteúdos, as particularidades de cada momento da escolaridade e as possibilidades de aprendizagem decorrentes de cada etapa do desenvolvimento cognitivo, afetivo e social em uma determinada situação, na qual os alunos tenham condições de desenvolvimento do ponto de vista pessoal e social (PCNs, 1998, p. 80).&lt;br /&gt;
                              &lt;br /&gt;
Sobre o que devemos avaliar e como avaliar Hoffmann (2005, p.19) assevera que&lt;br /&gt;
&amp;quot;para se entender de avaliação, o primeiro passo é conceber o termo na amplitude que lhe é de direito. Ao avaliar efetiva-se um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo tempo e se dão em vários espaços escolares, procedimentos de caráter múltiplo e complexo tal como se delineia um processo&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avaliar em educação, significa acompanhar as surpreendentes mudanças “admirando” aluno por aluno em seus jeitos especiais de viver, de aprender a ler e a escrever, em suas formas de conviver com os outros para ajudá-los a  prosseguir em suas descobertas, a superar &lt;br /&gt;
seus anseios, dúvidas e obstáculos naturais ao desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:1.avaliar.gif]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para entendermos um pouco mais essa questão do processo de avaliação dentro da escola é necessário passearmos pelos diversos conceitos nela inserido, onde buscamos entender o verdadeiro papel de se avaliar. Para tanto, utilizaremos quatro categorias sugeridas por Chueri (2008) que são: examinar, medir, classificar e qualificar, porém sabemos que existe inúmeras outras sugeridas por outros autores em nossa literatura.&lt;br /&gt;
No entendimento da autora Mary Stela Chueri (2008)as três primeiras examinar, medir e classificar já estão inseridas dentro do contexto escolar, uma vez que nós como professores os examinamos, pois precisamos capturar diagnósticos sobre o conhecimento já adquirido, mas o problema é o que nos dispomos a fazer depois disso; também medimos, como se o conhecimento pudesse ser mensurado a partir de um instrumento qualquer e aquilo é válido como pronto e acabado; classificamos, aliás o mundo classifica, mas a escola seguindo esse padrão também o faz e com certa crueldade, já que usa &amp;quot;das melhores notas&amp;quot;, &amp;quot;dos melhores alunos&amp;quot; para divulgar entre os pais o padrão de &amp;quot;excelência&amp;quot; o qual se encontra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entendimento de Hoffman (2005, p. 14): “Não se pode dizer que se avaliou porque se observou algo do aluno. Ou denominar por avaliação apenas a correção de sua tarefa ou teste e o registro das notas, porque, nesse caso, não houve a mediação, ou seja, a intervenção pedagógica, decorrente da interpretação das tarefas, uma ação pedagógica desafiadora e favorecedora à superação intelectual dos alunos”. Portanto, o aluno deve ser avaliado diariamente e cabe ao professor observar e intervir no processo de aprendizagem do educando considerando suas habilidades e avanços ao superar os desafios propostos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                                      [[Arquivo:Tira344.gif ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ato avaliativo exige critérios claros que orientam a interpretação dos aspectos a serem avaliados. No caso da avaliação escolar, é necessário que se estabeleçam quais são as expectativas de aprendizagem dos alunos, em consequência do ensino, dos objetivos e dos critérios de avaliação propostos e, na definição do que será considerado relevante na avaliação do ensino aprendizagem.&lt;br /&gt;
Se a avaliação está a serviço do processo ensino-aprendizagem, a decisão de aprovar ou reprovar, não deve ser a expressão de um “castigo”, nem ser unicamente pautada no quanto se aprendeu ou se deixou de aprender os conteúdos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma reflexão a ser feita, não podemos deixar de lado todas essas formas de avaliar, contudo, todas elas devem estar presentes na quarta categoria que é &amp;quot;qualificar&amp;quot;, fazem com que o aluno realmente entenda o significado daquilo que ele está construindo, não há um vazio entre um conhecimento e outro, pois todos estão intimamente relacionados.&lt;br /&gt;
No processo educacional a avaliação vem mostrar os resultados obtidos do processo ensino – aprendizagem, para avaliar é preciso conhecer,  saber para que avaliar?  E como intervir se necessário na construção do conhecimento,  não com o objetivo de punir com notas e competição entre o melhor e o pior aluno, mas como forma de auxiliar a aprendizagem dos educandos, cabe ao professor pesquisar e aplicar medidas alternativas para a aprendizagem ser efetiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Luckesi (2002, p. 05) “avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em vista reorientá-la para produzir o melhor resultado possível; por isso, não é classificatória nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva”. No momento em que está sendo avaliado, o professor poderá identificar o grau de aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
Dessa forma o conceito de avaliação no contexto escolar tem sido um tema muito polêmico a ser discutido entre professores, pedagogos, orientadores, gestores, e alunos. A primeira pergunta que surge é, por que avaliar? Para quê avaliar? O que avaliar?&lt;br /&gt;
Segundo Mary Stela F.Chueiria, (2008, p.55) a &amp;quot;concepção de avaliação como processo de medida teve sua origem no início do século XX, nos Estados Unidos, com os estudos de Thorndike acerca dos testes educacionais. Tais estudos prosperaram muito e resultaram no desenvolvimento de testes padronizados para medir habilidades e aptidões dos alunos. Para a autora, a &amp;quot; possibilidade de mensuração de comportamentos por meio de testes propiciou a expansão de uma cultura dos testes e medidas na educação&amp;quot;(2008, p.55).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
='''Avaliação como prática educativa'''=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação, como prática educativa é, sempre, ação política cuja principal função é a de propiciar subsídios para tomada de decisão, quanto ao direcionamento das atividades em determinado contexto educacional, quando ao aprendiz, ao orientador e ao ensinoaprendizagem em sua totalidade (Guedes, 2008).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste contexto destacamos que a: Aprendizagem, ensino e conhecimento são retirados da centralidade do discurso escolar e substituídos pela relação erro/acerto, vista de modo linear e reduzindo a possibilidade de compreensão da escola como um lugar complexo. A ênfase no desempenho faz da aprendizagem, do ensino e do conhecimento “acessórios” necessários à realização do fim desejado: o mais alto rendimento possível, que passa a ser confundido com sucesso escolar (Esteban, 2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Avaliacao escolar.JPG]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação deve ocorrer cotidianamente, em todos os momentos do processo educativo, para que ela realmente tenha sucesso. Para que possamos entender qual a função da avaliação devemos antes nos preocupar com que escola queremos e que alunos pretendemos formar.&lt;br /&gt;
Reforçando essa ideia Zabalza (1995, p. 239) lembra que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos de avaliação não estamos a falar de um fato pontual ou de um ato singular, mas de um conjunto de fases que se condicionam mutuamente. Esse conjunto de fases ordenam-se sequencialmente (é um processo) e atuam integradamente (é um sistema). Por sua vez a avaliação não é (não deveria ser) algo separado do processo de ensino-aprendizagem, não é um apêndice independente do referido processo (está nesse processo) e joga um papel específico  em relação ao conjunto de componentes que integram o ensino como um todo (está num sistema).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inúmeras práticas avaliativas permeiam o cotidiano escolar. Em uma mesma escola, ou até mesmo em uma sala de aula, é possível identificarmos práticas de avaliação concebidas a partir de diferentes perspectivas teóricas e concepções pedagógicas e de ensino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma a avaliação deve abranger o todo e ao mesmo tempo apontar especificações, além de nortear nosso trabalho em sala de aula. Nascimento e Silva (2008, p. 6) ressaltam que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação tem importância desde que seja uma avaliação em que torne o aluno capaz de corrigir e fundamentar-se nos conceitos adquiridos de forma corretamente Caso continue de forma errônea, o aluno não irá captar seu erro e nem irá reaprender o conceito, deixando de lado seu pensamento crítico, aceitando cada vez mais informações desatualizadas e erradas para a vida dele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	Os autores citados anteriormente ainda levantam uma questão relevante quando afirmam que durante o processo avaliativo, a educação social, ou seja, aquela dada pelo meio em que o aluno vive, influencia diretamente, pois questões como: onde mora, onde vive, como são seus pais, apresenta uma relação direta em todo o desenvolvimento educacional assim como sua avaliação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoffman (2005, p. 15) enfatiza a idéia de que “pretender constituir a avaliação da aprendizagem num processo objetivo, normativo e padronizado é deturpá-la em seu significado essencial – de humanidade. A relação educador/educando exige o processo  avaliativo mediador, que, por sua vez, só sobrevive por meio do resgate à sensibilidade, do respeito ao outro, da convivência e de procedimentos dialógicos e significativos”. A avaliação não pode ser aplicada com o mero intuito de verificar se o aluno aprendeu o conteúdo estudado no bimestre ou, para apenas cumprir o cronograma escolar, no qual determina – se que as avaliações devem ser aplicadas em datas específicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	Essa contextualização pode ter fundamento quando ao discutirmos a avaliação dentro do processo de ensino-aprendizagem ouvimos muitos educadores dizer: “temos que avaliar cada aluno de uma forma particular”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com isso a escola pública, especialmente a que atende as crianças das classes populares,vem enfrentando múltiplos problemas. A sua solução não é simples, mas também não é impossível encontrar caminhos para a reversão do fracasso escolar, que aqui não é entendido como resultado do baixo desempenho dos estudantes nos exames estandardizados, mas como a impossibilidade da instituição desenvolver práticas efetivamente democráticas que criem condições para que todos tenham acesso aos conhecimentos.&lt;br /&gt;
Avaliar  neste processo educativo significa  uma pratica diária acompanhar as mudanças do individuo como todo, suas características as diferentes formas de aprender que cada um possui e desenvolve dentro do um certo tempo e limite, incentivar cada nova descoberta ajuda o aluno progredir melhorando sucessivamente neste contexto de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
='''Aprendizagem, autoria, avaliação'''=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A avaliação quando entendida como um processo não apenas técnico, mas como um processo mediador, traz ao educador e ao educando valiosos momentos de aprendizagem e reflexão. O professor analisa/avalia seu trabalho para se apropriar de novas pesquisas e tomada de decisões sobre o trabalho pedagógico desenvolvido. O aluno ao se apropriar da avaliação feita pelo educador tem a oportunidade de refletir sobre sua própria aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre a análise que o professor faz sobre o seu trabalho, Janssen (2003) pontua que refletir sobre a natureza do planejamento, da relação ensino e aprendizagem e do processo avaliativo impõe ao educador uma aproximação com novas produções teóricas que alimentam o paradigma da aprendizagem significativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No bojo das discussões que enfocam a aprendizagem significativa, de qualidade, a pesquisa destaca-se como essencial para a superação do &amp;quot;instrucionismo&amp;quot; ainda tão presente em salas de aula. A pesquisa que resulta em autoria, quando pensada na perspectiva da avaliação mediadora - que traz valiosos momentos de reflexão ao educador e ao educando - constituem-se como o mais adequado caminho para que a educação brasileira alcance o que almeja: educação de qualidade na perspectiva da educação inclusiva, ou seja, educação de qualidade para todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
='''Concluindo'''=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:   Ao falarmos de instrumentos utilizados nos processos de avaliação, estaremos falando das tarefas que são planejadas com o propósito de subsidiar, com dados, a análise do professor acerca do momento da aprendizagem de seus estudantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
: Não importa a nomenclatura ou o procedimento metodológico utilizado para avaliar se realmente não houver nenhuma avaliação, se houver apenas uma mera e simples classificação por notas, ou um exame daquilo que você &amp;quot;aprendeu&amp;quot; no mês sem qualquer relação com o conhecimento como um todo, ou até mesmo uma mensuração do conhecimento aprendido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:   Avaliar no entendimento mais amplo da palavra nos remete a diagnóstico, a elaboração, a produção,a execução e novamente torna ao processo para reconstrução, pois o ser humano tem a necessidade de conhecer e de aprender, para &amp;quot;inventar&amp;quot; algo novo, outra concepção de mundo. Vivemos buscando a verdade e essa busca incessante a torna uma mentira, pois nunca ficamos satisfeitos com a verdade que descobrimos. A avaliação está dentro desse processo de busca, de entendimento da minha relação íntima com o conhecimento, que nem sempre ficamos satisfeitos com aquilo que aprendemos e precisamos desmistificar e evoluir, construir novos paradigmas para que sejam quebrados e reformulados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:   Há várias maneiras de se olhar a avaliação, educador e educando, se faz necessário uma mediação, com vistas  ao respeito, sensibilidade e diferenças individuais, sem perder o contexto interativo. A nossa  troca de experiências na escola é muito rica, com ela podemos fazer uma  reflexão das nossas  atitudes,  sobre a importância do tempo de estudo, preparação e qualificação profissional. O único bom ensino é o que acompanha o desenvolvimento dos alunos, independentemente de seu estágio, de forma contínua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:   O objetivo da avaliação educacional é dar suporte ao professor para tomada de decisões na metodologia aplicada e para intervenção no processo de construção do conhecimento, é preciso saber objetivamente o que se espera ao avaliar para tomada de decisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:   Janssen (2003 p 17) menciona a ideia de que: “o avanço nas formas de organizar o ensino não tem tido correspondência nas práticas avaliativas, ocorrendo, portanto, uma discrepância entre inovadoras práticas educativas e as vigentes formas avaliativas”. Infere – se que atualmente, diversas são as práticas ao avaliar o aluno num contexto, porém  no âmbito escolar, o que temos ainda são as práticas classificatórias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  A avaliação não pode ser uma ferramenta usada pelos professores para medir o nível de inteligência de um aluno, selecionando os melhores da sala de aula. &lt;br /&gt;
Ela deve ser um instrumento que possibilita ao educador identificar o processo de aprendizagem do educando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se entender de avaliação, o primeiro passo é conceber o termo na amplitude que lhe é direito. Ao avaliar efetiva-se um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem sempre por um longo tempo e se dão em vários espaços escolares, procedimentos de caráter múltiplo e complexo tal como se delineia um processo.&lt;br /&gt;
(HOFFMAN, J.2005,p.13)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:   Na prática escolar, nosso objetivo é que nossos educandos aprendam, e por aprender, se desenvolvam. A avaliação da aprendizagem está a serviço desse projeto de ação e configura – se como um ato de investigar a qualidade da aprendizagem dos educandos, a fim de diagnosticar impasses e consequentemente, se necessário, propor soluções que viabilizem os resultados satisfatórios desejados (LUCKESI, 2011 p. 175)&lt;br /&gt;
   &lt;br /&gt;
:Avaliar implica em tomar decisões para o futuro, a partir dos resultados obtidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Images.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
: O exercício de observar, anotar e refletir ao longo do cotidiano escolar transforma o fazer pedagógico do professor e de toda a escola. Com isso quando dois ou mais professores relatam sobre um único aluno, por exemplo, apontam aspectos diferentes de sua aprendizagem, trazem visões distintas acerca de suas atitudes em sala de aula.&lt;br /&gt;
: Avaliar faz parte do processo de ensino e de aprendizagem: não ensinamos sem avaliar, não aprendemos sem avaliar. Rompe-se, dessa forma, com a falsa dicotomia entre ensino e avaliação, como se esta fosse apenas o final de um processo. &lt;br /&gt;
Desta forma, avaliar é um ato muito difícil, pois ter que classificar através de nota uma aprendizagem é muito passivo de erros, sendo que a única coisa que deixa a prova 'correta' são os critérios avaliativos e isso não quer dizer que a aprendizagem foi avaliada na sua totalidade. &lt;br /&gt;
Assim, a avaliação deve estar intimamente ligada ao objetivo da aprendizagem, para que seja um diagnóstico da aprendizagem e não uma forma de sentenciar o conhecimento de alguém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
='''Referências Bibliográficas'''=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. - Brasília : MEC/SEF, 1998.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CALDEIRA, Ana M. S. Ressignificando a avaliação escolar. In: ________. Comissão &lt;br /&gt;
Permanente de Avaliação Institucional: UFMG-PAIUB. Belo Horizonte: &lt;br /&gt;
PROGRAD/UFMG, 2000. p. 122-129 (Cadernos de Avaliação, 3). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CHUERI, M. S. F. Concepções de Avaliação no Contexto Escolar.Estudos em Avaliação Educacional, v. 19, n. 39, jan./abr. 2008.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DALBEN, A. I. L. de Freitas. Avaliação escolar. Presença Pedagógica,&lt;br /&gt;
Belo Horizonte, v. 11, n. 64, jul./ago. 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ESTEBAN, M. T. (2001) O que sabe quem erra? Reflexões sobre avaliação e fracasso escolar. Rio de Janeiro, DP&amp;amp;A.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FERNANDES, C. de O. Indagações sobre currículo: currículo e avaliação. Brasília: Ministério da Educação, 2008.&lt;br /&gt;
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ZABALZA, M. Diseño y desarrollo curriclular. (6ª ed.). Madrid: Narcea, 1995&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_B_-_Vespertino</id>
		<title>Turma - B - Vespertino</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_B_-_Vespertino"/>
				<updated>2013-06-20T18:08:20Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: /* CONSIDERAÇÕES FINAIS */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
== AVALIAÇÃO ESCOLAR - INTERVENÇÃO MEDIADORA NA APRENDIZAGEM DO ALUNO ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;[[Arquivo:Escada.jpg‎]].&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== INTRODUÇÃO ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação tem sido um dos principais temas de debates dentro do contexto escolar. Os estudos acerca do tema apresentam como objetivo a busca pela verdadeira definição para o seu significado, visto que o processo avaliativo tem sido justamente um dos aspectos mais problemáticos da prática pedagógica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O ato de avaliar é uma prática social, amplamente utilizada e baseada na observação e na reflexão acerca de algo ou alguém. Na escola, seu papel vem sendo discutido e sua verdadeira dimensão ainda não aparece de maneira muito clara.  Ao longo das décadas, sua utilização baseou-se fundamentalmente na atribuição de notas, com vistas à promoção ou reprovação do aluno. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação deve ser vista como um processo e como tal procura observar a atitude do aluno enquanto sujeito da aprendizagem, analisando suas estratégias para consolidação do conhecimento e assim, buscar novas estratégias e ações que visem contribuir para a evolução do mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Conhecer e compreender a aplicabilidade dos instrumentos de avaliação utilizados por professores no processo ensino/aprendizagem, equivale constatar a importância de se avaliar corretamente os alunos. Primeiro, precisamos entender como esses métodos contribuem para a construção do conhecimento uma vez que o significado de avaliação está relacionado no modelo político pedagógico vigente. Precisamos questionar o significado da avaliação buscando mostrar que a mesma deve ser um processo para auxiliar no desenvolvimento cognitivo do aluno e não apenas um ato classificatório. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação deve ser vista como um processo e como tal procura observar a atitude do aluno enquanto sujeito da aprendizagem, analisando suas estratégias para consolidação do conhecimento e assim, buscar novas estratégias e ações que visem contribuir para a evolução do mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A intencionalidade que o professor tem, em relação à avaliação, define a sua concepção de educação e, consequentemente, se este está contribuindo com o modelo de sociedade no qual vivemos, ou então, se procura transformá-la. O processo avaliativo, se for considerado como instrumento de dominação social, não contempla a verdadeira aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O professor, como ser social, reflete no seu fazer suas concepções de mundo e dentro do processo avaliativo essas concepções não são neutras, mas devem ser guiadas pelo objetivo principal da ação pedagógica que é levar o educando a construir novos conhecimentos. Assim, a avaliação é fundamental na construção do processo educativo como instrumento de pesquisa e intervenção no desenvolvimento dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Por meio de tal processo, que esperamos se, de domínio dos que o praticam no estabelecimento escolar, é expresso o &amp;quot;feedback&amp;quot; pelo qual se define o caminho para atingir os objetivos pessoais e sociais, implicando na maioria das vezes na tomada de uma série de decisões relativas ao objeto avaliado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação da aprendizagem escolar é uma atividade pedagógica que deve ser permanente, não pontual e perfazendo durante todo o ano letivo. Sendo assim, necessária ao trabalho docente. É através desse processo que acontece o acompanhamento do ensino e aprendizagem, não só dos alunos mas do professor também, e é com o auxílio desta atividade pedagógica que iremos conduzir todo o nosso trabalho dentro da sala de aula. Podemos com avaliações processuais mensurar os avanços,identificar e sanar possíveis insucessos que tenham ocorrido no processo afim de melhorar e potenciar as habilidades de nossos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Desta forma, precisamos conhecer e refletir acerca do processo avaliativo escolar vigente em nossos estabelecimentos escolares, realizando estudos sobre os princípios teóricos que alicerçam a avaliação como prática educativa. Torna-se relevante também, reconhecer como a avaliação ocorre nos espaços escolares, destacando seu papel como instrumento de investigação e intervenção na aprendizagem escolar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Atualmente, reconhecemos como de suma importância, o processo de autoria na aprendizagem, que pode ser fundamentado e trabalhado quando percebemos que o momento da avaliação oferece a todos os envolvidos no processo educativo, formas de reflexão sobre a própria prática. Por meio dela, o trabalho do professor pode ser direcionado às reais necessidades dos alunos, priorizando suas experiências pessoais e os conhecimentos acumulados em sua história pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:É necessário observar que quando se tem o cuidado e a sensibilidade em identificar por que o aluno chegou ao erro, como ele está pensando, onde se perdeu, o que é necessário retomar, como retomar, que mudanças o farão identificar a falha e reorientar o processo, aí sim se caracteriza uma prática construtiva e colaborativa de crescimento na aprendizagem e, consequentemente, no ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Luz (2012) as formas tradicionais de avaliação (oral e escrita) contribuem para o fracasso escolar, muitas vezes não mostram a real aprendizagem dos alunos, o professor a faz como algo punitivo e não um diagnóstico, com isso não identifica onde o aluno está falhando para poder intervir. É necessário que a avaliação integre ao processo de aprendizagem, onde o professor verifica e corrige o erro do aluno, é um processo mediador e contínuo.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
:Com isso Luz (2012) cita a avaliação mediadora que coloca em prática as ideias dos alunos, construindo assim seu conhecimento. E o professor possui as ferramentas adequadas para a intervenção, fazendo com que os alunos obtenham conhecimentos significativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação mediadora propõe um modelo baseado no dialogo e aproximação do professor com o seu aluno de forma que as práticas de ensino sejam repensadas e modificadas de acordo com a realidade sócio-cultural de seus alunos, nesta perspectiva de avaliação o erro é considerado como parte do processo na construção do conhecimento e não como algo passível de punição, na visão mediadora o professor é capaz de criar situações desafiadoras que tornem capaz a reflexão e ação tornando a aprendizagem mais significativa. (LUZ, 2012)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Av.jpg]]&lt;br /&gt;
:Considerando que “o ato de avaliar é um ato de investigar” (LUCKESI, 2011), começamos então a investigar nossa própria metodologia de ensino, o dia a dia no contexto escolar como educador. Investigação esta, baseada nos seguintes questionamentos: Será que meu aluno aprendeu? Será que como mediador, consegui orientá-lo a desenvolver o conhecimento dos conteúdos, dentro do que era esperado na minha disciplina?&lt;br /&gt;
:Dentro destes questionamentos, temos que repensar nossas atitudes como Educadores. Educadores de uma nova geração que anda frente às informações, através das novas tecnologias que se encontram acessíveis, num piscar de olhos, à todos os públicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== PROCESSO AVALIATIVO NA EDUCAÇÃO ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Curriculo_escolar.jpg]]&lt;br /&gt;
:A sociedade contemporânea exige do sistema de ensino uma preocupação voltada ao processo social, já que as evoluções tecnológicas e o mercado de trabalho exigem uma capacidade de resolver problemas com originalidade e criatividade distanciando-se do comodismo e utilizando a tecnologia como ferramenta de suporte de suas ações e criações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O processo avaliativo está intimamente ligado à concepção de educação e de sociedade que o professor e a escola se encontram. A concepção epistemológica de aprendizagem do educador determinará suas práticas e estratégias de ensino em relação ao processo de aprendizagem. Assim a concepção e o objetivo da escola deve estar bem claro para os professores,alunos, pais e comunidade envolvida, pois assim se tornará mais fácil o processo de ensino aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Portanto, temos que entender a avaliação como um processo continuo e evolutivo, não podendo ocorrer por etapas pré - determinadas como bimestre ou semestre, as reflexões sobre esses períodos de tempo são importantes para analisar e fazer uma reflexão do caminho percorrido pelos educando até aquele momento, e a partir dessas observações refletir sobre a sequência e continuidades das ações educativas do próprio professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para Lukesi (2007, p. 175), avaliar significa “investigar e, com base nos conhecimentos produzidos, tomar decisões de intervenção quando necessário. Isso significa que avaliar requer a disponibilidade de se rever didáticas, metodologias e encontrar maneiras de suprir dificuldades e colaborar para o efetivo processo ensino/aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Silva (2003,p.10) debate essa questão quando nos coloca que: &amp;quot;[...]o ensino não pode ser visto como uma mera e mecânica transmissão linear de conteúdos curriculares fechados e prontos do docente para o educando, mas um processo de construção de significados fundados nos contextos históricos em que se ensina e se aprende e, consequentemente, se avalia&amp;quot;.&lt;br /&gt;
:Segundo o autor, se optarmos por um projeto de sociedade baseado na lógica do mercado, então a escola será um lugar privilegiado de treinar clientes para o mercado e selecionar os mais competentes. O processo avaliativo, por sua vez, reproduzirá a estratificação social vigente na sociedade neoliberal do mercado globalizado. Caso fizermos a escolha por um projeto societário emancipador, a escola será um lugar de promoção da interseção da diversidade cultural, um espaço de significar e dar sentido a produção do conhecimento, dos valores e competências fundamentais para a formação humana, dos que aprendem e dos que ensinam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Imagem-1.jpg‎]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Numa perspectiva educacional conhecida como tradicional, o professor optará pela avaliação quantitativa. Esse prática avaliativa não é ingênua e contribui para que se perpetue um modelo de sociedade conservador e excludente. Por esse prisma, a avaliação é vista como um instrumento qualificador, pois faz uso de instrumentos descontextualizados e que não valorizam o processo. &lt;br /&gt;
:A avaliação é a forma materializada da interação de sucesso ou insucesso entre professor e aluno, pois a partir dela a observação de seus resultados o professor parte para a reorganização de métodos, caso perceba que a mesma não foi satisfatória. O papel preponderado á escola como a responsável a dar ascensão ou rebaixamento ao aluno, coloca uma sobrecarga muito grande na importância da avaliação,esta para ser mais eficaz possível deve ser feita em todos as ações pedagógicas diárias do aluno. pois assim se torna mais abrangente e menos excludente.A tradicional prova contendo perguntas e respostas, muitas vezes nem contextualizada e valorizando somente o que o aluno memorizou de uma aula expositiva dada pelo professor detentor do saber é uma ferramenta que dilacera o fundamento da avaliação, pois nestes moldes não cabe a interação que deveria ter ocorrido no decorrer do processo de ensino e aprendizagem.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Antunes (2002,p.32), ressalta que &amp;quot;o foco de uma avaliação jamais deve estar centrada no conteúdo trabalhado, mas na capacidade de contextualização revelada pelo aluno em aplicar os ensinamentos desse conteúdo em outros níveis de pensamento, outras situações e até mesmo outras disciplinas. A escola deve ser assim, um ensaio da vida social e a sala de aula, o local onde aprendemos como utilizar os conhecimentos adquiridos na sociedade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A temática da avaliação, ainda nos leva a reflexões e a outras problemáticas existentes em todos os níveis de ensino, desde as concepções adotadas pelos educadores, à postura demonstrada pelos educandos e a pouca ou falta de interesse das instituições escolares em discutir e melhorar seu sistema avaliativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Por parte dos educadores, a avaliação é ainda muitas vezes realizada na sala de aula sem a construção de objetivos claros a serem alcançados, assim como as metas que este educador espera que seus alunos alcancem, tornando assim o processo um instrumento de poder que não revela ao próprio professor os pontos fortes e as deficiências de seu trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Por vezes muitos educadores, por falta de clareza de objetivos, fazem uso do processo avaliativo sob a forma de cobrança de conteúdos que foram aprendidos de forma mecânica e pouco participativa. Assim, a classificação dos alunos também se dá de forma automática: bons, ruins, aprovados ou reprovados. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
:A fase da avaliação não se caracteriza como um momento final do processo de aprendizagem, mas sim na fase em que é possível criar condições para novas aprendizagens e que o aluno a partir de seu nível de conhecimento, possa evoluir na construção de seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Ao falarmos sobre avaliação, logo nos deparamos com uma série de questionamentos indagando se o aluno teve ou não um aprendizado satisfatório ou se superou a expectativa de desempenho definido pela escola, pelo currículo ou pelo professor.  A partir daí, aparecem outras perguntas como se o aluno respondeu corretamente as atividades propostas, se seguiram o mesmo ritmo um dos outros alunos. Com isso, surgem o padrão de referência, ou seja, expectativas padronizadas consideradas corretas, como critérios de avaliação  utilizados antigamente e utilizados até hoje para medir o aprender ou o não aprender do aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Uma concepção mais ampla de avaliação procura abarcar formas de avaliar o aluno pautado em métodos de coleta e processamento de dados variados, superiores aos comumente utilizados. Quando se concebe a avaliação como um sistema de controle de qualidade é possível e produtivo monitorar cada passo do processo de aprendizagem do aluno e do ensino que o professor afetivamente realiza. Da mesma forma Demo (1998, p. 43) ensina que “[...] a avaliação deixa de ser um ato isolado, especial e com data marcada, para fazer parte natural do processo de orientação e convivência motivada do aluno”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação, nessa perspectiva, permite proceder às reformulações, ainda no percurso, caso se perceba deficiências em algumas partes do processo, estas podendo ser corrigidas pelo professor, não esperando chegar ao final do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Quando simplesmente quantifica, mensura, rotula, é um fim em si mesmo. Desse modo desvaloriza o saber,     impede o diálogo, torna-se instrumento de controle e limitação tanto de alunos quanto de professores e, ainda, encara o erro do aluno como vilão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Diante disso, devemos observar que o erro é fundamental no processo avaliativo, pois é nessa representação que o aluno dá indícios de como está seu processo de construção de conhecimento. Indica caminhos diferentes daqueles que o professor esperava. Diante do erro, professores devem buscar converter “o não saber, estático, negativo e definitivo, em não saber, provisório, relativo e potencial”. (ESTEBAN, 2001, p. 23).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Hofmann (2005) destaca que &amp;quot;Para se entender da avaliação, primeiro passo é conceber o termo na amplitude que lhe é de direito.&amp;quot;. No contexto escolar por vezes confunde-se instrumentos e registros de avaliação com a avaliação propriamente dita. Avaliar requer tempo, observação, análise pois a aprendizagem não ocorre em um momento específico pré determinado por um calendário de provas. Para os alunos a associação dos conteúdos ocorrem em tempos diferentes, cada um tem seu momento uma avaliação coletiva de um conteúdo pode servir como norte para o educador analisar o quanto contemplou seus alunos com a metodologia usada, mas a avaliação deve acontecer a todo o instante, em diferentes situações e com diferentes aspectos para que não ocorra de forma quantitativa somente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O processo avaliativo na educação envolve pesquisa e conhecimento da situação avaliada para que haja uma intervenção positiva no desenvolvimento de todo o processo educativo. Nesse sentido, Luckesi (2011, p.171) afirma que &amp;quot;Sem os conhecimentos emergentes do ato de avaliar - como um ato de investigação científica-, a ação pedagógica e seus resultados serão aleatórios e, possivelmente, insatisfatório&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo HOFFMANN (2005), “falar em qualidade da aprendizagem em avaliação é reconhecer a multidimensionalidade de tal conceito, bem como reconhecer que a qualidade é de natureza subjetiva e que, portanto, cada pessoa a compreende e a experiência a partir de seus próprios conhecimentos e valores”. É o respeito à diversidade de cada aluno, é analisar cada caso, é avaliar respeitando o limite da dificuldade do outro. Uns têm mais facilidade em aprender, outros não. Porém os alunos que tem mais dificuldades podem ser  os que mais desenvolveram em sua aprendizagem, e os que têm facilidade as vezes não desenvolvem muito. E isso que se deve investigar para se obter uma avaliação legítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== AVALIAÇÃO COMO PRÁTICA EDUCATIVA ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Avaliarrr.jpg‎]]&lt;br /&gt;
:Segundo o dicionário, avaliação significa o ato de apreciação e estimação. Dentro do contexto educacional, avaliação é o ato de investigar a qualidade da aprendizagem, a fim de diagnosticar seus impasses e propor soluções satisfatórias. Portanto, a avaliação deve acontecer de maneira contínua e progressiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Estudando Silva,(2003, p.8) ele nos questiona sobre qual os modelos que a Escola apresenta e através dela é que vamos dar forma aos alunos. O mesmo autor cita: &amp;quot;[...]falarmos em uma avaliação formativa reguladora é fazer a opção por uma educação que supere a crise do paradigma educacional centrado no ensino, onde a escola apenas se responsabiliza por ensinar de forma linear e uniforme, ficando à sorte dos alunos aprenderem.&amp;quot; Desse modo o que entendemos é que na prática educativa temos a oportunidade de realmente darmos um novo rumo no processo de ensino aprendizagem, baseado no modo em que o professor e a escola vão enxergar esse aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para Luckesi (1999, p.43) “[...] o valor da avaliação encontra-se no fato do aluno tomar conhecimento de seus avanços e dificuldades.”. No entanto a visão distorcida da escola e principalmente dos professores com relação ao ensino-aprendizagem, bem como, a concepção equivocada que torneia as praticas avaliativas dos educadores que acaba por usar avaliação como medida de conhecimento e muitas vezes como instrumento de punição a indisciplina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Esta forma classificatória de avaliação desempenha um papel significativo para o modelo social liberal-conservador, ou seja, o papel disciplinador. Ele torna a avaliação nas mãos do professor um instrumento disciplinador de condutas sociais, utilizando-a como controle e critério para aprovação dos alunos, retirando destes a espontaneidade, criticidade e criatividade, transformando-os reféns de um sistema autoritário e antipedagógico. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação, em si, é dinâmica e construtiva, e seu objetivo, no caso da prática educativa, é dar suporte ao educador (gestor da sala de aula), para que aja da forma o mais adequada possível, tendo em vista a efetiva aprendizagem por parte do educando. A ação pedagógica produtiva assenta-se sobre o conhecimento da realidade da aprendizagem do educando, conhecimento esse que subsidia decisões, seja para considerar que aprendizagem já está satisfatória, seja para reorientá-la, se necessário, para a obtenção de um melhor desempenho. (LUCKESI, 2011, p. 176)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Podemos observar que o autor aborda a avaliação da maneira como ela é comumente discutida em reuniões pedagógicas das escolas. Deve-se realizá-la, não como um objeto de castigo e repressão aos alunos, e sim como instrumento de reflexão para o fazer pedagógico e replanejamento de aulas. A avaliação é indispensável no cotidiano escolar, pois auxilia o professor a diagnosticar o andamento do educando, rever os pontos que não obtiveram sucesso e serve de base para nortear ações futuras visando melhorar o processo ensino aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O termo avaliação é muito amplo, pois avaliar não é apenas medir o que o educando sabe ou não sabe. Para que ela ocorra é preciso que haja observação, análise e promoção de melhores oportunidades de aprendizagem (ação). Podemos afirmar que o processo avaliativo é completo quando ocorrem essas três modalidades. Estudando o texto de Silva(2003,p.13), que afirma que: &amp;quot;[...]a avaliação é espaço de mediação/aproximação/diálogo entre formas de ensino dos professores e percursos de aprendizagens dos alunos&amp;quot;. Em acordo com o autor, podemos verificar que a avaliação nos possibilita interagir com as formas de aprendizagem do aluno em relação a forma de ensinar do professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A observação do estudante é fundamental para que o professor consiga entender como ele está, ou não, aprendendo ou que estratégias utiliza. Analisa porque precisa compreendê-lo. Cada aluno tem suas especificidades no que diz respeito a sua formação social e cultural, e isso determina como interage e aprende no grupo. Cada aluno possui estratégias próprias de aprendizagem e o professor precisa oportunizar ações pedagógicas significativas para trabalhar o individual e o coletivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Exemplo.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O ato de avaliar tem seu foco na construção dos melhores resultados possíveis, enquanto o ato de examinar está centrado no julgamento de aprovação ou reprovação. Por suas características e modos de ser, são atos praticamente opostos; no entanto, professores e professoras, em sua prática escolar cotidiana, não fazem essa distinção e, deste modo, praticam exames como se estivessem praticando avaliação. (LUCKESI, p. 05, 2002)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação educacional sempre precisará contar com uma variedade de recursos, fontes, dados e informações. Torna-se necessário recorrer na sua aplicação às mais diferentes estratégias, técnicas, instrumentos e medidas, e os resultados da aplicação serem analisados, interpretados e depois utilizados no sentido de melhoria de rendimento ou do desempenho do que é avaliado; no (re)planejamento e reconstrução das atividades educativas, inclusive da própria avaliação. (ANDRADE, 200?)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:As mudanças de concepções acerca do processo avaliativo permeiam nosso fazer e cada vez mais, esta avaliação excludente e ameaçadora do passado, regride graças aos estudos e aos bons profissionais da educação, ou seja, aqueles que se dedica aos estudos, debates e que reflete sobre seu trabalho, enxerga seu aluno como um ser social e político, construtor do seu próprio conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Neste contexto, o papel do educador será o de &amp;quot;mediador&amp;quot; entre o aluno e o conhecimento sistematizado que este necessita para deixar de ser um mero receptor de informações e o professor ter a oportunidade para abandonar o rótulo de “o dono do saber&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Sendo assim,a avaliação deve ter caráter orientador, cooperativo e interativo, onde os resultados obtidos no decorrer do trabalho conjunto entre professor e alunos são comparados com os objetivos propostos, a fim de identificar as dificuldades, os progressos e, também reorientar o trabalho docente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Avaliar é muito mais que conhecer o aluno.É reconhecê-lo como uma pessoa digna de respeito e de interesse. O professor precisa estar preocupado com a aprendizagem desse aluno. Nesse sentido, o professor se torna um aprendiz do processo, pois se aprofunda nas estratégias de pensamento do aluno, nas formas como ele age, pensa e realiza essas atividades educativas. Só assim, é que o professor pode intervir, ajudar e orientar esse aluno. É um comprometimento do professor com a sua aprendizagem:tornar-se um permanente aprendiz da sua disciplina e dos próprios processos de aprendizagem. Por isso, a avaliação é um terreno bastante arenoso, complexo e difícil. Eu mudo como pessoa quando passo a perceber o enorme comprometimento que tenho como educador ao avaliar um aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:De acordo com Luckesi (2011, p.15):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação da aprendizagem só funcionará bem se houver clareza do que se deseja (projeto político-pedagógico), se houver investimento e dedicação na produção dos resultados por parte de quem realiza a ação (execução) e se a avaliação funcionar como meio de investigar e se, necessário, intervir na realidade pedagógica, em busca do melhor resultado. Sem esses requisitos, a prática pedagógica permanecerá incompleta e a avaliação da aprendizagem não poderá cumprir seu verdadeiro papel.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Nesse processo, a intervenção pedagógica, torna-se essencial à aprendizagem, uma vez que compete ao professor mostrar novas possibilidades ou utilizar recursos diferenciados para despertar a criatividade e o interesse dos alunos, não só em buscar o conhecimento, mas principalmente consolidar este conhecimento na prática em seu meio social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Avaliar não é uma tarefa fácil, cada aluno tem seu tempo de aprender, não deve existir um padrão de aprendizagem. A avaliação deverá fazer parte sempre do planejamento e da proposta pedagógica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:De acordo com Hoffmann (2005, p.17):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;Avaliação é, portanto, uma ação ampla que abrange o                             cotidiano do fazer pedagógico e cuja energia faz pensar o planejamento, a proposta pedagógica e a relação entre todos os elementos da ação educativa. Basta pensar que avaliar é agir com base na compreensão do outro, para se entender que ela nutre de forma vigorosa todo o trabalho educativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;/small&amp;gt; Luckesi, (2011) distingue a avaliação em duas modalidades: “avaliação de certificação e avaliação de acompanhamento de uma ação [...] a primeira encerra-se na qualificação do objeto, já a segunda acompanha uma atividade em sua dinâmica construtiva, tendo em vista a busca dos resultados desejados.”&lt;br /&gt;
:É importante ressaltar ainda as contribuições de Piaget e Vygotsky, que atribuem às interações sociais grande parte das aprendizagens do indivíduo. A avaliação nesta perspectiva também é vista com outro olhar,que não o de medir, não o de atribuir uma nota ao que o  aluno sabe ou não. Neste contexto, não cabe mais o professor instrucionista e sim um mediador que instigue e provoque em seus alunos curiosidade, conflitos e reflexões acerca de suas descobertas. Avaliar considerando e valorizando as experiências que o aluno já traz consigo e oferecer condições para que ele avance por meio de situações relevantes e significativas é essencial para a formação plena do educando.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Diante dessas especificações e esclarecimentos, relacionando-os à nossa prática de acordo com as necessidades e realidade de cada aluno, percebemos então que a forma mais adequada de avaliar está na segunda modalidade descrita por Luckesi, visto que procura na avaliação uma forma de construção do conhecimento, onde os resultados serão objeto de reflexão e análise com vistas a tomada de decisão para uma possível intervenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação é indispensável no cotidiano escolar, pois auxilia o professor a diagnosticar o andamento do educando. O termo avaliação é muito amplo, pois avaliar não é apenas medir o que o educando sabe ou não sabe, para que a avaliação ocorra é preciso que haja a observação, análise e promover melhor oportunidades de aprendizagem (ação), podemos dizer que o processo avaliativo é completo quando ocorrem essas três modalidades. Pois o principal objetivo é promover melhores condições de aprendizagem e isso se faz com avaliação e intervenção pedagógica no tempo certo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Portanto avaliar exige, além de sensibilidade, conhecimento, ética, vínculo, participação mútua, reflexão, foco na aprendizagem e, para isto, fazer quantas intervenções forem necessárias e possíveis para que efetivamente o aluno aprenda. Cabe ressaltar aqui que atividades instrutivas como siga o modelo, complete, arme e efetue não levarão nossos alunos a pensar o aprender, não os levarão à reflexão nem tampouco a sair de sua zona de acomodação. Segundo Hoffmann (2005), para este fim, faz-se necessário propor atividades desafiadoras que englobem desde os processos básicos de elaboração cognitiva quanto os mais elaborados. Caberá ao professor mediar as estratégias de resolução. Para esta autora, educar/avaliar parte de um diálogo contínuo, da convivência e da confiança mútua no crescimento de todos.&lt;br /&gt;
:O professor consciente de seu papel e comprometido com o processo educativo busca na avaliação conhecer e compreender o desenvolvimento e as dificuldades do seu aluno para atuar de forma positiva nesse processo. Essa prática leva ao crescimento de ambas as partes, pois o próprio professor aprende e evolui em seu fazer pedagógico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para LUCKESI (1997):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação da aprendizagem nesse contexto é um ato amoroso, na medida em que inclui o educando no seu curso de aprendizagem, cada vez com qualidade mais satisfatória, assim como na medida em que o inclui entre os bem sucedidos, devido ao fato de que esse sucesso foi construído ao longo do processo de ensino-aprendizagem (o sucesso não vem de graça). A construção, para efetivamente ser construção, necessita incluir, seja do ponto de vista individual, integrando a aprendizagem e o desenvolvimento do educando, seja do ponto de vista coletivo, integrando o educando num grupo de iguais, o todo da sociedade.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
:Logo a avaliação como prática educativa deve ser constituída qualitativamente e deve se desenvolver no decorrer do processo ensino-aprendizagem. Nessa forma ela exige um maior empenho por parte do professor e consequentemente um maior envolvimento por parte do aluno, contribuindo assim na construção e na compreensão do conhecimento proposto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Avaliar4.jpg]]&lt;br /&gt;
:Na educação hoje em que as mudanças acontecem rapidamente, é preciso saber qual é o papel da avaliação no processo ensino e aprendizagem e devemos nos perguntar constantemente: Para que avaliar? Porque avaliar? Quem é avaliado?E o que se pretende alcançar com essa avaliação?&lt;br /&gt;
:De forma sintetizada podemos afirmar que a avaliação é muito complexa, visto que existem diversos modelos e métodos de avaliar, variando de acordo com as concepções de educação que cada um carrega consigo.&lt;br /&gt;
:De acordo com Hoffmann (2003, p.12):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:“No paradigma educacional centrado nas aprendizagens significativas”(apoiado na pedagogia diferenciada e da autonomia), a avaliação é concebida como processo/instrumento de coleta de informações, sistematização e interpretações da informações, julgamento de valor do objeto avaliado através das informações tratadas e decifradas...”.:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Nesse sentido, é necessário que os educadores possam refletir nos métodos utilizados hoje para se avaliar e busquem formas diferentes de produzir as avaliações. É fato que o papel do educador hoje é produzir intervenções didáticas diante das avaliações, para que consigamos alcançar nosso objetivo principal, a aprendizagem significativa dos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Conhecer e compreender a aplicabilidade dos instrumentos de avaliação utilizados por professores no processo ensino/aprendizagem, equivale constatar a importância de se avaliar corretamente os alunos. Primeiro, precisamos entender como esses métodos contribuem para a construção do conhecimento uma vez que o significado de avaliação está relacionado no modelo político pedagógico vigente. Precisamos questionar o significado da avaliação buscando mostrar que a mesma deve ser um processo para auxiliar no desenvolvimento cognitivo do aluno e não apenas um ato classificatório. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:No entanto, o conceito de avaliação é restrito, ou seja, limita-se apenas a observar o desenvolvimento do estudante utilizando o método quantitativo (notas) e se esquecendo do qualitativo. Sendo assim, a avaliação adotada por muitos educadores ainda é a tradicional, já que o sistema educacional também  é quantitativo. Nesse sentido, Hoffmann (2005, p.14) cita claramente que as posturas avaliativas inclusivas ou excludentes afetam seriamente os sujeitos educativos.&lt;br /&gt;
:Outro fator importante é conhecer as tendências avaliativas, tais como a avaliação e a avaliação formativa. A avaliação por medida está vinculada a quantificação da aprendizagem dos alunos. Já no caso da avaliação formativa está ligada a avaliação da aprendizagem do educando. &lt;br /&gt;
:Segundo Hoffmann (2005 p. 21):&lt;br /&gt;
:“a avaliação formativa está no envolvimento do professor com os alunos e na tomada de consciência acerca do comprometimento com o progresso deles em termos de aprendizagem na importância e na natureza da intervenção pedagógica”.&lt;br /&gt;
:O professor consciente de seu papel e comprometido com o processo educativo busca na avaliação conhecer e compreender o desenvolvimento e as dificuldades do seu aluno para atuar de forma positiva nesse processo. Essa prática leva ao crescimento de ambas as partes, pois o próprio professor aprende e evolui em seu fazer pedagógico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Em resumo, a avaliação não é somente para os educandos, mas também para o docente que também pode mudar a metodologia diante dos resultados das avaliações realizadas. Isso significa retomar conteúdos, propor a autoavaliação, buscar mudanças no currículo (ementa) e cuidar para que o aluno aprenda de forma significativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:É necessário que haja interação entre aluno e professor no processo de ensino-aprendizagem. O aluno não pode se contentar com a posição de mero expectador, e, o professor deve incentivar que o mesmo participe como o “ator principal”. Ambos precisam compreender a importância que essa troca de experiências tende a beneficiar no produto final, sem contar como isso auxilia no processo de independência e formação de opinião dos alunos, conforme explicita Becker, 2001: [...] que o aluno só aprenderá alguma coisa, isto é, construirá algum conhecimento novo, se ele agir e problematizar a sua situação. E Becker (2001) afirma ainda que: &amp;quot;Pensamos em uma sala de aula onde a proposta do professor é co-participada pelos alunos, pelas sugestões, e a proposta dos alunos é viabilizada pelo professor. E na qual a ação começa a fluir de ambas as partes, e não só na relação professor-aluno ou aluno-professor&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== CONTEXTO ESCOLAR E AVALIAÇÃO ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:CRIANA~1.JPG]]&lt;br /&gt;
:Dentro do contexto educacional a avaliação é um processo importantíssimo pois visa avaliar a qualidade do corpo discente e é através dela que o gestor escolar toma as decisões dentro do ambiente escolar. Para isso o educando é avaliado diariamente, pois segundo as normas e processos legais descritos pelo sistema nacional de ensino, nos regimentos escolares e nas propostas pedagógicas de cada instituição, incitam estratégias avaliativas para medir o grau de construção de conhecimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Silva (2003) ao contextualizar o cenário onde a estrutura administrativo-pedagógica da escola é questionada, faz  um alerta sobre a necessidade de novos sentidos e novas práticas frente a pluralidade cultural, ética, política e científica da sociedade moderna. Os avanços tecnológicos, ao mesmo tempo em que promovem o refinamento da produção, desencadeiam o alargamento da miséria e disseminam a violência social e econômica.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O termo avaliação é muito amplo, pois avaliar não é apenas medir o que o educando sabe ou não sabe, para que a avaliação ocorra é preciso que haja a observação, análise e promover melhor oportunidades de aprendizagem (ação), podemos dizer que o processo avaliativo é completo quando ocorrem essas três modalidades. Pois o principal objetivo é promover melhores condições de aprendizagem e isso se faz com avaliação e intervenção pedagógica no tempo certo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Essas avaliações vão de avaliação diagnóstica, no qual tem por objetivo medir o grau de conhecimento prévio do educando como: indicações sobre conhecimentos, aptidões, interesses, entre outros; avaliação formativa orienta e regula a prática pedagógica; e por fim a avaliação somativa, que ocorre ao fim de um processo educacional (ano, semestre, bimestre), tem por objetivo fazer um balanço somatório de uma ou várias sequências do trabalho de formação do educando.&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Escola23.jpg]] &lt;br /&gt;
:Desta forma, segundo Hoffmann (2005) no ambiente escolar, o processo avaliativo pode ocorrer de diferentes formas. Destacamos então, a avaliação mediadora, que apresenta como características do avaliador a observação, a análise e a promoção de melhores oportunidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Luckesi (2011, p.172), podemos &amp;quot;distinguir duas modalidades de avaliação: a utilizada para avaliar um objeto já configurado e concluído e a utilizada para avaliar um objeto em construção. Respectivamente, temos, então, avaliação de certificação e avaliação de acompanhamento de uma ação&amp;quot;. Ambas devem estar em conjunto no processo buscando os resultados esperados e possibilitando ações de intervenção no desenvolvimento educacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Tanto aluno quanto professor tem sua capacidade de observar, absorver e operar sobre o mundo e produzir seus significados. No entanto, é papel do mediador buscar a convergência destes, aproximando-os do entendimento dos alunos por meio de processos diferenciados.Desse modo, precisamos utilizar muitos instrumentos avaliativos e não somente provas e testes que mais pontuam do que colaboram. Precisamos permitir as diferenças, ouvir nossos alunos, saber deles sobre eles, como pensam, como chagaram ao resultado apresentado, que caminho percorreram, por que escolheram este ou aquele caminho, entre tantos outros aspectos que não podem ser atingidos com instrumentos restritos e castradores.&lt;br /&gt;
:O processo avaliativo gera informações constantes que servem para que professores (as) e “aprendentes” possam refletir e criar estratégias de superação dos seus limites e ampliar suas possibilidades, engendrando uma aproximação entre as formas de ensinar e os estilos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Assim, acreditamos que dentro do processo avaliativo o professor sempre deve ampliar seus instrumentos, recursos e principalmente sua forma de avaliar os alunos, compreendendo que cada aluno é único e precisa ser avaliado pensando no seu desenvolvimento como todo e não apenas numa nota apontada em uma avaliação. Esta, por sua vez, deve ser mais um instrumento de transformação da sociedade, pois quando ela prioriza a formação integral do aluno não se refere apenas a potencialidades cognitivas, mas no desenvolvimento de todas as capacidades da pessoa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A IMPORTÂNCIA DA AUTOAVALIAÇÃO DOCENTE ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Charge-notabaixa.jpg‎]]&lt;br /&gt;
:Para uma avaliação eficiente de desempenho dos alunos, os docentes precisam constantemente se auto-avaliar.  Avaliar é uma ação que faz parte do complexo aprender. Desta forma, exige do professor um olhar profundo sobre o aluno, a fim de compreender sua forma de entender o mundo e seu processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Cada pessoa tem seus próprios mecanismos para aprender, cabe ao professor conhecer essas individualidades para estimulá-las. Faz parte também do processo de avaliação, considerar o conhecimento prévio do aluno para evoluir a partir dele. Neste ponto de vista, é preciso avaliar para aprender.&lt;br /&gt;
::::::[[Arquivo:Charge 3.jpg]]&lt;br /&gt;
:A avaliação deve acompanhar a evolução do aluno, neste processo o professor deve refletir constantemente sobre sua pratica, observar e analisar seus alunos e mediar a aprendizagem, estimulando a pesquisa e (re)elaboração de conceitos, respeitando e auxiliando os limites e avanços individuais e a partir deles refletir e agir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== APRENDIZAGEM, AUTORIA E AVALIAÇÃO ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Cidadania.jpeg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Os professores de uma escola devem visar a autoria e a compreensão dos conteúdos por parte de todos os envolvidos, e a avaliação é um instrumento importante para a conquista destes saberes,  e esta deve coletar o maior número de informações possíveis, para que os professores sejam capazes de analisar e melhorar suas metodologias de ensino, contemplando se não todos a maioria dos alunos com estes saberes ensinados. Segundo Silva, (2003):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt; [...] é imperativo lançar mão de um maior número de instrumentos avaliativos [...] Esta atitude possibilita coletar o máximo de informações possíveis em torno das aprendizagens e das histórias dos aprendentes e das intervenções e das posturas dos docentes. Por exemplo, restringir a avaliação aos testes finais e aos aprendentes implica não avaliar certos aspectos dos estudantes, como o desenvolvimento oral, a capacidade investigativa e a participação em trabalhos em grupo [...] não toma a intervenção didática como objeto da avaliação.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Intervir não significa apenas destacar o erro e apresentá-lo ao aluno como uma simples constatação a ser deixada para trás, mas sim instigar e possibilitar que o aluno a identifique onde e por que errou. Desse modo, o aluno não perde seu senso crítico, reflexivo e autor, afinal, a autoria pressupõe erros e acertos, mas é na superação do erro que ocorre as descobertas para a reconstrução e, consequentemente, o avanço, a aprendizagem significativa. Portanto, a avaliação, nas suas mais variadas formas e instrumentos deve promover este avanço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:AVALIA~2.JPG]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Silva(2003), se optarmos por um projeto de sociedade baseado na lógica do mercado, então a escola será um lugar privilegiado de treinar clientes para o mercado e selecionar os mais competentes. O processo avaliativo, por sua vez, reproduzirá a estratificação social vigente na sociedade neoliberal do mercado globalizado. Caso fizermos a escolha por um projeto societário emancipador, a escola será um lugar de promoção da interseção da diversidade cultural, um espaço de significar e dar sentido a produção do conhecimento, dos valores e competências fundamentais para a formação humana, dos que aprendem e dos que ensinam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Vale ressaltar aqui o quão difícil é o ato de avaliar. Por isso Demo, (2004) afirma que no âmbito educacional toda avaliação é: “injusta, incômoda, incompleta e ideológica”. Injusta por ser reducionista, pois não abrange toda a complexidade humana. Incômoda porque o poder sempre estará nas mãos do avaliador. Incompleta já que diante da dinâmica complexa da aprendizagem será impossível expressá-la em sua totalidade, seja qual for o indicador ou instrumento, por mais que busque a amplidão, sempre será incompleta. Por fim, ideológica, pois “não se pode camuflar a relação de poder entre o avaliador e o avaliado”. O contexto de poder é muito mais forte e mais amplo do que o contexto da aprendizagem, pois toda relação de poder está relacionada diretamente à política e suas entrelinhas. É lá que ficam seus verdadeiros interesses.&lt;br /&gt;
:Devemos considerar ainda a formação do professor , a qual deve contemplar reflexões acerca do que é a &amp;quot;avaliação&amp;quot;.&lt;br /&gt;
:A defesa que fazemos é que a formação inicial dos profissionais da educação pode fazer diferença na futura inserção desses na escola (SANTOS,2006).&lt;br /&gt;
:Portanto se o professor já está familiarizado com toda a realidade da escola e o que pode permear a avaliação dentro do projeto pedagógico da escola, sabendo que cada escola possui uma personalidade própria e que deverá ser respeitada, bem como seu processo avaliativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Da mesma forma, o planejamento não pode estar alienado do contexto, das experiências já conhecidas. Para Moraes (2004, p.149):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;se o processo educacional é um sistema aberto, vivo, podemos inferir que tanto o planejamento, quanto a prática pedagógica, para estar de acordo com a nova visão de mundo pós-moderna, necessitam incluir o movimento, que pode ser compreendido como forma de expressão dos processos de interação e reflexão.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Isso remete a um processo educacional dialógico e em constante transformação, ou seja, o refletir na ação e sobre a ação. Assim, o educador igualmente reflete sobre sua prática e sobre si, enquanto ser humano, e se coloca, também, na posição de educando. Moraes (2004, p.168) indica que &amp;quot;a transformação do exterior é facilitada pelo conhecimento interior&amp;quot;. Essa reflexão é proporcionada pela avaliação e auto-avaliação de professor e aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Buscamos uma aula ideal, que independentemente das concepções ou teorias, seja “aquela aula” que instiga, desenvolva e estimule o aluno a ler e a pesquisar, que cria dúvidas, enfim, a que o faz pensar e produzir seu material. Não podemos subestimar as capacidades de nossos educandos. Tem que haver compreensão por parte dos educadores, o fato de quão é importante se trabalhar para que o aluno se torne crítico, construa opiniões próprias e saiba argumentar, questionar. Propiciar e desenvolver atividades que instiguem eles a pesquisa, a descoberta, a autoria de suas próprias atividades, a criação de seus trabalhos, isso contribui de forma muito significativa no desenvolvimento da aprendizagem e autoria e também na formação intelectual dos alunos.&lt;br /&gt;
:Estabelecer metas, acreditar na capacidade dos alunos e demonstrar interesse em suas criações em relação aos conteúdos trabalhados, são gestos que podem diferenciar e contribuir com o desenvolvimento de alunos. E também um grande estímulo para aqueles que têm dificuldades em serem criativos, e que não “gostam” de estudar. Para assim torna-los, futuramente, cidadãos críticos, questionadores, autores e detentores de opinião acerca de assuntos variados, e que, perdurarão pela vida acadêmica por um bom e proveitoso tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== CONSIDERAÇÕES FINAIS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::[[Arquivo:10million.jpeg]]&lt;br /&gt;
:A avaliação é a reflexão transformada em ação. Reflexão permanente do professor sobre sua realidade, e acompanhamento, passa a passo, do educando. Um processo interativo, através do qual educando e professores aprendem sobre si mesmos e sobre a realidade escolar no ato da própria avaliação. Avaliar somente não traz benefícios ao professor nem mesmo ao aluno, pois uma avaliação pontual como já foi supracitada dá chance ao acaso e evidencia  um ponto no  processo ensino aprendizagem; já a avaliação processual permeia todo o ano letivo e fornece mais ferramentas para o professor repensar sua prática e seu fazer pedagógico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Hoffmann (2005)se sente angustiada, ao ver que em pleno século XXI, milhares de crianças ainda tem sua aprendizagem validada por métodos imprecisos e injustos. Avaliações padronizadas e objetivas não promovem uma diferença “sensível”, a exigência do professor deve vir acompanhada de apoios, tanto intelectuais quanto afetivos, isto sim, permitirá aos alunos superarem quaisquer desafios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Roland Abrecht (1994, p.125) ''o objetivo da avaliação formativa, deve ocorrer com o desenvolvimento de atitudes de auto-avaliação que levam os sujeitos a serem capazes de se situar no seu processo de formação.'' Esse situar-se é o envolvimento do alunato com os educadores e com todo o contexto escolar vivenciado. Permitindo que todos assumam um compromisso de autoconstrução, de autodesenvolvimento, pelo responsabilizar-se pelo outro, retomando caminhos, redirecionando processos, aprendendo a ser mais do que já estão delimitados na cultura que está postada por esse século. A avaliação, pelo seu caráter inventivo e hesitante, segundo o mesmo autor, confere direitos de cidadania ao que é opaco, complexo e equívoco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação dentro do contexto escolar é ainda muito contraditória, visto que segundo especialistas como Hoffmann 2005, avaliar é algo processual e contínuo, não podendo ser tomado como avaliação uma lista de exercícios que o professor corrigi ou uma avaliação que o professor aplica no final de cada bimestre, esses são considerados apenas instrumentos de avaliação. Para Hoffmann 2005 Avaliar implica “observar o aprendiz, analisar e compreender suas estratégias de aprendizagem e tomar decisões pedagógicas favoráveis a continuidade do processo.”  A avaliação é um processo de caráter “singular” no que diz respeito aos alunos, cabendo ao professor avaliar cada aluno dentro do seu contexto e de acordo com suas particularidades em relação à aprendizagem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Porém, o que vemos no contexto escolar são avaliações externas que se compõe de uma lista de exercícios, igual para todos os alunos, e que através dessa a aprendizagem é avaliada. Para que o aluno ingresse em uma universidade ou seja aprovado em qualquer concurso público, é à ele aplicada uma “avaliação” do seu aprendizado anterior, com novamente uma lista de exercícios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação deve visar o aprendizado do aluno, zelar pelo seu crescimento, nortear o professor em suas estratégias pedagógicas. Verificar o quanto o aluno avançou e/ou buscou novas formas para resolver situações comuns ou cotidianas é valorizar seu conhecimento, é reconhecer o aluno como construtor do seu próprio saber.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:No entanto, muitas mudanças e concepções podem ser colocadas em práticas no contexto escolar, e porque não dizer, também no âmbito educacional do Brasil. Se pretendemos nos afastar de métodos discriminatórios, excludentes e classificatórios, devemos buscar toda uma coerência na avaliação externa e interna do nosso país. Seria a necessidade de todos falarem a mesma língua, como, dentro das escolas trabalharmos de formas mais abrangentes, considerando a evolução e desenvolvimento de cada aluno, não somente através de números frios, mas percebendo esse crescimento pessoal, como também com aplicações de avaliações na mesma linguagem em nível nacional, sem estatísticas frias e desmotivacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Uma mudança nos métodos de avaliação dos processos de aprendizagem, segundo Fernandes (2003), exige uma concepção de aluno como um ser crítico, criativo e participativo, com autonomia e capacidade de tomar decisões, sendo co-ator desse exercício de avaliação por si próprio, aprendendo a analisar seu próprio desenvolvimento educativo e cultural, tendo uma participação privilegiada com diálogo. Proporcionando a reflexão tanto por parte dos professores quanto dos alunos que é exigida como parte fundamental desse processo. Nesta visão, a avaliação deixaria de ser vista classificatória e excludente, dando mais oportunidades para uma formação de alunos atuantes na sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Façamos o melhor possível, por mais que tenhamos de atribuir uma nota, uma classificação ou promoção será muito mais justo que nossos alunos entendam esse processo, que não percam a certeza de que podem vencer obstáculos. Nunca seremos integralmente justos, mas podemos apontar possibilidades, resgatar a autoconfiança e a autoestima, assim pretendemos que se libertem dos rótulos e das classificações pontuais, mas que se percebam como sujeitos de sua própria história e transformação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Nesse sentido, a constituição do sujeito passa a ser a preocupação central em torno da qual se estrutura um processo em que as aprendizagens ocorrem em função desta finalidade mais ampla. Não se trata, portanto, de justaposição de aprendizagem fragmentadas dos conteúdos das várias áreas, mas se concebe o conhecimento como parte integrante da formação humana, o que inclui dimensão ética da aquisição, a distribuição e o uso do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para Luch Jussara (2003) ''Avaliar é tomar partido, é aceitar o outro como ele se apresenta, é ter responsabilidade, compromisso como o outro e , portanto, consigo mesmo, com uma nova perspectiva, com uma dimensão ética. Pressupõe uma relação com o outro, dialógica, um agir em comunhão, e um conhecimento sobre as condições de possibilidades de um reinventar-se, que desta forma é partilhado, interpretado e transformado em comunhão.''portanto, a formação da identidade se dá no encontro como o outro numa construção social e não como algo meramente objetivo e natural, o caráter da avaliação tem assim outra dimensão, é diferente, pois propicia avanço, progressão, mudança, a criação do novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Educaçâo4.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== REFERÊNCIAS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- PESSOAL, PARA QUE NOSSO TEXTO FIQUE MAIS BONITO ESTETICAMENTE, SUGIRO COMEÇARMOS TODOS OS PARÁGRAFOS COM : --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ABRENCHT, R. '''A avaliação formativa'''. Rio Tinto: Portugal, Asa, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANTUNES, Celso. '''A avaliação da aprendizagem escolar.''' 5 ed. Petrópolis: Vozes, 2002.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. '''Ser professor é cuidar que o aluno aprenda.''' Porto Alegre. Mediação, 2004.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FERNANDES, Claudia de Oliveira. '''Praticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo'''. Organizadores Janssen Felipe da Silva, Jussara Hoffmann, Mara Tereza  Esteban- Porto Alegre: Mediação,2003&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara. Avaliação formativa ou avaliação mediadora? In: _______. '''O jogo do contrário em avaliação'''. Porto alegre: mediação, 2005, p 13 a 23.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara. '''Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola À Universidade'''. 14ª ed. Porto Alegre: Mediação, 1998.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCKESI,Cipriano Carlos. '''Avaliação da aprendizagem componente do ato pedagógico.''' 1 ed., São Paulo: Cortez,2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem na escola e a questão das representações sociais. '''Eccos Revista Científica'''. vol. 4, fac. 02, Universidade Nova de Julho, São Paulo, pág. 79 a 88. Eccos revista científica, São Paulo, v. 4, n. 2, p. 79-88, 2002.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCH, Jussara M. de Paula. '''O desafio da ética na avaliação'''. Mediação: Porto Alegre/RS, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCKESI, Cipriano Carlos. '''Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições'''. 4a ed. São Paulo, Cortez. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUZ, Giovana Gomes de Macedo. '''Avaliação Mediadora: a ponte entre o conhecimento e a aprendizagem'''. 2012. Disponível em:http://fabiopestanaramos.blogspot.com.br/2012/06/avaliacao-mediadora-ponte-entre-o.html. Acesso em 17 Jun 2013.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORAES, Maria Cândida. '''O paradigma educacional emergente.''' 10 ed. São Paulo: Papirus, 2004.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PERRENOUD, PHILIPPE. '''Entre duas lógicas, da excelência à regulação das aprendizagens'''. Porto Alegre, Artmed, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Janssen Felipe; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. '''Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo.''' Porto Alegre. Mediação, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Janssen Felipe da. '''Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo'''.Organizadores Claúdia de Oliveira Fernandes,Jussara Hoffmann, Mara Tereza Esteban. Porto Alegre. Mediação, 2003.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_B_-_Vespertino</id>
		<title>Turma - B - Vespertino</title>
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				<updated>2013-06-20T18:06:28Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: /* A IMPORTANCIA DA AUTO-AVALIAÇÃO DOCENTE */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
== AVALIAÇÃO ESCOLAR - INTERVENÇÃO MEDIADORA NA APRENDIZAGEM DO ALUNO ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;[[Arquivo:Escada.jpg‎]].&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== INTRODUÇÃO ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação tem sido um dos principais temas de debates dentro do contexto escolar. Os estudos acerca do tema apresentam como objetivo a busca pela verdadeira definição para o seu significado, visto que o processo avaliativo tem sido justamente um dos aspectos mais problemáticos da prática pedagógica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O ato de avaliar é uma prática social, amplamente utilizada e baseada na observação e na reflexão acerca de algo ou alguém. Na escola, seu papel vem sendo discutido e sua verdadeira dimensão ainda não aparece de maneira muito clara.  Ao longo das décadas, sua utilização baseou-se fundamentalmente na atribuição de notas, com vistas à promoção ou reprovação do aluno. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação deve ser vista como um processo e como tal procura observar a atitude do aluno enquanto sujeito da aprendizagem, analisando suas estratégias para consolidação do conhecimento e assim, buscar novas estratégias e ações que visem contribuir para a evolução do mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Conhecer e compreender a aplicabilidade dos instrumentos de avaliação utilizados por professores no processo ensino/aprendizagem, equivale constatar a importância de se avaliar corretamente os alunos. Primeiro, precisamos entender como esses métodos contribuem para a construção do conhecimento uma vez que o significado de avaliação está relacionado no modelo político pedagógico vigente. Precisamos questionar o significado da avaliação buscando mostrar que a mesma deve ser um processo para auxiliar no desenvolvimento cognitivo do aluno e não apenas um ato classificatório. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação deve ser vista como um processo e como tal procura observar a atitude do aluno enquanto sujeito da aprendizagem, analisando suas estratégias para consolidação do conhecimento e assim, buscar novas estratégias e ações que visem contribuir para a evolução do mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A intencionalidade que o professor tem, em relação à avaliação, define a sua concepção de educação e, consequentemente, se este está contribuindo com o modelo de sociedade no qual vivemos, ou então, se procura transformá-la. O processo avaliativo, se for considerado como instrumento de dominação social, não contempla a verdadeira aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O professor, como ser social, reflete no seu fazer suas concepções de mundo e dentro do processo avaliativo essas concepções não são neutras, mas devem ser guiadas pelo objetivo principal da ação pedagógica que é levar o educando a construir novos conhecimentos. Assim, a avaliação é fundamental na construção do processo educativo como instrumento de pesquisa e intervenção no desenvolvimento dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Por meio de tal processo, que esperamos se, de domínio dos que o praticam no estabelecimento escolar, é expresso o &amp;quot;feedback&amp;quot; pelo qual se define o caminho para atingir os objetivos pessoais e sociais, implicando na maioria das vezes na tomada de uma série de decisões relativas ao objeto avaliado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação da aprendizagem escolar é uma atividade pedagógica que deve ser permanente, não pontual e perfazendo durante todo o ano letivo. Sendo assim, necessária ao trabalho docente. É através desse processo que acontece o acompanhamento do ensino e aprendizagem, não só dos alunos mas do professor também, e é com o auxílio desta atividade pedagógica que iremos conduzir todo o nosso trabalho dentro da sala de aula. Podemos com avaliações processuais mensurar os avanços,identificar e sanar possíveis insucessos que tenham ocorrido no processo afim de melhorar e potenciar as habilidades de nossos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Desta forma, precisamos conhecer e refletir acerca do processo avaliativo escolar vigente em nossos estabelecimentos escolares, realizando estudos sobre os princípios teóricos que alicerçam a avaliação como prática educativa. Torna-se relevante também, reconhecer como a avaliação ocorre nos espaços escolares, destacando seu papel como instrumento de investigação e intervenção na aprendizagem escolar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Atualmente, reconhecemos como de suma importância, o processo de autoria na aprendizagem, que pode ser fundamentado e trabalhado quando percebemos que o momento da avaliação oferece a todos os envolvidos no processo educativo, formas de reflexão sobre a própria prática. Por meio dela, o trabalho do professor pode ser direcionado às reais necessidades dos alunos, priorizando suas experiências pessoais e os conhecimentos acumulados em sua história pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:É necessário observar que quando se tem o cuidado e a sensibilidade em identificar por que o aluno chegou ao erro, como ele está pensando, onde se perdeu, o que é necessário retomar, como retomar, que mudanças o farão identificar a falha e reorientar o processo, aí sim se caracteriza uma prática construtiva e colaborativa de crescimento na aprendizagem e, consequentemente, no ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Luz (2012) as formas tradicionais de avaliação (oral e escrita) contribuem para o fracasso escolar, muitas vezes não mostram a real aprendizagem dos alunos, o professor a faz como algo punitivo e não um diagnóstico, com isso não identifica onde o aluno está falhando para poder intervir. É necessário que a avaliação integre ao processo de aprendizagem, onde o professor verifica e corrige o erro do aluno, é um processo mediador e contínuo.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
:Com isso Luz (2012) cita a avaliação mediadora que coloca em prática as ideias dos alunos, construindo assim seu conhecimento. E o professor possui as ferramentas adequadas para a intervenção, fazendo com que os alunos obtenham conhecimentos significativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação mediadora propõe um modelo baseado no dialogo e aproximação do professor com o seu aluno de forma que as práticas de ensino sejam repensadas e modificadas de acordo com a realidade sócio-cultural de seus alunos, nesta perspectiva de avaliação o erro é considerado como parte do processo na construção do conhecimento e não como algo passível de punição, na visão mediadora o professor é capaz de criar situações desafiadoras que tornem capaz a reflexão e ação tornando a aprendizagem mais significativa. (LUZ, 2012)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Av.jpg]]&lt;br /&gt;
:Considerando que “o ato de avaliar é um ato de investigar” (LUCKESI, 2011), começamos então a investigar nossa própria metodologia de ensino, o dia a dia no contexto escolar como educador. Investigação esta, baseada nos seguintes questionamentos: Será que meu aluno aprendeu? Será que como mediador, consegui orientá-lo a desenvolver o conhecimento dos conteúdos, dentro do que era esperado na minha disciplina?&lt;br /&gt;
:Dentro destes questionamentos, temos que repensar nossas atitudes como Educadores. Educadores de uma nova geração que anda frente às informações, através das novas tecnologias que se encontram acessíveis, num piscar de olhos, à todos os públicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== PROCESSO AVALIATIVO NA EDUCAÇÃO ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Curriculo_escolar.jpg]]&lt;br /&gt;
:A sociedade contemporânea exige do sistema de ensino uma preocupação voltada ao processo social, já que as evoluções tecnológicas e o mercado de trabalho exigem uma capacidade de resolver problemas com originalidade e criatividade distanciando-se do comodismo e utilizando a tecnologia como ferramenta de suporte de suas ações e criações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O processo avaliativo está intimamente ligado à concepção de educação e de sociedade que o professor e a escola se encontram. A concepção epistemológica de aprendizagem do educador determinará suas práticas e estratégias de ensino em relação ao processo de aprendizagem. Assim a concepção e o objetivo da escola deve estar bem claro para os professores,alunos, pais e comunidade envolvida, pois assim se tornará mais fácil o processo de ensino aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Portanto, temos que entender a avaliação como um processo continuo e evolutivo, não podendo ocorrer por etapas pré - determinadas como bimestre ou semestre, as reflexões sobre esses períodos de tempo são importantes para analisar e fazer uma reflexão do caminho percorrido pelos educando até aquele momento, e a partir dessas observações refletir sobre a sequência e continuidades das ações educativas do próprio professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para Lukesi (2007, p. 175), avaliar significa “investigar e, com base nos conhecimentos produzidos, tomar decisões de intervenção quando necessário. Isso significa que avaliar requer a disponibilidade de se rever didáticas, metodologias e encontrar maneiras de suprir dificuldades e colaborar para o efetivo processo ensino/aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Silva (2003,p.10) debate essa questão quando nos coloca que: &amp;quot;[...]o ensino não pode ser visto como uma mera e mecânica transmissão linear de conteúdos curriculares fechados e prontos do docente para o educando, mas um processo de construção de significados fundados nos contextos históricos em que se ensina e se aprende e, consequentemente, se avalia&amp;quot;.&lt;br /&gt;
:Segundo o autor, se optarmos por um projeto de sociedade baseado na lógica do mercado, então a escola será um lugar privilegiado de treinar clientes para o mercado e selecionar os mais competentes. O processo avaliativo, por sua vez, reproduzirá a estratificação social vigente na sociedade neoliberal do mercado globalizado. Caso fizermos a escolha por um projeto societário emancipador, a escola será um lugar de promoção da interseção da diversidade cultural, um espaço de significar e dar sentido a produção do conhecimento, dos valores e competências fundamentais para a formação humana, dos que aprendem e dos que ensinam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Imagem-1.jpg‎]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Numa perspectiva educacional conhecida como tradicional, o professor optará pela avaliação quantitativa. Esse prática avaliativa não é ingênua e contribui para que se perpetue um modelo de sociedade conservador e excludente. Por esse prisma, a avaliação é vista como um instrumento qualificador, pois faz uso de instrumentos descontextualizados e que não valorizam o processo. &lt;br /&gt;
:A avaliação é a forma materializada da interação de sucesso ou insucesso entre professor e aluno, pois a partir dela a observação de seus resultados o professor parte para a reorganização de métodos, caso perceba que a mesma não foi satisfatória. O papel preponderado á escola como a responsável a dar ascensão ou rebaixamento ao aluno, coloca uma sobrecarga muito grande na importância da avaliação,esta para ser mais eficaz possível deve ser feita em todos as ações pedagógicas diárias do aluno. pois assim se torna mais abrangente e menos excludente.A tradicional prova contendo perguntas e respostas, muitas vezes nem contextualizada e valorizando somente o que o aluno memorizou de uma aula expositiva dada pelo professor detentor do saber é uma ferramenta que dilacera o fundamento da avaliação, pois nestes moldes não cabe a interação que deveria ter ocorrido no decorrer do processo de ensino e aprendizagem.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Antunes (2002,p.32), ressalta que &amp;quot;o foco de uma avaliação jamais deve estar centrada no conteúdo trabalhado, mas na capacidade de contextualização revelada pelo aluno em aplicar os ensinamentos desse conteúdo em outros níveis de pensamento, outras situações e até mesmo outras disciplinas. A escola deve ser assim, um ensaio da vida social e a sala de aula, o local onde aprendemos como utilizar os conhecimentos adquiridos na sociedade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A temática da avaliação, ainda nos leva a reflexões e a outras problemáticas existentes em todos os níveis de ensino, desde as concepções adotadas pelos educadores, à postura demonstrada pelos educandos e a pouca ou falta de interesse das instituições escolares em discutir e melhorar seu sistema avaliativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Por parte dos educadores, a avaliação é ainda muitas vezes realizada na sala de aula sem a construção de objetivos claros a serem alcançados, assim como as metas que este educador espera que seus alunos alcancem, tornando assim o processo um instrumento de poder que não revela ao próprio professor os pontos fortes e as deficiências de seu trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Por vezes muitos educadores, por falta de clareza de objetivos, fazem uso do processo avaliativo sob a forma de cobrança de conteúdos que foram aprendidos de forma mecânica e pouco participativa. Assim, a classificação dos alunos também se dá de forma automática: bons, ruins, aprovados ou reprovados. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
:A fase da avaliação não se caracteriza como um momento final do processo de aprendizagem, mas sim na fase em que é possível criar condições para novas aprendizagens e que o aluno a partir de seu nível de conhecimento, possa evoluir na construção de seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Ao falarmos sobre avaliação, logo nos deparamos com uma série de questionamentos indagando se o aluno teve ou não um aprendizado satisfatório ou se superou a expectativa de desempenho definido pela escola, pelo currículo ou pelo professor.  A partir daí, aparecem outras perguntas como se o aluno respondeu corretamente as atividades propostas, se seguiram o mesmo ritmo um dos outros alunos. Com isso, surgem o padrão de referência, ou seja, expectativas padronizadas consideradas corretas, como critérios de avaliação  utilizados antigamente e utilizados até hoje para medir o aprender ou o não aprender do aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Uma concepção mais ampla de avaliação procura abarcar formas de avaliar o aluno pautado em métodos de coleta e processamento de dados variados, superiores aos comumente utilizados. Quando se concebe a avaliação como um sistema de controle de qualidade é possível e produtivo monitorar cada passo do processo de aprendizagem do aluno e do ensino que o professor afetivamente realiza. Da mesma forma Demo (1998, p. 43) ensina que “[...] a avaliação deixa de ser um ato isolado, especial e com data marcada, para fazer parte natural do processo de orientação e convivência motivada do aluno”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação, nessa perspectiva, permite proceder às reformulações, ainda no percurso, caso se perceba deficiências em algumas partes do processo, estas podendo ser corrigidas pelo professor, não esperando chegar ao final do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Quando simplesmente quantifica, mensura, rotula, é um fim em si mesmo. Desse modo desvaloriza o saber,     impede o diálogo, torna-se instrumento de controle e limitação tanto de alunos quanto de professores e, ainda, encara o erro do aluno como vilão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Diante disso, devemos observar que o erro é fundamental no processo avaliativo, pois é nessa representação que o aluno dá indícios de como está seu processo de construção de conhecimento. Indica caminhos diferentes daqueles que o professor esperava. Diante do erro, professores devem buscar converter “o não saber, estático, negativo e definitivo, em não saber, provisório, relativo e potencial”. (ESTEBAN, 2001, p. 23).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Hofmann (2005) destaca que &amp;quot;Para se entender da avaliação, primeiro passo é conceber o termo na amplitude que lhe é de direito.&amp;quot;. No contexto escolar por vezes confunde-se instrumentos e registros de avaliação com a avaliação propriamente dita. Avaliar requer tempo, observação, análise pois a aprendizagem não ocorre em um momento específico pré determinado por um calendário de provas. Para os alunos a associação dos conteúdos ocorrem em tempos diferentes, cada um tem seu momento uma avaliação coletiva de um conteúdo pode servir como norte para o educador analisar o quanto contemplou seus alunos com a metodologia usada, mas a avaliação deve acontecer a todo o instante, em diferentes situações e com diferentes aspectos para que não ocorra de forma quantitativa somente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O processo avaliativo na educação envolve pesquisa e conhecimento da situação avaliada para que haja uma intervenção positiva no desenvolvimento de todo o processo educativo. Nesse sentido, Luckesi (2011, p.171) afirma que &amp;quot;Sem os conhecimentos emergentes do ato de avaliar - como um ato de investigação científica-, a ação pedagógica e seus resultados serão aleatórios e, possivelmente, insatisfatório&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo HOFFMANN (2005), “falar em qualidade da aprendizagem em avaliação é reconhecer a multidimensionalidade de tal conceito, bem como reconhecer que a qualidade é de natureza subjetiva e que, portanto, cada pessoa a compreende e a experiência a partir de seus próprios conhecimentos e valores”. É o respeito à diversidade de cada aluno, é analisar cada caso, é avaliar respeitando o limite da dificuldade do outro. Uns têm mais facilidade em aprender, outros não. Porém os alunos que tem mais dificuldades podem ser  os que mais desenvolveram em sua aprendizagem, e os que têm facilidade as vezes não desenvolvem muito. E isso que se deve investigar para se obter uma avaliação legítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== AVALIAÇÃO COMO PRÁTICA EDUCATIVA ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Avaliarrr.jpg‎]]&lt;br /&gt;
:Segundo o dicionário, avaliação significa o ato de apreciação e estimação. Dentro do contexto educacional, avaliação é o ato de investigar a qualidade da aprendizagem, a fim de diagnosticar seus impasses e propor soluções satisfatórias. Portanto, a avaliação deve acontecer de maneira contínua e progressiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Estudando Silva,(2003, p.8) ele nos questiona sobre qual os modelos que a Escola apresenta e através dela é que vamos dar forma aos alunos. O mesmo autor cita: &amp;quot;[...]falarmos em uma avaliação formativa reguladora é fazer a opção por uma educação que supere a crise do paradigma educacional centrado no ensino, onde a escola apenas se responsabiliza por ensinar de forma linear e uniforme, ficando à sorte dos alunos aprenderem.&amp;quot; Desse modo o que entendemos é que na prática educativa temos a oportunidade de realmente darmos um novo rumo no processo de ensino aprendizagem, baseado no modo em que o professor e a escola vão enxergar esse aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para Luckesi (1999, p.43) “[...] o valor da avaliação encontra-se no fato do aluno tomar conhecimento de seus avanços e dificuldades.”. No entanto a visão distorcida da escola e principalmente dos professores com relação ao ensino-aprendizagem, bem como, a concepção equivocada que torneia as praticas avaliativas dos educadores que acaba por usar avaliação como medida de conhecimento e muitas vezes como instrumento de punição a indisciplina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Esta forma classificatória de avaliação desempenha um papel significativo para o modelo social liberal-conservador, ou seja, o papel disciplinador. Ele torna a avaliação nas mãos do professor um instrumento disciplinador de condutas sociais, utilizando-a como controle e critério para aprovação dos alunos, retirando destes a espontaneidade, criticidade e criatividade, transformando-os reféns de um sistema autoritário e antipedagógico. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação, em si, é dinâmica e construtiva, e seu objetivo, no caso da prática educativa, é dar suporte ao educador (gestor da sala de aula), para que aja da forma o mais adequada possível, tendo em vista a efetiva aprendizagem por parte do educando. A ação pedagógica produtiva assenta-se sobre o conhecimento da realidade da aprendizagem do educando, conhecimento esse que subsidia decisões, seja para considerar que aprendizagem já está satisfatória, seja para reorientá-la, se necessário, para a obtenção de um melhor desempenho. (LUCKESI, 2011, p. 176)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Podemos observar que o autor aborda a avaliação da maneira como ela é comumente discutida em reuniões pedagógicas das escolas. Deve-se realizá-la, não como um objeto de castigo e repressão aos alunos, e sim como instrumento de reflexão para o fazer pedagógico e replanejamento de aulas. A avaliação é indispensável no cotidiano escolar, pois auxilia o professor a diagnosticar o andamento do educando, rever os pontos que não obtiveram sucesso e serve de base para nortear ações futuras visando melhorar o processo ensino aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O termo avaliação é muito amplo, pois avaliar não é apenas medir o que o educando sabe ou não sabe. Para que ela ocorra é preciso que haja observação, análise e promoção de melhores oportunidades de aprendizagem (ação). Podemos afirmar que o processo avaliativo é completo quando ocorrem essas três modalidades. Estudando o texto de Silva(2003,p.13), que afirma que: &amp;quot;[...]a avaliação é espaço de mediação/aproximação/diálogo entre formas de ensino dos professores e percursos de aprendizagens dos alunos&amp;quot;. Em acordo com o autor, podemos verificar que a avaliação nos possibilita interagir com as formas de aprendizagem do aluno em relação a forma de ensinar do professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A observação do estudante é fundamental para que o professor consiga entender como ele está, ou não, aprendendo ou que estratégias utiliza. Analisa porque precisa compreendê-lo. Cada aluno tem suas especificidades no que diz respeito a sua formação social e cultural, e isso determina como interage e aprende no grupo. Cada aluno possui estratégias próprias de aprendizagem e o professor precisa oportunizar ações pedagógicas significativas para trabalhar o individual e o coletivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Exemplo.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O ato de avaliar tem seu foco na construção dos melhores resultados possíveis, enquanto o ato de examinar está centrado no julgamento de aprovação ou reprovação. Por suas características e modos de ser, são atos praticamente opostos; no entanto, professores e professoras, em sua prática escolar cotidiana, não fazem essa distinção e, deste modo, praticam exames como se estivessem praticando avaliação. (LUCKESI, p. 05, 2002)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação educacional sempre precisará contar com uma variedade de recursos, fontes, dados e informações. Torna-se necessário recorrer na sua aplicação às mais diferentes estratégias, técnicas, instrumentos e medidas, e os resultados da aplicação serem analisados, interpretados e depois utilizados no sentido de melhoria de rendimento ou do desempenho do que é avaliado; no (re)planejamento e reconstrução das atividades educativas, inclusive da própria avaliação. (ANDRADE, 200?)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:As mudanças de concepções acerca do processo avaliativo permeiam nosso fazer e cada vez mais, esta avaliação excludente e ameaçadora do passado, regride graças aos estudos e aos bons profissionais da educação, ou seja, aqueles que se dedica aos estudos, debates e que reflete sobre seu trabalho, enxerga seu aluno como um ser social e político, construtor do seu próprio conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Neste contexto, o papel do educador será o de &amp;quot;mediador&amp;quot; entre o aluno e o conhecimento sistematizado que este necessita para deixar de ser um mero receptor de informações e o professor ter a oportunidade para abandonar o rótulo de “o dono do saber&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Sendo assim,a avaliação deve ter caráter orientador, cooperativo e interativo, onde os resultados obtidos no decorrer do trabalho conjunto entre professor e alunos são comparados com os objetivos propostos, a fim de identificar as dificuldades, os progressos e, também reorientar o trabalho docente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Avaliar é muito mais que conhecer o aluno.É reconhecê-lo como uma pessoa digna de respeito e de interesse. O professor precisa estar preocupado com a aprendizagem desse aluno. Nesse sentido, o professor se torna um aprendiz do processo, pois se aprofunda nas estratégias de pensamento do aluno, nas formas como ele age, pensa e realiza essas atividades educativas. Só assim, é que o professor pode intervir, ajudar e orientar esse aluno. É um comprometimento do professor com a sua aprendizagem:tornar-se um permanente aprendiz da sua disciplina e dos próprios processos de aprendizagem. Por isso, a avaliação é um terreno bastante arenoso, complexo e difícil. Eu mudo como pessoa quando passo a perceber o enorme comprometimento que tenho como educador ao avaliar um aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:De acordo com Luckesi (2011, p.15):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação da aprendizagem só funcionará bem se houver clareza do que se deseja (projeto político-pedagógico), se houver investimento e dedicação na produção dos resultados por parte de quem realiza a ação (execução) e se a avaliação funcionar como meio de investigar e se, necessário, intervir na realidade pedagógica, em busca do melhor resultado. Sem esses requisitos, a prática pedagógica permanecerá incompleta e a avaliação da aprendizagem não poderá cumprir seu verdadeiro papel.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Nesse processo, a intervenção pedagógica, torna-se essencial à aprendizagem, uma vez que compete ao professor mostrar novas possibilidades ou utilizar recursos diferenciados para despertar a criatividade e o interesse dos alunos, não só em buscar o conhecimento, mas principalmente consolidar este conhecimento na prática em seu meio social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Avaliar não é uma tarefa fácil, cada aluno tem seu tempo de aprender, não deve existir um padrão de aprendizagem. A avaliação deverá fazer parte sempre do planejamento e da proposta pedagógica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:De acordo com Hoffmann (2005, p.17):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;Avaliação é, portanto, uma ação ampla que abrange o                             cotidiano do fazer pedagógico e cuja energia faz pensar o planejamento, a proposta pedagógica e a relação entre todos os elementos da ação educativa. Basta pensar que avaliar é agir com base na compreensão do outro, para se entender que ela nutre de forma vigorosa todo o trabalho educativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;/small&amp;gt; Luckesi, (2011) distingue a avaliação em duas modalidades: “avaliação de certificação e avaliação de acompanhamento de uma ação [...] a primeira encerra-se na qualificação do objeto, já a segunda acompanha uma atividade em sua dinâmica construtiva, tendo em vista a busca dos resultados desejados.”&lt;br /&gt;
:É importante ressaltar ainda as contribuições de Piaget e Vygotsky, que atribuem às interações sociais grande parte das aprendizagens do indivíduo. A avaliação nesta perspectiva também é vista com outro olhar,que não o de medir, não o de atribuir uma nota ao que o  aluno sabe ou não. Neste contexto, não cabe mais o professor instrucionista e sim um mediador que instigue e provoque em seus alunos curiosidade, conflitos e reflexões acerca de suas descobertas. Avaliar considerando e valorizando as experiências que o aluno já traz consigo e oferecer condições para que ele avance por meio de situações relevantes e significativas é essencial para a formação plena do educando.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Diante dessas especificações e esclarecimentos, relacionando-os à nossa prática de acordo com as necessidades e realidade de cada aluno, percebemos então que a forma mais adequada de avaliar está na segunda modalidade descrita por Luckesi, visto que procura na avaliação uma forma de construção do conhecimento, onde os resultados serão objeto de reflexão e análise com vistas a tomada de decisão para uma possível intervenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação é indispensável no cotidiano escolar, pois auxilia o professor a diagnosticar o andamento do educando. O termo avaliação é muito amplo, pois avaliar não é apenas medir o que o educando sabe ou não sabe, para que a avaliação ocorra é preciso que haja a observação, análise e promover melhor oportunidades de aprendizagem (ação), podemos dizer que o processo avaliativo é completo quando ocorrem essas três modalidades. Pois o principal objetivo é promover melhores condições de aprendizagem e isso se faz com avaliação e intervenção pedagógica no tempo certo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Portanto avaliar exige, além de sensibilidade, conhecimento, ética, vínculo, participação mútua, reflexão, foco na aprendizagem e, para isto, fazer quantas intervenções forem necessárias e possíveis para que efetivamente o aluno aprenda. Cabe ressaltar aqui que atividades instrutivas como siga o modelo, complete, arme e efetue não levarão nossos alunos a pensar o aprender, não os levarão à reflexão nem tampouco a sair de sua zona de acomodação. Segundo Hoffmann (2005), para este fim, faz-se necessário propor atividades desafiadoras que englobem desde os processos básicos de elaboração cognitiva quanto os mais elaborados. Caberá ao professor mediar as estratégias de resolução. Para esta autora, educar/avaliar parte de um diálogo contínuo, da convivência e da confiança mútua no crescimento de todos.&lt;br /&gt;
:O professor consciente de seu papel e comprometido com o processo educativo busca na avaliação conhecer e compreender o desenvolvimento e as dificuldades do seu aluno para atuar de forma positiva nesse processo. Essa prática leva ao crescimento de ambas as partes, pois o próprio professor aprende e evolui em seu fazer pedagógico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para LUCKESI (1997):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação da aprendizagem nesse contexto é um ato amoroso, na medida em que inclui o educando no seu curso de aprendizagem, cada vez com qualidade mais satisfatória, assim como na medida em que o inclui entre os bem sucedidos, devido ao fato de que esse sucesso foi construído ao longo do processo de ensino-aprendizagem (o sucesso não vem de graça). A construção, para efetivamente ser construção, necessita incluir, seja do ponto de vista individual, integrando a aprendizagem e o desenvolvimento do educando, seja do ponto de vista coletivo, integrando o educando num grupo de iguais, o todo da sociedade.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
:Logo a avaliação como prática educativa deve ser constituída qualitativamente e deve se desenvolver no decorrer do processo ensino-aprendizagem. Nessa forma ela exige um maior empenho por parte do professor e consequentemente um maior envolvimento por parte do aluno, contribuindo assim na construção e na compreensão do conhecimento proposto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Avaliar4.jpg]]&lt;br /&gt;
:Na educação hoje em que as mudanças acontecem rapidamente, é preciso saber qual é o papel da avaliação no processo ensino e aprendizagem e devemos nos perguntar constantemente: Para que avaliar? Porque avaliar? Quem é avaliado?E o que se pretende alcançar com essa avaliação?&lt;br /&gt;
:De forma sintetizada podemos afirmar que a avaliação é muito complexa, visto que existem diversos modelos e métodos de avaliar, variando de acordo com as concepções de educação que cada um carrega consigo.&lt;br /&gt;
:De acordo com Hoffmann (2003, p.12):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:“No paradigma educacional centrado nas aprendizagens significativas”(apoiado na pedagogia diferenciada e da autonomia), a avaliação é concebida como processo/instrumento de coleta de informações, sistematização e interpretações da informações, julgamento de valor do objeto avaliado através das informações tratadas e decifradas...”.:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Nesse sentido, é necessário que os educadores possam refletir nos métodos utilizados hoje para se avaliar e busquem formas diferentes de produzir as avaliações. É fato que o papel do educador hoje é produzir intervenções didáticas diante das avaliações, para que consigamos alcançar nosso objetivo principal, a aprendizagem significativa dos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Conhecer e compreender a aplicabilidade dos instrumentos de avaliação utilizados por professores no processo ensino/aprendizagem, equivale constatar a importância de se avaliar corretamente os alunos. Primeiro, precisamos entender como esses métodos contribuem para a construção do conhecimento uma vez que o significado de avaliação está relacionado no modelo político pedagógico vigente. Precisamos questionar o significado da avaliação buscando mostrar que a mesma deve ser um processo para auxiliar no desenvolvimento cognitivo do aluno e não apenas um ato classificatório. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:No entanto, o conceito de avaliação é restrito, ou seja, limita-se apenas a observar o desenvolvimento do estudante utilizando o método quantitativo (notas) e se esquecendo do qualitativo. Sendo assim, a avaliação adotada por muitos educadores ainda é a tradicional, já que o sistema educacional também  é quantitativo. Nesse sentido, Hoffmann (2005, p.14) cita claramente que as posturas avaliativas inclusivas ou excludentes afetam seriamente os sujeitos educativos.&lt;br /&gt;
:Outro fator importante é conhecer as tendências avaliativas, tais como a avaliação e a avaliação formativa. A avaliação por medida está vinculada a quantificação da aprendizagem dos alunos. Já no caso da avaliação formativa está ligada a avaliação da aprendizagem do educando. &lt;br /&gt;
:Segundo Hoffmann (2005 p. 21):&lt;br /&gt;
:“a avaliação formativa está no envolvimento do professor com os alunos e na tomada de consciência acerca do comprometimento com o progresso deles em termos de aprendizagem na importância e na natureza da intervenção pedagógica”.&lt;br /&gt;
:O professor consciente de seu papel e comprometido com o processo educativo busca na avaliação conhecer e compreender o desenvolvimento e as dificuldades do seu aluno para atuar de forma positiva nesse processo. Essa prática leva ao crescimento de ambas as partes, pois o próprio professor aprende e evolui em seu fazer pedagógico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Em resumo, a avaliação não é somente para os educandos, mas também para o docente que também pode mudar a metodologia diante dos resultados das avaliações realizadas. Isso significa retomar conteúdos, propor a autoavaliação, buscar mudanças no currículo (ementa) e cuidar para que o aluno aprenda de forma significativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:É necessário que haja interação entre aluno e professor no processo de ensino-aprendizagem. O aluno não pode se contentar com a posição de mero expectador, e, o professor deve incentivar que o mesmo participe como o “ator principal”. Ambos precisam compreender a importância que essa troca de experiências tende a beneficiar no produto final, sem contar como isso auxilia no processo de independência e formação de opinião dos alunos, conforme explicita Becker, 2001: [...] que o aluno só aprenderá alguma coisa, isto é, construirá algum conhecimento novo, se ele agir e problematizar a sua situação. E Becker (2001) afirma ainda que: &amp;quot;Pensamos em uma sala de aula onde a proposta do professor é co-participada pelos alunos, pelas sugestões, e a proposta dos alunos é viabilizada pelo professor. E na qual a ação começa a fluir de ambas as partes, e não só na relação professor-aluno ou aluno-professor&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== CONTEXTO ESCOLAR E AVALIAÇÃO ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:CRIANA~1.JPG]]&lt;br /&gt;
:Dentro do contexto educacional a avaliação é um processo importantíssimo pois visa avaliar a qualidade do corpo discente e é através dela que o gestor escolar toma as decisões dentro do ambiente escolar. Para isso o educando é avaliado diariamente, pois segundo as normas e processos legais descritos pelo sistema nacional de ensino, nos regimentos escolares e nas propostas pedagógicas de cada instituição, incitam estratégias avaliativas para medir o grau de construção de conhecimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Silva (2003) ao contextualizar o cenário onde a estrutura administrativo-pedagógica da escola é questionada, faz  um alerta sobre a necessidade de novos sentidos e novas práticas frente a pluralidade cultural, ética, política e científica da sociedade moderna. Os avanços tecnológicos, ao mesmo tempo em que promovem o refinamento da produção, desencadeiam o alargamento da miséria e disseminam a violência social e econômica.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O termo avaliação é muito amplo, pois avaliar não é apenas medir o que o educando sabe ou não sabe, para que a avaliação ocorra é preciso que haja a observação, análise e promover melhor oportunidades de aprendizagem (ação), podemos dizer que o processo avaliativo é completo quando ocorrem essas três modalidades. Pois o principal objetivo é promover melhores condições de aprendizagem e isso se faz com avaliação e intervenção pedagógica no tempo certo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Essas avaliações vão de avaliação diagnóstica, no qual tem por objetivo medir o grau de conhecimento prévio do educando como: indicações sobre conhecimentos, aptidões, interesses, entre outros; avaliação formativa orienta e regula a prática pedagógica; e por fim a avaliação somativa, que ocorre ao fim de um processo educacional (ano, semestre, bimestre), tem por objetivo fazer um balanço somatório de uma ou várias sequências do trabalho de formação do educando.&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Escola23.jpg]] &lt;br /&gt;
:Desta forma, segundo Hoffmann (2005) no ambiente escolar, o processo avaliativo pode ocorrer de diferentes formas. Destacamos então, a avaliação mediadora, que apresenta como características do avaliador a observação, a análise e a promoção de melhores oportunidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Luckesi (2011, p.172), podemos &amp;quot;distinguir duas modalidades de avaliação: a utilizada para avaliar um objeto já configurado e concluído e a utilizada para avaliar um objeto em construção. Respectivamente, temos, então, avaliação de certificação e avaliação de acompanhamento de uma ação&amp;quot;. Ambas devem estar em conjunto no processo buscando os resultados esperados e possibilitando ações de intervenção no desenvolvimento educacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Tanto aluno quanto professor tem sua capacidade de observar, absorver e operar sobre o mundo e produzir seus significados. No entanto, é papel do mediador buscar a convergência destes, aproximando-os do entendimento dos alunos por meio de processos diferenciados.Desse modo, precisamos utilizar muitos instrumentos avaliativos e não somente provas e testes que mais pontuam do que colaboram. Precisamos permitir as diferenças, ouvir nossos alunos, saber deles sobre eles, como pensam, como chagaram ao resultado apresentado, que caminho percorreram, por que escolheram este ou aquele caminho, entre tantos outros aspectos que não podem ser atingidos com instrumentos restritos e castradores.&lt;br /&gt;
:O processo avaliativo gera informações constantes que servem para que professores (as) e “aprendentes” possam refletir e criar estratégias de superação dos seus limites e ampliar suas possibilidades, engendrando uma aproximação entre as formas de ensinar e os estilos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Assim, acreditamos que dentro do processo avaliativo o professor sempre deve ampliar seus instrumentos, recursos e principalmente sua forma de avaliar os alunos, compreendendo que cada aluno é único e precisa ser avaliado pensando no seu desenvolvimento como todo e não apenas numa nota apontada em uma avaliação. Esta, por sua vez, deve ser mais um instrumento de transformação da sociedade, pois quando ela prioriza a formação integral do aluno não se refere apenas a potencialidades cognitivas, mas no desenvolvimento de todas as capacidades da pessoa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A IMPORTÂNCIA DA AUTOAVALIAÇÃO DOCENTE ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Charge-notabaixa.jpg‎]]&lt;br /&gt;
:Para uma avaliação eficiente de desempenho dos alunos, os docentes precisam constantemente se auto-avaliar.  Avaliar é uma ação que faz parte do complexo aprender. Desta forma, exige do professor um olhar profundo sobre o aluno, a fim de compreender sua forma de entender o mundo e seu processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Cada pessoa tem seus próprios mecanismos para aprender, cabe ao professor conhecer essas individualidades para estimulá-las. Faz parte também do processo de avaliação, considerar o conhecimento prévio do aluno para evoluir a partir dele. Neste ponto de vista, é preciso avaliar para aprender.&lt;br /&gt;
::::::[[Arquivo:Charge 3.jpg]]&lt;br /&gt;
:A avaliação deve acompanhar a evolução do aluno, neste processo o professor deve refletir constantemente sobre sua pratica, observar e analisar seus alunos e mediar a aprendizagem, estimulando a pesquisa e (re)elaboração de conceitos, respeitando e auxiliando os limites e avanços individuais e a partir deles refletir e agir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== APRENDIZAGEM, AUTORIA E AVALIAÇÃO ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Cidadania.jpeg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Os professores de uma escola devem visar a autoria e a compreensão dos conteúdos por parte de todos os envolvidos, e a avaliação é um instrumento importante para a conquista destes saberes,  e esta deve coletar o maior número de informações possíveis, para que os professores sejam capazes de analisar e melhorar suas metodologias de ensino, contemplando se não todos a maioria dos alunos com estes saberes ensinados. Segundo Silva, (2003):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt; [...] é imperativo lançar mão de um maior número de instrumentos avaliativos [...] Esta atitude possibilita coletar o máximo de informações possíveis em torno das aprendizagens e das histórias dos aprendentes e das intervenções e das posturas dos docentes. Por exemplo, restringir a avaliação aos testes finais e aos aprendentes implica não avaliar certos aspectos dos estudantes, como o desenvolvimento oral, a capacidade investigativa e a participação em trabalhos em grupo [...] não toma a intervenção didática como objeto da avaliação.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Intervir não significa apenas destacar o erro e apresentá-lo ao aluno como uma simples constatação a ser deixada para trás, mas sim instigar e possibilitar que o aluno a identifique onde e por que errou. Desse modo, o aluno não perde seu senso crítico, reflexivo e autor, afinal, a autoria pressupõe erros e acertos, mas é na superação do erro que ocorre as descobertas para a reconstrução e, consequentemente, o avanço, a aprendizagem significativa. Portanto, a avaliação, nas suas mais variadas formas e instrumentos deve promover este avanço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:AVALIA~2.JPG]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Silva(2003), se optarmos por um projeto de sociedade baseado na lógica do mercado, então a escola será um lugar privilegiado de treinar clientes para o mercado e selecionar os mais competentes. O processo avaliativo, por sua vez, reproduzirá a estratificação social vigente na sociedade neoliberal do mercado globalizado. Caso fizermos a escolha por um projeto societário emancipador, a escola será um lugar de promoção da interseção da diversidade cultural, um espaço de significar e dar sentido a produção do conhecimento, dos valores e competências fundamentais para a formação humana, dos que aprendem e dos que ensinam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Vale ressaltar aqui o quão difícil é o ato de avaliar. Por isso Demo, (2004) afirma que no âmbito educacional toda avaliação é: “injusta, incômoda, incompleta e ideológica”. Injusta por ser reducionista, pois não abrange toda a complexidade humana. Incômoda porque o poder sempre estará nas mãos do avaliador. Incompleta já que diante da dinâmica complexa da aprendizagem será impossível expressá-la em sua totalidade, seja qual for o indicador ou instrumento, por mais que busque a amplidão, sempre será incompleta. Por fim, ideológica, pois “não se pode camuflar a relação de poder entre o avaliador e o avaliado”. O contexto de poder é muito mais forte e mais amplo do que o contexto da aprendizagem, pois toda relação de poder está relacionada diretamente à política e suas entrelinhas. É lá que ficam seus verdadeiros interesses.&lt;br /&gt;
:Devemos considerar ainda a formação do professor , a qual deve contemplar reflexões acerca do que é a &amp;quot;avaliação&amp;quot;.&lt;br /&gt;
:A defesa que fazemos é que a formação inicial dos profissionais da educação pode fazer diferença na futura inserção desses na escola (SANTOS,2006).&lt;br /&gt;
:Portanto se o professor já está familiarizado com toda a realidade da escola e o que pode permear a avaliação dentro do projeto pedagógico da escola, sabendo que cada escola possui uma personalidade própria e que deverá ser respeitada, bem como seu processo avaliativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Da mesma forma, o planejamento não pode estar alienado do contexto, das experiências já conhecidas. Para Moraes (2004, p.149):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;se o processo educacional é um sistema aberto, vivo, podemos inferir que tanto o planejamento, quanto a prática pedagógica, para estar de acordo com a nova visão de mundo pós-moderna, necessitam incluir o movimento, que pode ser compreendido como forma de expressão dos processos de interação e reflexão.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Isso remete a um processo educacional dialógico e em constante transformação, ou seja, o refletir na ação e sobre a ação. Assim, o educador igualmente reflete sobre sua prática e sobre si, enquanto ser humano, e se coloca, também, na posição de educando. Moraes (2004, p.168) indica que &amp;quot;a transformação do exterior é facilitada pelo conhecimento interior&amp;quot;. Essa reflexão é proporcionada pela avaliação e auto-avaliação de professor e aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Buscamos uma aula ideal, que independentemente das concepções ou teorias, seja “aquela aula” que instiga, desenvolva e estimule o aluno a ler e a pesquisar, que cria dúvidas, enfim, a que o faz pensar e produzir seu material. Não podemos subestimar as capacidades de nossos educandos. Tem que haver compreensão por parte dos educadores, o fato de quão é importante se trabalhar para que o aluno se torne crítico, construa opiniões próprias e saiba argumentar, questionar. Propiciar e desenvolver atividades que instiguem eles a pesquisa, a descoberta, a autoria de suas próprias atividades, a criação de seus trabalhos, isso contribui de forma muito significativa no desenvolvimento da aprendizagem e autoria e também na formação intelectual dos alunos.&lt;br /&gt;
:Estabelecer metas, acreditar na capacidade dos alunos e demonstrar interesse em suas criações em relação aos conteúdos trabalhados, são gestos que podem diferenciar e contribuir com o desenvolvimento de alunos. E também um grande estímulo para aqueles que têm dificuldades em serem criativos, e que não “gostam” de estudar. Para assim torna-los, futuramente, cidadãos críticos, questionadores, autores e detentores de opinião acerca de assuntos variados, e que, perdurarão pela vida acadêmica por um bom e proveitoso tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== CONSIDERAÇÕES FINAIS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::[[Arquivo:10million.jpeg]]&lt;br /&gt;
:A avaliação é a reflexão transformada em ação. Reflexão permanente do professor sobre sua realidade, e acompanhamento, passa a passo, do educando. Um processo interativo, através do qual educando e professores aprendem sobre si mesmos e sobre a realidade escolar no ato da própria avaliação. Avaliar somente não traz benefícios ao professor nem mesmo ao aluno, pois uma avaliação pontual como já foi supracitada dá chance ao acaso e evidencia  um ponto no  processo ensino aprendizagem; já a avaliação processual permeia todo o ano letivo e fornece mais ferramentas para o professor repensar sua prática e seu fazer pedagógico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Hoffmann (2005)se sente angustiada, ao ver que em pleno século XXI, milhares de crianças ainda tem sua aprendizagem validada por métodos imprecisos e injustos. Avaliações padronizadas e objetivas não promovem uma diferença “sensível”, a exigência do professor deve vir acompanhada de apoios, tanto intelectuais quanto afetivos, isto sim, permitirá aos alunos superarem quaisquer desafios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Roland Abrecht (1994, p.125) ''o objetivo da avaliação formativa, deve ocorrer com o desenvolvimento de atitudes de auto-avaliação que levam os sujeitos a serem capazes de se situar no seu processo de formação.'' Esse situar-se é o envolvimento do alunato com os educadores e com todo o contexto escolar vivenciado. Permitindo que todos assumam um compromisso de autoconstrução, de autodesenvolvimento, pelo responsabilizar-se pelo outro, retomando caminhos, redirecionando processos, aprendendo a ser mais do que já estão delimitados na cultura que está postada por esse século. A avaliação, pelo seu caráter inventivo e hesitante, segundo o mesmo autor, confere direitos de cidadania ao que é opaco, complexo e equívoco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação dentro do contexto escolar é ainda muito contraditória, visto que segundo especialistas como Hoffmann 2005, avaliar é algo processual e contínuo, não podendo ser tomado como avaliação uma lista de exercícios que o professor corrigi ou uma avaliação que o professor aplica no final de cada bimestre, esses são considerados apenas instrumentos de avaliação. Para Hoffmann 2005 Avaliar implica “observar o aprendiz, analisar e compreender suas estratégias de aprendizagem e tomar decisões pedagógicas favoráveis a continuidade do processo.”  A avaliação é um processo de caráter “singular” no que diz respeito aos alunos, cabendo ao professor avaliar cada aluno dentro do seu contexto e de acordo com suas particularidades em relação à aprendizagem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Porém, o que vemos no contexto escolar são avaliações externas que se compõe de uma lista de exercícios, igual para todos os alunos, e que através dessa a aprendizagem é avaliada. Para que o aluno ingresse em uma universidade ou seja aprovado em qualquer concurso público, é à ele aplicada uma “avaliação” do seu aprendizado anterior, com novamente uma lista de exercícios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação deve visar o aprendizado do aluno, zelar pelo seu crescimento, nortear o professor em suas estratégias pedagógicas. Verificar o quanto o aluno avançou e/ou buscou novas formas para resolver situações comuns ou cotidianas é valorizar seu conhecimento, é reconhecer o aluno como construtor do seu próprio saber.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:No entanto, muitas mudanças e concepções podem ser colocadas em práticas no contexto escolar, e porque não dizer, também no âmbito educacional do Brasil. Se pretendemos nos afastar de métodos discriminatórios, excludentes e classificatórios, devemos buscar toda uma coerência na avaliação externa e interna do nosso país. Seria a necessidade de todos falarem a mesma língua, como, dentro das escolas trabalharmos de formas mais abrangentes, considerando a evolução e desenvolvimento de cada aluno, não somente através de números frios, mas percebendo esse crescimento pessoal, como também com aplicações de avaliações na mesma linguagem em nível nacional, sem estatísticas frias e desmotivacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Uma mudança nos métodos de avaliação dos processos de aprendizagem, segundo Fernandes (2003), exige uma concepção de aluno como um ser crítico, criativo e participativo, com autonomia e capacidade de tomar decisões, sendo co-ator desse exercício de avaliação por si próprio, aprendendo a analisar seu próprio desenvolvimento educativo e cultural, tendo uma participação privilegiada com diálogo. Proporcionando a reflexão tanto por parte dos professores quanto dos alunos que é exigida como parte fundamental desse processo. Nesta visão, a avaliação deixaria de ser vista classificatória e excludente, dando mais oportunidades para uma formação de alunos atuantes na sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Façamos o melhor possível, por mais que tenhamos de atribuir uma nota, uma classificação ou promoção será muito mais justo que nossos alunos entendam esse processo, que não percam a certeza de que podem vencer obstáculos. Nunca seremos integralmente justos, mas podemos apontar possibilidades, resgatar a autoconfiança e a autoestima, assim pretendemos que se libertem dos rótulos e das classificações pontuais, mas que se percebam como sujeitos de sua própria história e transformação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Nesse sentido, a constituição do sujeito passa a ser a preocupação central em torno da qual se estrutura um processo em que as aprendizagens ocorrem em função desta finalidade mais ampla. Não se trata, portanto, de justaposição de aprendizagem fragmentadas dos conteúdos das várias áreas, mas se concebe o conhecimento como parte integrante da formação humana, o que inclui dimensão ética da aquisição, a distribuição e o uso do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para Luch Jussara (2003) ''Avalilar é tomar partido, é aceitar o outro como ele se apresenta, é ter responsabilidade, compromisso como o outro e , portanto, consigo mesmo, com uma nova perspectiva, com uma dimensão ética. Pressupõe uma relação com o outro, dialógica, um agir em comunhão, e um conhecimento sobre as condições de possibilidades de um reinventar-se, que desta forma é partilhado, interpretado e transformado em comunhão.''portanto, a formação da identidade se dá no encontro como o outro numa construção social e não como algo meramente objetivo e natural, o caráter da avaliação tem assim outra dimensão, é diferente, pois propicia avanço, progressão, mudança, a criação do novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Educaçâo4.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== REFERÊNCIAS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- PESSOAL, PARA QUE NOSSO TEXTO FIQUE MAIS BONITO ESTETICAMENTE, SUGIRO COMEÇARMOS TODOS OS PARÁGRAFOS COM : --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ABRENCHT, R. '''A avaliação formativa'''. Rio Tinto: Portugal, Asa, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANTUNES, Celso. '''A avaliação da aprendizagem escolar.''' 5 ed. Petrópolis: Vozes, 2002.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. '''Ser professor é cuidar que o aluno aprenda.''' Porto Alegre. Mediação, 2004.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FERNANDES, Claudia de Oliveira. '''Praticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo'''. Organizadores Janssen Felipe da Silva, Jussara Hoffmann, Mara Tereza  Esteban- Porto Alegre: Mediação,2003&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara. Avaliação formativa ou avaliação mediadora? In: _______. '''O jogo do contrário em avaliação'''. Porto alegre: mediação, 2005, p 13 a 23.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara. '''Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola À Universidade'''. 14ª ed. Porto Alegre: Mediação, 1998.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCKESI,Cipriano Carlos. '''Avaliação da aprendizagem componente do ato pedagógico.''' 1 ed., São Paulo: Cortez,2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem na escola e a questão das representações sociais. '''Eccos Revista Científica'''. vol. 4, fac. 02, Universidade Nova de Julho, São Paulo, pág. 79 a 88. Eccos revista científica, São Paulo, v. 4, n. 2, p. 79-88, 2002.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCH, Jussara M. de Paula. '''O desafio da ética na avaliação'''. Mediação: Porto Alegre/RS, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCKESI, Cipriano Carlos. '''Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições'''. 4a ed. São Paulo, Cortez. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUZ, Giovana Gomes de Macedo. '''Avaliação Mediadora: a ponte entre o conhecimento e a aprendizagem'''. 2012. Disponível em:http://fabiopestanaramos.blogspot.com.br/2012/06/avaliacao-mediadora-ponte-entre-o.html. Acesso em 17 Jun 2013.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORAES, Maria Cândida. '''O paradigma educacional emergente.''' 10 ed. São Paulo: Papirus, 2004.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PERRENOUD, PHILIPPE. '''Entre duas lógicas, da excelência à regulação das aprendizagens'''. Porto Alegre, Artmed, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Janssen Felipe; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. '''Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo.''' Porto Alegre. Mediação, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Janssen Felipe da. '''Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo'''.Organizadores Claúdia de Oliveira Fernandes,Jussara Hoffmann, Mara Tereza Esteban. Porto Alegre. Mediação, 2003.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_B_-_Vespertino</id>
		<title>Turma - B - Vespertino</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://wiki.semed.capital.ms.gov.br/index.php/Turma_-_B_-_Vespertino"/>
				<updated>2013-06-20T18:05:45Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Jany: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
== AVALIAÇÃO ESCOLAR - INTERVENÇÃO MEDIADORA NA APRENDIZAGEM DO ALUNO ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;[[Arquivo:Escada.jpg‎]].&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== INTRODUÇÃO ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação tem sido um dos principais temas de debates dentro do contexto escolar. Os estudos acerca do tema apresentam como objetivo a busca pela verdadeira definição para o seu significado, visto que o processo avaliativo tem sido justamente um dos aspectos mais problemáticos da prática pedagógica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O ato de avaliar é uma prática social, amplamente utilizada e baseada na observação e na reflexão acerca de algo ou alguém. Na escola, seu papel vem sendo discutido e sua verdadeira dimensão ainda não aparece de maneira muito clara.  Ao longo das décadas, sua utilização baseou-se fundamentalmente na atribuição de notas, com vistas à promoção ou reprovação do aluno. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação deve ser vista como um processo e como tal procura observar a atitude do aluno enquanto sujeito da aprendizagem, analisando suas estratégias para consolidação do conhecimento e assim, buscar novas estratégias e ações que visem contribuir para a evolução do mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Conhecer e compreender a aplicabilidade dos instrumentos de avaliação utilizados por professores no processo ensino/aprendizagem, equivale constatar a importância de se avaliar corretamente os alunos. Primeiro, precisamos entender como esses métodos contribuem para a construção do conhecimento uma vez que o significado de avaliação está relacionado no modelo político pedagógico vigente. Precisamos questionar o significado da avaliação buscando mostrar que a mesma deve ser um processo para auxiliar no desenvolvimento cognitivo do aluno e não apenas um ato classificatório. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação deve ser vista como um processo e como tal procura observar a atitude do aluno enquanto sujeito da aprendizagem, analisando suas estratégias para consolidação do conhecimento e assim, buscar novas estratégias e ações que visem contribuir para a evolução do mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A intencionalidade que o professor tem, em relação à avaliação, define a sua concepção de educação e, consequentemente, se este está contribuindo com o modelo de sociedade no qual vivemos, ou então, se procura transformá-la. O processo avaliativo, se for considerado como instrumento de dominação social, não contempla a verdadeira aprendizagem do aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O professor, como ser social, reflete no seu fazer suas concepções de mundo e dentro do processo avaliativo essas concepções não são neutras, mas devem ser guiadas pelo objetivo principal da ação pedagógica que é levar o educando a construir novos conhecimentos. Assim, a avaliação é fundamental na construção do processo educativo como instrumento de pesquisa e intervenção no desenvolvimento dos alunos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Por meio de tal processo, que esperamos se, de domínio dos que o praticam no estabelecimento escolar, é expresso o &amp;quot;feedback&amp;quot; pelo qual se define o caminho para atingir os objetivos pessoais e sociais, implicando na maioria das vezes na tomada de uma série de decisões relativas ao objeto avaliado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação da aprendizagem escolar é uma atividade pedagógica que deve ser permanente, não pontual e perfazendo durante todo o ano letivo. Sendo assim, necessária ao trabalho docente. É através desse processo que acontece o acompanhamento do ensino e aprendizagem, não só dos alunos mas do professor também, e é com o auxílio desta atividade pedagógica que iremos conduzir todo o nosso trabalho dentro da sala de aula. Podemos com avaliações processuais mensurar os avanços,identificar e sanar possíveis insucessos que tenham ocorrido no processo afim de melhorar e potenciar as habilidades de nossos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Desta forma, precisamos conhecer e refletir acerca do processo avaliativo escolar vigente em nossos estabelecimentos escolares, realizando estudos sobre os princípios teóricos que alicerçam a avaliação como prática educativa. Torna-se relevante também, reconhecer como a avaliação ocorre nos espaços escolares, destacando seu papel como instrumento de investigação e intervenção na aprendizagem escolar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Atualmente, reconhecemos como de suma importância, o processo de autoria na aprendizagem, que pode ser fundamentado e trabalhado quando percebemos que o momento da avaliação oferece a todos os envolvidos no processo educativo, formas de reflexão sobre a própria prática. Por meio dela, o trabalho do professor pode ser direcionado às reais necessidades dos alunos, priorizando suas experiências pessoais e os conhecimentos acumulados em sua história pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:É necessário observar que quando se tem o cuidado e a sensibilidade em identificar por que o aluno chegou ao erro, como ele está pensando, onde se perdeu, o que é necessário retomar, como retomar, que mudanças o farão identificar a falha e reorientar o processo, aí sim se caracteriza uma prática construtiva e colaborativa de crescimento na aprendizagem e, consequentemente, no ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Luz (2012) as formas tradicionais de avaliação (oral e escrita) contribuem para o fracasso escolar, muitas vezes não mostram a real aprendizagem dos alunos, o professor a faz como algo punitivo e não um diagnóstico, com isso não identifica onde o aluno está falhando para poder intervir. É necessário que a avaliação integre ao processo de aprendizagem, onde o professor verifica e corrige o erro do aluno, é um processo mediador e contínuo.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
:Com isso Luz (2012) cita a avaliação mediadora que coloca em prática as ideias dos alunos, construindo assim seu conhecimento. E o professor possui as ferramentas adequadas para a intervenção, fazendo com que os alunos obtenham conhecimentos significativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação mediadora propõe um modelo baseado no dialogo e aproximação do professor com o seu aluno de forma que as práticas de ensino sejam repensadas e modificadas de acordo com a realidade sócio-cultural de seus alunos, nesta perspectiva de avaliação o erro é considerado como parte do processo na construção do conhecimento e não como algo passível de punição, na visão mediadora o professor é capaz de criar situações desafiadoras que tornem capaz a reflexão e ação tornando a aprendizagem mais significativa. (LUZ, 2012)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Av.jpg]]&lt;br /&gt;
:Considerando que “o ato de avaliar é um ato de investigar” (LUCKESI, 2011), começamos então a investigar nossa própria metodologia de ensino, o dia a dia no contexto escolar como educador. Investigação esta, baseada nos seguintes questionamentos: Será que meu aluno aprendeu? Será que como mediador, consegui orientá-lo a desenvolver o conhecimento dos conteúdos, dentro do que era esperado na minha disciplina?&lt;br /&gt;
:Dentro destes questionamentos, temos que repensar nossas atitudes como Educadores. Educadores de uma nova geração que anda frente às informações, através das novas tecnologias que se encontram acessíveis, num piscar de olhos, à todos os públicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== PROCESSO AVALIATIVO NA EDUCAÇÃO ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Curriculo_escolar.jpg]]&lt;br /&gt;
:A sociedade contemporânea exige do sistema de ensino uma preocupação voltada ao processo social, já que as evoluções tecnológicas e o mercado de trabalho exigem uma capacidade de resolver problemas com originalidade e criatividade distanciando-se do comodismo e utilizando a tecnologia como ferramenta de suporte de suas ações e criações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O processo avaliativo está intimamente ligado à concepção de educação e de sociedade que o professor e a escola se encontram. A concepção epistemológica de aprendizagem do educador determinará suas práticas e estratégias de ensino em relação ao processo de aprendizagem. Assim a concepção e o objetivo da escola deve estar bem claro para os professores,alunos, pais e comunidade envolvida, pois assim se tornará mais fácil o processo de ensino aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Portanto, temos que entender a avaliação como um processo continuo e evolutivo, não podendo ocorrer por etapas pré - determinadas como bimestre ou semestre, as reflexões sobre esses períodos de tempo são importantes para analisar e fazer uma reflexão do caminho percorrido pelos educando até aquele momento, e a partir dessas observações refletir sobre a sequência e continuidades das ações educativas do próprio professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para Lukesi (2007, p. 175), avaliar significa “investigar e, com base nos conhecimentos produzidos, tomar decisões de intervenção quando necessário. Isso significa que avaliar requer a disponibilidade de se rever didáticas, metodologias e encontrar maneiras de suprir dificuldades e colaborar para o efetivo processo ensino/aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Silva (2003,p.10) debate essa questão quando nos coloca que: &amp;quot;[...]o ensino não pode ser visto como uma mera e mecânica transmissão linear de conteúdos curriculares fechados e prontos do docente para o educando, mas um processo de construção de significados fundados nos contextos históricos em que se ensina e se aprende e, consequentemente, se avalia&amp;quot;.&lt;br /&gt;
:Segundo o autor, se optarmos por um projeto de sociedade baseado na lógica do mercado, então a escola será um lugar privilegiado de treinar clientes para o mercado e selecionar os mais competentes. O processo avaliativo, por sua vez, reproduzirá a estratificação social vigente na sociedade neoliberal do mercado globalizado. Caso fizermos a escolha por um projeto societário emancipador, a escola será um lugar de promoção da interseção da diversidade cultural, um espaço de significar e dar sentido a produção do conhecimento, dos valores e competências fundamentais para a formação humana, dos que aprendem e dos que ensinam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Imagem-1.jpg‎]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Numa perspectiva educacional conhecida como tradicional, o professor optará pela avaliação quantitativa. Esse prática avaliativa não é ingênua e contribui para que se perpetue um modelo de sociedade conservador e excludente. Por esse prisma, a avaliação é vista como um instrumento qualificador, pois faz uso de instrumentos descontextualizados e que não valorizam o processo. &lt;br /&gt;
:A avaliação é a forma materializada da interação de sucesso ou insucesso entre professor e aluno, pois a partir dela a observação de seus resultados o professor parte para a reorganização de métodos, caso perceba que a mesma não foi satisfatória. O papel preponderado á escola como a responsável a dar ascensão ou rebaixamento ao aluno, coloca uma sobrecarga muito grande na importância da avaliação,esta para ser mais eficaz possível deve ser feita em todos as ações pedagógicas diárias do aluno. pois assim se torna mais abrangente e menos excludente.A tradicional prova contendo perguntas e respostas, muitas vezes nem contextualizada e valorizando somente o que o aluno memorizou de uma aula expositiva dada pelo professor detentor do saber é uma ferramenta que dilacera o fundamento da avaliação, pois nestes moldes não cabe a interação que deveria ter ocorrido no decorrer do processo de ensino e aprendizagem.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Antunes (2002,p.32), ressalta que &amp;quot;o foco de uma avaliação jamais deve estar centrada no conteúdo trabalhado, mas na capacidade de contextualização revelada pelo aluno em aplicar os ensinamentos desse conteúdo em outros níveis de pensamento, outras situações e até mesmo outras disciplinas. A escola deve ser assim, um ensaio da vida social e a sala de aula, o local onde aprendemos como utilizar os conhecimentos adquiridos na sociedade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A temática da avaliação, ainda nos leva a reflexões e a outras problemáticas existentes em todos os níveis de ensino, desde as concepções adotadas pelos educadores, à postura demonstrada pelos educandos e a pouca ou falta de interesse das instituições escolares em discutir e melhorar seu sistema avaliativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Por parte dos educadores, a avaliação é ainda muitas vezes realizada na sala de aula sem a construção de objetivos claros a serem alcançados, assim como as metas que este educador espera que seus alunos alcancem, tornando assim o processo um instrumento de poder que não revela ao próprio professor os pontos fortes e as deficiências de seu trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Por vezes muitos educadores, por falta de clareza de objetivos, fazem uso do processo avaliativo sob a forma de cobrança de conteúdos que foram aprendidos de forma mecânica e pouco participativa. Assim, a classificação dos alunos também se dá de forma automática: bons, ruins, aprovados ou reprovados. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
:A fase da avaliação não se caracteriza como um momento final do processo de aprendizagem, mas sim na fase em que é possível criar condições para novas aprendizagens e que o aluno a partir de seu nível de conhecimento, possa evoluir na construção de seu conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Ao falarmos sobre avaliação, logo nos deparamos com uma série de questionamentos indagando se o aluno teve ou não um aprendizado satisfatório ou se superou a expectativa de desempenho definido pela escola, pelo currículo ou pelo professor.  A partir daí, aparecem outras perguntas como se o aluno respondeu corretamente as atividades propostas, se seguiram o mesmo ritmo um dos outros alunos. Com isso, surgem o padrão de referência, ou seja, expectativas padronizadas consideradas corretas, como critérios de avaliação  utilizados antigamente e utilizados até hoje para medir o aprender ou o não aprender do aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Uma concepção mais ampla de avaliação procura abarcar formas de avaliar o aluno pautado em métodos de coleta e processamento de dados variados, superiores aos comumente utilizados. Quando se concebe a avaliação como um sistema de controle de qualidade é possível e produtivo monitorar cada passo do processo de aprendizagem do aluno e do ensino que o professor afetivamente realiza. Da mesma forma Demo (1998, p. 43) ensina que “[...] a avaliação deixa de ser um ato isolado, especial e com data marcada, para fazer parte natural do processo de orientação e convivência motivada do aluno”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação, nessa perspectiva, permite proceder às reformulações, ainda no percurso, caso se perceba deficiências em algumas partes do processo, estas podendo ser corrigidas pelo professor, não esperando chegar ao final do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Quando simplesmente quantifica, mensura, rotula, é um fim em si mesmo. Desse modo desvaloriza o saber,     impede o diálogo, torna-se instrumento de controle e limitação tanto de alunos quanto de professores e, ainda, encara o erro do aluno como vilão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Diante disso, devemos observar que o erro é fundamental no processo avaliativo, pois é nessa representação que o aluno dá indícios de como está seu processo de construção de conhecimento. Indica caminhos diferentes daqueles que o professor esperava. Diante do erro, professores devem buscar converter “o não saber, estático, negativo e definitivo, em não saber, provisório, relativo e potencial”. (ESTEBAN, 2001, p. 23).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Hofmann (2005) destaca que &amp;quot;Para se entender da avaliação, primeiro passo é conceber o termo na amplitude que lhe é de direito.&amp;quot;. No contexto escolar por vezes confunde-se instrumentos e registros de avaliação com a avaliação propriamente dita. Avaliar requer tempo, observação, análise pois a aprendizagem não ocorre em um momento específico pré determinado por um calendário de provas. Para os alunos a associação dos conteúdos ocorrem em tempos diferentes, cada um tem seu momento uma avaliação coletiva de um conteúdo pode servir como norte para o educador analisar o quanto contemplou seus alunos com a metodologia usada, mas a avaliação deve acontecer a todo o instante, em diferentes situações e com diferentes aspectos para que não ocorra de forma quantitativa somente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O processo avaliativo na educação envolve pesquisa e conhecimento da situação avaliada para que haja uma intervenção positiva no desenvolvimento de todo o processo educativo. Nesse sentido, Luckesi (2011, p.171) afirma que &amp;quot;Sem os conhecimentos emergentes do ato de avaliar - como um ato de investigação científica-, a ação pedagógica e seus resultados serão aleatórios e, possivelmente, insatisfatório&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo HOFFMANN (2005), “falar em qualidade da aprendizagem em avaliação é reconhecer a multidimensionalidade de tal conceito, bem como reconhecer que a qualidade é de natureza subjetiva e que, portanto, cada pessoa a compreende e a experiência a partir de seus próprios conhecimentos e valores”. É o respeito à diversidade de cada aluno, é analisar cada caso, é avaliar respeitando o limite da dificuldade do outro. Uns têm mais facilidade em aprender, outros não. Porém os alunos que tem mais dificuldades podem ser  os que mais desenvolveram em sua aprendizagem, e os que têm facilidade as vezes não desenvolvem muito. E isso que se deve investigar para se obter uma avaliação legítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== AVALIAÇÃO COMO PRÁTICA EDUCATIVA ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Avaliarrr.jpg‎]]&lt;br /&gt;
:Segundo o dicionário, avaliação significa o ato de apreciação e estimação. Dentro do contexto educacional, avaliação é o ato de investigar a qualidade da aprendizagem, a fim de diagnosticar seus impasses e propor soluções satisfatórias. Portanto, a avaliação deve acontecer de maneira contínua e progressiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Estudando Silva,(2003, p.8) ele nos questiona sobre qual os modelos que a Escola apresenta e através dela é que vamos dar forma aos alunos. O mesmo autor cita: &amp;quot;[...]falarmos em uma avaliação formativa reguladora é fazer a opção por uma educação que supere a crise do paradigma educacional centrado no ensino, onde a escola apenas se responsabiliza por ensinar de forma linear e uniforme, ficando à sorte dos alunos aprenderem.&amp;quot; Desse modo o que entendemos é que na prática educativa temos a oportunidade de realmente darmos um novo rumo no processo de ensino aprendizagem, baseado no modo em que o professor e a escola vão enxergar esse aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para Luckesi (1999, p.43) “[...] o valor da avaliação encontra-se no fato do aluno tomar conhecimento de seus avanços e dificuldades.”. No entanto a visão distorcida da escola e principalmente dos professores com relação ao ensino-aprendizagem, bem como, a concepção equivocada que torneia as praticas avaliativas dos educadores que acaba por usar avaliação como medida de conhecimento e muitas vezes como instrumento de punição a indisciplina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Esta forma classificatória de avaliação desempenha um papel significativo para o modelo social liberal-conservador, ou seja, o papel disciplinador. Ele torna a avaliação nas mãos do professor um instrumento disciplinador de condutas sociais, utilizando-a como controle e critério para aprovação dos alunos, retirando destes a espontaneidade, criticidade e criatividade, transformando-os reféns de um sistema autoritário e antipedagógico. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação, em si, é dinâmica e construtiva, e seu objetivo, no caso da prática educativa, é dar suporte ao educador (gestor da sala de aula), para que aja da forma o mais adequada possível, tendo em vista a efetiva aprendizagem por parte do educando. A ação pedagógica produtiva assenta-se sobre o conhecimento da realidade da aprendizagem do educando, conhecimento esse que subsidia decisões, seja para considerar que aprendizagem já está satisfatória, seja para reorientá-la, se necessário, para a obtenção de um melhor desempenho. (LUCKESI, 2011, p. 176)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Podemos observar que o autor aborda a avaliação da maneira como ela é comumente discutida em reuniões pedagógicas das escolas. Deve-se realizá-la, não como um objeto de castigo e repressão aos alunos, e sim como instrumento de reflexão para o fazer pedagógico e replanejamento de aulas. A avaliação é indispensável no cotidiano escolar, pois auxilia o professor a diagnosticar o andamento do educando, rever os pontos que não obtiveram sucesso e serve de base para nortear ações futuras visando melhorar o processo ensino aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O termo avaliação é muito amplo, pois avaliar não é apenas medir o que o educando sabe ou não sabe. Para que ela ocorra é preciso que haja observação, análise e promoção de melhores oportunidades de aprendizagem (ação). Podemos afirmar que o processo avaliativo é completo quando ocorrem essas três modalidades. Estudando o texto de Silva(2003,p.13), que afirma que: &amp;quot;[...]a avaliação é espaço de mediação/aproximação/diálogo entre formas de ensino dos professores e percursos de aprendizagens dos alunos&amp;quot;. Em acordo com o autor, podemos verificar que a avaliação nos possibilita interagir com as formas de aprendizagem do aluno em relação a forma de ensinar do professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A observação do estudante é fundamental para que o professor consiga entender como ele está, ou não, aprendendo ou que estratégias utiliza. Analisa porque precisa compreendê-lo. Cada aluno tem suas especificidades no que diz respeito a sua formação social e cultural, e isso determina como interage e aprende no grupo. Cada aluno possui estratégias próprias de aprendizagem e o professor precisa oportunizar ações pedagógicas significativas para trabalhar o individual e o coletivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Exemplo.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O ato de avaliar tem seu foco na construção dos melhores resultados possíveis, enquanto o ato de examinar está centrado no julgamento de aprovação ou reprovação. Por suas características e modos de ser, são atos praticamente opostos; no entanto, professores e professoras, em sua prática escolar cotidiana, não fazem essa distinção e, deste modo, praticam exames como se estivessem praticando avaliação. (LUCKESI, p. 05, 2002)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação educacional sempre precisará contar com uma variedade de recursos, fontes, dados e informações. Torna-se necessário recorrer na sua aplicação às mais diferentes estratégias, técnicas, instrumentos e medidas, e os resultados da aplicação serem analisados, interpretados e depois utilizados no sentido de melhoria de rendimento ou do desempenho do que é avaliado; no (re)planejamento e reconstrução das atividades educativas, inclusive da própria avaliação. (ANDRADE, 200?)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:As mudanças de concepções acerca do processo avaliativo permeiam nosso fazer e cada vez mais, esta avaliação excludente e ameaçadora do passado, regride graças aos estudos e aos bons profissionais da educação, ou seja, aqueles que se dedica aos estudos, debates e que reflete sobre seu trabalho, enxerga seu aluno como um ser social e político, construtor do seu próprio conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Neste contexto, o papel do educador será o de &amp;quot;mediador&amp;quot; entre o aluno e o conhecimento sistematizado que este necessita para deixar de ser um mero receptor de informações e o professor ter a oportunidade para abandonar o rótulo de “o dono do saber&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Sendo assim,a avaliação deve ter caráter orientador, cooperativo e interativo, onde os resultados obtidos no decorrer do trabalho conjunto entre professor e alunos são comparados com os objetivos propostos, a fim de identificar as dificuldades, os progressos e, também reorientar o trabalho docente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Avaliar é muito mais que conhecer o aluno.É reconhecê-lo como uma pessoa digna de respeito e de interesse. O professor precisa estar preocupado com a aprendizagem desse aluno. Nesse sentido, o professor se torna um aprendiz do processo, pois se aprofunda nas estratégias de pensamento do aluno, nas formas como ele age, pensa e realiza essas atividades educativas. Só assim, é que o professor pode intervir, ajudar e orientar esse aluno. É um comprometimento do professor com a sua aprendizagem:tornar-se um permanente aprendiz da sua disciplina e dos próprios processos de aprendizagem. Por isso, a avaliação é um terreno bastante arenoso, complexo e difícil. Eu mudo como pessoa quando passo a perceber o enorme comprometimento que tenho como educador ao avaliar um aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:De acordo com Luckesi (2011, p.15):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação da aprendizagem só funcionará bem se houver clareza do que se deseja (projeto político-pedagógico), se houver investimento e dedicação na produção dos resultados por parte de quem realiza a ação (execução) e se a avaliação funcionar como meio de investigar e se, necessário, intervir na realidade pedagógica, em busca do melhor resultado. Sem esses requisitos, a prática pedagógica permanecerá incompleta e a avaliação da aprendizagem não poderá cumprir seu verdadeiro papel.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Nesse processo, a intervenção pedagógica, torna-se essencial à aprendizagem, uma vez que compete ao professor mostrar novas possibilidades ou utilizar recursos diferenciados para despertar a criatividade e o interesse dos alunos, não só em buscar o conhecimento, mas principalmente consolidar este conhecimento na prática em seu meio social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Avaliar não é uma tarefa fácil, cada aluno tem seu tempo de aprender, não deve existir um padrão de aprendizagem. A avaliação deverá fazer parte sempre do planejamento e da proposta pedagógica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:De acordo com Hoffmann (2005, p.17):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;Avaliação é, portanto, uma ação ampla que abrange o                             cotidiano do fazer pedagógico e cuja energia faz pensar o planejamento, a proposta pedagógica e a relação entre todos os elementos da ação educativa. Basta pensar que avaliar é agir com base na compreensão do outro, para se entender que ela nutre de forma vigorosa todo o trabalho educativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;/small&amp;gt; Luckesi, (2011) distingue a avaliação em duas modalidades: “avaliação de certificação e avaliação de acompanhamento de uma ação [...] a primeira encerra-se na qualificação do objeto, já a segunda acompanha uma atividade em sua dinâmica construtiva, tendo em vista a busca dos resultados desejados.”&lt;br /&gt;
:É importante ressaltar ainda as contribuições de Piaget e Vygotsky, que atribuem às interações sociais grande parte das aprendizagens do indivíduo. A avaliação nesta perspectiva também é vista com outro olhar,que não o de medir, não o de atribuir uma nota ao que o  aluno sabe ou não. Neste contexto, não cabe mais o professor instrucionista e sim um mediador que instigue e provoque em seus alunos curiosidade, conflitos e reflexões acerca de suas descobertas. Avaliar considerando e valorizando as experiências que o aluno já traz consigo e oferecer condições para que ele avance por meio de situações relevantes e significativas é essencial para a formação plena do educando.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Diante dessas especificações e esclarecimentos, relacionando-os à nossa prática de acordo com as necessidades e realidade de cada aluno, percebemos então que a forma mais adequada de avaliar está na segunda modalidade descrita por Luckesi, visto que procura na avaliação uma forma de construção do conhecimento, onde os resultados serão objeto de reflexão e análise com vistas a tomada de decisão para uma possível intervenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação é indispensável no cotidiano escolar, pois auxilia o professor a diagnosticar o andamento do educando. O termo avaliação é muito amplo, pois avaliar não é apenas medir o que o educando sabe ou não sabe, para que a avaliação ocorra é preciso que haja a observação, análise e promover melhor oportunidades de aprendizagem (ação), podemos dizer que o processo avaliativo é completo quando ocorrem essas três modalidades. Pois o principal objetivo é promover melhores condições de aprendizagem e isso se faz com avaliação e intervenção pedagógica no tempo certo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Portanto avaliar exige, além de sensibilidade, conhecimento, ética, vínculo, participação mútua, reflexão, foco na aprendizagem e, para isto, fazer quantas intervenções forem necessárias e possíveis para que efetivamente o aluno aprenda. Cabe ressaltar aqui que atividades instrutivas como siga o modelo, complete, arme e efetue não levarão nossos alunos a pensar o aprender, não os levarão à reflexão nem tampouco a sair de sua zona de acomodação. Segundo Hoffmann (2005), para este fim, faz-se necessário propor atividades desafiadoras que englobem desde os processos básicos de elaboração cognitiva quanto os mais elaborados. Caberá ao professor mediar as estratégias de resolução. Para esta autora, educar/avaliar parte de um diálogo contínuo, da convivência e da confiança mútua no crescimento de todos.&lt;br /&gt;
:O professor consciente de seu papel e comprometido com o processo educativo busca na avaliação conhecer e compreender o desenvolvimento e as dificuldades do seu aluno para atuar de forma positiva nesse processo. Essa prática leva ao crescimento de ambas as partes, pois o próprio professor aprende e evolui em seu fazer pedagógico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para LUCKESI (1997):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;A avaliação da aprendizagem nesse contexto é um ato amoroso, na medida em que inclui o educando no seu curso de aprendizagem, cada vez com qualidade mais satisfatória, assim como na medida em que o inclui entre os bem sucedidos, devido ao fato de que esse sucesso foi construído ao longo do processo de ensino-aprendizagem (o sucesso não vem de graça). A construção, para efetivamente ser construção, necessita incluir, seja do ponto de vista individual, integrando a aprendizagem e o desenvolvimento do educando, seja do ponto de vista coletivo, integrando o educando num grupo de iguais, o todo da sociedade.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
:Logo a avaliação como prática educativa deve ser constituída qualitativamente e deve se desenvolver no decorrer do processo ensino-aprendizagem. Nessa forma ela exige um maior empenho por parte do professor e consequentemente um maior envolvimento por parte do aluno, contribuindo assim na construção e na compreensão do conhecimento proposto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Avaliar4.jpg]]&lt;br /&gt;
:Na educação hoje em que as mudanças acontecem rapidamente, é preciso saber qual é o papel da avaliação no processo ensino e aprendizagem e devemos nos perguntar constantemente: Para que avaliar? Porque avaliar? Quem é avaliado?E o que se pretende alcançar com essa avaliação?&lt;br /&gt;
:De forma sintetizada podemos afirmar que a avaliação é muito complexa, visto que existem diversos modelos e métodos de avaliar, variando de acordo com as concepções de educação que cada um carrega consigo.&lt;br /&gt;
:De acordo com Hoffmann (2003, p.12):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:“No paradigma educacional centrado nas aprendizagens significativas”(apoiado na pedagogia diferenciada e da autonomia), a avaliação é concebida como processo/instrumento de coleta de informações, sistematização e interpretações da informações, julgamento de valor do objeto avaliado através das informações tratadas e decifradas...”.:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Nesse sentido, é necessário que os educadores possam refletir nos métodos utilizados hoje para se avaliar e busquem formas diferentes de produzir as avaliações. É fato que o papel do educador hoje é produzir intervenções didáticas diante das avaliações, para que consigamos alcançar nosso objetivo principal, a aprendizagem significativa dos alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Conhecer e compreender a aplicabilidade dos instrumentos de avaliação utilizados por professores no processo ensino/aprendizagem, equivale constatar a importância de se avaliar corretamente os alunos. Primeiro, precisamos entender como esses métodos contribuem para a construção do conhecimento uma vez que o significado de avaliação está relacionado no modelo político pedagógico vigente. Precisamos questionar o significado da avaliação buscando mostrar que a mesma deve ser um processo para auxiliar no desenvolvimento cognitivo do aluno e não apenas um ato classificatório. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:No entanto, o conceito de avaliação é restrito, ou seja, limita-se apenas a observar o desenvolvimento do estudante utilizando o método quantitativo (notas) e se esquecendo do qualitativo. Sendo assim, a avaliação adotada por muitos educadores ainda é a tradicional, já que o sistema educacional também  é quantitativo. Nesse sentido, Hoffmann (2005, p.14) cita claramente que as posturas avaliativas inclusivas ou excludentes afetam seriamente os sujeitos educativos.&lt;br /&gt;
:Outro fator importante é conhecer as tendências avaliativas, tais como a avaliação e a avaliação formativa. A avaliação por medida está vinculada a quantificação da aprendizagem dos alunos. Já no caso da avaliação formativa está ligada a avaliação da aprendizagem do educando. &lt;br /&gt;
:Segundo Hoffmann (2005 p. 21):&lt;br /&gt;
:“a avaliação formativa está no envolvimento do professor com os alunos e na tomada de consciência acerca do comprometimento com o progresso deles em termos de aprendizagem na importância e na natureza da intervenção pedagógica”.&lt;br /&gt;
:O professor consciente de seu papel e comprometido com o processo educativo busca na avaliação conhecer e compreender o desenvolvimento e as dificuldades do seu aluno para atuar de forma positiva nesse processo. Essa prática leva ao crescimento de ambas as partes, pois o próprio professor aprende e evolui em seu fazer pedagógico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Em resumo, a avaliação não é somente para os educandos, mas também para o docente que também pode mudar a metodologia diante dos resultados das avaliações realizadas. Isso significa retomar conteúdos, propor a autoavaliação, buscar mudanças no currículo (ementa) e cuidar para que o aluno aprenda de forma significativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:É necessário que haja interação entre aluno e professor no processo de ensino-aprendizagem. O aluno não pode se contentar com a posição de mero expectador, e, o professor deve incentivar que o mesmo participe como o “ator principal”. Ambos precisam compreender a importância que essa troca de experiências tende a beneficiar no produto final, sem contar como isso auxilia no processo de independência e formação de opinião dos alunos, conforme explicita Becker, 2001: [...] que o aluno só aprenderá alguma coisa, isto é, construirá algum conhecimento novo, se ele agir e problematizar a sua situação. E Becker (2001) afirma ainda que: &amp;quot;Pensamos em uma sala de aula onde a proposta do professor é co-participada pelos alunos, pelas sugestões, e a proposta dos alunos é viabilizada pelo professor. E na qual a ação começa a fluir de ambas as partes, e não só na relação professor-aluno ou aluno-professor&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== CONTEXTO ESCOLAR E AVALIAÇÃO ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:CRIANA~1.JPG]]&lt;br /&gt;
:Dentro do contexto educacional a avaliação é um processo importantíssimo pois visa avaliar a qualidade do corpo discente e é através dela que o gestor escolar toma as decisões dentro do ambiente escolar. Para isso o educando é avaliado diariamente, pois segundo as normas e processos legais descritos pelo sistema nacional de ensino, nos regimentos escolares e nas propostas pedagógicas de cada instituição, incitam estratégias avaliativas para medir o grau de construção de conhecimento da criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Silva (2003) ao contextualizar o cenário onde a estrutura administrativo-pedagógica da escola é questionada, faz  um alerta sobre a necessidade de novos sentidos e novas práticas frente a pluralidade cultural, ética, política e científica da sociedade moderna. Os avanços tecnológicos, ao mesmo tempo em que promovem o refinamento da produção, desencadeiam o alargamento da miséria e disseminam a violência social e econômica.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:O termo avaliação é muito amplo, pois avaliar não é apenas medir o que o educando sabe ou não sabe, para que a avaliação ocorra é preciso que haja a observação, análise e promover melhor oportunidades de aprendizagem (ação), podemos dizer que o processo avaliativo é completo quando ocorrem essas três modalidades. Pois o principal objetivo é promover melhores condições de aprendizagem e isso se faz com avaliação e intervenção pedagógica no tempo certo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Essas avaliações vão de avaliação diagnóstica, no qual tem por objetivo medir o grau de conhecimento prévio do educando como: indicações sobre conhecimentos, aptidões, interesses, entre outros; avaliação formativa orienta e regula a prática pedagógica; e por fim a avaliação somativa, que ocorre ao fim de um processo educacional (ano, semestre, bimestre), tem por objetivo fazer um balanço somatório de uma ou várias sequências do trabalho de formação do educando.&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Escola23.jpg]] &lt;br /&gt;
:Desta forma, segundo Hoffmann (2005) no ambiente escolar, o processo avaliativo pode ocorrer de diferentes formas. Destacamos então, a avaliação mediadora, que apresenta como características do avaliador a observação, a análise e a promoção de melhores oportunidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Luckesi (2011, p.172), podemos &amp;quot;distinguir duas modalidades de avaliação: a utilizada para avaliar um objeto já configurado e concluído e a utilizada para avaliar um objeto em construção. Respectivamente, temos, então, avaliação de certificação e avaliação de acompanhamento de uma ação&amp;quot;. Ambas devem estar em conjunto no processo buscando os resultados esperados e possibilitando ações de intervenção no desenvolvimento educacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Tanto aluno quanto professor tem sua capacidade de observar, absorver e operar sobre o mundo e produzir seus significados. No entanto, é papel do mediador buscar a convergência destes, aproximando-os do entendimento dos alunos por meio de processos diferenciados.Desse modo, precisamos utilizar muitos instrumentos avaliativos e não somente provas e testes que mais pontuam do que colaboram. Precisamos permitir as diferenças, ouvir nossos alunos, saber deles sobre eles, como pensam, como chagaram ao resultado apresentado, que caminho percorreram, por que escolheram este ou aquele caminho, entre tantos outros aspectos que não podem ser atingidos com instrumentos restritos e castradores.&lt;br /&gt;
:O processo avaliativo gera informações constantes que servem para que professores (as) e “aprendentes” possam refletir e criar estratégias de superação dos seus limites e ampliar suas possibilidades, engendrando uma aproximação entre as formas de ensinar e os estilos de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Assim, acreditamos que dentro do processo avaliativo o professor sempre deve ampliar seus instrumentos, recursos e principalmente sua forma de avaliar os alunos, compreendendo que cada aluno é único e precisa ser avaliado pensando no seu desenvolvimento como todo e não apenas numa nota apontada em uma avaliação. Esta, por sua vez, deve ser mais um instrumento de transformação da sociedade, pois quando ela prioriza a formação integral do aluno não se refere apenas a potencialidades cognitivas, mas no desenvolvimento de todas as capacidades da pessoa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A IMPORTANCIA DA AUTO-AVALIAÇÃO DOCENTE ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Charge-notabaixa.jpg‎]]&lt;br /&gt;
:Para uma avaliação eficiente de desempenho dos alunos, os docentes precisam constantemente se auto-avaliar.  Avaliar é uma ação que faz parte do complexo aprender. Desta forma, exige do professor um olhar profundo sobre o aluno, a fim de compreender sua forma de entender o mundo e seu processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Cada pessoa tem seus próprios mecanismos para aprender, cabe ao professor conhecer essas individualidades para estimulá-las. Faz parte também do processo de avaliação, considerar o conhecimento prévio do aluno para evoluir a partir dele. Neste ponto de vista, é preciso avaliar para aprender.&lt;br /&gt;
::::::[[Arquivo:Charge 3.jpg]]&lt;br /&gt;
:A avaliação deve acompanhar a evolução do aluno, neste processo o professor deve refletir constantemente sobre sua pratica, observar e analisar seus alunos e mediar a aprendizagem, estimulando a pesquisa e (re)elaboração de conceitos, respeitando e auxiliando os limites e avanços individuais e a partir deles refletir e agir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== APRENDIZAGEM, AUTORIA E AVALIAÇÃO ==&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Cidadania.jpeg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Os professores de uma escola devem visar a autoria e a compreensão dos conteúdos por parte de todos os envolvidos, e a avaliação é um instrumento importante para a conquista destes saberes,  e esta deve coletar o maior número de informações possíveis, para que os professores sejam capazes de analisar e melhorar suas metodologias de ensino, contemplando se não todos a maioria dos alunos com estes saberes ensinados. Segundo Silva, (2003):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt; [...] é imperativo lançar mão de um maior número de instrumentos avaliativos [...] Esta atitude possibilita coletar o máximo de informações possíveis em torno das aprendizagens e das histórias dos aprendentes e das intervenções e das posturas dos docentes. Por exemplo, restringir a avaliação aos testes finais e aos aprendentes implica não avaliar certos aspectos dos estudantes, como o desenvolvimento oral, a capacidade investigativa e a participação em trabalhos em grupo [...] não toma a intervenção didática como objeto da avaliação.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Intervir não significa apenas destacar o erro e apresentá-lo ao aluno como uma simples constatação a ser deixada para trás, mas sim instigar e possibilitar que o aluno a identifique onde e por que errou. Desse modo, o aluno não perde seu senso crítico, reflexivo e autor, afinal, a autoria pressupõe erros e acertos, mas é na superação do erro que ocorre as descobertas para a reconstrução e, consequentemente, o avanço, a aprendizagem significativa. Portanto, a avaliação, nas suas mais variadas formas e instrumentos deve promover este avanço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:AVALIA~2.JPG]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Silva(2003), se optarmos por um projeto de sociedade baseado na lógica do mercado, então a escola será um lugar privilegiado de treinar clientes para o mercado e selecionar os mais competentes. O processo avaliativo, por sua vez, reproduzirá a estratificação social vigente na sociedade neoliberal do mercado globalizado. Caso fizermos a escolha por um projeto societário emancipador, a escola será um lugar de promoção da interseção da diversidade cultural, um espaço de significar e dar sentido a produção do conhecimento, dos valores e competências fundamentais para a formação humana, dos que aprendem e dos que ensinam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Vale ressaltar aqui o quão difícil é o ato de avaliar. Por isso Demo, (2004) afirma que no âmbito educacional toda avaliação é: “injusta, incômoda, incompleta e ideológica”. Injusta por ser reducionista, pois não abrange toda a complexidade humana. Incômoda porque o poder sempre estará nas mãos do avaliador. Incompleta já que diante da dinâmica complexa da aprendizagem será impossível expressá-la em sua totalidade, seja qual for o indicador ou instrumento, por mais que busque a amplidão, sempre será incompleta. Por fim, ideológica, pois “não se pode camuflar a relação de poder entre o avaliador e o avaliado”. O contexto de poder é muito mais forte e mais amplo do que o contexto da aprendizagem, pois toda relação de poder está relacionada diretamente à política e suas entrelinhas. É lá que ficam seus verdadeiros interesses.&lt;br /&gt;
:Devemos considerar ainda a formação do professor , a qual deve contemplar reflexões acerca do que é a &amp;quot;avaliação&amp;quot;.&lt;br /&gt;
:A defesa que fazemos é que a formação inicial dos profissionais da educação pode fazer diferença na futura inserção desses na escola (SANTOS,2006).&lt;br /&gt;
:Portanto se o professor já está familiarizado com toda a realidade da escola e o que pode permear a avaliação dentro do projeto pedagógico da escola, sabendo que cada escola possui uma personalidade própria e que deverá ser respeitada, bem como seu processo avaliativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Da mesma forma, o planejamento não pode estar alienado do contexto, das experiências já conhecidas. Para Moraes (2004, p.149):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::&amp;lt;small&amp;gt;se o processo educacional é um sistema aberto, vivo, podemos inferir que tanto o planejamento, quanto a prática pedagógica, para estar de acordo com a nova visão de mundo pós-moderna, necessitam incluir o movimento, que pode ser compreendido como forma de expressão dos processos de interação e reflexão.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Isso remete a um processo educacional dialógico e em constante transformação, ou seja, o refletir na ação e sobre a ação. Assim, o educador igualmente reflete sobre sua prática e sobre si, enquanto ser humano, e se coloca, também, na posição de educando. Moraes (2004, p.168) indica que &amp;quot;a transformação do exterior é facilitada pelo conhecimento interior&amp;quot;. Essa reflexão é proporcionada pela avaliação e auto-avaliação de professor e aluno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Buscamos uma aula ideal, que independentemente das concepções ou teorias, seja “aquela aula” que instiga, desenvolva e estimule o aluno a ler e a pesquisar, que cria dúvidas, enfim, a que o faz pensar e produzir seu material. Não podemos subestimar as capacidades de nossos educandos. Tem que haver compreensão por parte dos educadores, o fato de quão é importante se trabalhar para que o aluno se torne crítico, construa opiniões próprias e saiba argumentar, questionar. Propiciar e desenvolver atividades que instiguem eles a pesquisa, a descoberta, a autoria de suas próprias atividades, a criação de seus trabalhos, isso contribui de forma muito significativa no desenvolvimento da aprendizagem e autoria e também na formação intelectual dos alunos.&lt;br /&gt;
:Estabelecer metas, acreditar na capacidade dos alunos e demonstrar interesse em suas criações em relação aos conteúdos trabalhados, são gestos que podem diferenciar e contribuir com o desenvolvimento de alunos. E também um grande estímulo para aqueles que têm dificuldades em serem criativos, e que não “gostam” de estudar. Para assim torna-los, futuramente, cidadãos críticos, questionadores, autores e detentores de opinião acerca de assuntos variados, e que, perdurarão pela vida acadêmica por um bom e proveitoso tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== CONSIDERAÇÕES FINAIS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::[[Arquivo:10million.jpeg]]&lt;br /&gt;
:A avaliação é a reflexão transformada em ação. Reflexão permanente do professor sobre sua realidade, e acompanhamento, passa a passo, do educando. Um processo interativo, através do qual educando e professores aprendem sobre si mesmos e sobre a realidade escolar no ato da própria avaliação. Avaliar somente não traz benefícios ao professor nem mesmo ao aluno, pois uma avaliação pontual como já foi supracitada dá chance ao acaso e evidencia  um ponto no  processo ensino aprendizagem; já a avaliação processual permeia todo o ano letivo e fornece mais ferramentas para o professor repensar sua prática e seu fazer pedagógico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Hoffmann (2005)se sente angustiada, ao ver que em pleno século XXI, milhares de crianças ainda tem sua aprendizagem validada por métodos imprecisos e injustos. Avaliações padronizadas e objetivas não promovem uma diferença “sensível”, a exigência do professor deve vir acompanhada de apoios, tanto intelectuais quanto afetivos, isto sim, permitirá aos alunos superarem quaisquer desafios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Segundo Roland Abrecht (1994, p.125) ''o objetivo da avaliação formativa, deve ocorrer com o desenvolvimento de atitudes de auto-avaliação que levam os sujeitos a serem capazes de se situar no seu processo de formação.'' Esse situar-se é o envolvimento do alunato com os educadores e com todo o contexto escolar vivenciado. Permitindo que todos assumam um compromisso de autoconstrução, de autodesenvolvimento, pelo responsabilizar-se pelo outro, retomando caminhos, redirecionando processos, aprendendo a ser mais do que já estão delimitados na cultura que está postada por esse século. A avaliação, pelo seu caráter inventivo e hesitante, segundo o mesmo autor, confere direitos de cidadania ao que é opaco, complexo e equívoco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação dentro do contexto escolar é ainda muito contraditória, visto que segundo especialistas como Hoffmann 2005, avaliar é algo processual e contínuo, não podendo ser tomado como avaliação uma lista de exercícios que o professor corrigi ou uma avaliação que o professor aplica no final de cada bimestre, esses são considerados apenas instrumentos de avaliação. Para Hoffmann 2005 Avaliar implica “observar o aprendiz, analisar e compreender suas estratégias de aprendizagem e tomar decisões pedagógicas favoráveis a continuidade do processo.”  A avaliação é um processo de caráter “singular” no que diz respeito aos alunos, cabendo ao professor avaliar cada aluno dentro do seu contexto e de acordo com suas particularidades em relação à aprendizagem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Porém, o que vemos no contexto escolar são avaliações externas que se compõe de uma lista de exercícios, igual para todos os alunos, e que através dessa a aprendizagem é avaliada. Para que o aluno ingresse em uma universidade ou seja aprovado em qualquer concurso público, é à ele aplicada uma “avaliação” do seu aprendizado anterior, com novamente uma lista de exercícios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:A avaliação deve visar o aprendizado do aluno, zelar pelo seu crescimento, nortear o professor em suas estratégias pedagógicas. Verificar o quanto o aluno avançou e/ou buscou novas formas para resolver situações comuns ou cotidianas é valorizar seu conhecimento, é reconhecer o aluno como construtor do seu próprio saber.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:No entanto, muitas mudanças e concepções podem ser colocadas em práticas no contexto escolar, e porque não dizer, também no âmbito educacional do Brasil. Se pretendemos nos afastar de métodos discriminatórios, excludentes e classificatórios, devemos buscar toda uma coerência na avaliação externa e interna do nosso país. Seria a necessidade de todos falarem a mesma língua, como, dentro das escolas trabalharmos de formas mais abrangentes, considerando a evolução e desenvolvimento de cada aluno, não somente através de números frios, mas percebendo esse crescimento pessoal, como também com aplicações de avaliações na mesma linguagem em nível nacional, sem estatísticas frias e desmotivacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Uma mudança nos métodos de avaliação dos processos de aprendizagem, segundo Fernandes (2003), exige uma concepção de aluno como um ser crítico, criativo e participativo, com autonomia e capacidade de tomar decisões, sendo co-ator desse exercício de avaliação por si próprio, aprendendo a analisar seu próprio desenvolvimento educativo e cultural, tendo uma participação privilegiada com diálogo. Proporcionando a reflexão tanto por parte dos professores quanto dos alunos que é exigida como parte fundamental desse processo. Nesta visão, a avaliação deixaria de ser vista classificatória e excludente, dando mais oportunidades para uma formação de alunos atuantes na sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Façamos o melhor possível, por mais que tenhamos de atribuir uma nota, uma classificação ou promoção será muito mais justo que nossos alunos entendam esse processo, que não percam a certeza de que podem vencer obstáculos. Nunca seremos integralmente justos, mas podemos apontar possibilidades, resgatar a autoconfiança e a autoestima, assim pretendemos que se libertem dos rótulos e das classificações pontuais, mas que se percebam como sujeitos de sua própria história e transformação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Nesse sentido, a constituição do sujeito passa a ser a preocupação central em torno da qual se estrutura um processo em que as aprendizagens ocorrem em função desta finalidade mais ampla. Não se trata, portanto, de justaposição de aprendizagem fragmentadas dos conteúdos das várias áreas, mas se concebe o conhecimento como parte integrante da formação humana, o que inclui dimensão ética da aquisição, a distribuição e o uso do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Para Luch Jussara (2003) ''Avalilar é tomar partido, é aceitar o outro como ele se apresenta, é ter responsabilidade, compromisso como o outro e , portanto, consigo mesmo, com uma nova perspectiva, com uma dimensão ética. Pressupõe uma relação com o outro, dialógica, um agir em comunhão, e um conhecimento sobre as condições de possibilidades de um reinventar-se, que desta forma é partilhado, interpretado e transformado em comunhão.''portanto, a formação da identidade se dá no encontro como o outro numa construção social e não como algo meramente objetivo e natural, o caráter da avaliação tem assim outra dimensão, é diferente, pois propicia avanço, progressão, mudança, a criação do novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::::::::::::[[Arquivo:Educaçâo4.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== REFERÊNCIAS ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- PESSOAL, PARA QUE NOSSO TEXTO FIQUE MAIS BONITO ESTETICAMENTE, SUGIRO COMEÇARMOS TODOS OS PARÁGRAFOS COM : --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ABRENCHT, R. '''A avaliação formativa'''. Rio Tinto: Portugal, Asa, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANTUNES, Celso. '''A avaliação da aprendizagem escolar.''' 5 ed. Petrópolis: Vozes, 2002.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DEMO, Pedro. '''Ser professor é cuidar que o aluno aprenda.''' Porto Alegre. Mediação, 2004.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FERNANDES, Claudia de Oliveira. '''Praticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo'''. Organizadores Janssen Felipe da Silva, Jussara Hoffmann, Mara Tereza  Esteban- Porto Alegre: Mediação,2003&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara. Avaliação formativa ou avaliação mediadora? In: _______. '''O jogo do contrário em avaliação'''. Porto alegre: mediação, 2005, p 13 a 23.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HOFFMANN, Jussara. '''Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola À Universidade'''. 14ª ed. Porto Alegre: Mediação, 1998.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCKESI,Cipriano Carlos. '''Avaliação da aprendizagem componente do ato pedagógico.''' 1 ed., São Paulo: Cortez,2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem na escola e a questão das representações sociais. '''Eccos Revista Científica'''. vol. 4, fac. 02, Universidade Nova de Julho, São Paulo, pág. 79 a 88. Eccos revista científica, São Paulo, v. 4, n. 2, p. 79-88, 2002.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCH, Jussara M. de Paula. '''O desafio da ética na avaliação'''. Mediação: Porto Alegre/RS, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUCKESI, Cipriano Carlos. '''Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições'''. 4a ed. São Paulo, Cortez. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LUZ, Giovana Gomes de Macedo. '''Avaliação Mediadora: a ponte entre o conhecimento e a aprendizagem'''. 2012. Disponível em:http://fabiopestanaramos.blogspot.com.br/2012/06/avaliacao-mediadora-ponte-entre-o.html. Acesso em 17 Jun 2013.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORAES, Maria Cândida. '''O paradigma educacional emergente.''' 10 ed. São Paulo: Papirus, 2004.&lt;br /&gt;
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PERRENOUD, PHILIPPE. '''Entre duas lógicas, da excelência à regulação das aprendizagens'''. Porto Alegre, Artmed, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Janssen Felipe; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. '''Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo.''' Porto Alegre. Mediação, 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Janssen Felipe da. '''Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo'''.Organizadores Claúdia de Oliveira Fernandes,Jussara Hoffmann, Mara Tereza Esteban. Porto Alegre. Mediação, 2003.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Jany</name></author>	</entry>

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